Endless Love

1 Liang kexin chan dou (Dois Corações Batem Juntos)


Notas iniciais
Oi pessoal, que está lendo isso. Depois de infindável tempo sem postar nada de nada, venho com essa one para tentar desenferrujar minha escrita (espero que isso tenha feito algum sentido)
Como não podia ser diferente, venho com uma one de Digimon (Tri. Foi absurdamente incrível *-*) com meu ship preferido *-*
Espero que gostem dessa one. Enjoy ^-^

POV Kari

Inspirei profundamente fechando os olhos. As palavras de Sora já inundavam a minha mente. Passei a noite inteira pensando nelas, literalmente. E no momento em que consegui tirar um cochilo, sonhos que eu nunca pensaria em ter estavam me chocando e não por serem ruins, era exatamente por ser o oposto disso.

Expirei lentamente abrindo os olhos. Uma brisa gelada do inverno beijou meu rosto, mas isso não impediu que eu sentisse meu rosto esquentar ao constatar que tinha alguém na minha frente. Senti minhas mãos suarem sob as luvas. Meu coração começou a bater mais rápido, nervosismo misturado com ansiedade e felicidade.

Ontem mesmo, eu havia reclamado com Sora que nunca havia sentindo nada disso. Tive encontros com garotos que eu achava que gostava, mas quando chegava aquele clima de final de encontro, sentia meu coração bater mais rápido, mas era nervosismo misturado com que ele não tente mas nada porque eu definitivamente não quero mais nada.

Faça um favor a todos, inclusive a você. E por favor, não me interrompa. – começou Sora depois que eu me desabafei com ela ao telefone. – Vocês dois podem não gostar muito quando importunamos vocês sobre como são um incrível casal, mesmo que vivem afirmando que são só melhores amigos. Confesso que as vezes até exageramos.”

Contudo faça simplesmente isso, pense em seu melhor amigo. Expanda seus pensamentos sobre ele, veja ele como homem. Tire de sua mente que ele é só seu amigo e nada mais. As vezes o que procuramos estava ao nosso lado o tempo todo, só não prestamos a devida atenção a ele.”

E com essas palavras tudo mudou.

Fiz o que Sora me pediu e ela e todo mundo que importunava a gente estavam certos. Me dei conta do porquê Tai não atentava a vida de quem me convidada para sair e o porque eu não sentia nada por eles.

Até o meu irmão sabia o que eu sentia, sem eu nem mesmo ter ideia que sentia isso.

Fiquei tentada a perguntar para ele hoje cedo, antes de irmos para nossas escolas, sobre isso, porém, achei que deveria tirar uma última prova sobre tudo isso que eu estava sentindo.

O que eu acabei de contestar que eu não precisava. No instante em que o vi, tudo ficou ainda mais claro. E eu estava encrencada.

— Bom dia. – saudou ele, seu cabelo loiro escondido sob o gorro, seus olhos azuis estavam brilhando e seu sorriso exclusivamente direcionado a mim. Meu coração falhou uma batida.

Eu sempre achei TK bonito e atencioso. Mas agora, olhando realmente para ele, um sentimento gostoso começou a aflorar em meu peito constatando que ele era muito mais que isso.

Ah, eu estava muito encrencada.

— Tem alguma coisa no meu rosto? – perguntou ele enrugando um pouco a testa.

Senti meu rosto arder ao me dar conta de que eu o estava encarando descaradamente, algo que nunca havia feito. Rapidamente desviei o olhar.

Bom, tecnicamente isso é minha culpa, fui eu que reclamei por não ter encontrado alguém que fizesse eu me apaixonar, agora tenho que aguentar o que vem no pacote com isso.

— Não, não tem nada. – forcei minha voz a sair. – Sou eu que estou um pouco pensativa hoje.

— E o que passa por seus pensamentos tem a ver com não querer me encarar mais? – apesar de meu subconsciente ter notado o tom divertido em sua voz, voltei meus olhos para ele assustada.

— Não, não. Eu...

— Kari. – disse ele rindo.

Senti minhas pernas perderem um pouco as forças. Os novos sentimentos em mim estavam ganhando uma intensidade abrasadora com o simples fato de eu ter ouvido ele falar meu nome.

Por Kami, não sabia que saber que eu estava amando alguém poderia ser assim tão arrasador.

— Me desculpe. – respirei fundo antes de continuar. – Vamos voltar ao começo, por favor.

— Claro. – ele tem que estar sempre sorrindo? Isso desconcerta as pessoas. – Bom dia, senhoria Kamiya! Como vai? – não pude evitar sorrir pela mudança em seu tom de voz.

— Bom dia, senhor Takaishi. – antes que eu pudesse continuar sinto alguém bater forte em meu ombro me desequilibrando. – Ai.

— Ei. – TK dá um passo à frente e me segura, envolvendo um braço em minha cintura me impedindo de cair. – Olha por onde anda. – advertiu TK.

— Ah me desculpe, TK, Kari. – a voz parecia-me familiar, mas eu estava absurdamente ciente do braço de TK me envolvendo que eu não dei devida atenção a quem esbarrou em mim, na verdade, estava pouco me importando com ele.

Sei que esse garoto falou mais alguma coisa, mas não dei atenção até que senti TK se afastar de mim soltando-me, era absurdo como senti falta do pouco contato que estávamos tendo, mesmo com as pesadas roupas de inverno impedindo qualquer contato mais direto.

— Vamos nos atrasar. – captei suas palavras segundos antes de ele pegar em minha mão e me puxar junto com ele em um passo acelerado.

Ótimo, continua batendo assim que não sei se você vai resistir até o fim do dia, coração?

Será que tudo agora que TK fizer vai me fazer ficar assim? Quando ele segurar minha mão, sorrir para mim? Há coração que aguente isso todos os dias?

Ao sentir um leve aperto na mão que ele estava segurando me forcei a tentar prestar atenção ao que estava acontecendo ao meu redor.

— Você realmente está perdida em algum planeta distante hoje, hein? – ouvi TK sorrir

Certo, não perca o foco agora.

— Ah... – forcei minha mente a trabalhar e lembrei do que ele havia dito antes. – O que você estava dizendo sobre atrasar?

TK olhou atentamente para mim, por alguns segundos íamos andando sem ver por onde estávamos indo já que foi inevitável que eu não conseguisse desviar o olhar dele. Ele parecia estar me analisando, mas seja lá o que for que ele estava procurando ele descartou.

— Falta cinco minutos para começar nossa aula. – me lembrou ele voltando a olhar para frente.

Claro, eu estava indo para escola. Não é à toa que dizem que o cérebro para de funcionar em pessoas apaixonadas.

Não estávamos muito longe da escola, em pouco tempo passamos pelo portão principal e TK soltou a minha mão, novamente, senti falta do pouco contato. Cumprimentamos alguns amigos no caminho enquanto íamos até nossos armários. Nos separamos momentaneamente ai, meu armário ficava do outro lado do dele.

Calcei meu uwabaki e fui ao encontro de TK. Vi quando ele foi pegar seu par de uawabaki, mas em vez de tira-lo ele tirou um pedaço de papel.

— Mais um, hein? – o comentário debochado de Davis me fez perceber que TK não estava sozinho. Ken e Davis estavam ao lado dele. – Porque eu nunca recebo um desses?

— Vai saber. – respondeu Ken olhando diretamente para mim com um pequeno sorriso no rosto. – Oi, Kari.

— KARI! – gritou Davis entusiasmado ao me ver, vindo ao meu lado.

— Vai saber, não é? – repetiu sarcasticamente TK com um sorriso nos lábios enquanto guardava o papel no bolso de sua calça e depois calçava seus uwabaki.

Cumprimentei os dois e sem ter outra escolha, juntos fomos para nossa classe quando cada havia colocado seus uawabaki.

As aulas passaram mais devagar do que eu gostaria. Prestava pouca atenção ao que os professores falavam. Me via perdida em pensamentos que não me deixavam muito bem e tudo se resumia a um pedaço de papel.

Eu sabia bem o que era o papel que TK havia tirado do armário. Podia se dizer que era algo normal a se fazer quando você gostava de alguém. Se declarar em um papel, ou pedir para se encontrarem em algum lugar e colocar no armário dos sapatos desse alguém.

Essa não era a primeira vez que eu via TK tirar papeis assim do seu armário. Na verdade, vejo isso acontecer desde os nossos 12 anos, várias e várias vezes.

Entretanto, eu não sabia que estava apaixonada por ele das outras vezes e por isso não senti o aperto no peito que estou sentindo agora e nem a vontade de chorar, que não sei de onde veio.

Agradeci pelo fato de TK sentar atrás de mim, assim não poderia ver como eu estava... Patética.

— Certo! – pulei assustada na cadeira. Com os olhos arregalados vi TK se sentar na cadeira em frente à minha mesa voltado em minha direção. Mordi o lábio para não falar nada ao ver que ele estava com uma expressão séria no rosto. – Você está distraída demais. – acusou ele olhando diretamente nos meus olhos.

— Eu só... – engoli em seco e resolvi desviar meu olhar do dele. Seja lá o que eu pretendia falar, morreu em minha garganta quando eu olhei a nossa volta. Não tinha mais ninguém na classe além de mim e do TK.

— Sim. – TK soltou um suspiro. – Está tão perdida em pensamentos que nem reparou que todo mundo já foi embora. As aulas já acabaram. – senti sua mão tocar na minha sob a mesa.

Meus olhos foram direto para nossas mãos juntas. Comecei a me sentir quente novamente e todos os sentimentos começaram a transbordar dentro de mim e nada mais importava.

— Olha, sobre o seu encontro com o Yachi ontem. – definitivamente eu não queria ouvir TK falando sobre um encontro que eu tive, ou qualquer encontro. – Sei que não está assim por causa dele.

Levantei a cabeça para olhar para ele. TK tinha um pequeno sorriso de canto e um olhar carinhoso direcionados a mim. Agora eu não conseguiria falar nem mesmo que me obrigassem, apesar de eu querer perguntar como ele podia ter tanta certeza disso.

— Tenho uma ideia do porquê pode estar assim. – apesar de ainda estar sorrindo, vi um pouco de tristeza em seus olhos, o que eu não gostei. – Mas vou deixar isso para quando quiser me contar. – ele fez alguns círculos com o polegar sob a minha mão. – Lembre-se que eu sempre vou estar aqui para você.

Apesar dos vários conflitos dentro de mim, suas palavras foram como água em um dia muito quente, meu corpo e minha mente imploravam para que eu falasse alguma coisa, apesar de não fazer a mínima ideia do que.

Será que dá para vocês dois pararem de nós tortura assim e se acertarem de uma vez. Sentimentos que são bons não foram feitos para se manterem trancados dentro da gente.” A voz emburrada de Mimi surgiu em minha mente. Ela havia falado isso um tempo atrás, quando mais uma vez TK e eu declaramos que só éramos melhores amigos.

Respirei fundo tomando coragem. Sora estava certa, Mimi também poderia estar. Como dizem, o não já temos.

— TK. Hoje cedo. – minha voz saiu um pouco fraca e baixa, mas ele parecia ter me escutado. – No seu armário... – senti minhas bochechas arderem e abaixei os olhos, concentrando toda a minha atenção em nossas mãos ainda juntas sob a mesa. – O papel ... Foi de alguma garota?

Antes de tudo eu preciso ter certeza sobre algumas coisas.

— Ah. Sim. – creio que minha pergunta não era o que ele queria ouvir, mas me mantive concentrada. Olhar para ele podia colocar tudo a perder agora. – Ela me pediu para encontrá-la no terraço na hora do almoço.

— Hum... – senti um pequeno aperto no peito. – E você foi?

Minha distração hoje chegou a proporções que eu desconhecia.

— Sim, eu fui. – TK apertou sua mão sob a minha. – Ela se declarou para mim, mas eu a dispensei. Juro que fui o mais cavalheiro possível. – seu tom de voz descontraído acabou me relaxando e me fazendo rir.

Bom, pelo menos agora sei que TK não está envolvido com ninguém. Geralmente, ele recebe só uma declaração por dia. As vezes quando ele tem jogo, garotas de outras escolas se declaram a ele ao monte.

Pretendo terminar com isso hoje, eu espero.

— Eu sei que foi. – virei a minha mão com a palma para cima. TK não tirou sua mão da minha. Coragem, garota. – Não sei como dizer isso. – confessei apertando sua mão.

— Você está gostando de alguém? – arriscou ele e isso me fez olhar imediatamente para ele. Mais uma vez o pego sorrindo carinhosamente para mim. – Se está com medo de se declarar para ele... – por um momento seu sorriso sumiu e o vi engolir em seco antes de continuar. – Saiba que não precisa, qualquer um seria sortudo de ter o seu amor.

— Até você? – perguntei impulsivamente e levei minha mão livre aos lábios ao me dar conta da minha ousada pergunta.

TK olhou bem para mim antes de rir assentindo.

— Sim. – com sua mão livre ele tirou minha mão do meu rosto. – Até eu. – O olhar que TK estava me dando agora me respondeu todas as perguntas que eu poderia querer fazer.

Por kami, meu coração começou uma corrida tão desenfreada que, ou ele sairia do meu peito ou pararia de bater de vez.

— Poxa... – comecei a rir ao mesmo tempo que senti lagrimas quentes de alegria escorrerem pelo meu rosto. Atencioso como sempre, TK limpou as lagrimas antes que eu se quer pensasse em fazer algo sobre elas. – Eu era a única que não sabia pelo jeito. Como sou idiota.

— Não, você não é idiota. – sorrindo amplamente TK se levantou e veio ao meu lado se ajoelhando a minha frente, desse jeito eu ficava só um pouquinho mais alta que ele. Pelos meus embaçados olhos ainda com lagrimas vi o olhar cheio de carinho e amor que TK estava dando para mim enquanto ele envolvia novamente suas mãos nas minhas.

— Sou sim. – apertei forte suas mãos. – Apesar de ter feito o que Sora me pediu, ainda fiquei sem ver algo ainda mais importante. – ele abriu a boca para falar, mas eu neguei com a cabeça. – Todos sabiam sobre os meus verdadeiros sentimentos por você, menos eu. – um sorriso radiante tomou conta dos lábios dele. – Até você sabia. Porque não me contou?

Ele parecia um pouco entorpecido e demorou alguns segundos para me responder.

— Bom, em minha defesa, eu sabia sobre os meus sentimentos. Os seus ainda era um pouco misteriosos para mim até agora a pouco. – ele soltou uma de nossas mãos e levou ela até o meu rosto, secando as poucas lagrimas que ainda teimavam em sair dos meus olhos. – E Kari, se eu me declarasse para você sem você saber o que realmente sentia por mim, seria o mesmo que estragar nossa amizade e isso é algo que eu nunca vou querer.

Assenti concordando com ele. A primeira coisa que passou pela minha cabeça quando me dei conta de que amava-o era que eu não queria perder sua amizade de jeito nem um.

— Hikari Kamiya. – ele falou suavemente, seus olhos azuis cravados nós meus. – Eu estou perdidamente apaixonado por você.

Com essa declaração percebi que meu coração era mais forte do que eu imaginava, aquentando todos os sentimentos bons que se digladiavam dentro de mim.

— E eu estou perdidamente apaixonada por você, Takeru Takaishi.

Presos no olhar um do outro, TK e eu aproximamos nossos rostos, diminuindo o espaço entre a gente. O nervosismo de antecipação para o que estava para acontecer consumiu meu corpo inteiro, podia sentir que minhas mãos estavam tremendo, mas felizmente, TK estava ali.

Sua mão que ainda estava segurado uma minha, a apertou de leve enquanto a outra que estava em meu rosto fez um carinho gostoso em minha bochecha me tranquilizando.

Cada célula do meu corpo se manifestou quando enfim senti os lábios de TK sob os meus. Frio na barriga, aperto gostoso no peito, coração acelerado e todos os sentimentos que eu nunca senti ao beijar outra pessoa finalmente estava consumindo todo o meu ser e isso era a melhor coisa do mundo.

No começo foi um beijo calmo e lento que só me fazia querer mais e mais. Com sutileza TK soltou a minha mão e envolveu um de seus braços em minha cintura e sem desgrudar nossos lábios ele nós fez ficarmos de pé e o beijo se tornou ainda melhor e mais intenso.

Minhas mãos brincavam com os cabelos de TK, ocasionalmente descia minhas mãos arranhando levemente a nunca dele o que fazia com que ele soltasse pequenos gemidos de deleito.

Suas mãos ficaram em volta de minha cintura, estabilizando nos dois, distribuindo carinhos discretos nessa região, agradeci internamente por não estar usando as roupas pesadas de frio. Eu podia perceber como ele estava se segurando para não tentar nada mais ousado.

Infelizmente, a falta de ar fez nós dois nos separar a procura dele. Ainda com os olhos fechados abracei TK com força, envolvendo meus braços em seu pescoço. Ele me prendeu forte e confortavelmente em seus braços correspondendo ao abraço.

Inspirei o ar me deliciando com o cheiro gostoso que vinha de TK.

Com o corpo tão colado assim ao dele, eu podia sentir que o coração de TK estava tão descontrolado quanto o meu.

— Eu adoraria ficar assim. – um arrepio percorreu o meu corpo ao ouvir ele sussurrar ao meu ouvido. Sua voz estava um pouco rouca e mexeu com a minha imaginação. – Mas precisamos ir.

— Oh. Certo. – ainda estávamos na escola. Relutantemente me soltei dele.

— Contudo. – TK ainda manteve seus braços a minha volta, deixando pouquíssimo espaço entre a gente. – Quero deixar tudo claro. – ele sorriu antes de me dar um curto selinho. – Kari, aceita ser minha namorada?

— Absolutamente. – respondi sorrindo transbordando de felicidade enquanto novamente nós envolvíamos em um beijo de tirar o folego.

Teria que agradecer a Sora e a Mimi depois, o que seria bem depois.

Fim...?

Notas finais
Espero que tenham gostado dessa one.
Uwabaki é um calçado japonês para ser usado em ambientes interiores, casas, escolas, etc.
Se tiver algum leitor aqui que acompanha as minhas outras fics, em um futuro não tão distante eu vou atualizar elas, gradativamente.
Mandem reviews, saber a opinião de vocês é muito importante para mim.
Muito obrigada para quem leu e até uma próxima. Bjs ^-^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!