Notas iniciais
Espero que gostem!!! Clima Sofia e Sidney!!!

– Ai nossa que caixa pesada. – Sofia proferiu para si mesma, saindo do salão de Serguei, com uma enorme caixa cheia de revistas antigas.

– Mais vai ser por uma boa causa. – Sofia disse já andando pela rua.

– Ai nossa que isso. – Sofia foi ao chão quando alguém esbarrou nela com tudo, e ela não aguentou o baque e mais o peso da caixa.

– Ah Sidney, seu animal, só podia ser você. – A loira resmungou quando o viu.

– Nossa, mil perdões, Sofia, eu não te vi mesmo, eu tava. – Se explicava ele sendo interrompido por ela.

– Andando de skate que nem um moleque, você não cresce não Sidney. – Sofia completou.

– Ele riu. – Desculpa, mais eu não deixei de cultivar as coisas que eu gosto, descobri outras novas, admito. – Falou ele a ajudando a levantar, lhe estendendo a mão.

– Obrigada. – Sofia agradeceu a ajuda dele.

– Me desculpa, foi sem querer, juro. – Sidney disse com um sorriso alegre.

– Tudo bem, ai de você se tivesse feito de propósito. – Ele afirmou o encarando com um sorriso malicioso.

– Eu sei bem. – Respondeu ele rindo para ela.

– Ai meu deus que bagunça, minhas revistas. – Sofia falou vendo tudo jogado ao chão.

– Eu te ajudo com isso. – Afirmou ele pegando todas as revistas e colocando dentro da caixa novamente.

– Valeu, eu ando meio distraída mesmo, muita coisa na minha cabeça. – Sofia disse, referindo-se ao clima no casarão.

– Mais pra que esse bando de revista. – Sidney a indagou, quando terminou de juntar tudo.

– É, pra uns desenhos, quero ver uns detalhes nelas, ai pedi as revistas antigas do salão pro Serguei. – A loira se explicou pegando o a caixa.

– Opa, me interessei pelo assunto agora. – Ele respondeu simpático.

– É mais não é nada definitivo, então nada que eu vá falar pro meu quase chefe. – Sofia afirmou debochada.

– Quase? – Disse ele a encarando.

– É, deixa eu sonhar vai, porque aturar você é um carma. – Brincou ela o fitando com curiosidade.

– Ai Sofia, você nunca desce do salto não é. – Sidney afirmou a ela.

– Eu, eu hein, sai dessa, óh nem estou de salto. – Sofia falou apontando para seus pés, que calçavam uma sandália rasteirinha.

– Você entendeu, o que eu quis dizer vai. – Sidney respondeu rindo.

– Não, pode ser mais claro Sidney. – Quando ela se deu por conta, estava o provocando de maneira involuntária.

– Deixa pra lá. – Respondeu ele meio confuso. – Bom eu te ajudo com a caixa, ainda somos vizinhos não é. – Sidney afirmou prestativo.

– Não precisa. – Ela afirmou.

– Imagina, eu ajudo, fica pelo esbarrão, certo. – Sidney disse irredutível.

– Tá bom. – Sofia acabou concordando, e os saíram andando pela rua, conversando animados e rindo.

– Obrigado Sidney. – A loira agradeceu, com os dois chegando em frente ao casarão.

– De nada, toma aqui, tá pesada mesmo. – Falou ele, alcançando a caixa para ela.

– Tchau Sidney. – Sofia proferiu, virando -se para ir embora.

– Ei, espera. – Sidney falou, levando sua mão ao braço dela.

– O que foi. – Ela perguntou, virando-se para o garoto novamente.

– Nada, deixa pra lá. – Sidney acabou recuando.

– Ah não, agora fala, to curiosa. – Sofia pediu com um sorriso, intrigada.

–Você, é, será que você aceitaria jantar comigo um dia desses, seu eu convidasse. – Perguntou ele meio receoso.

– Bom, ai depende, isso é um convite. – A loira indagou, encarando os olhos completamente azuis do garoto.

– É, acho que é um convite sim. – Confirmou ele, com um sorriso sem graça.

– Então me faz ele formalmente, quando você quiser, que eu aceito. – Disse ela contente.

– Tá bom, eu convido sim. – Afirmou ele sorrindo, fitando com alegria.

– Certo, mais agora eu tenho que entrar, tchau, e mais uma vez obrigada. – Sofia disse.

– Tchau. – Sidney respondeu vendo ela se afastar.

Por Sofia:

Entrei em casa, soltei a caixa em cima do sofá e subi até o quarto, tentando entender o que eu havia feito, aceitado um convite do Sidney, e pior tinha trocado altos sorrisos com ele, e me sentia feliz por isso, meus deus, eu estava perdendo o juízo, só poderia ser, o Sidney me magoou muito no passado também, e bom eu tinha perdido ele, quando minhas armações com o Ben vieram à tona, tratei rapidamente de ir embora com meu pai, foi uma forma deu me esconder de tudo que eu fiz, eu quebrei a cara, e queria muito poder consertar algumas coisas que deram errado, lá atrás, mas eu tinha medo de estar me iludindo com a situação, além de tudo uma relação frustrada com ele a essa altura, seria o fim de meu trabalho, eu seria demitida, eu era a ponta mais fraca da situação, e eu tinha consciência disso. Mais alguma coisa em mim, estava disposta a arriscar, e isso me deixava muito confusa, e ainda tinha meus problemas com a Anita, ela parecia tão diferente, a mesma essência, mas um algo e mais, que me deixava confusa, eu não sabia como me aproximar, e talvez essa era uma única chance que eu teria de tentar estabelecer uma boa relação com ela, não podia prolongar mais meus medos em relação a isso, essa era a única certeza que eu tinha nesse momento. Tirei minha sandália e fui até a armário escolher uma roupa, precisa de um banho, como forma de aliviar a tensão que rondava de todas as formas.

Notas finais
Até mais!!!!