Enfim, Casados!!!
66 Reação das crianças
Notas iniciais
V – ‘Professora Helena! O que aconteceu com você?’
H – ‘Comigo? Como assim, Valéria?’
V – ‘Ehh!!! Hoje você tá com uma carinha tão estranha, parece preocupada! Aconteceu alguma coisa?’
MJ – ‘É mesmo, professora. Podemos ajudar?’
H – ‘Não aconteceu nada demais, meus amores. Só estou um pouco preocupada mesmo, mas sei que vai dar tudo certo.’
J – ‘Não tem nada haver com a gente não né!’
H – ‘Na verdade tem sim, Jaime. Mas só vou poder dizer pra vocês o que é depois do recreio. Agora quero que vocês abram o livro de Geografia e façam os exercícios da página 69. A medida que forem terminando, tragam na minha mesa. O passe para o recreio serão os exercícios, ok?’
Crianças – ‘SIM, PROFESSORA HELENAAAA!’
H – As crianças foram fazendo os exercícios enquanto fiquei pensando em como seria a reação delas quando descobrissem a novidade. Após algum tempo, foram terminando os exercícios e vieram trazendo um por um na minha mesa. – ‘Muito bem, Cirilo! É assim mesmo! Parabéns!’
C – ‘Obrigado, professora!’
H – ‘Na medida em que for olhando, vocês podem guardar os materiais de vocês e esperar o sinal tocar sentados!’ – Não demorou muito e o sinal tocou, me deixando um pouco ansiosa. – ‘Muito bem, crianças. Podem sair, mas sem correrias!’ – Fui guardando o meu material e logo o Renê apareceu trazendo a caixa pesada. – ‘Coloca aqui em cima da mesa, meu amor!’ – Ele colocou e me deu um selinho.
R – ‘E aí, ansiosa?’
H – ‘Muito! A ponto da Valéria e alguns perceberem!’
R – ‘E você? O que falou pra eles?’ – Falei fazendo carinho no seu rosto.
H – ‘Disse que depois do recreio teria uma novidade pra dizer pra eles! Eles nem desconfiam!’ – Falei rindo e de repente chegaram a Graça e o Firmino para nos ajudar. Rapidamente começamos arrumar a sala: enquanto o Renê e o Firmino penduravam os desenhos e as faixas por toda a sala, eu e Graça ajeitávamos as cadeiras. – ‘Sabe o que isso me fez lembrar? Do dia da premiação!’
F – ‘É verdade, professora! As crianças amaram aquele dia! Dava pra ver no olhar delas!’
R – ‘Eu me lembro da cena da Diretora Olívia segurando o troféu e dando nome a ele: Olivito!’ – Rsrsrs – ‘Só ela mesmo pra colocar o nome dela no troféu!’
G – ‘Como esquecer aquela cena, pitelzinho. Aquilo deveria ter ido pras videocassetadas do Faustão de tão engraçado que foi!’ – Todos caímos na risada.
H – ‘Bom, acho que terminamos.’ – Falei olhando pra toda a sala e para o relógio. – ‘E ainda na hora certa. Faltam 5 minutos pra bater o sinal.’
F – ‘Já que terminamos, vou para o pátio bater o sinal e ver como a Diretora está se saindo cuidando dos alunos. Com licença!’
H – ‘Obrigada pela ajuda, Firmino.’
F – ‘Não precisa agradecer, professora. Até mais!’
R – ‘Acho que ficou bom o nosso trabalho né!’
G – ‘Ficou uma belezura, pitelzinho. Não vejo a hora de ver aquelas carinhas quando souberem da novidade. Tenho certeza que vão amar!’
H – ‘Eu também, Graça. Não vejo a hora de ver a reação deles!’
G – ‘Bom, acho melhor vocês irem trocar de roupa, né! Senão, vai dar o horário e vocês estarão aqui ainda.’
R – ‘Tem razão, Graça. Vamos meu amor?’
H – ‘Vamos!’ – Íamos saindo quando a Graça nos chama.
G – ‘Ah, frôzinha, pitelzinho. Deixei a roupa de vocês na sala dos pofessores, pras crianças não verem.’
H R – ‘Obrigada (o) Graça!’ – Demos as mãos e fomos para a sala dos professores. Chegando lá...
R – Assim que entramos na sala a Helena se sentou na cadeira. Me aproximei dela, ajoelhando e segurando as suas mãos. – ‘O que houve, meu amor! O que você tem?’
H – ‘Tô muito nervosa, amor! Será que vai dar certo?’
R – ‘Claro que vai, e afinal, as crianças vão amar. Não quero te ver assim, tá bom! Essa sua ansiedade pode fazer mal ao bebê.’ – Coloquei a minha mão na barriga dela.
H – ‘E se eles ficarem com ciúmes do bebê, amor? Afinal, eu vou ter dar atenção dobrada para o bebê quando ele nascer!’ – Falei colocando a minha mão sobre a dele.
R – ‘Talvez sintam agora no início, mas tenho certeza que quando o bebê nascer vão ficar brigando pra ver quem pega ele ou ela. Você vai ver! Agora vamos levantar e nos arrumar, ok?’ – Selinho.
H – ‘Ok! Você tem razão!’ – Me levantei, pegamos nossas roupas e fomos para o banheiro. O sinal tocou assim que entramos no banheiro.
~ Minutos depois ~
K – ‘Cadê a professora Helena?’ – Perguntei para a diretora assim que ela chegou organizando a nossa fila.
D. O. – ‘A professora de vocês teve que resolver algumas coisas e pediu que os levasse até a sala de vocês. Quero essa fila arrumada, vamos! Tá uma bagunça só! Quero que vocês entrem em silêncio na sala, me entenderam?’
C – ‘SIM, DIRETORA OLÍVIAAA!’
D. O. – Levei as crianças até a sala delas. Graça e Firmino estavam na porta esperando. A sala estava apenas com um feixe de luz.
Marcelina – ‘Porque a nossa sala tá tão escura?’
D. O. – ‘Sem perguntas, crianças. Quero que vocês entrem e sentem-se em silêncio. Daqui a pouco a professora Helena chegará.’ – As crianças entraram e sentaram e ficaram cochichando entre si. Firmino e eu fomos para a frente da sala enquanto Graça foi atrás dos professores. Passou pouco tempo, ela chega sinalizando que estava tudo pronto.
F – ‘Bom, crianças, a professora de vocês preparou algo muito bonito pra vocês. Esperamos que vocês prestem bastante atenção em toda a sala.’ – Andei até o apagador e acendi as luzes da sala. As crianças ficaram admiradas com a decoração. A sala estava toda decorada com vários desenhos infantis, mas de forma de bebês e muitas faixas com frases para crianças.
Laura – ‘Nossa, que linda que ficou a nossa sala! Tá tão romântica!’
Paulo – ‘Larga de besteira, Laura!’
MJ – ‘Pra quê tudo isso, diretora Olívia?’
D. O. – ‘Já, já vocês vão saber!’ – De repente a cortina se abre e o professor entra na sala todo atrapalhado, vestido de criança! As crianças caíram na risada.
H – ‘Vem aqui, Joãozinho. Onde já se viu correr desse jeito de mim?’
R – ‘Você não gosta mais de mim!’
H – Me aproximei do Renê (quer dizer, Joãozinho) e disse: ‘Claro que gosto, quem te disse esse absurdo?’
R – ‘Ninguém, mas agora você terá olhos só pra esse bebê que você está esperando!’
H – ‘Claro que não, meu amor! Eu amo muito você! Mas você tem que entender que agora eu vou ter que dá uma atenção maior pro bebê quando ele nascer.’ – Falei colocando a mão na minha barriga e olhei pras crianças que estavam com um brilho no olhar. – ‘Você também já foi bebê e a sua mamãe te encheu de carinho e amor quando você era pequenininho. A mesma coisa eu terei que fazer com ele, e vou continuar te amando e sendo sua professora do mesmo jeito. E o melhor, se tiver a sua ajuda, vai ser muito mais fácil e muito mais divertido! Posso contar com a sua ajuda quando o bebê nascer?’
R – ‘Pode!’
H – ‘Então vem aqui me dá um abraço!’ – O Renê veio até mim e nos abraçamos. Terminamos o abraço de mãos dadas e me virei pras crianças e perguntei: ‘E eu, será que posso contar com a ajuda de vocês?’
Alícia – ‘Como assim, professora? Contar com a nossa ajuda?’
R – ‘Será que vocês não entenderam a mensagem dessa pequena peça?’
V – ‘Eu já entendi gente. A Professora Helena tá grávida!’
Bibi – ‘Sério isso, professora?’
H – ‘Aham! Eu estou grávida, meus amores!’ – Quando terminei de falar as crianças gritaram e bateram palmas eufóricas. Olhei para o Renê que estava rindo muito e ele me abraçou de lado.
R – ‘Eu ainda não ouvi a resposta da pergunta que a professora de vocês fez!’
H – ‘Será que eu e o Renê podemos contar com ajuda de vocês?’
T – ‘SIIIIIMM!’ – As crianças vieram todas nos abraçar e colocar as suas mãozinhas na minha barriga. Foi uma festa que só. Terminamos a aula comemorando muito a minha gravidez. Depois da aula, fomos pra casa. Eu não me cabia de tanta felicidade.
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