Encontro inevitável

10 Capítulo 10 - A chegada do Príncipe à Terra



Um ano se passou muito depressa. Goku tinha treinado com o Kaio do Norte e se fortalecido muito; Gohan, o filho de Goku, teve como seu mestre, Piccolo; e os outros guerreiros, Yamcha, Tenshinhan, Chaos e Kuririn também se prepararam muito para a chegada dos temíveis saiyajins, que se aproximavam cada vez mais da Terra...

Planeta Ankokusei – 1 ano atrás...

Vegeta e Nappa estavam em missão de conquista do planeta Ankokusei, e escutam tudo o que acontece com Radits enquanto estava na Terra por meio de seus rastreadores. Eles descobrem que, ao final, seu companheiro acaba morto pelas mãos de um dos terráqueos. Mas, uma revelação mais interessante deixa Vegeta interessado a fazer uma visita àquele planeta...


Nappa: Ora, você ouviu isso, Vegeta? Aquele inútil do Radits perdeu para aqueles vermes da Terra!
Vegeta: Pff... Ouvi, Nappa. Esse imbecil era fraco demais, até mesmo para aqueles insetos insignificantes! Mas isso já era previsível que ocorresse algum dia... Ao invés de treinar ficava à toa. Confiava demais naquele pouco poder que tinha, e esse era seu problema. E agora sobrou para nós cuidarmos de suas “contas não pagas”...
Nappa: Então, isso quer dizer que vamos para essa tal Terra??
Vegeta: Sim, Nappa. Vamos até lá e buscar essas tais Esferas do Dragão...
Nappa: Certo. Essa foi uma boa ideia, assim poderemos reviver Radits.
Vegeta: Não diga idiotices, Nappa! Você sempre pensa pequeno demais... Se tivermos em mãos algo que possa nos conceder qualquer desejo a ser realizado, não o gastaria para reviver aquele inseto que se dizia um de nós, os saiyajins...
Nappa: E, o que pediríamos??
Vegeta: A vida eterna! – ele põe ênfase nesta parte. O guerreiro se encontrava sentado em um tronco de árvore e logo após dizer isso, se levanta de lá para continuar a falar sobre o desejo – Imagine só, Nappa... Poder ser jovem para sempre, manter nossa vitalidade para podermos estar lutando por toda uma eternidade?! A imortalidade é a melhor pedida, com certeza!!
Nappa: Hum... Você tem razão. Esse desejo seria muito mais útil do que reviver Radits, que era um fracote!
Vegeta: Exatamente! Então vamos logo recolher nossas coisas e sair desse planeta, não há mais nada de útil nele... – se refere de modo desdenhoso ao planeta que fora completamente destruído por eles.

Os dois partem de Ankokusei com destino de chegada à Terra. Vegeta diz a Nappa que seu desejo de se tornar imortal era por conta das batalhas, mas a verdade era que o saiyajin era mais audacioso e astuto do que isso. Calculista e ambicioso, ele queria ter novamente aquilo que lhe foi tirado há muito tempo: sua liberdade.
Vegeta, por mais que fosse daquele jeito, marrento e arrogante, não passava de um mero empregado de Freeza. Todo seu poder era usado para conquista de planetas em nome do tirano, e além disso, humilhantemente era chamado por “soldado”. Um posto medíocre e demasiadamente inferior. Se for levar em conta que ele seria o próximo rei de todo um planeta, fora rebaixado ao nada. Se tornando imortal, imaginava ser capaz de enfrentar Freeza e mesmo que perdesse, jamais morreria. Um dia, com certeza o saiyajin o destronaria do posto de Imperador do Universo e reconquistaria aquilo que lhe foi arrancado ainda quando criança...

Vegeta (pensamento): Freeza... Você mal pode esperar pelo que te aguarda. Seus dias de soberano estão contados. Ainda chegará um tempo onde eu, o Grande Vegeta, serei o mais poderoso ser do universo! E você, maldito, se curvará a mim como um inseto, e se arrependerá de ter me feito de seu servente. A lealdade que pensa ter de mim, nada mais é que a pura falsidade disfarçada do desprezo e ódio que sinto!... O maior culpado por sua ruína será você mesmo, que cavou a própria cova... – o olhar sombrio e repleto de sentimentos ruins faziam com que seus olhos ficassem mais negros que o comum e mais amedrontadores também. Aquele riso cínico e amargo curvavam os lábios do soldado de forma tensa ao formar uma expressão que era a mistura de ódio, dor e saudade... Algumas lembranças de seu planeta natal passam por sua mente como flashes, mas logo eles se esvaíram. Habitando novamente os pensamentos ocultos do Príncipe...

Terra – 1 ano após a morte de Goku e Radits

A nave dos saiyajins já vagavam no espaço por muito tempo, e logo o sistema lhes dão um aviso: eles entravam na órbita terrestre e em menos de 3 minutos pousariam nela.

Vegeta: Que ótimo, já estamos na órbita desse planeta! Já não era sem tempo... Melhor avisar Nappa sobre isso. – ele decide então acordar o outro saiyajin, que dormia nesse momento – Nappa! Nappa, acorde! Já estamos praticamente em solo terrestre.
Nappa: O quê?! Mas já? – ele estala o pescoço, se alongando – Bom... Muito bom... Estou ansioso para dar os cumprimentos aos terráqueos... – um sorriso maldoso se forma em sua boca.
Vegeta: Ah, Nappa... Sempre imprudente. Como pode ser assim? – ele diz com desdém – Só não exagere muito, certo... – o riso debochado dele era desprezível e irônico.

Às 11:03 da manhã de uma quarta-feira, pousavam as naves dos saiyajins no centro da cidade, e como o esperado, todos ficam extremamente assustados com isso. Era um horário onde as ruas eram muito movimentadas e o fluxo de gente era intenso. Os pedestres e motoristas paravam para verificar o que acontecia e quem sairia daquelas naves. Os olhares eram voltados exclusivamente para eles, e tão surpresos quanto os habitantes do planeta, era notável a semelhança estrutural física entre eles e os humanos. Entretanto, Vegeta guarda seus pensamentos em relação aos terráqueos para si mesmo...

Nappa: Veja só, Vegeta... Esses insetos pararam para nos receber... – o deboche era claro em suas palavras – Não acha que deveríamos retribuir essa gentileza?!
Vegeta: Hunf! Vá na frente, Nappa... – ele apenas cruza os braços e abaixa levemente o olhar, mirando a eles de baixo para cima, aparentando não dar grande importância.

Nappa eleva dois de seus dedos e faz com que a terra se erga, causando o terror nas pessoas presentes. Ele era enorme e assustador, possuía mais de 2 metros de altura. Mas, curiosamente obedecia sem hesitar ao outro saiyajin. Vegeta parecia causar medo nele, por mais que tivesse a metade de sua altura...

Vegeta: Nappa, já chega.
Nappa: Ah, Vegeta... Ande, deixe eu me divertir mais um pouco.
Vegeta: Eu já disse que basta, Nappa. Por acaso quer que eu interrompa isso à força ou você vai parar?... – ele levanta um pouco o olhar, que tinha um brilho sinistro.
Nappa: Está bem, Vegeta. Não precisa se alterar...
Vegeta: Que bom. Você é muito inteligente, Nappa. Agora vamos ver... – ele aperta o botão de seu rastreador à procura de um poder de luta mais alto – A-há! Naquela direção tem poderdes de luta mais relevantes que desses vermes aqui. Vamos, Nappa!

E assim os dois saiyajins partem para uma região mais afastada, onde treinavam Gohan e Piccolo. Enquanto isso, do outro lado da cidade...

Na Casa do Kame...

Aiyme e Bulma estavam na casa do Mestre Kame, sabiam que logo chegaria o dia em que os saiyajins viriam para a Terra. Por isso, aguardavam as sete Esferas do Dragão para que quando necessário, revivam Goku.

Aiyme: Ah... Droga!
Bulma: Ãmm? O que foi, Aiyme?? Está muito inquieta.
Aiyme: Alguma coisa não está certa. Eu sinto algo ruim subir dentro de mim, parece que me aperta e faz o coração doer...
Bulma: Ah... Isso deve ser gases.
Aiyme: EU FALO SÉRIO!!! Aar... Mas que droga! – ela se irrita – Por isso que não falo muito com você!
Bulma: Ah, Aiyme... Deixa de besteira. Isso deve ser só um pouco de ansiedade e preocupação.
Aiyme: Não é isso, é que... – e ela é interrompida pelo Mestre Kame, que chega abrindo a porta do lado de fora, desesperado.
Mestre Kame: Meninas, meninas!!
A hora chegou!!!!
Bulma: Que hora, Mestre Kame? Do que o senhor está falando??
Mestre Kame: Aah! É hora de reviver Goku! Os saiyajins já chegaram!!
Aiyme: (Então era isso... Essa era a minha preocupação e angústia. Mas... ainda tem algo pior. Parece que uma coisa maior e mais séria está por vir. Só não sei o que é...) – pensamento – Bom... Então vamos revivê-lo logo!

Aiyme, Bulma e Mestre Kame reúnem as esferas na parte de fora da casa e invocam Shenlong.
Após isso, Piccolo e Gohan se mantinham na linha de ataque, onde dois Ki's se movendo em alta velocidade, vinham em direção a eles. Porém, esses não eram os únicos, ao todo eram quatro Ki's que se aproximavam.

Piccolo: Ãmm?! – Piccolo sente a presença de seres fortes vindo em encontro a eles – Gohan, sentiu isso?
Gohan: Na-não... Senhor Piccolo, o que foi? Tem algo de errado??
Piccolo: Aar... Não seja idiota! É claro que tem algo errado. Vem vindo quatro Ki's e dois deles são malignos...
Gohan: Então, quer dizer que esses são os saiyajins?!
Piccolo: Provavelmente, garoto. (Agora a questão é, de quem são os outros dois Ki's??) – pensamento.

Pouco tempo depois da pergunta silenciosa feita por Piccolo, dois rostos conhecidos aparecem em frente aos dois guerreiros.

Piccolo: Tenshinhan e Chaos. Então eram vocês. Isso quer dizer que os outros Ki's são pertencentes aos saiyajins...
Tenshinhan: Hum... Você também sentiu esses dois Ki's então?!
Piccolo: Sim, e eles são muito poderosos, mesmo estando longe ainda.
Gohan: Que-quem são eles?... – Gohan se escondia atrás de Piccolo, com medo das duas pessoas que ele não tinha visto.
Piccolo: Deixe de ser medroso, moleque!
Tenshinhan: Ãmm?! Espera aí, esse é o filho de Goku?
Piccolo: Sim, é ele mesmo.
Tenshinhan: Ouvi dizer que é muito poderoso e que você estava o treinando, Piccolo. Bem... – a sua frase não se completa, pois Kuririn aparece de supetão.
Kuririn: Oi, gente.
Tenshinhan: Ah, Kuririn!
Kuririn: Resolvi vir até aqui, pois senti presenças um tanto diferentes por perto. E, por “diferentes” quero dizer malignas...
Tenshinhan: Sim... Chaos e eu também sentimos e viemos para cá. Nisso encontramos com Piccolo e o filho de Goku.
Kuririn: Ah, Gohan! Nossa, como você cresceu. Ainda se lembra de mim?
Gohan: Sim... Você é o Kuririn, amigo do meu papai.
Kuririn: É, é isso mesmo. E... Ãmm? – ele faz uma pausa – Por acaso você está com medo??
Gohan: Ah... Aham... – ele assente com a cabeça.
Kuririn: Não precisa ter medo, Gohan. Estamos do mesmo lado e lutaremos contra os saiyajins para vencê-los! Fora que o seu pai será revivido e nos ajudará também. Não se preocupe.
Vegeta: Ora, que comovente... – de repente se ouve uma voz, e virando-se para trás, a imagem de um homem de estatura muito baixa em relação ao outro grandalhão que lhe acompanhava, solta uma gargalhada debochada e estridente – Acham mesmo que podem nos derrotar?!... Há! Não me façam rir... Nappa, escutou isso?
Nappa: Sim, Vegeta. Eles no máximo servem para brincar, não darão nenhum trabalho... Hahahahaha!!...
Kuririn: Arr... Miserável! (Como eles chegaram aqui tão depressa? Mal pude sentir a aproximação. Eles estavam distantes, e mesmo assim vieram muito depressa. Essa velocidade toda vai ser um problema...) — pensamento.

Vegeta olhava para o namekuseijin, e achava que aquele teria respostas sobre as Esferas do Dragão, pois o seu povo foi o criador das esferas originais. Mas... Não era assim. Kami-Sama foi quem as criou, embora não soubesse de qual planeta havia vindo. Após a revelação, o saiyajin se enfurece pela falta de respostas e começa com seu joguinho...

Vegeta: Ora, então é assim?... Está bem. Nappa!
Nappa: Sim?
Vegeta: Ainda tem aquelas sementes de saibamans?!
Nappa: Tenho apenas algumas. Acho que são seis... – ele então confere – Sim, são seis.
Vegeta: Ótimo. Já é o suficiente... Plante-os para começarmos com os jogos...
Piccolo/Kuririn/Tenshinhan/Chaos: Jogos?!

E então, do solo nascem os saibamans. Criaturas pequenas, verdes e esquisitas. Porém tinham um nível de poder semelhante do saiyajin morto na Terra, e que dera trabalho para ser derrotado.
E, para a surpresa de todos presentes, mais um dos Guerreiros Z aparece. Desta vez era Yamcha que dava as caras.

Yamcha: Desculpem o meu atraso, cheguei o mais depressa que pude, amigos.
Kuririn: Yamcha! Bom... não importa. Ainda bem que chegou a tempo.
Yamcha: Então esses são os saiyajins?! – ele encara os dois sujeitos de armadura. Vê que eles eram fortes, musculosos e sentia um Ki poderoso emanando deles. Mas, o mais estranho era que o maior não era o que aparentava poder superior. Embora o seu tamanho fosse indiscutivelmente amedrontador, os olhos assassinos do baixinho debochado eram apavorantes. Dando a impressão de que sabia de seu potencial e por isso nem se preocupava em lutar.
Kuririn: É. São eles mesmos...
Vegeta: Mas que maravilha!! Juntou-se para grupo mais um inseto! – ele ri debochadamente – Agora o jogo está mais equilibrado. Serão seis contra seis...

E esse jogo doentio não acabou bem, como o imaginado... Yamcha, Chaos, Tenshinhan e Piccolo morrem durante essa batalha, restando apenas Gohan e Kuririn. Algo terrível acontecia, e até Aiyme, que era a mais fria entre eles, sentia o desespero tomar conta de si.

Aiyme: Não... Não... Não. NÃO!!!
Bulma: O que foi?!
Aiyme: Como assim, “o que foi?!”. Você não percebe?! Acabou. Tudo acabou, estão mortos!!
Bulma: Sim, eu sei, mas... Foi você mesma quem disse que não precisávamos nos preocupar, já que as Esferas do Dragão poderiam ser utilizadas para revivê-los.
Aiyme: É... Eu disse. Mas a questão é que agora elas não existem mais!! Piccolo está morto, e assim, Kami-Sama também... Não se tem mais as esferas... Não tem salvação para eles... – ela se segurava ao máximo para não chorar. Yamcha era seu namorado, e morrera na luta contra o saibaman. Na hora ela sentiu a dor da perda, mas a esperança de poder vê-lo novamente era maior... Agora não mais.