Notas iniciais
Espero que gostem dela. À escrevo com uma amiga mas ela não tem uma conta no Nyah.
Deixando claro que essa Fanfic também é postada no Anime Spitit, não fazemos plagio nenhum ok? Ok.
Postaremos um capítulo todo sábado.

— Não grita comigo! — A garota fala estressada.

Liza tinha acabado de voltar de uma balada que estava com os amigos. Se divertiu o quanto pode, pois sabia que quando chegasse em casa, sua mãe iria começar a implica com sua saída. E era exatamente isso que ela fazia neste momento.

— Grito com quem eu quiser e alias, você é minha filha! Falo do jeito que quiser com você!

— A partir de hoje não precisa mais me considerar sua filha. — Sua mãe fingia não ter sentido nada quando a filha lhe disse aquilo, porém ela sabia muito bem, que o que estava sentindo não podia negar de jeito maneira, nem se quisesse. — Porque pra mim, você nunca foi a minha mãe. — A garota de cabelos vermelhos falava olhando para a mãe. Ela sabia que o que falava era a mais pura mentira, mas estava em um momento delicado, não era a primeira vez que aquilo acontecia.

— Não admito que fale assim comigo, Elizabeth Martin Bennet! Sou sua mãe, a senhorita querendo ou não. E como sua mãe, irei ter de tomar providências drásticas dessa vez. — A menina de cabelos cor de fogo estava pensando em um castigo, como ficar no quarto sem acesso à nada e à ninguém, mas a resposta que ela esperava não chegou e a mãe disse algo bem pior. — Você irá para um convento!

Com certeza não esperava aquilo de sua mãe. Logo dela que fez tanta coisa errada quando mais nova e isso estava claro a todos. Sky tentava fazer de sua filha aquilo que não conseguiu quando mais jovem.

A mulher de cabelos loiros e expressão cansada, já não aguentava mais as brincadeiras de sua filha e a falta de responsabilidade da mesma. Mas ela não entendia que a filha só queria uma única coisa desde que começou a ter noção de seus atos, a atenção de sua mãe. Era isso que ela mais desejava. Porém quanto mais tentava, pior ficava seu relacionamento com a mãe.

....

As freiras não tinham a visto passar, então andou rapido até chegar na sala de limpeza, que ficava no meio do corredor, entre o banheiro e uma sala vazia e quase sem uso. A não ser quando algum casal queria ter um pouco de privacidade, o que obviamente não podiam quando estavam em uma escola de freiras. Claro que em um convento não eram permitido meninos, mas isso não era problema para os garotos que chegavam à escola sendo dia ou noite. O muro baixo e a irmã desatenta ajudavam em muito a entrada de garotos, e outras coisas. E graças a isso, ela conseguiu o que tanto queria. O saquinho pequeno que esperava desde aquela manhã. Estava ansiosa para poder usar e não demorou muito para se sentar desajeitada no chão do local; que cheirava fortemente a cândida e vários outros produtos de limpeza. E com uma calma invejável, ainda mais para aquele momento, a jovem abriu o pacotinho que continha sua esperança de felicidade mais perigosa dentro. Branca como a neve, esperando para ser usada pela primeira vez. E depois de pouco pensar, pois sabia que se pensasse muito sobre o assunto, acabaria desistindo, e ela não queria amarelar logo agora.

Ainda muito calma, despejou o pó branco no chão e com um cartão de biblioteca roubado, separou o pó em duas carretinhas. Logo depois, com uma nota de 2 reais enrolada como um canudinho, aproximou de sua narina e com cuidado para não respirar muito em cima das carretas de maconha no chão, se inclinou até estar perto o bastante. Porém, quando já estava tudo pronto a porta de limpeza foi aberta e quando a senhora com roupas cinzas; claramente sendo a faxineira do local, avistou diante de seus olhos uma menina debruçada no chão, estranhou, mas assim que viu o pó branco espalhado pelo chão, gritou. E não demorou muito para que duas freiras estivessem perto o bastante para ver também.

...

Assim que a mãe colocou de volta o telefone no gancho, sentou o mais rápido possível no sofá ao lado e, desnorteada, apoiou os cotovelos nos joelhos e abaixou sua cabeça até que sua testa encosta-se em suas mãos. Ela estava mais que cansada de tudo aquilo. Claro que não queria fazer uma coisa dessas com sua filha, afinal, ela não era um bicho raivoso para ser preso daquela maneira, mas não encontrou outro jeito. Era aquilo ou mandá-la para seu pai.

Tirou essa ideia estúpida da cabeça e se arrepiou ao se lembrar do incidente que aconteceu a semanas atrás, e pensando nisso passou mais uma vez as mãos em seus cabelos já bastante desarrumados. Se sentiu enjoada e antes mesmo que pudesse pegar o telefone novamente, levantou do sofá o mais rápido que conseguiu e seguiu correndo até o banheiro. Levantou a tampa do vaso e segundos depois despejou o pouco de café da manhã. Assim que terminou, deu descarga e abriu o armário do banheiro colocando pasta na escova e escovando os dentes o melhor que podia. Assim que finalizou sua escovação, fez um demorado gargarejo e cuspiu tudo na pia.

Levantou sua cabeça um pouco sem foco e mirou seu reflexo no espelho. Estava pálida e com aparência de doente, mas só estava assim por falta de comida no estômago. Se preocupou, já que agora mais um precisava de sua ajuda para continuar saudável. Afinal, ela comia por dois, desde duas semanas atrás. E se lembrou que prometeu a dezoito anos que aquilo nunca voltaria a acontecer, mas por culpa dela, e do pai da garota de cabelos flamejantes, acabou sendo impossível evitar.

Notas finais
Até o próximo sábado pessoal!
Xx
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.