Notas iniciais
Pessoal peço desculpas por não ter postado o capitulo ontem, mas realmente não deu pra concluir de escreve-lo a tempo, mas aí esta, espero que gostem. Boa leitura a todos!!!! Muito obrigada por acompanharem...

Ben caminhava na calçada com os olhos fixados em procurar Anita, por um momento sua cabeça não hesitou em pensar em um novo recuo da garota, afinal ele tinha demorado tempo suficiente para que isso acontecesse, devido ao transito que já era quase ininterrupto aquela hora da manhã. Até que seus olhos que continham curiosidade e ansiedade avistaram a garota sentada na areia quase perto ao mar de costas olhando para o mesmo, ele respirou fundo e caminho até ela.

– Oi. – Disse ele chegando perto e tocando o ombro dela com a mão, Anita apenas moveu a cabeça para encara-lo. – Demorei muito. – Perguntou ele, sentando ao lado dela.

– O que você acha, acho que teria dado tempo pra eu sair daqui, comprar um biquíni, entrar no mar, tipo umas dez vezes. – Respondeu Anita em total ironia, não muito paciente.

– Ok então da próxima vez você usa uma tática menos radical pra gente se falar, que não inclua eu me deslocar do Grajaú até a Barra a essa hora da manhã. – Ele falou a altura.

– E quem disse que vai ter uma próxima vez. – Anita rebateu o encarando.

– Bom eu costumo ser otimista, mesmo que quando se trata de você isso soe estupido, como pedir pra não chover quando já esta chovendo. – Afirmou o garoto, fitando Anita com um sorriso sarcástico.

– É tua teoria pode até ser válida, mas no teu caso você não acha que já foi reprovado, uma vez não, talvez essa seja a tua última chance. – Brincou Anita, debochada.

– Eu diria que é bem pior, estou repetindo de ano mesmo, quem sabe dessa vez eu não tenha um pouco mais de sorte. – Ben proferiu, sorrindo para ela.

– Nem eu tenho essa resposta. – Disse Anita. – Não sei se eu posso me considerar uma pensou com sorte, mais eu acho que não teria graça achar que ela não existe, e nada faz em nossos destinos. – Completou ela, enquanto comtemplava o mar calmo e a brisa serena que emanava em seu rosto.

– Pode ser. – Respondeu Ben, enquanto observava o olhar perdido de Anita em direção ao mar, enquanto o vento bagunçava seus cabelos. – Mais só uma coisa como você conseguiu o número do meu celular. – Indagou ele, se vendo sem entender.

– Ah bom isso, me deu um trabalho enorme, mais nada que eu não desse conta, não é. – Anita falou soltando uma risada. – Brincadeira eu peguei com a Meg, foi ela que me deu. – Esclareceu ela.

– Mais óbvio e sensato mesmo. – Disse Bem, sorrindo sem graça. – O que também pode ser algo estranho, porque a Meg não se mete não é, nesses anos todos a gente sempre se falava quando dava, mas ela nunca tocou no teu nome. – Afirmou ele, em relação a loira.

– E você obviamente também nunca perguntou, to errada. – Anita devolveu.

– Não, porque se fosse ao contrário seria, nutrir uma esperança que não podia existir, não que eu nunca me perguntei o que você fazia da tua vida nem uma vez esses anos todos. – Exclamou ele, sendo racional.

– Eu quis conversar aqui, porque eu realmente não queria ninguém dando palpite, e também porque eu sabia que em um lugar aberto seria menos difícil da gente acabar a conversa em gritos acalorados, a não ser que a gente ainda tenha disposição pra sair rolando na areia da praia e fazendo escândalo. – Anita se explicou.

– Se fosse mais tarde, quem sabe. – Disse ele, querendo quebrar o ar pesado que permanecia entre os dois.

– Ben eu não sei por onde começar, aliás, eu não sei o que exatamente nós estamos procurando com isso. – Anita confessou seus pensamentos, ao ver uma sensação de desconforto lhe rondar.

– Eu não vou mentir, eu também não sei, mais ao mesmo tempo eu não posso adiar isso por mais nenhum ano. – Respondeu Ben, entendendo os sentimentos da garota.

– E eu posso te confessar uma coisa, eu também não tenho certeza, se eu me vejo tendo uma relação com você de novo. – Disse ela defensiva, mas sincera. – Quando falo relação, eu não to falando de uns beijos ou uma noite boa, eu to falando de mais que isso, mas sim de um elo, uma corrente, de um sentimento, uma ligação de verdade. – Esclareceu Anita, e Ben não deixou de olhar para a garota com certa frustração.

– Você não acha, que tá sendo racional e pratica demais. –Argumentou ele, relutando em acreditar nas palavras dela.

– O que você chama de ser racional, pratica e até mesmo fria, eu chamo de maturidade e realismo, a gente se magoou muito lá atrás, enfrentamos coisas dolorosas, em busca de construir uma relação Ben, e a gente também não pode ignorar o fato de que nós, decepcionamos muito um ao outro. – Tentou Anita se defender. – E mesmo que isso, não tenha feito de nós duas, pessoas amargam, e sem perspectivas de vida, em alguma coisa isso pesou pra gente, também não tinha nem como. – Afirmou Anita.

– Você só esqueceu de uma coisa, a gente já se amou muito também. – Ben retrucou. – Porque que às vezes eu tenho a impressão que admitir isso pra Anita decidida, matura e responsável de hoje, se apresenta como um sinal “feio”, e até mesmo de fraqueza pra você. – Impôs ele, a garota apenas esgueirou o olhar para areia, com cara de poucos amigos.

– Eu te amei muito, e eu tenho certeza de que eu também fui muito amada. – Falou a garota, vendo surpresa nos olhos de Ben. – Satisfeito. – Pronunciou Anita, sendo invadida por um misto de incerteza e confusão, a respeito se teria feito algo acertado.

– Eu acho que eu só ficaria mais feliz, se a gente pudesse mudar os tempos verbais, pra hoje, pro nosso presente. – Afirmou ele, com melancolia.

– Não seria pedir demais não, olha que você não tá valendo tanto. – Anita rebateu com ironia.

– Então o que você sente por mim então. – Perguntou ele sem rodeios.

– Não, o que você sente por mim. – Devolveu ela, se negando a responder.

– Nem vem, eu perguntei primeiro. — Justificou Ben, e os dois se uniram em uma sonora risada

– Bom, eu diria que estou processando os últimos acontecimentos, como eu fiz no passado, quando comecei a me dar conta de que, o que eu sentia por você, estava muito longe de ser uma simples amizade. – Ben afirmou sincero.

– Ah então é melhor eu sentar e esperar, não é, porque tem tudo pra ser devagar isso aí. – Alfinetou ela, sem poupá-lo.

– Engraçada você, olha só se isso foi uma piada, não colou não. – Respondeu Ben desconfortável com a afirmação.

– Não, de modo algum, foi uma constatação mesmo. – Anita disse, as risadas.

– Então que tal você me ajudar a clarear minhas ideias, como você fez lá atrás. – Disse ele abusado. – Quem sabe eu não decido mais rápido. – Ben disparou, levando seu rosto mais para perto do dela, movido por audácia.

– Eu não, eu já estourei minha cota pra correr atrás de você. – Disse ela desdenhando. — Por pelo menos essa década, já esta de bom tamanho. – Falou Anita, não se deixando levar e com certo e se afastando.

– Ah então quer dizer que tudo aquilo, era só você correndo atrás de mim, e eu quem pensava que você ra uma pesosa prestativa. – Falou o garoto implicante. – E depois eu é que fui acusado de te seduzir, é dose isso. – Proferiu ele brincalhão.

– Ben, que idiota. – Ralhou ela. – Quem foi que falou isso hein, posso saber. – Indagou ela, achando graça.

– Sei lá. Alguém, tua mãe deve ter sido uma das pessoas, não é. – Especulou Ben, ao lembrar de que a família nunca viu com bons olhos a confusão que ele havia criado em volta de Anita e Sofia.

– Incrível como que depois que o tempo passa, a gente ainda consegue ver uma pitada de graça nas loucuras que a gente comete. – Anita afirmou. – E até nas broncas que a gente recebe. – Disse Anita, olhando em direção a Ben, com a mente presa em algumas lembranças.

– Quando nós estamos dentro daquela situação ali, naquele momento, a verdade é que a gente na vê as coisas com clareza, a gente pensa mais na gente. – Falou ele. — Torrões demais pra perceber que há coisas que a afetam, muito mais o outro do que a nós mesmos. – Colocou ele, enquanto trocava olhares confusos com Anita. – E a gente é assim, a gente passou a vida toda pensando no outro, só que chegou uma hora que não deu mais, e pode ser que não tenha sido na hora certa. – Contrapôs ele, de forma tranquila.

– Você tá querendo dizer o que? – Anita esboçou um sorriso desconcertado. – Que se a gente tivesse pensado em tudo, nós não teríamos ter feito as escolhas que fizemos. – Disse ela, contrapondo os pensamentos dele.

– Quem sabe. – O garoto respondeu.

– Será? – Eu não sei se eu acredito nisso, se a gente tivesse feito diferente, não seriamos nós, quantas vezes a gente ainda não cobraria essa responsabilidade um do outro, a gente não pode garantir uma coisa, que a gente não viveu. – Afirmou ela.

– Parece que faz tanto tempo, com se tudo não tivesse acontecido nessa vida. – Declarou ele.

– E faz, a ponto da gente se perguntar se mexer nisso agora, não é apenas uma alucinação das nossas cabeças, pra suprir toda frustração que a gente já viveu por conta disso. – Respondeu Anita. – Só que ao mesmo tempo eu sinto que. – Pronunciou ela, interrompendo a voz com um suspiro.

– Tem alguma coisa, que a ainda prende nós dois. – Emendou Ben. – Um ao outro. – Completou ele, enquanto Anita ainda tentava relutar em confirmar o pensamento dele.

– É. – Admitiu ela. – E se continuar assim, eu vou caminhar pro abismo. – Disse Anita com certa preocupação. – Mais eu sinto como se eu precisasse resolver tudo isso pra seguir em frente, eu não vou conseguir evitar. – Ela se viu confessando.

– A gente não vai Anita. – Falou Ben, descendo a mão pelos cabelos dela, a garota levantou o olhar para encara-lo tentando entender o que poderia ainda unir os dois, mais os dois só s preocuparam em se unirem em um beijo calmo e despreocupado.

–E a Meg, ele deve tá preocupada comigo. – Anita respondeu se afastando e encarando a tela do celular jogado ao seu lado.

– A Vera deve ter ido pra casa já, meu pai não falava em outra coisa hoje cedo, deve tá todo mundo atrás da gente. – Ben percebeu, enquanto sorria um tanto incrédulo.

– É, melhor a gente ir pra casa. – Falou ela, levantando e tentando tirar a areia da roupa.

– Mais e agora. – Disse Ben, segurando o braço dela.

– Ué sei lá, a não ser que você sugira um comunicado importante pra toda família. – Anita falou em total bom-humor.

– Eu to falando sério. – Retrucou ele, achando graça da situação.

– É, é então. – Gaguejou ela enquanto pensava em busca das palavras. — Eu preciso resolver umas coisas antes de pensar em fazer alguma coisa. – Disse Anita.

– Que coisas Anita. – Questionou ele, intrigado.

– Coisas do tipo, o que a gente vai fazer depois da festa dos nossos pais, a não ser que você pretenda um relacionamento por cartas, a gente tem um sério problema, não é. – Anita justificou. – E mais uns. – Disse ela ao pensar em Gustavo.

– Só isso Anita. –Pronuncio ele não muito convencido.

– Só, mesmo. – Ocultou a garota, sem conseguir ir mais adiante.

– Você não vai largar tua vida, por coisa nenhuma, não é, ainda mais algo que diga respeito, a nós dois, não é. – Disse Ben ao perceber.

– Eu não, o radical aqui é você, não eu. – Anita respondeu rindo. – Mais falando sério, a gente precisa de muita calma, pra não acabar enfiando os pés pelas mãos. – Alegou Anita.

– Ok, até porque tem coisas mais complicadas do que isso. – Ben especulou.

– Tem, nós dois. – Anita afirmou. – Ninguém impede mais do que nós mesmos. – Anita disse, se perguntando o que ela estava fazendo mesmo.

– Gente pelo amor de deus, como vocês somem assim. – Disse Meg ao encontra-los. – Eu tive uma visão do inferno, pensando que a Giovana e o Vitor iam pegar vocês dois aqui, e se pegando ainda. – Disparou ela, afoita.

– Como assim? – Eu não te pedi pra enrolar eles. – Anita soltou confusa. — Meg olha só como fada madrinha, você é uma ótima dançarina viu. – Anita retrucou tensa.

– Não, vocês querem que eu faço o que, impeça eles, eles ficaram felizes que a Vera voltou pra casa e resolveram viram pra praia. – Meg comunicou.

– Vem cá, eu não te pedi pra ficar com a mamãe, o que você faz aqui Meg. – Anita falou ao lembrar-se.

– Pediu, mais o Ronaldo fez questão de levar ela pra casa, me dispensou. – Disse a loira, para se defender. – E você não atende telefone não. – Repreendeu ela.

– Foi mal, esqueci. – Anita respondeu. – Ben é melhor você ir pra casa. – Anita alegou, não querendo ter que dar explicações.

– Eu vou, tchau pra vocês. – Disse ele, caminhando parar longe.

– Tchau. – Respondeu Meg ainda. – E aí como foi? — Perguntou a garota sem se conter.

– Ah bom, agora vou ter que ficar aqui falando da minha vida pra você, pode segurar a tua curiosidade ok. – Disse Anita, rindo, não querendo falar.

– Ai que sem graça, eu te ajudo, e você só me dá patada. – Meg se fez de brava.

– Foi mal, mais não da pra segurar a curiosidade não, tem que ser aqui e agora. – Anita argumentou.

– Tá, tá bom, mais e aí você falou do Gustavo. – Meg indagou, receosa.

– Não, na hora me faltou coragem. –Anita confessou com preocupação.

– Mais e agora, você vai fazer, o que, aí Anita, se o Ben descobre ele não vai gostar disso não, ele vai ficar furioso contigo. – Alertou ela taxativa.

– Eu sei, eu vou tentar conversar com o Gustavo, e depois eu converso com o Ben , vai ser melhor. – Afirmou Anita, vendo que a loira tinha razão.

– Você vai terminar com ele. – Disse Meg.

– Vou, não é, o que eu vou fazer, não tem muita opção, se eu bancar esse rolo com o Ben, não me sobra outra opção, eu não quero enganar ninguém, por favor. – Anita esclareceu. – Apensar de que, eu vou fazer um estrago enorme na vida do Gustavo com isso, e que sem dúvida ele não merecia. – Anita se lamentou culpada.

– É chato mesmo, fora que ele não vai entender nada, não é, vocês estavam numa boa, aí você vem pro Brasil e termina. – Entendeu ela. – Mas, também sobra outra opção sim, fica com os dois. – Meg brincou.

– Meg, qual foi, não tenho vocação pra isso não tá. – Anita retrucou, acanhada.

– Certo, entendi, mais vamos no shopping comigo, eu queria comprar um vestido pra festa da Vera. – Falou ela convidando.

– É pode ser uma boa, eu também não trouxe roupa de festa. – Anita comprou a ideia. – Mais tá querendo ficar linda pra quem hein. – Anita perguntou travessa, com certa desconfiança.

– Ninguém, eu hein. – Meg afirmou. –Vamos, né, melhor. –Falou ela, desviando o assunto.

– Vamos, mais sem demorar, não é, você sabe que eu não tenho paciência pra isso. – Anita quase suplicou.

– Ai já sei, fala isso porque qualquer coisa cai bem pra você. – Rebateu Meg.

– A falou a gorda. – Disse Anita ironizando.

– É mais vamos combinar que a sorte não anda muito do meu lado. – Falou ela, as duas foram caminhando, enquanto conversavam animadas.