Enfim, Casados!!!
54 Descobrindo o causador do acidente
Notas iniciais
R – Cheguei na delegacia e logo fui atendido.
P – ‘Bom dia, em que posso ajudar?’
R – ‘Bom dia policial. Estou a procura de uma informação...’
P – ‘Sim, pois não?’
R – ‘Minha sogra foi atropelada essa semana por um carro desgovernado. Gostaria de saber se alguém fez algum boletim de ocorrência sobre o atropelamento dela.’
P – ‘Qual o nome completo dela?’
R – ‘É Cristina Fernandes!’
P – ‘Só um minuto que vou verificar no sistema... E a propósito, como é o seu nome?’
R – ‘É Renê Magalhães, policial!’
P – ‘Aguarde um instante, senhor Renê!’
~ Um tempo depois ~
P – ‘Verifiquei no sistema e realmente consta o boletim de ocorrência no nome dela. Ela foi atropelada em frente uma praça, isso?’
R – ‘Isso mesmo e aí no boletim consta algum dado sobre a placa ou o modelo do carro que a atropelou?’
P – ‘Posso saber o porquê desta pergunta?’
R – ‘Policial, suspeito de uma pessoa que possa ter atropelado ela. Estou apenas levantando alguma prova para depois denunciar essa pessoa.’
P – ‘Hum, entendo senhor. No boletim não consta a placa do carro, mas as testemunhas que estavam no local na hora do acidente disseram que era um carro cinza e parecia que quem estava dirigindo era uma mulher e que na hora do acidente, o motorista não prestou socorro e imediatamente acelerou o carro e foi embora, é o que consta aqui.’
R – ‘Hum, minhas suspeitas batem.’
P – ‘Então você sabe que é?’
R – ‘Acho que sim!’
P – ‘Bom senhor Renê, se você suspeita de quem possa ter causado o acidente é melhor denunciar. Essa pessoa teria motivos para fazer isso?’
R – ‘Com a minha sogra não, mas ela já fez de tudo para me separar da minha esposa e talvez achou melhor atropelar a minha sogra pra fazer a minha esposa sofrer ainda mais.’
P – ‘Entendo! Quer fazer a denúncia?’
R – ‘Pra fazer a denúncia, não precisaria de provas contra ela não?’
P – ‘Se tiver provas concretas, é melhor ainda, mas pelo que o senhor já me disse, já serve como provas.’
R – ‘Vou fazer o seguinte, policial: eu sei onde ela mora. Vou até lá e sem ela desconfiar, verifico no carro dela se há algum indicio de que ela tenha batido ou atropelado alguém, se houver, tiro as fotos e com as provas concretas na mão, volto aqui e faço a denúncia.’
P – ‘Acho arriscado, mas o senhor quem sabe!’
R – ‘Vou fazer isso e se conseguir, volto aqui mais tarde!’
P – ‘Boa sorte!’
R – ‘Obrigado!’ – Sai da delegacia e fui até a casa da Suzana vê se descobriria alguma pista. Por sorte, tinha um carro estacionado na porta da casa dela e como imaginava, era cinza. Estacionei, desci do meu carro, peguei meu celular e com muita cautela, fui até o carro para ver se encontrava algum vestígio. Olhei com muita atenção no pára-choque e no capô do carro e encontrei alguns amassados. Tirei as fotos e rapidamente me dirigi até a delegacia para fazer a denúncia. Quando cheguei no estacionamento da delegacia, meu telefone toca:
~ Ligação ON ~
R – ‘Oi amor!’
H – ‘Que demora, amor. Posso saber onde você está?’
R – ‘Estou resolvendo alguns probleminhas, amor. Mas prometo que não vou demorar muito não!’
H – ‘Renê, Renê! O que você tá aprontando, hein?’
R – ‘Não estou aprontando nada, amor. Fica tranquila. Agora vou ter que desligar. Tenho que terminar de resolver.’
H – ‘Hum... Você tá muito estranho. A hora que você chegar quero saber de tudo, viu?’
R – ‘Tá bom, meu amor. Hora que chegar ai conto tudo pra vocês!’
H – ‘Vou esperar então.’
R – ‘Não esqueça que eu te amo, tá. Estou apenas protegendo você e sua mãe, ok? Não vou demorar a chegar ai no hospital não, viu?’
H – ‘Tá bom, amor. Também te amo! Beijo!’
R – ‘Beijo. Tchau!’
~ Ligação Off ~
R – Depois que desliguei o celular, entrei na delegacia e o mesmo policial veio me atender. – ‘Conforme minhas suspeitas confirmaram, trouxe as provas do atropelamento.’
P – ‘Você conseguiu tirar as fotos?’
R – ‘Aham! Estão aqui no meu celular!’ – Retirei o meu celular e mostrei as fotos pra ele.
P – ‘Por essas fotos, dá pra perceber que o carro está amassado. Isso quer dizer que ele atropelou alguém.’
R – ‘Pois é, policial. Com essas fotos tenho certeza que quem atropelou a minha sogra foi a Suzana Bustamante!’
P – ‘Por favor, me passe o endereço dela que iremos mandar uma intimação para que ela venha a delegacia depor.’
R – Passei o endereço da Suzana pra ele e imediatamente ele preencheu a ficha da denúncia.
P – ‘Assim que a sua sogra sair do hospital, precisamos colher o depoimento dela, ok?’
R – ‘Ok, policial. Assim que ela receber alta, a trarei aqui na delegacia para depor. Posso ir agora?’
P – ‘Pode sim, senhor Renê. Obrigado por suas informações!’
R – ‘Eu que agradeço policial. Passar bem!’ – Sai da delegacia muito feliz pela minha descoberta e por agora saber que a Suzana não iria nos atrapalhar tão cedo. Fui direto para o hospital.
~ No hospital ~
R – Entrei no quarto onde a D. Cristina estava e logo a Helena veio até mim muito preocupada.
H – ‘Muito bonito, hein senhor Renê... Você sai sem ao menos nos avisar aonde iria e acabou me deixando muito preocupada com você. Será que agora posso saber onde o senhor se meteu a manhã inteira?’
R – ‘Desculpe te deixar preocupada, meu amor. Não foi a minha intenção. Fui até a delegacia!’
C – ‘Delegacia? O que você foi fazer lá, Renê?’
R – ‘Fui descobrir se alguém tinha feito algum boletim de ocorrência sobre o acidente e se tinha alguma pista de quem poderia ter atropelado a senhora, D. Cristina.’
H – ‘E então, amor! Conseguiu descobrir alguma coisa?’
R – ‘Aham!’
H – ‘Então fala, Renê. Você está me deixando curiosa...’
R – ‘Calma, amor! Senta ai que vou contar pra vocês o que aconteceu...’ – Eu e a Helena nos sentamos perto da cama e contei a elas tudo o que tinha feito!
C – ‘Você é doido, Renê. Foi até a casa da Suzana e tirou fotos do carro dela? Imagina se ela descobre você fazendo isso...’
H – ‘Nem me fale no que poderia ter acontecido, mãe. Não quero nem pensar...’
R – ‘O importante é que eu consegui provar que foi ela que causou o acidente e agora ela irá pagar por tudo que ela fez com a senhora, D. Cristina!’
H – ‘Mas acho melhor não contarmos vitória antes da hora, né. Afinal, ela ainda será chamada para depor e a senhora também, mamãe!’
C – ‘Você tem razão, filha! Mas esse meu genro não tem jeito mesmo né, como pode?’
H – ‘Só você mesmo pra aprontar uma dessas, amor!’
R – ‘E você aqui toda preocupada comigo, enquanto eu tentava resolver essa história...’ – Falei fazendo carinho nela.
C – ‘Pois é, Renê. Isso é pra você ver como a Helena é!’
R – ‘Ôh se sei, sogrinha!’ – Rsrsrsrs. – ‘E depois dessa, eu não mereço nenhum prêmio não?’
C – ‘Claro que merece, genrinho. Vem cá pra mim te dar um abraço! Obrigada por tudo, genrinho.’
R – Fui até a D. Cristina e a abracei.
H – ‘Que carência, hein, amor!’
R – ‘Poxa, vida, amor! Carência?’
H – ‘Aham... Tudo isso pra ganhar um abraço da sogrinha, é?’
R – ‘Também, mas além do abraço da sogrinha, acho que eu mereço mais um prêmio, né!’
H – ‘É, depois dessa bem que você tá merecendo um prêmio!’ – Rsrsrs – ‘Vem cá seu bobo!’ – Ele se aproximou de mim e nos beijamos.
R – ‘Agora sim fiquei satisfeito!’
H – ‘Bobo!’ – Caímos na risada com as gracinhas do Renê.
~ Um tempo depois ~
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