Enfim, Casados!!!
32 Confusão no cinema
R – ‘Meu amor, o que você quer ver?’
H – ‘Que tal uma comédia romântica?’
R – ‘Hum... Ótima idéia. Assim poderei te dar vários beijinhos durante o filme.’
H – ‘Você é bobo mesmo, hein! E se eu não deixar?’
R – ‘Se você não deixar, eu roubo! Assim como esse agora...’ – Beijo — Rsrsrs.
H – ‘É melhor você ir comprar nossos ingressos né, senão a gente não vai ver filme coisa nenhuma desse jeito.’
R – ‘Tá bom, fazer o que né. Enquanto eu compro, você bem que podia comprar pipoca e refrigerante pra nós né!’ – Fiz biquinho.
H – ‘Vou lá então.’ – Selinho.
R – ‘Nos encontramos na fila de entrada.’
H – ‘Ok!’ – Enquanto o Renê foi comprar os ingressos, me dirigi a lanchonete do cinema para comprar pipoca e refrigerante. De repente esbarrei sem querer em alguém, que acabou derrubando todo o seu refrigerante no chão.
S – ‘Ei, olha por onde anda! Tá vendo o que você fez?’
H – ‘Desculpe!’
S – ‘Ah, tinha que ser você né! Não presta atenção por onde anda não Helena?’
H – ‘Eu já te pedi desculpas, Suzana! Se quiser compro outro refrigerante pra você!’
S – ‘Ah, é fácil assim né. Primeiro você rouba o meu namorado, depois casa com ele e agora, não posso nem vir ao cinema me divertir que você também derruba todo o meu refrigerante. Ah, faça-me o favor né Helena!’
H – ‘Pra começar, eu não roubei o namorado de ninguém. O Renê nunca namorou com você. E outra: eu não te vi, esbarrei sem querer em você. E quer saber de uma coisa: eu vou ali comprar um outro refrigerante pra você. Quem sabe assim você não para de reclamar tanto.’
R – ‘O que tá acontecendo aqui?’
H – ‘Eu estava voltando da lanchonete e acabei trombando na Suzana sem querer e derrubando todo o refrigerante dela no chão.’
R – ‘E só por isso você tá fazendo essa cena toda, Suzana? Por causa de um refrigerante?’
S – ‘Ah Renê! Você sabe que a Helena morre de inveja de mim né!’
R – ‘Vai começar todo o teatro de novo? Vamos Helena, senão a gente perde o nosso filme. Não vamos mais perder o nosso tempo com essa aí, afinal foi só um pequeno acidente!’
S – ‘Vocês vão me deixar aqui e não vão fazer nada?’
R – ‘Toma esse refrigerante pra você Suzana!’ – Entreguei um dos copos para ela. — ‘Já chega das suas ceninhas. Vamos Helena!’
S – ‘Eu não preciso do refrigerante de vocês!’ – Joguei o copo no chão. – ‘Você me paga, Helena. Ah, se me paga!’
H – Sai da lanchonete muito eufórica e o Renê percebeu. – ‘Meu amor, eu não tive culpa! Não queria ter derrubado o refrigerante dela!’
R – ‘Eu sei meu amor! Mas não vamos deixar que isso atrapalhe o nosso cinema, tá bem? Não quero te ver chateada, ouviu! Vamos esquecer tudo isso!’
H – ‘Tá bom!’ – Nos abraçamos e entramos na sala de cinema para ver o filme. – ‘Uma pena que temos só um refrigerante agora né!’
R – ‘Melhor ainda! Assim poderemos dividi-lo! Eu vou adorar!’
H – ‘Você sempre sabe me deixar melhor né!’
R – ‘Claro! Afinal não gosto de ver a minha linda esposa triste e nem chateada com nada. Óh, o filme já vai começar.’
H – Começamos a ver o filme, mas de vez em quando me vinha aquela discussão com a Suzana. Quando o Renê percebia que estava distraída, me roubava um beijo e ai eu voltava a ver o filme novamente. Quando o filme terminou, fomos para o estacionamento.
R – ‘O filme foi muito bom, não é meu amor?’
H – ‘Aham!’
R – ‘Ainda pensando na Suzana, meu amor? Esquece isso vai!’
H – ‘Ah amor, tá difícil. Ainda mais algumas palavras que ela me disse.’
R – ‘Posso saber quais foram essas palavras que ela disse que estão martelando ai na sua cabecinha?’ – Falei acariciando o seu rosto.
H – ‘Ela me disse que eu roubei o namorado dela e me casei com ele.’
R – ‘Mas você sabe que nós nunca namoramos. Então não tem o que se preocupar com essas palavras. Eu jamais namoraria ela. E você não me roubou de ninguém, viu. Aliás, você só roubou uma coisa:’
H – ‘O que?’
R – ‘O meu coração!’ – Beijo apaixonado. – ‘Eu te amo! A Suzana nunca vai estragar o nosso casamento, tá entendendo. Se depender de mim, nunca! Agora vamos pra casa!’
H – ‘Tá bom! Também te amo!’ – Pegamos o carro e fomos pra casa...
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