Enfim, Casados!!!
51 D. Cristina Acorda
C – ‘Helena!’
H – Escutei uma voz fraquinha me chamando. Me virei e não acreditei no que estava vendo: minha mãe tinha acordado. – ‘Maaãe!’ – Sai correndo e fui até ela com um sorriso enorme no rosto. – ‘Que bom que a senhora acordou. Como está se sentindo?’ – Falei alisando sua mão.
C – ‘Estou um pouco fraca, filha!’ – Falei baixinho.
H – ‘Não se esforce, mãe. Vou lá fora chamar o Dr. Miguel para examiná-la, ok? Rapidinho eu volto...’ – Beijei a sua mão e sai da sala de UTI.
R – ‘Você demorou, amor!’
H – ‘Amor, você não sabe o que aconteceu...’ – Falei com um enorme sorriso.
R – ‘Pela sua cara a notícia é boa! Me conta...’
H – ‘Quando estava quase saindo da sala, minha mãe me chamou. Me virei e a vi acordada. Ela acordou, amor. Ela acordou!’ – Falei abraçando-o forte.
R – ‘Que bom, meu amor! Que notícia maravilhosa!’
H – ‘Temos que chamar o Dr. Miguel para examiná-la!’
R – ‘Pode deixar que eu vou chamá-lo. Vai lá ficar com a sua mãe, vai!’
H – ‘Tá bom!’ – Selinho.
R – ‘Saí e fui procurar o Dr. Miguel enquanto a Helena retornava para a sala de UTI. Fui até a recepção. – ‘Moça, preciso falar urgente com o Dr. Miguel. Você pode chamá-lo?’
M – ‘O Dr. Miguel agora tá ocupado, senhor!’
R – ‘Moça, minha sogra acordou do coma. Por favor, chame o Dr. Miguel para examiná-la, por favor.’
M – ‘Nesse caso, vou localizá-lo.’ – Peguei o telefone, liguei para a secretária e expliquei a situação. Rapidamente o Dr. Miguel apareceu na recepção!
D. M. – ‘Renê, a D. Cristina acordou?’
R – ‘Sim, Dr.’
D. M. – ‘Então vamos lá ver como ela está!’ – Fomos até a sala de UTI. – ‘Que bom que a senhora acordou, D. Cristina. Como a senhora está se sentindo?’
C – ‘Estou me sentindo um pouco fraca, doutor.’
D. M. – ‘É normal. A medicação que a senhora recebeu foi bem forte. Não dá pra acreditar que a senhora se recuperou tão rápido em pouco tempo. Fizemos uma cirurgia bem delicada no seu braço, mas correu tudo bem!’
C – ‘Que bom, doutor. Quando é que poderei sair do hospital, hein?’
D. M. – ‘Calma, D. Cristina. Não é bem assim não! Agora mesmo vou transferi-la para um quarto. Não tem necessidade mais da senhora ficar aqui na UTI. Se tudo correr bem, em até 3 dias a senhora recebe alta.’
C – ‘Isso tudo ainda?’
D. M. – ‘Sim, senhora!’
C – ‘Hum!’
H – ‘Nada de fazer bico D. Cristina. A senhora vai ficar no hospital até ficar boa, viu?’ – Falei ainda abraçada ao Renê.
R – ‘A Helena tem razão!’
D. M. – ‘Bom, vou pedir aos enfermeiros a transfira para o quarto. Com licença!’
H – Enquanto o Dr. Miguel saiu da sala, me soltei do Renê e me aproximei da minha mãe. – ‘A senhora não sabe a alegria que me deu de te ver acordada. Fiquei com tanto medo de te perder...’ – Falei derramando uma lágrima.
C – ‘Que isso, minha filha. Se Deus quiser eu ainda vou viver muito. Afinal, ainda quero estar bem viva quando os meus netos vierem, né!’ – Caímos na risada.
R – ‘E vai estar, não é meu amor?’
H – ‘Com certeza!’
C – ‘Agora vamos mudar de assunto. Graças a Deus estou aqui, sã e salva!’
~ Poucos minutos depois ~
H – Os enfermeiros chegaram e transferiram minha mãe para o quarto. Quando eles saíram, me virei para ela e perguntei: ‘Mãe! A senhora se lembra do acidente?’
C – ‘Ah, minha filha, mais ou menos. Lembro que estava atravessando a rua pra ir até a praça quando um carro desgovernado veio em minha direção em alta velocidade. Quando vi já estava em cima.’
R – ‘Que estranho, D. Cristina. Um carro em alta velocidade passando em plena praça? Muito estranho essa história!’
H – ‘É, você tem razão, amor. Tá muito estranho mesmo!’
C – ‘Meus amores, se não se importam, acho que vou dormir. Meu corpo tá muito fraco!’
H – ‘Descansa mesmo, mamãe! Afinal a senhora ficou 2 dias em coma e precisa se recompor. Quer que eu fique essa noite aqui com a senhora?’
R – ‘É, D. Cristina. Se quiser a gente passa a noite aqui com a senhora...’
C – ‘Não precisa não, meus amores. Sei que vocês passaram esses dias aqui comigo o tempo todo. Vão descansar. Agora estou bem!’
H – ‘Tem certeza, mamãe? E se precisar de alguém de madrugada, hein!’
C – ‘Podem ir descansar também, meus amores. Se precisar de alguma coisa de madrugada, chamo alguma enfermeira.’
H – ‘Então tá bom! Não vamos insistir mais. Amanhã cedinho estaremos aqui para ficar com a senhora, ok?’
C – ‘Ok! Vão com Deus!’
H – Nos despedimos da mamãe com o coração na mão de ter que deixá-la sozinha. Fomos até o estacionamento, pegamos o carro e seguimos pra casa. Quando chegamos em casa, fizemos um lanche rápido, fomos até o quarto, tomamos banho, fizemos nossa higiene pessoal e fomos nos preparar para dormir. Percebi que o Renê estava um semblante preocupado. – ‘Tá tudo bem, meu amor? Você parece preocupado...’ – Falei enquanto deitava na cama.
R – ‘A história do atropelamento não sai da minha cabeça. Achei muito estranho a história que a sua mãe nos contou sobre o acidente.’ – Respondi deitando na cama.
H – ‘Também achei muito estranho essa história do atropelamento. Você suspeita de alguma coisa?’ – Falei o abraçando.
R – ‘Sim! Tenho uma suspeita de quem possa ter causado o acidente...’
H – ‘Quem?’
R – ‘É melhor a gente dormir né. Afinal hoje o dia foi cheio tanto pra mim quanto pra você. Amanhã conversamos melhor sobre esse assunto, pode ser? E são apenas suspeitas minhas. Nada ainda que comprove a verdade!’
H – ‘Hum... Acho que você tá querendo esconder isso de mim, né!’
R – ‘Claro que não! Prometo que amanhã te conto as minhas suspeitas.’ — Falei alisando o seu rosto. – ‘Só não quero que esse assunto acabe com a alegria do seu coração de ver a D. Cristina acordada e bem.’
H – ‘Tem razão. To muito feliz de ter visto a minha mãe acordar...’
R – É, eu sei. Dá pra ver a alegria estampada nos seus olhos.’
H – ‘Bobo!’
R – ‘Mas agora acho que eu mereço uma coisa né...’
H – ‘O quê?’ – Falei me fazendo de desentendida.
R – ‘Tem certeza que não sabe o que é?’ – Me aproximei mais perto dela segurando sua cintura.
H – ‘Aham!’
R – ‘Isto!’ – Aproximei o meu rosto do dela e começamos a nos beijar intensamente. Ficamos alguns minutos aos beijos até que parei e disse: ‘Eu amo você!’
H – ‘Eu também amo você!’ – Voltamos a nos beijar e depois nos abraçamos e dormimos abraçadinhos.
~ No outro dia ~
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