Notas iniciais
Desculpem a demora, nem, sei se esse capítulo tem 1000 palavras, mas não pude revisar, me perdoem e não me matem, ainda.....

– Qual é seu nome? – perguntou o médico para uma mulher que encontrara perdida, seus cabelos queimados e desgrenhados, com roupas lascadas e cheia de fuligem.

– Não sei. – ela estava louca, sua mente era um emaranhado de ideias perdidas e entulhadas freneticamente, suas unhas estavam quebradas e pretas, marcas de queimaduras estavam espalhadas por várias partes de seu corpo, ninguém sabia como a loira havia sobrevivido por muito tempo.

– Tem família? – perguntou ele, a garota sorriu animadamente para o médico.

– Você é um anjo?

– Meu bem, sim, eu sou um anjo, e preciso que me ajude. Qual é o seu nome, e de que você se lembra? – o médico se ajoelhou ao lado da paciente, ela lhe olhou com cautela e deu uma gargalhada.

– Sou Anna, eu me lembro de fogo, luzes e de algas. – ela disse, seus olhos vagando entre as coisas misturadas por aquele local.

– Algas?

– Cabeça de Algas, sim, nome dele, Cabeça de Algas. – ela acenou rapidamente com a cabeça, seus cabelos antes louros cheiravam a fumaça.

– Nome de quem, minha menina? – o médico tentava ser o mais gentil possível, para tentar tirar algo da mente da mulher em sua frente.

– Percy, nome de Percy, Cabeça de Algas. Fogo, explosão, ruas. – ela se esforçava o máximo para lembrar de algo.

– Procurarei pelo Cabeça de Algas, querida, por enquanto, você ficará aqui com os outros anjos de branco, no Internato das Irmãs Margaridas. Aqui conhecerá pessoas como você, e que irão ajudá-la em sua melhoria.

Percy encarou-a sem expressão, Calipso continuava linda como sempre, mas não mudara nada nem mesmo a cor do batom vermelho desde seu acidente de carro.

O garoto já havia se recuperado, a natação e as boas noites de sono por conta dos remédios o haviam ajudado em sua recuperação. Ele decidira dar uma chance para a morena, contanto que não fosse nada sério, mas ela era tão sem graça que Percy até perdera a vontade de tomar o sorvete azul de chiclete que pegara para si.

– Algum problema, querido? – perguntou ela, com aquela vozinha esganiçada e melosa.

– Não, estou muito bem, obrigado. – sorriu falsamente.

Quando voltara a frequentar a escola, descobriu que o colégio inteiro sofria com a perda de Annabeth, parecia que ela era popular e nerd ao mesmo tempo, sempre gentil com a maioria das pessoas e sempre conquistava o coração de cada uma delas.

Ele tentava não pensar nisso, já que não era tão chegado assim na garota nos últimos tempos, mas a lembrança dela de quando eram crianças não parava de se repassar em sua mente, as vezes tentava imaginar que Calipso era ela, mas não tinha o bom gosto para cor ou roupas, nem o doce cheiro de flores silvestres e do condicionador de limão que sempre usara.

– Percy? – ouviu a voz de Calipso ao longe. – PERCY!

– Oi, o que aconteceu? – perguntou confuso, seu sorvete já havia derretido e se misturava com a cobertura e a granola.

– Você parecia estar viajando na lua. – respondeu com a voz esganiçada perfurando seus ouvidos, não acreditava qua já havia achado aquela voz perfeita. – Nem está escutando o que eu digo.

– Tabom, eu prometo prestar atenção... – aquela era uma das únicas promessas que ele quebrou, pois assim que ela começara a falar sobre o dia com as amigas no shopping, ele decidiu que aquilo não daria certo.

– Olha, Cali... – ele deveria ser o mais gentil possível, Poderia odiar aquela garota, mas magoá-la era algo totalmente contrário. – Eu estou com uma enorme dor de cabeça, e minha eprna voltou a doer. Também acabei de me lembrarq eue squeci de encontrar meu pai na empresa, então me desculpe.

Ela parecia estar abrindo a boca para falar, quando ele se levantou e saiu correndo para seu carro. Dirigiu rapidamente para casa, tomando total cuidado para não bater novamente, estacionou na frente do prédio da Empresa Olympus e subiu até a cobertura, antes passando por Argos, o vigia da empresa.

O pai estava conversando com Zeus e Hades, as outras metades da empresa, que era governada pelos três grandes irmãos. A conversa parecia séria, quando ele chegou, Zeus balançou a cabeça para uma porta mais a direita, estava escrita em sua frente. “Sala de Espera.”

Ao entrar lá, encontrou apenas Thalia, Jason e Nico. Thalia jogava video-game com seu irmão mais novo que gritava com atela por seu carro estar perdendo a corrida, Nico estava apenas sentado de cabeça para baixo e escutando música no fone de ouvido em um dos sofás.

– Percy!!! – gritou Jason, antes de pegar o controle e jogar no chão quando apareceu na tela, First Player Win.

– Eaí, garoto. – falou Thalia com um sorriso de lado. – Estou apenas ganhando de Jason pela quinta vez seguida hoje.

– Na verdade foram seis vezes. – disse Nico, sem abrir os olhos, mas tinha um sorriso maroto nos lábios esbranquiçados.

– Nada disso, o meu controle que estava com problemas. – falou Jason, cruzando os braços e ficando emburrado.

– Algumas pessoas nunca crescem... – Nico comentou, ele tinha 14 anos e era mais homem que Jason.

– Pelo menos eu tenho tamanho. – bufou e se jogou ao lado do filho de Hades, que ficou apreensivo com a vista, então voltou a posição normal.

– Meu irmão é tão inteligente, que acabou de admitir que é um bebêzão! – Thalia riu, puxando sua cabeça e fazendo um cafune com força o suficiente para fazer todos os cabelos loiros de Jason serem arrancados, ele resmungou algo que Percy não conseguiu ouvir, mas Thalia deu um pulo e em seguida deu um tapa na cara do irmã, que caiu desacordado no sofá.

– O que ele disse? – Percy perguntou, sentando aos pés do outro sofá azul-bebê da sala.

– Ele comentou que era melhor ser bebê do que ser totalmente apaixonada por Luke Castellan. – Nico disse e começou a rir, mas desviou da mão de Thalia quando ela tentou lhe dar um tapa na nuca.

– Ruim... – murmurou, quando a porta se abriu, revelando Poseidon nada feliz.

– Percy, me acompanha por favor... – pediu...

Então toda a vida do garoto passou por sua mente, o momento em que conhecera Annabeth quando eram pequenos, o momento em que se mudara para a Grã-Bretanha e se esquecera dela com um estalar de dedos, mas agora tudo estava de volta.

Estava em Nova Iorque para recomeçar, estava na Universidade para começar uma vida, uma verdadeira vida, mas quanto mais pensava naquilo, era mais e mais que ele pensava em passar o resto de sua vida ao lado daquela bela loira, com o nome Annabeth, que invadia seus sonhos, que morrera em uma explosão em sua própria casa, e que ainda guardava o colar que o garoto a havia dado quando pequenos.

Aquela era o seu verdadeiro amor.

Notas finais
Amos vcs!!!!!