Encontros, desencontros e novos encontros
33 Capítulo 33:
Notas iniciais
– Meus deus caramba, que dia. – Ben falou tenso com tudo, entrando em casa, e atirando-se no sofá.
– É, foi tudo muito puxado mesmo. – Anita concordou, soltando as chaves sobre a mesa. – Bom eu vou subir, tomar um banho, e eu vou tentar remarcar minha passagem, já que eu ia embora um dia depois da festa da mamãe e do Ronaldo, eu vou ficar mais uma semana pelo menos, mais tardar possível. – Afirmou ela, se sentindo sem forças depois de tudo.
– Oi, como é que é. – Ben perguntou totalmente espantando. – Remarcar a tua passagem. – Ben repetiu levantando para encara-la.
– Se você não esta surdo, foi isso mesmo que eu disse. – Anita virou-se para encara-lo, com uma cara amarrada.
– É isso mesmo Anita, a tua mãe tá no hospital e você tá pensando em ir embora, como se nada tivesse acontecido. – Ben a indagou perplexo, enquanto cruzava os braços esperando uma resposta plausível para a atitude dela.
– Ben, eu tenho uma vida em Londres, a minha mãe vai ter que se acostumar, eu vou esperar ela melhorar, mais um pouco, e vou embora. — Justificou Anita, não se intimidando em nenhum momento, pelo jeito dele. — Isso era pra ser só uma visita, e é o que vai ser. – Anita respondeu calmamente, não pensando em mudar o rumo das coisas.
– Meu deus, que espécie de pessoa, é você Anita, a Vera precisa da gente, principalmente de você. – Disse ele, buscando olhar nos olhos da garota, querendo encontrar algum traço daquela Anita do passado, que parecia não existir ali, ele estava se sentindo como se estivesse vendo uma copia, de seu grande amor, sorria, falava, como ela, tinha a mesma fisionomia, dela, mas suas atitudes não se pareciam nem um pouco, com a garota que um dia foi sua namorada e que ele tanto admirava.
– É, e você quer que eu faça, o que. – Anita quase que debochou, tomada pela ironia.
– To espantado com o teu cinismo, você vai deixar a tua mãe, nessa situação pra ir embora. – Ben a colocou contra a parede.
– Ben, ela vai ficar boa, você pensa que é quem, pra falar assim comigo. – Anita perguntou pasmada com a atitude do garoto, em querer transformar ela na culpada de tudo, mas no fundo ela já esperava por aquilo, era fácil culpa-la por tudo de ruim do que encarar que ele também tinha culpa, no fundo ela o entendia, porque muitas vezes preferiu jogar tudo para cima dele, como forma de justificar todo seu sofrimento.
– Eu, talvez alguém que sempre deu valor pras pessoas, principalmente as que fazem parte da minha vida. – Falou ele a encarando, querendo segurar a calma consigo, que parecia estar indo embora rapidamente.
– Ah entendi, a insensível sou eu, o mostro sou eu. – Anita quase que debochou sarcástica dele. – Você não tem o direito de falar isso, você não sabe de nada. – Anita afirmou, apontando o dedo para ele.
– Eu não sei. – Ele disse. – O que eu sei, é o que eu to vendo, que você se transformou numa menina mimada, fútil, egoísta, que só liga pra você, que não tá nem ai pro sofrimento da tua mãe, e nem pros problemas da tua família. – Esbravejou ele, abalado com as atitudes dela, suspirando fundo para arrancar a angustia que se instalava nele naquele instante.
– Você não pode tá falando sério. – Respondeu ela sarcástica, vendo as palavras dele fazerem um estrago dentro de si. – Você não sabe de nada. – Ela gritou se enfurecendo.
– É Anita, é tá fugindo porque, encara, encara que você não tá nem ai pra ninguém aqui, que você só importa com teu mundinho, com a tua vida. – Gritou Ben de volta, já em pleno descontrole.
– E quantas vezes eu cuidei de todo mundo aqui, sozinha, e quantas vezes eu segurei as piores situações, os meus problemas e os dos outros, sozinha, você é patético. – Retrucou ela, vendo seus olhos ficarem lacrimejados, diante das acusações, de alguém que um dia foi a pessoa que ela mais se importou na vida, mas parecia que como ela pensava, não existia mais, nem pra ela e muito menos pra ele, os dois, e o enorme sentimento que unia os dois havia se perdido.
– Patética é você, que prefere ficar a vida todo fugindo do que, encarar os fatos, que fica castigando as pessoas por uma coisa que aconteceu há anos atrás, que se afastou das pessoas por isso, você se transformou numa mentira montada Anita, uma pessoa egoísta, implacável, que é incapaz de perdoar ninguém, que só sabe condenar as pessoas, julga, maltrata, em prol da tua felicidade, do teu bem estar. – Ele soltou a encarando, amargurado com o rumo da vida de ambos, que era tão diferente do que eles sonharam, o que fez seu coração se apertar, e ele se calou por um segundo, como maneira de tomar folego, o que parecia que ele havia perdido, Anita apenas o fitou com o olhar confuso, em misto de raiva e tristeza.
– Mais quer saber. – Continuou Ben, engolindo toda angustia. — Quando maior a marra, maior o teatro, muito maior a mentira, e foi isso no que você se transformou numa mentira. – Ben afirmou não se importando com as consequências, os dois já tinham adiado de mais um acerto de contas, ele sentiu que precisava daquilo para encontrar sua paz de espirito novamente, que há muito tempo não estava mais com ele, e rever a garota só havia piorados ainda mais as coisas.
Anita ficou, estática, calada, parecendo estar processando as palavras de Ben, como se não acreditasse que ouviu o que ela tinha ouvido, de repente ela viu um sentimento tão ruim lhe dominar, que ela mal sabia, o que estava sentindo — Eu odeio você. – Anita falou, levantando a mão para ele movida por um impulso, em um tapa incontrolável no rosto de Ben, que se manteve calado a encarando, apenas sentindo um lado de seus rosto queimar, pelo tapa dado por ela.
– Eu odeio você, você é culpado por isso. – Ela desandou a acusa-lo, nem mesmo estando ciente do que estava fazendo, mais a raiva foi maior, Anita sabia que ele não tinha o direito de acusa-la de tal forma, depois de tudo, e principalmente o jeito que o romance dos dois havia terminado. — Você é o culpado por eu ser isso que eu sou, por eu ter que guardar toda tristeza e dor que eu escondo das pessoas, porque eu não quero ser uma coitada que virou um nada. – Anita disse, vendo as lágrimas escaparem contra sua vontade, Ben parecia ouvir tudo atento, como se dissesse para si mesmo, “eu mereço que ela me trate assim.”.
Ele passou a mão no rosto, parecendo querer acordar de seus devaneios, encarou o chão aos seus pés por um momento, levantando a cabeça e olhando os olhos marejados de Anita, que a essa altura não conseguia conter as lágrimas. — Bem vinda ao mundo daqueles que sabem que a realidade, é a consequência daquilo que deu errado, de tudo que foi sonhado, planejado, e que não chegou nem perto de se realizar. – Ben disse vendo seus olhos arderem por toda mágoa, e tristeza que estava se revelando por parte dos dois.
Anita calou-se por um momento, ela apenas andou sentando-se no sofá, apoiou os cotovelos em seu colo, com as mãos sobre o rosto e permitiu que algumas lagrimas caíssem, abaixar a cabeça foi uma forma de não se debulhar, em frente os olhos de Ben, por mais estupido que fosse, já que o garoto estava ali parado a metros de distância dela, mais era uma forma de poder respirar, pois seu coração se apertou tanto, que ela se sentia que se não conseguisse respirar, como se seus sentidos estivessem parando por completo.
Bem a olhou, abaixada ao sofá, perdido, sentindo-se culpado pelas palavras proferidas a ela, e as de Anita que soaram como um golpe de uma espada em seu coração, ele passou a mão no rosto tentando eliminar um pouco da tenção e algumas lágrimas que também haviam se instalado em seus olhos, e caminhou até a garota que continuava inercia.
– Anita. – Disse ela com a voz embriaga pela emoção, tocando de leve seu ombro.
– Me deixa, eu não preciso da tua piedade, nunca precisei, e não é agora que eu vou precisar. – Esbravejou ela, afastando o braço dele e levantando.
– Sabe. – Proferiu ela, enxugando seu rosto meu molhado pelas lágrimas, e borrado pela maquiagem que escorreu junto. – Eu nunca pensei que tanto amor, fosse virar nisso, o pior sentimento das nossas vidas. – Ela afirmou quando tomou coragem para encara-lo e novas lágrimas voltaram a cair, o desespero já havia tomado conta dos dois por completo.
– Te amar, era minha alegria, era a única coisa que me fazia ter esperanças em mudar a minha vida, pra alguma coisa que não fosse isso, eu juro que eu embarquei naquele avião, achando que ainda tinha volta Anita. – Desabafou ele. – Eu nunca conseguir colocar na minha cabeça que não tinha. – Ben afirmou totalmente abalado pelos rumos de sua vida, por instantes ele não conseguia acreditar que aquela conversa era real, para ele parecia um pesadelo, que ele iria acordar e teria, sua princesa de volta, teria Anita como antes, sem ao menos o tempo ter se mexido e aumentado tanto a distância dos dois, que hoje já era um abismo enorme.
– Voltar? Você se comportou que nem um filhinho da mamãe, e fez todas as vontades da tua mãe e foi embora, provando que você era o que sempre a Sofia disse, um derrotado. – Anita o acusou, perturbada, magoada por ele ter desistido tão fácil.
– Você me deixou ir embora Anita, você me condenou, quando você se escreveu naquela bolsa pra estudar em Londres, você me deixou antes. – Também acusou ele em meio a magoa.
– Eu, você se rendeu as vontades da tua mãe, você me deixou pra assumir um filho com a Sofia, com a minha irmã, a tua mãe fazendo planos, escolhendo nome da criança, a mamãe e o Robaldo felizes, apesar do suto. – Anita viu suas forças sumirem, juntos com o choro que ela não conseguia controlar mais. – Você queria que eu fizesse o que, chegasse pra eles e dissessem, desculpa, mais eu tava tendo um rolo com o Ben, e eu não posso deixar essa criança nasce, então sei lá resolvam isso, mas sou eu que vou ficar com ele. – Anita falou soluçando em meio ao desespero de suas lágrimas.
– Não, não, não mesmo. – Negou ele. – Eu não te deixei, você terminou tudo. – Afirmou Ben entristecido.
– Ninguém sabia que a gente tava junto, quando a gente foi contar, a Sofia e veio e disse que tava grávida. – Anita respondeu soluçando.
– Talvez se a gente tivesse jogado tudo pro alto, isso aqui não estaria acontecendo, olha pra gente Anita, dois frustrados, que não tem nada no fundo, duas pessoas que traíram seus princípios, seus ideias, que traíram um amor. – Ben afirmou, ela apenas encarou o chão sem forças, já não aguentando mais.
– Eu não trai os meus ideias, eu segui meus princípios, levantei a minha cabeça, refiz a minha vida, fui feliz, e definitivamente longe de você a única coisa que eu sinto, é magoa, desprezo. – Disse ela, de maneira sincera, quanto há isso Anita sabia que não sentia culpa alguma, ela buscou ar para continuar. – Desprezo de mim mesma, por ter gostado de um cara que me deixou, pela minha irmã, desprezo de mim que insisti em ficar com você mesmo sabendo que eu não tinha chance nenhuma, que eu era boba demais, burra demais, e quem iria acabar ferida era eu, e mesmo depois de tudo que eu vive, por causa do Antônio, do vídeo, eu acreditei em você, eu novamente me entreguei a um amor que era só meu, você nunca teve coragem de admitir, mais amava a Sofia, tinha vergonha de amar, porque ela não era, digamos uma garota de princípios. – Anita colou pra fora.
– Não, eu nunca amei a Sofia, porque que você usa isso como desculpa, pelo fato de você não ter me perdoado. – Questionou ele totalmente abalado.
– Eu não to usando nada, é a realidade, encara você ela. – Anita falou perturbada. – Você me deixou, todas as vezes que eu precisei, você me deixou sozinha com um problema que você me causou, e foi ficar com a Sofia, sem nem olhar pra trás, e depois de mais uma vez ter prometido que não iria me abandonar, você me deixou de novo, você me tratou como lixo, você cultivava um falso amor, que enche a boca pra dizer que foi verdadeiro, a Sofia acha que tinha siso usada pelo Sidney, pelo menos ele não escondeu o que ele fez em meio a falsas afirmações, e foi você que me tratou como se eu não fosse nada, e nas duas vezes pulou fora, e ainda por cima, acho que fez o certo. – Anita confessou, com um vazio lhe perseguindo, enxugando o rosto novamente.
– Isso não é verdade, nunca iria imaginar o que o Antônio realmente iria fazer, eu achei que eu tava fazendo o melhor naquele momento, e depois quem me deixou foi você, foi você que pulou fora Anita. – Tentou ele se defender, entristecido pela palavras dela.
– Claro, eu chego em casa, e a Sofia solta uma bomba daquelas, você mesmo disse que tinha que assumiu os teus atos, não foi assim que você me disse quando a Sofia disse que tava grávida. – Anita o questionou.
– Olha pra mim Anita. – Pediu ele inutilmente, a garota continuou a desviar o olhar. – E porque mesmo depois que você descobriu que era tudo mentira dela, que eu me arrastei te pedindo desculpas, você não aceitou. – Perguntou ele. – Olha pra mim Anita, olha pra mim. – Ben falou, se aproximando dela, a segurando pelo ombro, mesmo contra sua vontade ela o olhou nos olhos, por mais que doesse tudo aquilo.
– Nossos sentimentos secaram, depois de tanta tristeza, nosso amor, morreu afogado em toda dor, que instalou dentro da gente, todo mundo colocou uma pá de areia em cima da gente, até a gente não conseguir mais, se levantar daquele buraco estranho, as cicatrizes eram tão evidentes, que eu precisei sumi, pra esconder elas, e ninguém se importou com isso, todo mundo continuou tocando suas vidas, como se nada tivesse acontecido, e só a gente lembra, de cada momento daquilo tudo, de cada promessa quebrada, de cada jura que se desmanchou, de cada palavra, de cada gesto, de tudo que o Antônio fez, tudo que veio depois, a cinismo de todo mundo, parecendo que não se lembrava de que aconteceu, eles podem não lembrar mais eu lembro, eu lembro muito bem todos as vezes que fui apontada como a fácil, a vagabunda, a otária, a Sofia a tua mãe, a minha mãe, aqui nessa sala fazendo planos, e eu vendo tudo calada, com vontade de gritar pra vê se passava. – Disse ela, desesperada.
– Eu passo até lembrar de tudo isso, mais eu também eu lembro dos nossos sonhos, dos nossos planos, das nossas alegrias, de como era bom te ver feliz, dos nossos beijos, das nossas loucuras, eu nunca consegui, apagar elas da minha cabeça, eu fui pra Nova York te vendo em cada canto daquela cidade, qualquer coisa era motivo pra você invadir meus pensamentos, você nunca saiu do meu coração, e eu não fiz questão de tirar de mim, me diz qualquer coisa, mas não que eu nunca te amei, porque isso não é verdade, eu te amava, tanto que eu viu minha vida morre pela tua renuncia, pelo teu sofrimento, pra min tanto fazia onde ia parar, você era meu chão, você era a luz que guiava os meus caminhos, e quando eu perdi você nada mais fazia sentido, vivo ou morto, eu já tinha morrido mesmo, minha alegria tinha morrido. – Pronunciou ele em meio a dor.
– Que sonho, que plano, não sobrou nada, a vida atropelou a gente, destruiu tudo em questão de segundos, sonho, só serve pra uma coisa, alimentar a ilusão que todos nós cultivamos, pra mais tarde a gente sofrer, pelo menos quando o sonho, for um amor, amar dói, faz a gente sofrer, morrer, e ter que se reerguer de novo, por mais que os finais felizes só existam nos livros, é e por isso que no fundo, é tão bom quando a gente consegue, e quem acha que isso é besteira, nunca amou de verdade, só pensou, e por isso que eu nunca mais me permitir e nem quis amar alguém como eu amei você. – Disse ela passando a mão no rosto. — Porque se eu tivesse que sofrer tudo de novo, eu não aguentava, ou fazia uma loucura. Justificou.
– Não fala isso, por favor. – Disse ele levando a mão ao rosto dela e enxugando as lágrimas. – A gente se amou tanto, pra acabar assim, não pode ter acabado, eu vou viver a minha vida toda achando que não acabou, dane-se, isso pode até me fazer, sofrer muito mais, mais é a única esperança que me sobrou, guardar as lembranças boas e achar que nada foi em vão, apesar de tudo. – Respondeu ele, ela apenas balançou a cabeça negativamente.
Os dois olharam-se, ambos quase sem ar, pelo o aperto que os corações dos dois partilhavam por todas as palavras ditas, toda angustia trocada, e até por aquilo que ficou esquecido em meio à tempestade que virou aquelas conversa.
– Eu vou ligar pro Ronaldo, arrumar as roupas da mamãe pra ele pegar. – Anita interrompeu o silêncio, e Ben soltou o braço dela, que nem ele tinha se dado por conta que estava segurando até então.
– Não espera. – Ben acabou a impedindo de ir embora, a segurando novamente, pelo braço, nem ao mesmo sabendo direito o que estava fazendo de tão confuso que estava sua cabeça.
– O que, chega Ben, essa conversa, vai pesar amanha pra nós dois. – Anita disse totalmente exausta. – Chega, chega, porque eu não aguento mais, por favor, acabou, não adianta mais falar nisso, é só pra doer na gente. – Disse ela suplicando, com as lágrimas voltando a correr.
– Não, eu preciso de ter certeza, que tudo isso aqui, não foi por ódio, eu não vou nunca acreditar nisso. – Ben disse, levando suas duas mãos ao rosto dela.
– Melhor a gente parar com isso. – Falou ela se debatendo e se afastando um pouco dele.
– Não, a gente só começou Anita, a desenterrar tudo que tá guardado, dentro da gente. – Afirmou ele a segurando novamente, para que ela não virasse para ir embora, como Anita pretendia.
– E o que mais você quer, chega Ben, a próxima vez que você me ofender o tapa vai ser brinde, porque vai ser pior. – Anita desandou a falar, perdendo a paciência com o garoto, se calando quando ele apenas a encarou, soltando o braço dela logo depois,
Ele se afastou de leve e a olhou, como se quisesse entender o que unia os dois naquele momento, Anita fechou os olhos cansados por tudo, tentando aliviar toda tensão que pairava sobre ela naquele momento, ela queria encerrar por ali, o que já havia sido demais, e não estava disposta a aturar a falação de Ben de novo. Ela viu suas últimas lágrimas caírem ainda, quando ela abriu os olhos novamente, realmente ela desejou que o garoto não continuasse parado a sua frente, mas ele estava, Ben a olhou entristecido pelo estado dos dois, e levou suas mãos ao rosto dela, e enxugou as ultimas lágrimas que caíram, Anita permaneceu imóvel se sentiu como se suas forças tivessem se esgotado ao máximo, ela não conseguia mexer suas pernas para se locomover dali, Ben a fitou com uma certa incerteza, apenas sentindo sua mão tocar o rosto dela, Anita levou suas mãos as dele, em um pensamento de afastá-lo, o que foi completamente esquecido, quando ele se aproximou ainda mais, ela ainda relutou, inutilmente, quando os dois deram-se por conta aviam encostado seus lábios, Anita quando sentiu a presença dos lábios dele nos dela, pensou por um momento que tudo não passava de um erro, que ambos iriam se arrepender e querer esquecer. Mais no instante seguinte acabou embarcando no beijo também, os dois viram seus corações baterem em total descompasso com seus pensamentos, e acontecimentos passados e futuros, somente o que prevaleceu foi um sentimento de alivio, que os retornou as forças perdidas, por todas lembranças das tristezas, e o beijo calmo e repleto de lembrança, foi invadido por uma paz, e um sentimento que parecia acordar a cada momento, os dois pareciam sem pressa, para que aquele momento se eternizasse, mas a paixão e a vontade foi tornado o beijo ainda mais empolgado, então de leve eles foram se afastando, ambos olharam-se confusos, como se perguntasse mentalmente o que havia significado tal situação realmente.
– Ben isso não foi um beijo, foi uma loucura. – Anita quase que gritou o empurrando, quando recobrou seus sentidos diante do que houve.
– Não, isso foi à prova que as nossas palavras não valem de nada. – Retrucou Ben, se sentindo como se estivesse sorrindo por dentro, em meio há uma festa com seus pensamentos.
– Ah claro, vai pro inferno você, quer saber. – Anita se irritou com ele, perturbada pelo beijo, mas não querendo admitir.
– Despois eu penso nisso. – Ben afirmou a puxando e arrancando outro beijo dela, que relutou mais acabou rendendo-se, novamente.
– Hey, foi isso que você aprendeu por aí, a agarrar as pessoas a força, você é ridículo garoto, agora eu odeio você. – Anita esbravejou subindo as escadas antes que ele respondesse algo, sentindo-se como se suas pernas não a respondesse direito.
– Anita, volta, Anita, volta aqui, a nossa conversa não terminou, só começou. – Afirmou ele, enquanto ela dava as costas, ficando parado com um sorriso, em meio a toda confusão.
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