Encontros

7 Sétimo Encontro - Toca do Leão


Notas iniciais
Hi o/ Cheguei *tuts tuts tuts* boa leitura e nos vemos nas notas finais.

19 de Outubro de 2014

–- Mãe, pelo amor de Deus -- Me revirei incomodada na cama -- Feche essas cortinas imediatamente! Eu estou dormindo.

–- Corrigindo -- Abriu o segundo par de cortinas do quarto -- Você ESTAVA dormindo. -- Virou encarando a mulher perdida dentre lençóis -- Levante, lave essa cara e venha tomar café, eu e seu pai te esperamos na sala -- E simplesmente saiu batendo a porta.

–- Saco! -- Esperneie na cama, hoje era meu dia de folga, então porque diabos eu tinha que ser acordada as 7 da madrugada? -- Saco, saco, saco -- Levantei e chutei um bichinho de pelúcia de Goku no trajeto, entrei no banheiro apenas para escovar os dentes, despacharia meus pais de casa em dois tempos.

***


–- Zoológico? -- Fitei meu pai com a xícara de leite com chocolate ainda no ar -- Como assim vamos ao zoológico? Desde quando esse "vamos" tem eu no meio?

–- Todos vem dizendo que você anda trabalhando demais Sakura -- Iniciou sua explicação -- Seus amigos dizem que você pouco os atende e bom, nós mesmos raramente conseguimos contato com você.

–- Então pensamos em um passeio familiar, já que você não foi a praia conosco, e Meg sugeriu o Zoológico -- Aquela miniatura de Temari já herdava o "arrumar para minha cabeça" desde jovem.

–- Okaasan, não podemos sair outro dia? -- Perguntei desistindo da xícara e fitando os olhos claros da minha mãe -- Estou cansada, posso ficar doente facilmente sem um descanso adequado, e além do mais...

–- Além do mais, essa história não cola musume -- Meus pais se levantaram -- Arrume-se e nos encontre na entrada principal as 9h e se você não aparecer Sakura, Oh por Deus... -- Me fitou mortalmente como apenas uma mãe faria -- Se prepare!

Quando os vi sair, mordi uma bolacha, e resignada conclui que eu não teria escolha

Na verdade eu nunca tinha escolha, então não era uma grande novidade.

***



Goku pulava contente brincando com os amigos imaginários, enquanto eu me mantinha sentada no puff observando minuciosamente o closet.

Era outono, mas como se descobrisse ser domingo, estava encantadoramente ensolarado. Então, uma roupa leve não seria ruim, contanto que eu levasse um casaco, correto?

Eu odiava usar calças, abria poucas exceções para as leggins, e quase nada além disso, mesmo que e cultivasse algumas jeans, mas em um todo meu armário era forrado de shorts, saias e muitos vestidos.

Em sua maioria brancos

Já estava a 15min sentada meditando sobre o que vestir ou apenas ponderando me esconder no hospital e falar para Tsunade espalhar por ai que eu estava com conjuntivite, mas por fim levantei determinada.

Roupa Sakura


Eu não cairia nessa de estar sol e eu obrigatoriamente passar muito frio depois, por isso escolhi uma blusa de manga longa de crochê, o sutiã em tonalidade creme dava aquilo que Ino chamava de charme disfarçado? Era isso mesmo? Enfim, ela dizia que ao mesmo tempo que aparecia, não aparecia e isso era sexy na visão dela, e na minha, muito útil, pois a vantagem era que não esquentaria muito no sol, e eu não ficaria exposta ao vento.

Genial!

Encontrei uma saia que eu provavelmente nunca tinha usado, com listras pretas e brancas, obvio. Vesti por curiosidade e caiu admiravelmente bem, talvez houvesse um motivo de entulhar meu armário de roupas, elas em algum momento cairiam bem.

Experimente três botas diferentes e escolhi a que combinaria melhor com a blusa de crochê, e por coincidência ou não, Ino havia me presenteado com uma bolsa idêntica a cor da bota. Ela tinha franjas e um ar despojado que para mim era muito raro ser usado, mas levemente agradável, por mais que aquelas franjas ficassem batendo na minha bunda.

Penteei os cabelos deixando-os soltos mesmo, pintei os olhos, passei um leve blush dourado na maçã do rosto, finalizei com perfume e estava pronta para sair.

Me olhei no espelho uma ultima vez e gostei do resultado, eu sempre achei que tinha bom gosto, por mais que na faculdade eu parecesse uma indigente meio mendiga pelos corredores.

Dei tchau para Goku e desci no elevador para o estacionamento. O engraçadinho meloso do décimo andar que tinha uma namorada mais retardada ainda, me encarou dos pés a cabeça e sorriu, aquele sorrisinho que eu gostaria de tirar com o salto do meu sapato.

Continuei andando até entrar no carro e partir, eu havia me acostumado a esses olhares descarados, até porque eu imaginava que tinha pernas bonitas, já que era sempre para isso que olhavam, e os cinco andares que eu estava sendo obrigada a subir eventualmente no hospital graças a um elevador em manutenção, contribuíam bem com isso. Eu estava fazendo uma bela de uma academia sem pagar um tostão por isso, eu adorava essas economias.

Cheguei aí zoológico 9h05, costumava ser pontual, mas uma batida numa esquina próxima dali havia impossibilitado isso hoje, alias, meu atrasos geralmente eram decorrentes de problemas nas vias, comecem a observar, devia ser alguma espécie de karma.

Desci do carro, arrumei minha roupa e segui para o local marcado, onde encontrei meus amigos que fizeram questão de encarar o relógio e dizer que eu estava atrasada.

Menos Megumi, pois foi a única que sorriu e correu em meu encontro. A peguei no colo alisando os cabelos negros

–- Tia Sakura vai comprar um sorvete imenso pra você Meg, pois é a única que tá feliz em me ver, não é?

–- Sim tia -- E me abraçou, mostrei a língua para meus amigos antes de colocá-la no chão a meu lado

–- Vamos Meg, não se misture com essa gentalha.

Por mais que meu corpo ainda pedisse cama, eu sentia lá no fundo que coisas boas viriam desse passeio.

Ou eu apenas me iludia, descobriria isso durante o longo dia.



***



–- Okaasan, eu já disse, não tenho absolutamente nada com Sasuke! -- Repeti pela terceira vez em seu encalço -- Pare de falar asneiras por aí.

– E porque ele estava na sua casa mocinha? -- Ela parou bruscamente e eu bati em suas costas

–- Aí aí -- Resmunguei me recompondo -- Porque somos amigos, e ele simplesmente foi comer uma pizza lá em casa.

–- E aquele dia do jantar? -- Naruto perguntou com um sorrisinho sapeca nos lábios

–- Ele fez o que qualquer um de vocês deveria ter feito, que foi me livrar de Sasori -- Cruzei os braços -- Francamente, vocês sabem como Sasori é e mesmo assim deixam que me devore, que amigos!

–- Sasuke pensou mais rápido que qualquer um aqui -- Hinata sorriu levemente

–- Ele que é o delegado, deve ter pego no ar, sabe, essas coisas acontecem o tempo todo no CSI -- Tenten falou empolgada

–- Agora que ficou tudo claro, vocês podem por favor, parar de me infernizar? -- Resmunguei enquanto alguns dispersavam sobre o episódio passado de CSI Las Vegas -- Obrigada!

–- Uso, uso! -- Meg apontou enquanto pulava alegre

–- Usou o que?

–- Urso Ino, Urso -- Ino fazia jus a sua loirice quando tratava-se de Meg, ela não possuía tato algum com crianças, e era duplamente pior que eu.

Pois eu pelo menos cuidava de sua saúde.

–- Vem com o papai Meg -- Shikamaru a pegou no colo -- Vamos ver o urso. -- E assim, começou nosso longo e próspero passeio no zoológico.

***



–- Olha sua prima Ino -- Apontei a cacatua no poleiro que arrepiava os cabelinhos amarelos -- Tua cara mesmo.

–- A prima da Ino tá nervosa -- Tenten sorriu encostando-se mais a grande -- Curupaco Yamanaka Cacatua, curupacu -- Com o Sai do lado, provocar Ino tornava-se muito mais divertido, porque ela morria de vergonha.

–- Falando em prima, as da Sakura estão ali concentradas -- Hinata apontou para o lago dos flamingos, eles mantinham uma das longas pernas dobradas e ficavam elegantemente apoiados em uma só.

–- Minha família é linda até na vertente animalia–- Suspirei -- Olha que classe -- Me voltei a Ino -- Olha nossa diferença Ino, até no mundo animal eu incrível.

–- Escuta aqui queridinhas -- Ino sorriu assustadoramente colocando as mãos na cintura -- Vocês podem parar de tirar uma com a minha cara antes que as afogue no tanque dos pinguins?

E a cacatua GRITOU

–- Mas olha quem tá vindo em sua defesa Ino -- Naruto gritou enquanto todos nós caiamos na gargalhada -- Família é uma coisa impressionante mesmo né, sempre defendendo seu igual consanguíneo

–- A família tá do teu lado, essa união que importa, muito bonito isso -- Neji sorriu brevemente com Tenten prendendo-se a seu pescoço rindo

–- Ino, diz tchau pra prima e vamos ver a família do Shikamaru -- Completou minha mãe apontando a placa "Preguiças". O moreno resmungou algo enquanto riamos.

Oh por Deus, não havia como decidir quem ganhou a estrelinha por aborrecer Ino, mas o que importava mesmo é que ela estava furiosa e esse realmente seria um bom passeio.

***



–- Aí estou cansada -- Sentei em um dos bancos de concreto

–- Também, olha o tamanho desse salto -- Hinata sentou do meu lado

–- Isso? -- Apontei o sapato -- Isso não me faz ficar cansada Hina, é que meu plantão terminou as 23h noite passada -- Me espreguicei -- Não dormi quase nada.

–- Você cada dia trabalha mais Sakura -- Tenten sentou do outro lado

–- Depois que vi os novos residentes e o trabalho medíocre deles, Tsunade e eu estamos dobrando o serviço -- Me apoiei a mesa de concreto atrás de mim, ali era a área de piquenique -- Sem falar que Shizune esta nós meses finais da gravidez, não pode mais fazer o que fazia.

–- E ela, esta bem? -- Ino surgiu a nosso lado

–- Ah, esta! Ela fica cuidando da medicação e auxilia em algumas cirurgias, mas daqui dois meses quando sair de licença, nem isso mais teremos, e bom, somos praticamente shisou e eu ali. -- Suspirei -- Os outros médicos se dividem em outras clínicas, e dois foram para a Libéria.

–- Libéria? Fazer?

–- Passarão 30 dias com o médicos sem fronteiras -- Cruzei os braços -- São infectologistas, e bom, com o Ebola, toda ajuda é necessária.

–- Você não esta pensando em ir, não é? -- Meu pai largou a conversa com os homens para me encarar, supostamente minha ajuda não seria necessária por ser uma cardiologista, mas pelo tamanho da crise, não seria difícil eles recorrerem a todos que pudessem.

–- Não sei pai... Eu participei da ação quando o tsunami passou por aqui, então sou cadastrada no programa -- Me remexi incomoda -- Posso ser chamada.

–- Sakura, é perigoso!

–- Não estou falando que vou Otousan -- Respondi quando Meg subiu no meu colo para brincar com meus cabelos -- Estou apenas dizendo que se for chamada... Não sei se poderei dizer não.

–- Musume... -- Minha mãe começou, mas a cortei no mesmo instante

–- Não vamos falar disso okay? A proposta não era passear? Então porque sempre acabamos por falar do meu serviço?

–- Esta certo! -- Mamãe suspirou -- Vamos começar a arrumar o lanche?

–- Vamos! -- Todos responderam em uníssono

Estenderam a toalha sobre a mesa e colocaram os lanches, sucos, doces e aquela quantidade exagerada de tudo que engordava.

Sentamos e assim ficamos por mais de 1h conversando, sobre nossas vidas, a vida alheia e claro, as fofocas cotidianas.

Em determinado momento, Meg puxou a manga da minha blusa para cochichar algo em meu ouvido

–- Tia -- Colocou as mãozinhas em concha e voltou a falar -- Sovete.

–- Oh -- Sorri afagando seus cabelos -- Você não esqueceu, não é? -- Com um sorriso ela acenou com a cabeça negativamente -- Esta bem, vamos procurar o sorveteiro -- Levantei avisando Temari e os demais onde ia e no momento seguinte Meg e eu seguíamos de mãos dadas.

Não posso dizer que gostava de crianças, porque para mim todos eram uns pestinhas e nada mais, e Megumi não fugia dessa categoria, mas eu acompanhei toda a gravidez de sua mãe, e a felicidade da família e dos amigos. Eu que fiz seu parto, o primeiro e provavelmente único que eu faria nessa vida médica e por isso, eu tinha um carinho especial por aquele ser de cabelos negros e olhos petróleo.

Encontramos o sorveteiro e lá estava ela tentando pedir um sorvete imenso de três ou quatro bolas. Quando o gentil senhor finalmente entendeu seu pedido e lhe entregou a bomba calórico estendi o dinheiro, porém me detive ao ver a meu lado um rapazinho com no máximo 5 anos.

Seus olhos passeavam do sorvete de Meg para meus cabelos, com os olhos incrivelmente azuis ele fitava concentrado o sorvete. Olhei ao redor procurando seus familiares, mas encontrei apenas pessoas dispersas que não pareciam ter o garotinho como parente, até porque não vi ninguém com o cabelo tão preto como o dele.

Me abaixei ficando a sua altura, ele então começou a encarar meu cabelo com olhos arregalados

–- Hey pequeno, como se chama? -- Perguntei a criança que ainda fitava intensamente a coloração rosa

–- Seu cabelo... -- Antes que eu pudesse responder qualquer coisa, senti um puxão na minha franja -- é rosa -- Os olhos abriram-se mais é eu não pude ficar nervosa, ele era incrivelmente engraçadinho.

–- É sim! -- Sorri afagando os cabelos negros dele -- E os seus são pretos -- Ele afirmou com um menear de cabeça -- Agora me diga, como se chama?

–- Koji -- Apresentou-se e depois colocou as mãos sobre a boca assustado -- Não posso falar com estranhos.

–- Não sou uma estranha -- Respondi sorrindo -- Sou Sakura e essa é Megumi, minha sobrinha -- Apresentei-nos e ele ficou mais tranquilo -- O que faz aqui sozinho?

–- Me perdi do papai e da mamãe -- Respondeu cabisbaixo fitando os pezinhos e embolando as mãos em sinal de nervosismo.

–- Imaginei -- Apertei levemente sua bochecha -- Venha, te pagarei um sorvete e depois iremos procurar seus pais, okay?

–- Okay! -- Ele sorriu animado correndo até o carrinho de sorvete e começando a escolher o sorvete que queria tomar. Por um momento percebi que ele estava nem ai para os pais e mais preocupado em quantas bolas de sorvete poderia caber em uma casquinha.

Voltei para o local de piquenique e todos encararam o garotinho concentrado no sorvete.

–- Ele se perdeu dos pais -- Respondi antes que alguém perguntasse

–- Temos que encontrá-los -- Minha mãe pulou de seu banco analisando o pequeno -- Imagina o desespero dessa família.

–- Deixe ele tomar o sorvete -- Sentei ao lado de Hina enquanto mexia nos cabelos e me espreguiçava -- Vamos encontrar os pais dele e tudo ficará certo.

–- Qual seu nome? -- Meu pai ajoelhou-se na frente do rapazinho que lhe sorriu

–- Koji

–- E qual sua idade Koji? -- Minha mãe perguntou e ele mostro o número cinco com as mãos meladas.

Quando finalmente Meg e ele terminaram de comer, minha mãe os levou ao banheiro para lavarem as mãos e depois saímos andando para eventualmente encontrar os pais.

–- Não seria melhor levá-lo até a recepção? -- Ino perguntou puxando Meg pela mão como se a garotinha fosse uma pipa ou algo do tipo.

– Bom, para chegarmos a recepção, temos que atravessar o zoológico inteiro, sendo assim, quem sabe os encontramos no caminho.

–- Koji querido -- Hinata afagou os cabelos negros -- Lembra onde perdeu-se do papai e da mamãe?

–- Tínhamos visto o urso tia -- Respondeu caminhando a meu lado, sua mão firme na minha -- Eu parei e depois não vi mais o papai -- Suspirou -- Ele deve estar furioso

–- Claro que não Koji, ele deve estar apenas preocupado -- Ele assentiu -- Devem ter seguido em frente achando que ele estava por perto -- Conclui -- Mas não tem problema Koji-kun, vamos encontrá-los, esta bem? -- Ele apertou mais minha mão e concordou com firmeza.

Passamos por jaulas de diversos animais, com isso o garotinho divertia-se também. Brincava conosco e com Meg, corria pará-la e para cá sempre supervisionado por um de nós.

Impressionantemente, Naruto e ele fizeram amizade muito rápido, e logo Koji andava de cavalinho nas costas do louro, e Hinata com seu jeito doce, dava uma de mãe enquanto Naruto encarnava o pai. Alias, eles seriam ótimos pais quando fosse o momento.

–- Vá olhando dai de cima se não encontra seus pais Koji-kun -- Tenten disse sorrindo ao ver o menino levando uma das mãos para cima dos olhos -- Que graça, parece um explorador, quero um desse Neji -- Tenten também tinha uma aura maternal

–- Criança não é cachorro para você simplesmente querer um Tenten -- Neji murmurou fugindo do assunto e correndo para o lado de Shikamaru -- Cuide desse ai e pensamos em um mais para frente, que tal?

–- Tia -- Parei de prestar atenção na conversa de Neji e Tenten quando Koji olhou para mim e pediu para que o tirasse do colo de Naruto -- Me leva para ver o leão?

–- Você viu se ele esta fora da toca lá de cima? -- Perguntei com ele pegando minha mão

–- Esta sim, esta sim -- Pulou e me puxou

–- Devia ter pedido pro tio Naruto, não seria melhor ver de cima? -- Perguntei aproximando-me da grade

–- Mamãe diz para chegar perto do leão apenas com mulheres -- Ele respondeu mesmo não entendendo o que sua mãe queria dizer com isso, mas era obvio, mulher nenhuma confiava em um homem perto de uma jaula, eles eram confiantes demais e consequentemente burros dentro desse excesso.

–- Vem -- Peguei-o no colo para que ficasse com os braços apoiados na grade e visse o grande felino que desfilava convencido na jaula própria -- Esta vendo, é grande não é?

–- É sim! -- Os olhos vidrados no leão e o sorriso infantil estampado no rosto era extremamente fofo -- Tia, eu posso ter um leão?

–- Em casa? -- O coloquei no chão depois de mais de 10 minutos e logo ele começou a correr a meu redor

–- É tia! -- Parou quando eu apoiei minha mão em sua cabeça -- Posso ter um desse? -- Apontou o leão que rugia tirando aplausos das crianças maravilhadas.

–- Que tal um de pelúcia? -- Apontei a lojinha intitulada "Toca do leão" e ele sorriu -- Vamos! -- Puxei sua mão e quando entramos deixei que escolhesse o leão que queria. Para tristeza do meu bolso ele pegou o tamanho grande e um dos mais caros da loja.

Para minha tristeza dobrada, tive que comprar um igual para Megumi não ficar chateada, e claro, comprei um pequeno para Goku que adorava bichinhos de pelúcia.

Quando finalmente nos encontramos com o grupo, voltamos a andar em direção a recepção enquanto as crianças brincavam com seus novos brinquedos e eu imaginava a mordida da fatura do cartão de crédito.


***



–- ACHEI -- Itachi gritou parando de caminhar apressado a minha frente, Akemi parou a seu lado respirando aliviada. -- Graças a Kami, achamos!

–- Venha logo -- Akemi deu um passo a frente quando eu a detive, ela me encarou ainda desnorteada -- O que foi Sasuke?

–- Não é possível -- Meus olhos prendiam-se na mulher ao lado de Koji que eventualmente apoiava a não em cima de sua cabeça para que parasse de correr e ria de forma graciosa, doce e divertida -- É ela Itachi, é a Sakura -- Respondi vendo meu irmão encarando-a com mais cuidado agora.

–- Sakura? -- Viu-a dando uma volta completa sobre si para brincar com Koji que gargalhava -- Não é possível! -- Meu irmão sorriu desacreditado, para logo seguir até seu filho.



***


–- KOJI -- Ouvi uma voz feminina gritar e logo Koji saiu em disparada do meu lado, todos viramos encarando a cena dele ainda agarrado ao leão pulando nos braços de uma mulher que provavelmente seria sua mãe. -- Fiquei tão preocupada com você musuko.

–- Koji, não suma desse modo filho -- Um homem moreno e bonito afagou os cabelos do filho, ele me lembrava alguém...

Estava tão distraída a cena que não vi o segundo homem aproximando-se, apenas me dei conta de sua presença quando ouvi meu nome ser pronunciado por sua voz inconfundível.

–- Sakura -- Virei levemente os olhos a lateral e lá estava Sasuke, parado, sorrindo e majestosamente lindo.

–- Sasuke? -- E é tão minha ficha caiu. Koji tinha cabelos negros, o homem que provavelmente era seu pai tinha cabelos negros, Sasuke tinha cabelos negros, então...

–- Obrigado por cuidar do meu sobrinho -- Apontou o garotinho que contava algo animado aos pais -- Ele sumiu de nossa vista, e estávamos procurando há bastante tempo. Mais um pouco e eu chamaria os agentes na delegacia -- Colocou a mão na nuca desajeitadamente.

–- Imagina -- Senti minhas pernas serem abraçadas e quando olhei para baixo vi os olhos azuis de Koji me fitando. Abaixei em sua altura e baguncei seus cabelos -- Não vá se perder dos seus pais de novo Koji-kun. -- Vi pés próximos a mim e imaginei serem seus pais -- Não assuste o papai e a mamãe, okay? -- Ele assentiu veemente, para depois encarar-me com olhos arregalados

–- Se acontecer... de eu me perder... -- Me encarou sério -- Você vai estar perto, não vai tia Sakura? -- Eu sorri

–- Claro que vou! -- Apertei suas bochechas -- Basta procurar por cabelos rosados, eu estarei sempre por perto Koji-kun — Ele sorriu abertamente e jogou-se em meus braços. Logo levantei para conversar com os pais que me fitavam curiosos.

–- Muito obrigada Sakura-sama -- A mulher curvou-se com o semblante agradecido que eu conhecia bem -- Sou Akemi, mãe de Koji e ele nos contou como você... Alias, como vocês foram gentis com ele -- Direcionou-se a todos que abraçavam Koji despedindo-se.

–- Não precisa agradecer -- Minha mãe sorriu -- Ele é uma criança graciosa... Não imaginei que ele fosse seu filho Itachi, não sabia que estava tão grande.

–- Os anos passam rápido Haruno-san -- Itachi sorriu estendendo a mão a mim -- Sou Uchiha Itachi, prazer em conhecê-la, Sasuke fala muito de você e nossos pais também, prezam muito a família Haruno

–- Fala? -- O encarei rapidamente para depois voltar-me a Itachi -- O prazer é todo meu Itachi-san e a reciproca para com os Uchiha é verdadeira.

–- Filho, você agradeceu a tia Sakura pelo presente? -- Akemi fitou o menino que abraçava o leão

–- Agradeci Okaasan -- Sorriu para depois puxar a barra da minha blusa, dessa vez apenas curvei-me para ouvir o que ele queria dizer em segredo

–- Da próxima vez, você me da a girafa tia? -- Perguntou e eu apenas ri para em seguida afagar-lhe os cabelos

–- Claro Koji! Claro. -- E ele voltou para o lado da mãe -- Não solte da mão dela em rapazinho, senão seu tio irá virar a cidade do avesso para te encontrar. -- Apontei Sasuke que concordou com um sorriso.

–- Hi! -- ele era um garoto extremamente fofinho

–- Vocês já estão indo embora? -- Meu pai perguntou aos Uchiha que logo negaram -- Então vamos terminar de ver os animais juntos, depois vamos todos.


–- Isso! -- Tente gritou lá de trás surgindo do limbo no meio da conversa -- Vem Neji, vamos ver o Hipopótamo. -- Desde criança era seu animal preferido, morreria se não visse aquele bicho fedorento.

–- Então, você anda falando de mim por aí? -- Aproximei-me de Sasuke, éramos agora o últimos do grupo, os outros iam agitados na frente para ver os últimos animais -- Bem ou mal?

–- Você não faz nenhuma ideia? -- Perguntou caminhando com as mãos nos bolsos, antes que eu respondesse concluiu -- Talvez o boato de casamento tenha espalhado-se um pouco -- Sorriu de canto -- Será que podemos contê-lo ainda?

–- Conversei com minha mãe hoje e aparentemente ela entendeu -- Aproximei-me mais -- Mas a pergunta é, queremos conter esses boatos? -- E lá estava eu me fazendo de desentendida "Oh que boa atriz"

–- Talvez sim -- Senti minha mão ser segurada pela sua, seus dedos entrelaçaram-se aos meus e eu engoli em seco. Meu estômago deu um 360º que se não fizesse 2hrs que eu havia comido, não sei se manteria tudo lá dentro. Ele sorriu encarando meu provável rubor e apenas apertou um pouco mais os dedos em minha mão -- Talvez não.

E seguimos assim atrás dos demais, sem trocarmos mais nenhuma palavra, mas com aquela sensação confortável tomando conta de mim -de nós-, de mãos dadas e levemente abobalhada a única coisa que eu sabia era:

A primeira vez que eu andava de mãos dadas em público estava sendo em um zoológico e por sorte, ou destino, com o homem mais lindo e gentil que já conheci nessa curta vida.

Pode até ser clichê mas, se for um sonho, eu dou um tiro no primeiro que tentar me acordar.

Notas finais
TCHANAM, e então, gostaram? Eu particularmente, achei TÃO FOFO esse capítulo que fiquei paquerando por uns dois dias sua construção. Era para ter sido postado ontem, mas não deu tempo, cheguei em casa tarde, fiquei confusa com o horário de verão, perdi às horas para tudo e fim do drama. Mas o que importa é que cá estou eu *dance* e espero realmente que vocês tenham curtido o capítulo e claro, que deixem algum review maroto para que eu saiba como esta a aprovação da fic. Acho que hoje não tenho nenhum recado específico, tenho apenas que agradecer a todas as meninas que estão acompanhando fielmente e deixando seus lindos comentários que me fazem tão feliz. Obrigada a todas vocês e espero vê-las todas aqui em, juntinho comigo. Nos vemos em breve, favoritem, acompanhem, comentem, recomendem e acima de tudo, aproveitem a leitura. Beeijos para todos e fiquem com Deus.