Enfim é Amor

8 Inimigos Declarados.


Notas iniciais
Bem povinho, aqui estou eu. Sei que vão odiar esse capitulo (espero que não). Bem não tem o nível habitual de Sterek. Pois esse é um capitulo importante para a trama e as dificuldades que irão aparecer. Desculpem a demora. Ignorem os erros de Português ( espero que não tenha). E por fim um agradecimento a Ana Paula, por ser uma fofa e recomendar minha fic. Favoritem e comentem estou no aguardo.

Kate Argent

Kate está parada em frente a um asilo. Ela precisa de ajuda, quem melhor para ajuda-la que ele? Essa batalha é demais para apenas ela vencer. Se fosse apenas os caçadores seria fácil, mas claro que tinha Scott e sua matilha de adolescentes idiotas. Para piorar Derek sobreviveu, ela não sabe como, mas não importa a maneira o importante é que ele está vivo.

Nunca foi seu sonho tornar-se uma lobisomem, mas era melhor isso que morrer. A pessoa que está dentro desse lugar concorda com ela. Com ele ao seu lado, as coisas irão ficar bem mais fácil.

Assim que entrou no local uma mulher veio recebe-la.

— Olá. Em que posso ajudar? — A moça parecia apreensiva. Claro que está apreensiva, Kate é apavorante.

— Não mesmo, mas pode me fazer um pequeno favor. Estou procurando uma pessoa. — Respondeu, mas não precisava da ajuda da moça, conseguia sentir o cheiro de cinzas da montanha. Nem esperou pela mulher foi direto para o lugar de onde vinha o cheiro.

— Então, você foi mesmo enganado por aquele pirralho? — Ela falou da porta, para o único ocupante do pequeno quarto. — Você está um caco, Pai.

— Então é verdade, você está viva. Sou obrigado a concordar com você, estou uma bosta. Mas você pelo contrario, parece estar muito bem, para alguém que foi enterrada morta sobre sete metros de terra. — Gerard vira-se para encarar sua visitante inesperada.

— Confesso que acordar, embaixo de metros de terra, não foi nada agradável. Mas eu tinha uma força sobre-humana, não foi difícil sair de lá. A parte difícil foi encontrar o que estive procurando desde que sai daquela cova. — Kate senta-se na cama, e olha seu pai invalido.

— Se está aqui, creio que encontrou o que procura, na verdade não só encontrou como também tomou o poder dele. — Ela não assustou-se por ele saber, afinal os dois pensavam igual.

— Obviamente, imagine como foi para mim, sair de uma cova. Transformada, descobrir que meu pai está na cidade, bem nessa época eu ainda não sabia que você estava doente e tentando tornar-se um lobisomem. Eu imaginei que se você soubesse mataria-me. Para piorar minha situação, Derek agora era um alfa. — Explicava mais por desencargo. Não queria que ele entende-se nada, mas era importante para sua proposta que ele soubesse. — Eu precisava de mais poder, claro que eu não iria juntar-me a um bando de lobos fedorentos. Não, eu fui atrás de um alfa, e quando o encontrei. O matei.

Olhou nos olhos de Gerard, deixando uma parte de seu poder transparecer, seus olhos tornaram-se vermelhos. Suas presas cresceram e seu rosto mudou, tornou-se azulado. Uma transformação de um alfa de verdade. Algo que Derek nunca sequer chegou perto de poder fazer.

— Impressionante, mas devo dizer, a pele azul é extremamente ridícula. O que é isso? Definitivamente não é um lobo. Um jaguar? — Kate também já tinha se feito a mesma pergunta, uma coisa era obvia sobre mordidas de lobisomens, as vezes a personalidade da pessoa a tornava algo diferente do normal. Como um kanima, raposa, coiote ou assim como ela.

— Sim, um jaguar. Mas discordo sobre a cor ser ridícula, eu achei extremamente assustadora. — Fala com reverencia na voz— Se tivesse se tornado uma lobisomem comum provavelmente teria tido muito mais problemas para aceitar a transformação. Mas não, eu sou especial, eu sou Kate Argent. Uma lobisomem, uma ALFA.

— Então, minha querida filha alfa. Porque não me fala o que veio conseguir do seu velho pai. Duvido muito que tenha apenas vindo me mostrar como sua transformação é macabra.

— Realmente, não vim por esse motivo. Vim pois mesmo sendo uma alfa, ainda preciso de uma matilha. Na verdade eu preciso apenas completar minha matilha, eu já tenho quatro betas comigo, preciso apenas de você. — Kate levanta-se e mira seu pai de cima. — O que me diz, querido papai. Quer juntar-se a minha matilha?

— Caso não tenha notado, eu não estou em capacidade de lutar. Pode não ter notado, mas tem sangue preto escorrendo pelo meu nariz e boca. — Kate havia notado aquilo, ele não tirava o pano do rosto. Mas ela tinha uma solução.

— Eu tenho a solução para isso. Apenas diga se aceita ou não, o resto eu posso cuidar. — Kate caminha até a porta. — Decida-se rápido, vou sair por essa porta e nunca mais voltar.

— Ok, eu aceito. Qualquer coisa para que eu possa me livrar desse sangramento. — Kate saiu pela porta. — Onde você está indo.

— Creio que tenho que assinar alguns documentos, não podemos perder tempo, você vem comigo agora. — Não dispunha de muito tempo para realizar seu plano. Precisava ter tudo pronto, antes que a flor desabrocha-se. Parte do seu plano já estava em pratica. Dentro de poucas horas dois dos seus comerão o plano.

Stiles Stilinski

— Stiles. — Stiles acordou, com alguém chamando seu nome. — Stiles.

Abriu os olhos, meio zonzo ainda por te acabado de despertar, demorou um segundo para lembrar-se de tudo que aconteceu de noite. Demorou um pouco mais para reconhecer de quem era a voz.

— Merda. — Falou baixo, sentando-se no susto. Seu pai havia chego em casa, estava prestes a entrar no seu quarto, e encontrar Derek em sua cama, nu.

Foi quando notou que sua cama estava vazia, não tinha ninguém ali além dele.

— Posso entrar? — O xerife bateu na porta, mas não esperou uma resposta, abriu a porta e entrou.

— Hey, pai. O que está fazendo aqui. — Stiles levanta, deixando a coberta cair no chão.

— O meu deus, Stiles. Porque está pelado? — Epa, Stiles esqueceu que estava pelado. Para piorar suas roupas estavam no chão, menos sua camisa, e as roupas de Derek. — Eu moro aqui caso tenha se esquecido.

— Oh, desculpe por isso. Estava muito calor então decidi dormir pelado. — Fala pegando sua cueca e vestindo. Aquilo era embaraçoso, mas estava para ficar pior, na mão do xerife tinha duas camisas. Stiles esqueceu que na pressa, noite passada ele e seu amante haviam deixado as camisas no corredor.

— Fez -4 graus essa madrugada. Quer saber, eu não me importo com o real motivo de você estar dormindo pelado. — John ergueu a mão que estava com as roupas. — Pode me dizer de quem é essa camisa? Sei muito bem que você não tem uma camisa assim.

— Humm, eh. É do Scott, ele deixou aqui na ultima vez que esteve de visita. Ontem quando estava arrumando meu quarto, devo ter jogado no corredor. Me desculpe. — Stiles apanha as camisas, esperando que seu pai engula a pior mentira que ele já inventou.

— Bem, estou morto de cansaço. Vou dormir, você devia descansar também, está com uma cara de quem dormiu pouco. — O xerife virou e saiu do quarto.

Stiles deixou-se cair na cama, estirado. Onde estava Derek. Porque fora embora sem avisar. Um barulho na janela o tirou de seu devaneio. Entrando pela janela, encontrava-se Derek Hale. Apenas de calça, com o abdômen de fora.

— Jesus, você quase me mata de susto. Onde você esteve? — Stiles sentou-se na cama novamente, admirando a visão do lobo sem camisa.

— No seu telhado, ouvi quando o xerife chegou. Me vesti, e sai pela janela. Creio que não ia gostar que seu pai te encontrasse, nu, comigo, agarrado não? — Derek tinha um olhar safado quando o encarou. Stiles sorriu e fez sinal para o lobo se aproximar. — Ha ha. Você quer mais?

Stiles pegou a mão de Derek, o puxou para baixo, obrigando-o a se inclinar. Ficando bem próximos um do outro. Stiles deixou o momento continuar, ambos sentindo um o hálito do outro. Até que Derek não aguentou mais, e selou seus lábios, foi um beijo diferente dos que trocaram de noite. Foi um beijo com sentimento, ou um sentimento diferente do que sentiam na noite passada. Derek empurrou Stiles, fazendo-o deitar-se novamente.

— Hey, pode ir parando. Meu pai está em casa, e eu ainda estou dolorido. — Stiles sentia uma dor aguda na sua nádega. — Por falar nisso, vamos ter que discutir nossas funções, não estou afim de ser seu brinquedinho sempre não.

— Humm, vai dizer que não gostou? — Derek começou a chupar seu pescoço. — Não foi o que me pareceu na noite passada. Se eu não me engano, você ficava gemendo meu nome, e pedindo para ir mais rápido.

Stiles estava parecendo uma pimenta, de tão vermelho. É verdade que foi bom, mais que bom na verdade. Mas não ia deixar o lobo manipula-lo. Virou o corpo, forçando o outro a girar também, ficando assim por cima.

— Se quiser transar comigo de novo, vai ter que aprender a revezar, seu lobo rabugento. — Stiles levantou e foi para o banheiro, parou na porta e olhou para o moreno ainda estirado na cama. — Preciso me arrumar para a escola. Que tal você tomar banho comigo.

Derek levantou-se em um salto. Stiles apenas riu e entrou no banheiro. La dentro falou alto para o lobo ouvir.

— Não adianta sorrir assim, não vamos transar.

— Merda. — Ouviu Derek falar no quarto.

Stiles não sabia como iria contar para seu pai sobre isso, muito menos para Scott. Não importa, no momento tudo que importa é que ele está com quem ama.

Lydia Martin

Lydia estava terminado sua maquiagem quando ouviu a buzina. Pegou seu material e saiu correndo para a porta. Parado em frente a sua casa, estava o carro do Danny. Uma coisa estranha, mas desde que os dois haviam perdido seus namorados, que eram gêmeos, tinham se tornado muito amigos, agora iam sempre juntos para a escola.

— Oi, Danny. — Fala enquanto senta-se no banco de passageiro. — Dormiu bem?

— Razoavelmente, e você? — Danny acelera. — Pelo tanto de maquiagem no olho, creio que não.

— Nossa, está tão na cara assim? — Lydia dormira mal aquela noite, resultado? Olheiras enormes, claro que tudo foi resolvido com um pouco de maquiagem. Olhou no retrovisor para ver se tinha realmente exagerado. — Está perfeita, como notou que não dormi bem?

— Lydia Martin, eu te dou carona todo dia, a um mês. Sei muito bem o tanto de maquiagem habitual que você passa. Me conta, porque não conseguiu dormir?

— Tive uns pesadelos estranhos, foi o mesmo pesadelo a noite toda. Eu corria por uma floresta, alguma coisa me perseguia. Então do nada, eu chegava em uma área aberta, com um tronco de arvore cortado. — Enquanto ia narrando imagens do sonho aparecia em sua mente.

— Espera ai, tronco cortado? Acha que era o nemetom? — Danny olha de relance para a ruiva, voltando rapidamente o olhar para a rua.

— Que outra arvore poderia ser. Bem isso não é o mais assustador, em cima do tronco cortado, encontrava-se Derek. Desmaiado, ao lado dele, no centro do nemetom tinha uma flor. Uma flor branca, parecia uma wolfsbane mas era branca, não roxa. — Lydia sente um calafrio percorrer sua espinha. — Eu me aproximei para ajuda-lo, mas do meio das arvores na minha frente, surgiu uma pessoa encapuzada. Ela encaminhou-se até o Derek, e diante dos meus olhos, rasgou a garganta dele com garras, garras de lobisomem. Quando o sangue esguichou umas gotas caíram na flor, ela pareceu absorver o sangue, então do nada tornou-se vermelha. Então a figura me atacou e eu acordei.

— Não gostei desse seu pesadelo, mas não temos com o que se preocupar né? Foi apenas um sonho. — Lydia também queria acreditar naquilo, mas algo em seu interior sabia que algo de ruim estava para acontecer. — Ok. Chegamos, vamos rápido.

Foram para sua primeira aula. Que é a de química, desde que o professor Harris fora assassinado ainda não tinham coloca ninguém no lugar, uma professora substituta que não sabia nada de química vinha dando as aulas.

Mas hoje quem estava sentado na cadeira do professor não era ela, e sim um homem. A primeira coisa que Lydia reparou foi sua beleza, o professor era loiro, branco, olhos verdes claro. Não podia saber sua altura pois está sentado, mas mesmo sentado aparentava ser alto. Não parecia ter mais que vinte e cinco anos. Dava para notar facilmente o contorno dos músculos definidos por cima da camiseta.

Antes de sentar-se Lydia deu uma olhada cheia de significados para o Danny, que parecia tão impressionado quanto ela. Quando todos estavam em seus lugares o professor levantou e dirigiu-se aos alunos.

— Bom dia, sou seu novo professor de química. Meu nome é Ryan Tengar, mas por favor me chamem de Ryan, não quero ficar sendo lembrado desse sobrenome lindo que eu tenho. — Ele sorriu, Lydia quase caiu da cadeira. Quando o professor sorriu ficou ainda mais lindo. — Tenho vinte e quatro anos, espero que possamos ser amigos. Bom, não tive tempo de ver com a professora substituta onde vocês pararam, será que alguém poderia me informar?

Lydia se dispôs prontamente, ela queria aquele professor, não importa que ele seja mais velho, um pedaço de mal caminho daqueles não podia ser desperdiçado.

Quando o sinal tocou, não teve tempo de falar com Danny, agora eles iam para aulas diferentes, então teriam que esperar até o intervalo para conversarem.

Na hora do recreio, Lydia sentou-se na mesa habitual, onde todos sentavam-se juntos. Quando chegou ninguém estava sentado ainda, mas conseguiu ver Danny correndo para lá.

— Então, o que achou do novo professor? Um gato, não? — Lydia não esperou nem ele sentar-se. — E aquele sorriso. Gente preciso dele na minha cama.

— Lydia! Ele é um professor. — Danny repreende, mas Lydia não da importância pois ele está rindo. — Se bem que eu não reclamaria de ter ele para mim.

— Haha, ele não é gay Danny.

— Como pode saber, por acaso você agora é uma expert? — Provoca, enquanto pega seu lanche.

— Olha, eu sinto que ele não é gay. Que tal uma aposta? — Nesse momento Stiles chega.

— O que vocês vão apostar? — Pergunta, sentando-se ao lado de Danny.

— Se o novo professor é gay ou não. Você vai querer apostar também? — Danny pergunta. — Que tal cinquenta pratas Lydia?

— Eu aposto cinquenta que ele é gay. — Fala Issac, sentando ao lado de Lydia.

— Hey, como sabe o que estamos apostando? Por falar nisso, que professor estão falando? — Pergunta Stiles, olhando para o recém chegado.

— Audição de lobisomem. Estamos falando do professor de química é obvio. Ainda não teve aula com ele? Achei ele meio estranho, não fui com a cara dele. — Issac já estava comendo seu lanche.

— Eu aposto que ele não é gay. Falando em gay. Stiles, como foi com Derek? — Agora os três estavam de olho no menor, deixando-o constrangido. — Não adianta querer mentir, Issac vai saber.

— É, bem..... Foi normal, comemos, conversamos um pouco. — Stiles mordeu um pedaço do seu sanduíche, para ter tempo de pensar, não sabia se queria contar para eles. — Ai nos tivemos uma briga, mas ficou tudo bem eu acho.

— Só isso? Você contou para ele o que sente? — Stiles apenas a respondeu com um aceno afirmativo de cabeça. — Então, como ele reagiu?

Danny deu uma olhada em Stiles, analisando-o completamente, Lydia sabia o que ele estava procurando, sinais se tinha acontecido algo entre eles.

— Aha. Definitivamente aconteceu algo. Olha a maneira que ele está sentado, reconheço essa posição perfeitamente. Os chupões que ele está tentando esconder com a gola da camisa também deixa claro que rolou muita coisa essa noite. — Danny e Lydia riam, parece que alguém tivera uma ótima noite. Stiles estava mais vermelho que nunca — O que me lembra, pode ir passando as cem pratas Lydia.

— Hey, é cinquenta para você e cinquenta para mim. Não esqueça que eu apostei na mesma coisa que você. — Diz Issac, estendendo a mão para Lydia, que já tinha pego a carteira para dar o dinheiro.

— Do que vocês estão falando? — Lydia ama a cara que Stiles faz quando está confuso.

— Nós fizemos uma aposta. E Danny e eu ganhamos. — Respondeu Issac colocando suas cinquenta pratas no bolso.

— Não acredito que eu também perdi a aposta. — Fala Kira sentando com o resto do grupo. — Estou sem dinheiro aqui, depois eu dou para vocês. Isso é tudo culpa sua Stiles.

— Minha culpa? Ainda não entendi que aposta é essa. — Stiles não precisou perguntar como ela sabia, é claro que a audição de raposa era a causa.

— Bem, nós quatro apostamos se você seria o ativo ou passivo. — Falou Danny, em meio a gargalhadas. — Lydia e Kira, apostaram que você seria o ativo, Issac e eu apostamos que você seria o passivo. Pela posição que você está sentado, fica obvio quem foi que foi explorado essa noite.

Issac e Danny se mijavam de tanto rir. Lydia deu um chute nos dois para que parassem.

— Hey, eu não sou passivo coisa nenhuma. Foi apenas coisa do momento, não planejamos quem faria o que. — Mas ninguém prestava atenção a ele, Scott aproximava-se, todos tinham virado para ele. Pelo seu rosto ficou obvio o porque do silencio, algo tinha acontecido.

— Temos problemas. Grandes problemas. — Mal sentou-se desatou a falar. — Chris acabou de me ligar. Ele recebeu uma ligação agora a pouco do asilo onde Gerard estava internado. Parece que mais cedo hoje, uma mulher foi lá e o retirou. A mulher falou que seu nome era Katarina Armus.

— Quem é essa Katarina Armus? — Todos estavam tensos, o momento de diversão esquecido.

— Esse é o problema Stiles. Katarina Armus, é um dos nomes falsos que Kate usava, Chris sabe disso pois ele que ajudou a fazer.

— É claro, ela não pode usar seu nome verdadeiro, pois ela supostamente deveria estar morta. — Fala Lydia. — Mas o que ela iria querer com Gerard, afinal ele está doente, não?

— Ela pode ter encontrado uma maneira de cura-lo. Se ela conseguir fazer isso, vamos estar muito ferrados. Kate sozinha já é um problema, ela e Gerard juntos é assustador. — Fala Issac. — Gerard sozinho quase acabou com todos nós.

— Sim, mas nós estamos mais fortes. Muito mais fortes, não importa o que aconteça, não vou deixar nenhum de vocês se machucar.

— Humm, pessoal. Odeio tirar vocês desse clima de morte, mas acho que tem alguém nos encarando. — Stiles olhava para o outro lado do refeitório. Todos viraram para olhar, então Lydia notou que ele estava certo, no canto direito do refeitório, um rapaz e uma menina os encaravam. Lydia viu a expressão de Scott mudar. De calculista que estava a uns segundos enquanto falavam de Kate, foi para susto.

— Que foi Scott, você conhece eles? — Pergunta, mas ela sabia a resposta.

— Creio que nossos problemas aumentaram.

— Que foi, não consigo sentir nada.— Fala Issac, concentrando-se mais, tentando capitar o que o alfa tinha capitado, mas sem sucesso.

— Mais problemas, será que não existe um nível máximo para problemas que podemos atrair de uma única vez? — Stiles olha para o alfa. — Vamos desembucha Scott.

— Eles... Eles são lobisomens.

John Stilinski

John encontrava-se em seu carro, dirigindo em alta velocidade pelas ruas. Uma das vantagens de se andar em uma viatura era poder infringir algumas leis de transito. Não que ele estivesse com pressa, sabia bem que a pessoa que ele estava indo encontrar estaria lá. Pegou o endereço do celular do Stiles a uns dias. Para caso precisasse, e o momento havia chegado. Stiles podia subestimar sua inteligência, mas ele é o Xerife, não cairia em uma mentira tão ridícula como aquela. Reconhecera a camisa na hora que a encontrara no corredor, tinha visto Derek usando-a varias vezes, mas o que o deixara puto foi encontrar seu filho nu.

No inicio apenas pensou que Derek estava novamente refugiado em sua casa, o que ele conseguiria aceitar. Mas quando viu seu filho pelado, com marcas de chupão, ai, aquilo era demais para ele suportar. Não foi difícil ligar uma coisa a outra. Stiles seu filho, seu único filho, dormindo com Derek Hale. Lobisomem, que vivia metido em problemas. Não podia aceitar aquilo.

Não que se importasse que seu filho gostasse de homens, isso não era relevante. Ama seu filho de qualquer maneira, mas Derek não é a pessoa certa para ele. Ele é um adulto, seu filho é só um adolescente, que passou por muitas coisas, ele não vai deixar que Derek se aproveite da fraqueza emocional do seu filho.

Estacionou em frente ao endereço, o lugar era enorme. Desceu da viatura, o lugar parecia uma mansão, mas o tamanho do lugar não iria intimida-lo. Caminhou até a porta, e bateu. Não teve que esperar muito, em menos de dez segundos a porta se abriu. Na sua frente encontrava-se Peter Hale.

— A que devo a honra xerife? — Pergunta aparentando espanto com a visita inesperada.

— Preciso falar com Derek. É muito importante.

— Queria entrar, ele está nos fundos treinando. Me acompanhe. — A casa era ainda mais impressionante por dentro, não tinha muitos moveis, mas era muito bonita, com arquitetura do século XIX. — Muito bonito, não? Derek comprou por lembrar nossa antiga casa. Sabe xerife, acho que sei o motivo pelo qual está aqui. É por isso que preciso pedir-lhe algo.

— Se sabe o porque de eu estar aqui, deve saber também que não estou muito adepto a conceder pedidos. — Peter tinha parado, forçando-o a parar também. Estavam agora em uma sala de leitura. Com estantes cheias de livros.

— Vou ter que insistir, antes que fale com meu sobrinho, e saia acusando-o de pedofilia e abuso. Gostaria que ouvisse uma historia. Por favor é importante. — Reforçou ao notar que ele não estava afim de ouvir historia nenhuma. — É sobre Derek, algo que vai mudar sua maneira de enxergar tudo isso.

O xerife não via como escapar dessa conversa, caso recusasse sabia que Peter o colocaria para fora sem nem menos ele falar com Derek. Deixou seus ombros caírem em sinal de rendição.

— Muito bem, queira sentar-se xerife. A historia é longa.

Notas finais
Então gostaram? So saberei se mandarem seu comentário. Quem será que são esses novos alunos, e o professor gatão? O que significa o sonho da Lydia. Será que o xerife vai dar um fim no relacionamento de seu filho com o lobo? O sonho da ruiva vai se realizar, e Derek morrer no nemeton? Bem não esqueçam de comentar, não me odeiem até a próxima.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.