Encontros E Desencontros
4 Onde eu estava com a cabeça?
Notas iniciais
Amy narrando
Eu fui empurrada na direção de Ian e meus lábios se chocaram com os dele. Fiquei chocada por um primeiro instante, mas depois notei que Ian correspondia. Suas mãos em minha cintura me puxavam para ele. Mal percebi que meus braços, já estavam em seu pescoço, meus dedos agarrando o seu cabelo, na tentativa de não deixar que ele escapasse. Eu estava consciente que não deveria estar fazendo isso, mas eu não controlava o meu corpo. Por um instante, o mundo todo desapareceu para mim. Eu só conseguia pensar nele. Em como a textura do seu cabelo era perfeita, como seu cheiro era bom, e como seus lábios pareciam se encaixar nos meus perfeitamente. Com muito esforço, consegui retomar o controle e o afastei.
— E-eu tenho que ir. – falei pegando a minha bolsa e saindo em disparada.
— Quarta Natalie vai á sua casa. Quinta feira, ás dez horas. Não se atrase.
— Tudo bem – entrei no elevador e ele também.
— Ah, seu celular – ele estendeu a mão e eu peguei, tentando ao máximo não ter mais nenhum contato com ele. Ninguém falou nada até chegarmos no térreo.
— Foi mal galera, eu devia ter batido na porta e ... – Jonah falou se desculpando. Mais um motivo para matar o Wizard.
— Eu vou esperar lá fora. – falei corada, saindo de perto dos dois. Fiquei em pé na frente do hotel. Aquilo foi loucura e burrice minha. Não podia acontecer de novo.
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Ian Narrando
- Pegando a priminha né? Tou ligado. – Jonah falou rindo da minha cara.
— Nada a ver Jonah. Muito obrigado por abrir aquela porta. Mesmo. – falei e ele me olhou confuso.
— Tu tá gamadão nela. – ele riu mais uma vez e eu apenas rolei os olhos.
— Cala a boca, Wizard.
— Ok, tou vazando. Só um conselho, brother: Tira esse sorriso de coringa da cara. Tá dando medo. – deu duas tapinhas no meu ombro e saiu andando. Não liguei pra o que ele disse, afinal, nada poderia estragar esse dia. Acredito que se não fosse tão gay, poderia sair cantando e dançando por aí. Saí assobiando do hotel, em direção à limusine.
— O patrão está de bom humor hoje. – meu motorista notou e eu apenas sorri.
— Está um dia maravilhoso hoje, Charlie. Para o aeroporto, tenho que voltar para casa. Tenho muitas coisas para resolver.
Liguei para a Natalie, e pedi para ela vir na quarta-feira para ajudar a Amy com a roupa. Não que eu ligasse muito, ela ficaria linda de qualquer forma. OK, vocês nunca ouviram isso, e se contarem para alguém eu nego até a morte. Ela concordou relutantemente, já que as suas lojas preferidas estavam em Londres. Mas ela bem que pareceu feliz ao saber que eu tinha conseguido. Não imaginava de forma alguma a Natalie fazendo compras com a Charlotte, a garota com quem eu saía de vez em quando. A minha irmã nunca procurou disfarçar o seu descontentamento por eu sair com a garota, e a Charlotte também não era toda amores com a minha irmã. Na verdade, eu nunca tinha visto ela sendo simpática com alguém mais novo.
Nunca vou me esquecer do último jantar que eu a levei. Os nossos convidados, uma rica família vinda da Índia, tinham uma criança de colo. Maldita hora que a mãe deu o bebê para a Charlotte pegar. Ela pegou a criança como se fosse uma bomba prestes a explodir e realmente “explodiu”. O vestido dela ficou permanentemente arruinado pelo que o bebezinho colocou para fora. Vou poupar-lhes dos detalhes. Ela apenas gritou para tirarem aquela “coisa” de perto dela e saiu correndo. Dei minhas desculpas à família, dizendo que ela não tinha jeito com crianças e sorte minha que eles eram compreensivos. Meu pai me lançou um olhar irritado e mais tarde me fez prometer que nunca mais traria alguém assim para os jantares dele.
Quando notei, já estávamos no aeroporto e o Charlie abria a porta do carro para mim. Vi o jatinho com a inicial “K” e me dirigi à ele. Charlie me devolveu o meu casaco e eu o joguei de qualquer jeito no banco ao lado. Não precisaria dele ainda. O clima estava quente, comparado com o clima sempre frio da Inglaterra. Olhei a paisagem pela janela até que adormeci.
Notas finais
Mandem reviews ;*;*
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