Encontros E Desencontros
1 O início de tudo
Notas iniciais
Amy narrando:
Era sábado, eu tinha acabado de chegar em casa, da faculdade. Passava os fins de semana em casa com o Dan e a Nellie. Subi para o meu quarto e deixei a bolsa em cima da cama. Me dirigi à sala de cima e vi o dan jogando um jogo qualquer, com um moletom duas vezes o seu tamanho e um shorts acima do joelho.
— Cadê a nellie? — perguntei me largando no sofá.
— Foi fazer compras.- ele falou calmamente, mas depois olhou para mim com espanto — Você não deveria chegar mais tarde?
— É mas eu recebi uma dispensa, e agora estou aqui.
— E você não teria, ham, alguma coisa para fazer á tarde? — vi ele visivelmente preocupado.
— Não, Dan, hoje eu só vou ficar em casa. — mas aí percebi uma coisa, a casa estava arrumada e o Dan tinha até tomado banho. Estranhei e perguntei — O que você está aprontando Daniel?
— Erm, nada, você não ia tomar um café com o Ethan hoje? — ele falou suando um pouco
— Não o Ethan viajou, não se lembra? — aí ele não aguentou e começou a falar rapidamente.
— Por favor Amy, você tem que sair de casa hoje. É muito importante.
— Desembucha logo.
— P-porque...
— Porque... — ccontinuei
— Porque a Natalie vem aqui — ele falou quase como um sussuro.
— O QUE? A NATALIE? OQUE DIABOS ELAVEM FAZER AQUI? — falei isso absurdamente alto.
— Cala a boca, Amy quer que toda vizinhança saiba? — até que uma lanterninha se acendeu na minha mente.
— Vocês estão juntos? — perguntei com uma cara de OMG
— bem, pode se dizer que sim. — dan falou relutante.
— E porque você não me falou? — saí do sofá e dei um abraço nele.
— Eu pensei que vocês iam atrapalhar. E a Nat tem medo do irmão e do pai dela. Vou confessar, eu tenho um pouco de medo também. — ele engoliu em seco. — Por isso resolvemos ficar em segredo.
Nessa mesma hora, a campainha tocou. Dan saiu correndo para atender. Parou na frente da porta, respirou fundo e abriu. Vi a Natalie, da escada e ela também me viu.
— Dan, o que a Amy faz aqui?
— Fica calma, ela já sabe. E disse que não tem problema. — natalie respirou aliviada e deu uma tapa no braço de dan.
— Quase que você me mata do coração. — ele riu e abraçou ela de lado, dando um beijo na sua bochecha.
— Para ela pode não ter problema, mas para mim tem. — Ian entrou furiosamente na sala. — Ela só tem dezesseis anos, Daniel.
— A mesma idade que a minha.
— O que vai acontecer quando o pai souber ein? Já pensou nisso?
— Qual é Ian, você nunca gostou de ninguém na vida? — me pronunciei, finalmente. Não suportava quando aquele mauricinho dava chilique.
Ele olhou para mim e ficou calado por uns instantes. Levantando a cabeça, ele falou:
— Não é sobre mim que estamos falando Amy. — vi que ele hesitou em dizer o meu nome. Já fazia tanto tempo desde que o vi pela última vez, uns três, quatro anos atrás.
— Bem, eu já estava de saída. Tchau.
— Para onde você vai? — Ian perguntou um pouco autoritário.
— Não é mais da sua conta. E Natalie, não ouça o que o chato do seu irmão disser.
Saí da casa e fui andando até a casa da Sinead. Uns dois quarteirões dali. Não conseguia parar de pensar em como o ian tinha agido. Igualzinho a três anos atrás no jantar dos Kabra. Somente nós sabíamos porque eu tinha pegado aquele avião dois dias mais cedo, só Ian e eu sabíamos o que tinha realmente acontecido naquela noite e o motivo de eu me manter afastada todos esses anos. Porém, eu precisava desabafar, não sabia mais o que fazer com isso, agora que ele iria estar mais presente na minha vida do que eu precisava. Eu não conseguiria aguentar isso sozinha. Toquei na campainha da Sinead e esperei ela abrir a porta.
— Hey Amy, que surpresa — Hamilton atendeu a porta sorrindo. — venha, Sinead está fazendo cookies. — e então ele andou até a cozinha e falou — Olha quem chegou
— Amy! — me deu um abraço apertado — Por onde esteve? Nunca mais veio aqui.
— Sid, eu preciso realmente falar com você.
— Então, já tá na minha hora. Depois, eu passo aqui de novo Sinead, guarde um pouco desses biscoitos para mim. — Hamilton riu e deu um abraço em Sinead.
— Vamos lá pra cima Amy. O que foi?
— O Dan tá com a Natalie.
— Como que ela pegou ele Amy? Ele está bem? — ela falou preocupada.
— Não, Sid, eles estão juntos.
— Juntos, tipos, juntos? — ela falou e eu confirmei — Nossa, isso é uma fofoca das fortes.
— Só que agora o irmão dela vai ficar mais perto do que o de costume.
— Eu pensei que você tivesse superado esse lance com o Ian sabe.
— Eu também. Só que o que aconteceu da última vez que nos vimos veio à tona no instante que eu vi ele. Eu preciso contar isso para alguém Sid, e só consegui pensar em você.
— Desabafe, temos tempo ainda.
Mal sabia ela o quanto isso era longo.
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