Endless Love
1 One and Only
Notas iniciais
Me deu uma vontade de escrever alguma coisa romântica, então usei nosso casal "20" como cobaia para essa Oneshot.
Também tava ouvindo umas músicas mega românticas, e resolvi inclui-las. tanto que algumas partes dos diálogos são partes traduzidas das músicas, deixarei nas notas finais pra vocês tá bom?!.
Espero que gostem.
Enjoy :)
(São Francisco, 13 de agosto de 2014)
Estive pensando hoje, em como a minha vida mudou nesses 3 anos em que conheci Emma. Depois de Daniel não imaginei que eu pudesse amar novamente, e me tornei uma pessoa horrível, amarga e sem vida. E hoje, deitada na cama encarando o teto e sorrindo como uma boba para o nada, posso afirmar o quanto estou feliz e o quanto me sinto viva novamente.
- No que está pensando? – A razão da minha felicidade pergunta ao meu lado na cama.
- Em você. Em como você mudou a minha vida. – Sorrio para ela, que me retribui o sorriso.
- E o que exatamente você estava pensando sobre mim, e sobre a mudança na sua vida?
- Pensando em como você está na minha cabeça, e eu te adoro mais a cada dia, me perco no tempo só pensando em seu rosto. Só Deus sabe por que levou tanto tempo para deixar minhas dúvidas partirem. – Faço uma pausa. — Você é a única que eu quero. – Ela me olha com os olhos marejados.
- Não tenho palavras. – Me diz contendo as lágrimas, que teimavam em descer pelo seu lindo rosto.
- Não diga nada. – Sorrio para ela, voltando meu olhar para o teto do nosso quarto, assumindo uma expressão séria.
- O que foi?
- Nada. É que... eu... – Começo gaguejando. — Eu não sei por que eu estou com medo, eu já estive aqui antes, cada sentimento, cada palavra... – Ela não me deixa terminar. Levanta o corpo, apoiando a cabeça em uma das mãos, e vira meu rosto para ela com a outra.
- Já imaginei isso tudo, mas você nunca saberá se nunca tentar esquecer o seu passado e simplesmente ser minha. – Ela me, olhando em meus olhos, enquanto eu encaro a íris verde dos seus, capturando em seu neles todo o sentimento que aquela frase tentava me passar. Obtendo sucesso.
- Sou sua desde que apareceu na porta da minha casa segurando meu filho pela mão, me dizendo que o encontrará perdido pela rua. Bem, você acabou comigo, e pode apostar que senti isso, tentei ficar fria, mas você é tão quente, que derreti.
- Eu te desafio a me deixar ser sua, única, juro que valho a pena. Você me abraça em seus braços, então venha e me dê uma chance. Para provar que eu sou a única que pode trilhar esse caminho. Até o final começar. – Cada palavra que saia de seus lábios me deixava completamente embevecida. Eu acho que é a minha vez de ganhar ou aprender algo, penso lembrando-me do dia mais feliz da minha vida.
(Boston, 23 de outubro de 2011)
- Pelo amor de Deus Graham, você é completamente inútil. – Digo ao xerife que estava parado em minha frente feito um ás de paus, ao invés de ir procurar por Henry.
- Você precisa se acalmar Regina, o garoto deve ter ido dar uma volta com algum amigo. Qual o problema disso? – Ele me diz, recebendo em troca um olhar irritado.
- Está brincando comigo? Você sabe que Henry não tem amigos, e ele nunca sai sem me pedir permissão. – Falava quase gritando.
- Eu já rodei tudo por aqui, e não o encontrei. Se tivesse acontecido alguma coisa já saberíamos, não acha? E vocês discutiram ontem, ele deve estar chateado, querendo fica sozinho.
- Eu não tenho que achar nada, e nem você. Não admito achismos para o meu lado, quero certezas Graham, certezas. E quem ele pensa que é para achar que pode sair por aí sozinho? Poupe-me. – Digo passando a mão pelos cabelos, em sinal de nervosismo.
- Vou sair fazer uma busca novamente. Mas se ele estiver na casa de algum ...- Ele começa, porém não termina, ao perceber meu olhar queimando-o. – Certo, te ligo qualquer coisa. – Ele diz e sai novamente à procura do meu filho que havia saído rumo à escola, mas segundo a incompetente da professora dele não havia nem entrado na aula.
O tempo passa e nada de Henry, nenhum sinal de Graham também. Eu andava de um lado para o outro, feito doida, com o celular na mão, fazendo uma oração interna para que meu filho estivesse bem. Ouço o barulho de um carro se aproximando. Saio correndo porta afora, na esperança de ser Graham com meu filho, são e salvo. Mas ao chegar ao lado de fora, vejo de longe um fusca amarelo estacionado na rua e duas silhuetas caminhando em minha direção. Aperto os olhos tentando enxergar na escuridão, e identifico meu filho caminhando ao lado de uma mulher, estranha. Corro em sua direção, e ao chegar perto me abaixo e o abraço com força.
- Henry. – Digo com a voz chorosa.
- Mamãe, me desculpa. Eu prometo não sumir mais. – Ele me disse apertando-me em seus braços.
- Por que fez isso Henry? Quase me matou de preocupação.
- Eu estava irritado com você, me desculpa? – Ele solta o abraço, e me olhar nos olhos.
- Claro amor, mas depois temos que conversar sobre isso. – Digo a ele, levanto-me arrumando a postura e olhando para a moça que estava parada atrás dele.
- Hmm. Olá. – Ela me diz meio sem graça.
- Olá. – Digo meio fria.
- Desculpe entrar assim, mas seu garoto disse que eu poderia, então... – Levanta os ombros explicando.
- Tudo bem. Eu conheço você? – Pergunto intrigada, não se lembrando do rosto daquela mulher.
- Hm, acho que não, cheguei à cidade a pouco tempo. – Ela força um sorriso.
- Ah sim, claro. – Entendo minha mão para ela. – Regina Mills.
- Emma Swan. – Ela diz apertando minha mão, nesse momento nossos olhares se encontram e se prendem por mais tempo do que eu julgaria necessário, assim como nossas mãos ficaram grudadas pelo mesmo tempo. Até que nós duas nos damos conta do que estava acontecendo, e nos afastamos rapidamente, ambas sem jeito.
- Bom Srta Swan, muito obrigada por trazer meu filho de volta, eu estava realmente muito preocupada.
- Não há de que. Ele estava meio perdido, então o levei até minha casa para que pudesse comer alguma coisa, e depois trouxe para cá.
- Não sei o que deu em Henry para fazer isso, mas depois conversarei com ele. Obrigada mais uma vez. – Ela acena com a cabeça, e mais uma vez somos pegas encarando uma a outra. Eu pisco algumas vezes para voltar a mim.
- Não precisa agradecer. Eu vou indo então, até logo. – Ela diz virando-se para ir embora.
- Srta Swan? – Chamo-a e ela se vira para mim. – Você gostaria de entrar e beber alguma coisa comigo? – Não sei por que fiz aquele convite, só senti que deveria.
- Hm, claro. Seria um prazer. – Ela sorri, e eu sorrio de volta. Qual seu problema Regina, por que está sorrindo tanto para essa estranha? E por que a chamou pra entrar? Devo estar ficando maluca.
Entramos no meu escritório, peço que ela se sente, enquanto sirvo nossas taças, e depois me sento de frente para ela. Uma estranha tensão recaí sobre nós, nem em um milhão de anos eu saberia explicar o porquê. Conversamos sobre algumas coisas, como, por que ela escolheu Boston para morar, e essas coisas, e após algum tempo, ela diz que precisa ir embora, e não entendo o motivo, mas sinto um pequeno desespero quando anuncia sua partida.
Mal sabíamos nós, que após esse encontro nossas vidas nunca mais seriam as mesmas.
(São Francisco, 13 de agosto de 2014).
- Amor? – Ouço de longe a voz de Emma me chamando e viro meu rosto para olha-lá. – Você ouviu o que eu disse?
- Desculpe qual parte? – Faço cara de culpada.
- Não importa. – Ela diz e me beija os lábios delicadamente. – Eu te amo.
- Eu também te amo. – Toco a pele macia de seu rosto, acariciando lentamente. Uma lágrima silenciosa escapa dos meus olhos, me apresso em seca-la.
- Quantas vezes eu tenho que te dizer, mesmo quando você está chorando você é linda demais? – Ela diz segurando minha mão, para que eu deixasse a lágrimas descer livre. Ficamos de mãos dadas por alguns minutos, até que ela quebra o silêncio. – Tenho uma coisa para você.
- E que é? – Pergunta curiosa.
- Vou buscar, e você espera aqui. – Ela diz, na verdade ela ordena.
- Tudo bem, Srta Mandona. – Ela sela meus lábios rapidamente, e saí em direção ao closet.
Espero alguns instantes sentada na cama, mas ela demora um pouco, e a luz da lua atrai a minha atenção, então envolvo meu corpo nu com o lençol branco, e ando até a janela. Perfeita. Penso, observando a grande, iluminada e linda lua que havia naquela noite. Realmente não conseguiria me imaginar levantando no meio da noite e indo até a janela observar a lua, em tempos antigos. Deixo minha mente divagar novamente, voltando ao motivo da minha alegria de hoje.
(Boston, 30 de setembro de 2012)
- Você a ama? – Kathryn me pergunta. Havia chamado minha única amiga para falar sobre Emma e sobre como as coisas estavam estranhas entre nós.
- O que? – Finjo não ouvir.
- A Emma, você a ama? – Ela repete.
- Do que está falando Kathryn? Te chamo aqui para me ajudar e você me faz esse tipo de pergunta. – Falo um tanto irritada.
- Ué Regina, depois de tudo o que você me contou, a única certeza que você mesma precisa ter, é se ama Emma Swan ou não. – Engulo em seco.
- Eu... eu... eu não sei. – Respondo com a voz fraca, deixando meu corpo sair sobre a poltrona em frente a Kath. Ela sorri levemente.
- Na verdade você sabe, mas está negando isso a si mesma. Regina, para, para de se privar da sua felicidade. – Solto um suspiro pesado. – Me responde.
- O que você quer que eu diga Kathryn? Quer que eu diga que a amo, e corra para os braços dela, como se tudo fosse assim tão fácil. Eu sou a prefeita dessa cidade. – Digo gesticulando com as mãos, mostrando ao redor.
- E daí? Tem alguém a quem você deva satisfações além de Henry e a mim? – Diz rindo da sua “piada”
- Não tem graça. – Reviro os olhos.
- Estou só tentando descontrair. Mas enfim, me responda Regina. Você nunca foi mulher de fugir, encare isso como sempre fez a sua vida toda.
- Havia uma época, em que eu achava que fazia tudo certo. Nada de mentira, nada de erros. – Vou dizendo, arrastando as palavras que saiam dos meus lábios. Eu devo ser louca. – Digo mais a mim mesma. – Mas depois que Emma surgiu em minha vida, tudo mudou. E se é isso que você quer ouvir, eu vou dizer. Sim, eu amo Emma Swan, com todas as forças que existe em meu corpo, com todo o ar que existe em meus pulmões, cada gota de sangue que correr pelas minhas veias, implora para ter ela mais próxima de mim. Eu amo Emma Swan. – Soltei tudo de uma vez, sorrindo no final, sem nem ao menos perceber que outra pessoa havia tomado o lugar de Kathryn no meu escritório.
- Então, a poderosa Srta Mills, é realmente capaz de amar. – Ouço a voz dela. Prendo o ar. – Interessante.
- O que faz aqui? – Pergunto tentando inutilmente voltar a pose de durona, enquanto a vejo se aproximar de mim.
- Vim por que algo me dizia que eu teria uma surpresa aqui hoje. – Ela diz, olhando fixamente em meus olhos. – E acho que estava certa.
- O que você ouviu, não ... não significa nada. – Tento negar, sentia meus lábios tremerem de nervoso.
- Ah, é? E por que eu acho que você está mentindo? – Ela continua dando pequenos passos em minha direção.
- Ache o que quiser Srta Swan. – Digo e me direciono a porta para sair, mas sinto sua mão segurar firme meu braço, impedindo a minha passagem. – O que está fazendo? – Minha voz era um sussurro.
- Eu to me sentindo fora de mim, jogando coisas, chorando, tentando imaginar o que diabos eu fiz de errado. – Ela começa. – Mas ai eu lembro que a única coisa que eu to fazendo errado, é não estar do seu lado, dizendo o que vou dizer agora. – Ela continuava segurando meu braço, firme, porém delicada, enquanto me olhava profundamente nos olhos. Meu corpo tremia inteiro, na expectativa de ouvir o que ela diria. – Eu também te amo. – Ela finalmente diz, enquanto meu coração parecia que sairia pela boca de tanta felicidade, era tanta que mal cabia em mim. Seus olhos caem sob meus lábios entreabertos, e voltam aos meus olhos. – Eu vou beijar você. – Aperta sua boca contra a minha, me fazendo sentir pela primeira vez em muitas, a maciez, a delicadeza e o amor que havia em seus lábios.
(São Francisco, 13 de agosto de 2014).
Perdida em meus pensamos mais uma vez, volto a mim quando ouço uma melodia tocando no quarto. Viro-me e vejo que Emma havia ligado o rádio e tocava a nossa música.
https://www.youtube.com/watch?v=Iv1zsxa-qb0#t=71
Sorrio ouvindo aquilo, enquanto vejo Emma saindo do closet com um dos meus Robes, ela tinha um lindo sorriso no rosto.
- Gostou da música? – Pergunta vindo em minha direção.
- Sempre. – Sorrio esperando que ela chegue perto o suficiente.
- Fecha os olhos. – Ela pede quando chega a minha frente. Obedeço. Alguns segundos depois ela diz: — Pode abrir. – E ao abrir meus olhos, levo minhas mãos a boca não acreditando no que eu tinha diante dos olhos. Emma estava ajoelhada a minha frente, com uma caixinha aberta e um anel lindíssimo dentro. As lágrimas chegam aos meus olhos, e eu permito que elas rolem pelo meu rosto, enquanto olho para a minha Emma quase transbordando de felicidade – Regina Miils, você aceita casar comigo? – Ela pede, e eu continuo chorando, e percebo que ela esperava uma resposta, aceno um sim com a cabeça.
- Sim, eu aceito. – Digo dando-lhe a mão para que ela colocasse o anel no meu dedo anelar, ela beija de leve minha mão e se levanta.
- “Você significa o mundo pra mim, eu sei que encontrei em você, meu eterno amor.”- Ela canta o trecho da música que tocava. Levo meus lábios aos dela, beijando-a com paixão, e ao separar nossos lábios, apoio minha cabeça na curva de seu ombro, enquanto balançamos nossos corpos ao ritmo da música.
- Eu te amo Emma Swan. – Sussurro próximo ao seu ouvido.
- Eu também te amo Regina Mills. – Ela diz abraçando me mais forte, e enfiando seu rosto na curva do meu pescoço, em meio aos meus cabelos. Sinto seu sorriso contra minha pele. Sorrio também, me sentindo a pessoa mais feliz do mundo, o que de fato eu era.
Notas finais
Ps 1: aqui está o link das músicas que usei em alguns diálogos: https://www.youtube.com/watch?v=g7U96o3f9FI
https://www.youtube.com/watch?v=EkHTsc9PU2A
https://www.youtube.com/watch?v=450p7goxZqg
Ps 2: Para aqueles que leem Now Is Good, fiquem tranquilas, que próximo capitulo ta vindo ai.
Ps 3: Qualquer erro, desconsiderem por favor. São 3 da manhã hahaha.
Beijos, até mais :*
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