Notas iniciais
Bem, antes de postar, eu dei uma olhada em fanfics da categoria Pokémon para ver com o que as pessoas estão acostumadas a encontrar em tal. E a maioria que eu vi (pelo que eu entendi das sinopses) eram sobre personagens do anime ou personagens originais só que treinadores de Pokémon. Essa história está a um certo tempo guardada no meu google docs, e então eu resolvi postá-la e continuá-la.

Eu sei que eu deveria provavelmente estar escrevendo a continuação de uma outra história minha, mas acho que essa eu posso terminar mais tarde, né?

E também, já faz um tempinho desde a última vez que eu postei uma história que não tivesse capítulos muito curtos ou que fosse uma one-short.

Estava chovendo muito forte, era praticamente uma tempestade. As gotas caiam tão rápido e eram tão grandes que pareciam que iriam inundar a floresta a qualquer momento, e os raios eram tantos que era até surpreendente que apenas uma árvore havia sido atingida.

No meio da floresta, havia um Riolu, todo encharcado pelas gotas. Sentado no chão, abraçando suas próprias pernas com as costas em uma pedra enorme, ele sentia a chuva encharcando seu corpo, as gotas se misturando com as lágrimas que escorriam pelo seu rosto. Nem mesmo ele sabia se ele estava mais encharcado de lágrimas ou de chuva, mas ele tinha certeza de que a dor que sentia em seu peito não iria sumir tão cedo. Ele estava sozinho, sem sua família, sem ninguém. Preferia estar morto ao invés de estar lá, sozinho, chorando, com medo, com dor, com seus olhos já começando a doer assim como sua cabeça. Ele queria sumir, queria que tudo aquilo parasse, mas ele sabia que aquilo era pedir demais, e mesmo se não fosse, seria inútil.

Então, ele começou a ouvir algo. Ele não sabia se era um choro ou um grito, mas ele resolveu ficar quieto. Ele ouviu mais atentamente, o som agudo não parava. Ele se levantou, limpando seu nariz que estava escorrendo um pouco, e depois tentando secar o excesso de lágrimas, sem sucesso com o líquido transparente. Ele começou a andar em direção ao som, que ficava cada vez mais alto. Ele não fazia ideia de quem ou o que encontraria. Talvez ele encontrasse alguém que pudesse ajudá-lo, talvez ele encontrasse alguém que estivesse que nem ele, ou talvez encontrasse algo de ruim. Mas se ele encontrasse algo de ruim, então ele poderia terminar com aquilo, com aquela dor, com aquela solidão.

Ele continuou se aproximando, já tinha perdido a conta de quantas vezes havia tropeçado ou dado de cara com uma árvore. Mas, finalmente, ele chegou onde queria. Da distancia que estava, ele não conseguia ver muito bem o que era, mas ele conseguia ver um tipo de cesto rodeado por várias árvores. E agora, tinha certeza de que era um choro e de que estava vindo de algo que tinha dentro daquele cesto. Ele se aproximou lentamente, com um pouco de medo. Ele não sabia se aquilo estava chorando por causa de algo que estivesse por perto, ou se aquilo fosse uma armadilha. Mas ele queria saber o porquê do choro.

Até que ele chegou o mais perto que podia do cesto, dando uma olhada no que tinha dentro. Era um bebê humano, ele não conseguia dizer se era menino ou menina. O bebê tinha cabelo azul claro, parecia estar usando uma roupa amarela, e estava coberto com um cobertor verde claro e com um travesseiro forrando o cesto. O Riolu percebeu que, no cobertor, havia uma carta.

Ele pegou a carta e começou a ler, mas não conseguiu entender muito bem o que estava escrito. Ele não conseguia entender algumas palavras, e também não entendia algumas letras que tinham ficado meio embasadas por causa da chuva. A única coisa que ele conseguiu entender completamente foi que o bebê era uma garota, e que seu nome era Katsumi Irumi.

Então você também está sozinha? Ele pensou antes de colocar a carta de volta onde estava. E então ele se sentou no chão, com suas costas no cesto.

Irumi ainda estava chorando, parecia que ela estava realmente muito triste. O Riolu se lembrou de como tinha ficado perdido e sozinho naquela floresta. Ele sentiu a dor voltar, e as lágrimas voltando junto.

Parece que você é que nem eu, Irumi. Ele pensou enquanto abraçava suas próprias pernas novamente, pouco depois tomando um susto por causa de um trovão.

O susto fez com que os dois choros ficassem ainda mais altos. O Riolu não percebeu, mas Irumi abriu seus olhos e olhou para ele com seus olhos verde claros, ficou quieta por um tempo vendo que ele também estava chorando, mas então eles ouviram outro trovão e ela começou a chorar de novo.

Os dois estavam sozinhos, sem ninguém, sem nada. Naquele momento, a única coisa que tinham era medo e dor.

O Riolu parou de chorar quando ouviu que tinha algo se aproximando, mas ainda soluçava e estava com o nariz um pouco entupido. Ele olhou para a direção da qual o som vinha. Quando conseguiu ver quem se aproximava, não conseguiu identificar direito quem era por causa da chuva. Porém, conforme o desconhecido se aproximava, ele conseguiu ver quem era. Era um Snivy. O Snivy olhou para o Riolu, fazendo com que ele abraçasse suas pernas ainda mais, parecendo querer se afastar. O Snivy se aproximou lentamente, tomando cuidado para não o assustar ainda mais. Quando estava a poucos centímetros de distância do Riolu, o Snivy ficou calado por alguns segundos antes de resolver falar.

- Você e este humano estão perdidos, não é?- Perguntou o Snivy com uma expressão que o Riolu não sabia dizer se era séria ou indiferente.

Ele apenas afirmou com a cabeça. Irumi começou a parar de chorar. Os trovões tinham parado, e a chuva parecia ter ficado um pouco mais fraca, mas bem pouco.

- Sigam-me.- O Snivy disse simplesmente.

O Riolu pegou o cesto no qual Irumi estava e começou a seguir o Snivy. Ele mesmo não sabia o porquê de estar acreditando em um estranho, mas sentia que aquela era a única opção. No meio daquela chuva, ele sentia que não podia confiar em ninguém. Mas mesmo que os olhos do Snivy tivessem um olhar frio e sem emoção, ele sentia que ele não tinha más intenções. Nem ele entendia porque sentia aquilo, era apenas seu instinto. Os três entraram em uma caverna, onde estariam seguros da chuva. No fundo da caverna, haviam mais alguns pokémons, todos em volta de uma fogueira. Eram um Piplup, uma Eevee, uma Emolga, um Pidgey e uma Vulpix.

- Bem-vindo ao nosso abrigo.- Disse o Snivy olhando para ele antes de se sentar próximo a fogueira.

O Riolu olhou para Irumi. Parecia que ela tinha dormido. Ele a colocou ao lado dele quando se sentou entre o Snivy e o Piplup. Ele começou a ficar um pouco sério. Estava pensando em como seria sua vida daqui pra frente. Ele provavelmente iria ficar melhor ficando com aquele pequeno grupo de pokémons. Mas também teriam que cuidar de Irumi, o que ele tinha certeza de que não seria fácil. Ele queria ter a responsabilidade de cuidar dela, já que foi ele quem a encontrou. Ele sentia que ele iria ter que cuidar dela com o máximo de esforço que conseguisse. Ele então se decidiu. Iria ficar com aquele grupo de pokémons, e ao mesmo tempo cuidar de Irumi com todo o seu esforço. Ele não queria que ela acabasse que nem ele, não queria que ela acabasse perdida de novo, sem ninguém.

O Snivy bocejou antes de dizer:

- Vamos dormir. Amanhã fazemos as apresentações.- Disse o Snivy interrompendo os pensamentos do Riolu.

O Piplup apagou a fogueira. Todos se deitaram no chão e se cobriram com peles de outros pokémons. O Riolu estava com um pouco de frio, já que não tinha nada para se cobrir. Até que a Vulpix se aproximou dele, trazendo dois pedaços de pele com ela. Ela deu um para ele.

- Cubra-se.- Ela disse com um pequeno sorriso antes de começar a enrolar o outro pedaço de pele em volta do cesto onde Irumi estava.

Eles ouviram outro trovão, e o Riolu, que já tinha até esquecido da chuva lá fora, deu um pulo de medo. A Vulpix deu uma risadinha. Em nenhum momento o olhar gentil dela sumiu de seu rosto.

- O meu nome é Lala. Qual é o seu?- Ela perguntou.

O Riolu olhou para ela, dando um pequeno sorriso.

- Meu nome é Arcade. Muito prazer, Lala.

Notas finais
E assim acaba o primeiro capítulo! E então, o que acharam? Gostaram? Não gostaram? Merece um comentário ou um acompanhamento? Hue hue hue.

Vejo vocês no próximo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.