Encontros, desencontros e novos encontros
45 Capítulo 45:
Notas iniciais
Por Sofia.
Eu estava gostando bastante do clima que tomou conta do casarão nesses dias, apesar da doença da mamãe ter me preocupado e ainda estar preocupando, eu estava animada com todas se ajudando e se dando bem, se unindo novamente, ao mesmo que fosse por um objetivo maior ajudar a mamãe e o Ronaldo, eu a Anita estávamos conversando normalmente, parecia que aos poucos aquela sensação de mal-estar, que nos unia estava diminuindo e cessando, e eu queria muito que dessa aproximação surgisse uma relação boa entre a gente novamente, eu também queria poder perguntar pra ela, o que se passava entre ela e o Ben, eu e ele mal nos falávamos, e sinceramente eu achava melhor assim, ainda mais porque eu não queria que a Anita achasse que estava rolando alguma intenção da minha parte com ele de novo, eu percebia que tinha algo que os unia, algo que fazia os dois quererem estarem pertos e se implicarem como ambos viviam fazendo, na verdade eu queria ter a chance de consertar algumas coisas, sabia que a Anita tinha um namorado em Londres pelo menos foi o que a mamãe me contou, porque eu na verdade não tinha brecha para perguntar nada sobre a vida dela, eu não me sentia a vontade, eu queria entender o que estava rolando entre os dois, mas não me sentia a vontade de perguntar pra ela e muito menos para o Ben, apesar desse namoro da Anita, quem sabe algo entre eles ainda não existia, eu acho que eu queria achar que sim, talvez se os dois tivessem o tão esperado final feliz deles, e eu não me sentiria tão responsável pelo o que eu fiz os dois sofrerem, principalmente a Anita.
E ainda tinha o Sidney, nós estávamos nos dando bem, mais eu não me sentia segura, na verdade estava com medo de que com o tempo tudo desandasse de novo, como sempre foi entre nós dois, eu não queria sofrer ainda mais, mas eu estava me sentindo bem ao lado dele, nós nos dávamos bem um com o outro, nos divertíamos, mas eu não sabia se aquilo iria durar, ou até quando iria durar, na verdade o provável seria de que não vá durar muito tempo, mais eu estava gostando da nossa relação, e de como ele estava me fazendo bem e me apoiando em alguns momentos.
– Oi gente. – Sofia adentrava no salão dos amigos.
– E ai veio fazer um tratamento, ó pra você eu faço um desconto ótimo. – Disse Serguei e cumprimentando com um beijo e um abraço.
– Hum, não pelo menos não hoje, mas eu me interessei pelo desconto. – Sofia riu sentando em seguida. — Eu quero que você, faça o cabelo da mamãe, um tratamento, algo muito especial, pro dia da festa. – Afirmou à loira.
– Ótimo, combinadíssimo então. – Serguei topou. – Mais eu quero ver todo mundo aqui pra festa, até a Anita que eu só vejo passeando ai pelo bairro. – Brincou ele.
– A Anita anda se virando em duas mesmo, ela acabou ficando um pouco no hospital com a mamãe, até a Giovana ir pra lá, e depois vai começar a pensar na decoração do casarão pra festa. – Afirmou Sofia, justificando o sumiço da irmã.
– Ah bom, certo. – Respondeu Serguei animado.
– E ai gata, resolveu vir me ver. – Flaviana falou, vindo até eles, contente.
– Awam eu nunca esqueço de você, para de doce. – Afirmou Sofia, levantando para abraçar a amiga. – Mais eu também vim te pedir pra me ajudar com o vestido da mamãe, quer me ajudar a produzir. – Pediu Sofia.
– Claro, to dentro, pra já. – Disse Flaviana. – E ai o que eu faço. – Perguntou a morena com animação.
– Bom eu vou sair agora pra procurar os tecidos que eu quero, e mais tarde eu posso aqui pra gente ver o que fazer. – Sofia exclamou.
– Ok, te espero. – Flaviana concordou sorrindo.
Sofia já havia se despedido dos amigos e andava pela calçada em busca de um táxi, que insistia em não passar, ela queria ir até a Barra visitar algumas lojas de tecido que ela conhecia e sempre lhe ofereciam um desconto. De repente ela parou para observar um carro preto que parou, aparentemente para ela na beira da rua, carro este que ela julgou conhecido.
– E ai, quer uma carona. – Sidney questionou sorridente, abaixando o vidro para encara-la.
– Hum tá, e como você sabe que estou indo, pro mesmo lugar que você, Sidney. – Sofia não quis se deixar vencer.
– Bom, eu não sei, na verdade pela direção acho que você poder estar indo pra Barra, bom os táxis que passam nessa rua vão pra lá, mais também não importa, com você eu vou pra onde você quiser. – Declarou ele meio abusado.
– Sei não, pra mim, isso tá me soando cantada barata. – Provocou a loira, sorrindo maliciosa.
– Ah qual foi Sofia, vai eu posso te levar, eu to indo pra Barra também. – Sidney quis convencer à loira.
– Tá bom, mais é só porque, é muito importante e eu estou perdendo tempo aqui esperando um táxi que não passa. – Deixou claro a garota.
– Certo, você não vai se arrepender. – Afirmou Sidney descendo do carro, e dando a volta até ela. – Por gentileza. – Disse ele abrindo a porta do carona para ela.
– Nossa Sidney fazendo gentilezas, que milagre é esse. – Sofia implicou, só pra não perder a mania.
– Hum aproveita, que eu estou de bom humor hoje. – Respondeu o garoto, arrancando uma gargalhada da loira.
– Vamos, colocou o sinto, tudo certo. – Disse ele, preparando-se para sair.
– Vamos. – Sorriu ela.
No casarão.
– Pedro meu anjo, pega umas caixas lá no quintal pra mim. – Pediu Anita, ao irmão que a ajudava a realizar qual seria os lugares que ficariam a decoração da festa.
– Pra já. – Disse o pequeno indo apressado.
– Ai nossa, deixei esses outros arranjos sem por, vou ter que subir de novo. – Falou ela, referindo-se a escada a sua frente. – Pedro vem cá. – Anita gritou para ele segurar a escada, já que ela andava com uma mão meio impossibilitada devido ao machucado na noite anterior.
– Já to indo. – Pedro gritou de volta.
– Ai eu consigo, já vi que o Pedrinho vai demorar. – Disse Anita subindo a escada, parando com as mãos a ajeitar o buquê de flores no alto do teto praticamente.
Nesse instante Ben entrava em casa, para pegar o cheque que o pai havia dito que estava na gaveta da sala, para pegar os fornecedores de bebida a festa, quando viu seu celular vibrar, e pegou do bolso da calça para ver quem era, e foi caminhando de cabeça baixa pela sala, quando viu que quem ligava era sua ex-namorada, não se importou muito e o colou no bolso, quando deu de cara esbarrou na escada, sem perceber, e quando ele deu-se por conta viu Anita se debulhar da escada.
– Ai que isso, não olha pra frente. – Ela gritou quando desiquilibrou-se, caindo diretamente no colo do garoto, que só teve o reflexo de segura-la, os dois apenas viram seus olhares encontrarem-se por alguns segundos.
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