End of The Beggining

5 Capítulo 5 - Preciso Dizer Que Eu Te Amo


Notas iniciais
Olá pessoas! Sim, mais um capítulo. Esse aqui não tem muita ação é mais explicação e devo dizer que vai continuar assim mais um pouquinho. Não me culpem, culpem as músicas u.u Eu só sigo o que elas mandam, por isso a ordem está mudando tanto, para que o que a música pede faça sentido na história. Aproveitem a leitura!

Capítulo 5 – Preciso Dizer Que Eu Te Amo

8 meses depois...

Kat, me pergunto se você se lembra. Faz tanto tempo que eu não saberia dizer. Existem momento na vida que somos obrigados a nos tornamos adultos sem estarmos preparados, tendo que tomar nossas próprias decisões. Não tivemos escolha, não é mesmo?

É engraçado pensar na paz que tínhamos, naquela tranquilidade quando sentávamos junto a família vendo um programa qualquer na televisão. Quando podíamos viajar. Parar um segundo para sentir o vento gelado contra seu rosto. A chuva caindo enquanto escorria pelo vidro. O motor dos carros. As músicas que tocavam de manhã no rádio. As risadas, os abraços, carinhos. As provas e matérias infinitas que nos atormentavam constantemente. As inseguranças que transbordavam ao atravessar os corredores da escola lotada. O trânsito. Aquele sorriso, aquele gesto gentil. As bobagens pelas quais nos aborrecíamos.

Você lembra, Kat? De quando éramos felizes? Parece um conto de fadas. Acho que começo a me esquecer. Tão distante, como um sonho feliz. Eu queria entender quando foi que tudo deu errado, quando nos perdemos no caos. Será que eu fiz tudo o que queria? Será que um segundo a mais teria feito a diferença?

Perdemos tanto tempo! Brigávamos tanto! Você estava ao meu lado sorrindo. Eu sorria. Trocávamos ofensas como cumprimentos! Soa tão estúpido. Perdemos um pedaço de nós, Kat. Uma parte irrecuperável. Eu queria poder ter feito mais por você, ter estado ao seu lado antes quando você precisou. Ter te abraçado e te protegido. Eu vi você sofrer, eu fiz você sofrer. Arrependo-me todos os dias. Não mereço a bênção de poder olhar seus olhos todos os dias me sentindo o cara mais sortudo do mundo.

Antes que eu me perca. Quero terminar meu raciocínio. Eu sei que você está com medo, só que seria incapaz de admitir. Também sei que você é a pessoa mais forte e corajosa que conheço. Você é brilhante. Os dias passarão lentamente, você estará cansada de lutar. Nesse momento que você sentir tudo desmoronar, eu quero que você sorria. Você tem o sorriso mais lindo do mundo e seria horrível trocá-lo por lágrimas.

Eu te amo.

Você sabe, idiota.

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Minhas mãos tremiam tanto que eu mal conseguia segurar o frágil papel. Apesar de querer chorar até não aguentar mais. Eu sorria. Era a primeira vez que algo assim havia vindo dele. Ele nunca tinha expressado o que sentia de forma tão clara. E eu sentia meu mundo desmoronando.

Coloquei-o de lado com cuidado, encarando o ambiente sujo. Tanto tempo lutando para tudo terminar assim, em uma cela. Sim, eu Katsumi, estava presa em pleno fim de mundo. Quando o mundo enlouquece, os maiores monstros são na verdade as pessoas. Cada um revelava sua verdadeira natureza.

Minhas mãos ainda tremiam e eu sentia dificuldade para respirar. Doía pensar nele. Era a coisa mais dolorosa que eu já havia sentido. Uma lágrima finalmente escorreu pelo meu rosto. Me senti patética, perdida. Aquela não era eu. Eu era muito mais do que uma menina chorona.

Então por que me sentia tão fraca? Era tão difícil me mexer. Meu corpo todo doía, ele estava pesado. Minha cabeça latejava. Sede. Há quanto tempo eu não via uma pessoa? Seria esse o meu fim? Em uma cela nojenta, morrendo de sede e fome?

Sorri me arrastando até um dos cantos do pequeno espaço. Cravei minhas unhas na parede com força, sangue escorria pelas minhas mãos enquanto eu lutava para levantar. A dor era insuportável, física e mental. Minha visão escureceu quando finalmente consegui me sentar. Deixei minha mão cair ao lado do meu corpo rindo ironicamente.

Eu queria gritar, mas a garganta seca arranhava. Água, era tudo o que eu conseguia pensar nos momentos em que minha mente divagava. Eu perdia minha cabeça pouco a pouco, minha vida era sugada lentamente. Ridículo.

A raiva me deu forças para mais uma tentativa desesperada. Dessa vez com as duas mãos na parede, forcei para erguendo-me com um grito fraco e seco de pura dor. Dessa vez eu sentia o torpor me alcançando lentamente. Eu não podia dormir. Tentei me erguer mais uma vez, mais um grito ameaçou escapar mas saiu como um chiado pela minha garganta, queimando-a. Eu estava coberta de sangue, do meu sangue.

Quando finalmente fiquei em pé, tudo ficou escuro e a última coisa que senti foi o cheiro de sangue.

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–Pelo amor, Katsumi, pare de analisar o corpo dela. Ela morreu! – Tai gritava sem se preocupar com as atenções indesejadas que poderia atrair.

Eu sabia que ela estava morta. Eu só conseguia encará-la sentindo-me estranha. Era aquela garota que Brandon amava. A menina pela qual ele seria capaz de tudo e que havia apontado uma arma quando eu tentei salvá-la. Quem eu queria enganar? Não era culpa dela. Era culpa deles. Sempre havia sido.

Senti nojo. Eu havia acabado de se livrar da única pessoa que tinha sido minha amiga desde o inicio, mesmo que mentira no início, ele sempre esteve lá. Quando ninguém esteve. Passamos por tanta coisa nos últimos e chegamos até ali. De alguma maneira era difícil pensar nele como amigo.

Os últimos dias pareciam uma brincadeira. Agora a sorte estava lançada. Era nós ou eles. Porque no fim é tudo uma questão de sorte, nada mais. O momento exato e a hora exata. Em questão de segundo tudo poderia acabar.

–Temos que ir – Falei séria em alto e bom som.

Já havíamos conversado com o outro grupo, eles haviam entendido que o melhor seria nos unirmos agora que todos nós éramos vítimas. Vítimas de manipulação, de mentiras, de assassinos a sangue frio.

Era a escolha certa fazê-lo ir. Se eu o mantivesse comigo seria muito mais perigoso. Engraçado como ele me entendia tão bem e como eu ainda me surpreendia com isso. Meu objetivo agora era vencer, porque assim poderíamos voltar a ser uma equipe. Antes eu precisava proteger todos aqueles que eu amava.

Estava tudo planejado, eu sabia desde o início o que aconteceria. No início fiquei sem dormir por noites, talvez alguns três dias. Eu tinha medo dele me matar enquanto dormia. Só que de algum modo, depois daquilo, ele passou a ser mais verdadeiro. Eram mudanças sutis que foram aumentando e percebi que eu merecia aquilo. A culpa era minha, eu não poderia culpá-lo. Só nunca pensei que ela fosse voltar.

Melissa. Aquela garota era mais perigosa do que parecia, só que ao cometer um pequeno deslize, foi morta no mesmo segundo. Todos éramos alvos. De humanos e monstros. Eu sabia que eu viveria, eu lutaria até o fim, mas não me permitiria morrer tão facilmente.

Grandes tragédias uniam pessoas das maneiras mais diversas, realmente irônico. Estranho era que eu só conseguia pensar nele e se ele estaria bem. Porque as pessoas que haviam assassinado quase toda minha família tinham finalmente me encontrado e dessa vez eles fariam questão de eliminar todos, um por um. Eu seria a última.

Entrei no carro, sentando-me em um dos bancos traseiros. Olhei Melissa pela última vez pensando “Podem vir, seus filhos da puta”.

Notas finais
E então? Pois é, as coisas estão um pouco tensas. Perdoem todos os meus erros gramaticais e coesivos até agora, mas eu tenho escrito com pressa sem poder revisar. É um capítulo por dia, dêem um desconto, obrigada. USHAUHS Deixem um comentário se gostaram ou se não gostaram também. Obrigada pela leitura! Kissus Bye Bye (L
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.