Emotional Context
1 Orgulho e Vaidade
Notas iniciais
E como o próprio título diz, pretendo escrever sobre contexto emocional, então a história será pelo ponto de vista do Sherlock...
Sinceramente espero que apreciem o que irei escrever, e tentem não querer jogar o detetive pela janela ok?
Façam uma boa leitura!
“A vaidade e o orgulho são coisas diferentes, embora as palavras sejam frequentemente usadas como sinônimos. Uma pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa. O orgulho relaciona-se mais com a opinião que temos de nós mesmos, e a vaidade, com o que desejaríamos que os outros pensassem de nós.’’ – Jane Austen
Sempre me orgulhei de quem eu era, da minha inteligência e até mesmo da minha aparência — sem dúvidas meu maior orgulho era meu intelecto praticamente infalível. Era interessante ver o poder de persuasão possível de se adquirir com a influência certa sobre outra pessoa.
Desde a primeira vez que vi Molly Hooper sabia que se fizesse os movimentos certos – eu conhecia meus defeitos melhor que ninguém e não precisava afastá-la logo de cara, por isso me esforçaria para passar uma imagem mais agradável, assim a teria na palma da mão.
Afinal, eu precisaria da colaboração da nova legista do Barts para facilitar meu trabalho e evitar aborrecimentos desnecessários, ela certamente seria uma apaixonada em potencial e eu me favoreceria com esse fato.
Não foi difícil exibir minhas habilidades intelectuais diante dela – quando eu queria sabia como agir para despertar o interesse de alguém – bastava o sorriso ou o comentário e tom de voz certo para conseguir o eu queria.
Não demorei a perceber a paixão que Molly tinha desenvolvido por mim, era fácil chegar a essa conclusão, bastava ver como ela me olhava ou como agia perto de mim.
Obviamente passei a usar isso a meu favor.
Molly Hooper era excelente no que fazia, ela tinha notável talento e potencial – além de mim, era a única pessoa que conhecia que vibrava diante de um corpo morto... A única coisa irritante era vê-la agindo de maneira banal para tentar chamar minha atenção, retocar o batom, um novo penteado de cabelo...
Tediosamente óbvio.
Como se fossem necessários artifícios desse tipo para eu deduzir as intenções de alguém...
Às vezes eu me perguntava o que levava Molly a bancar a boba apaixonada, e por mais que na maioria das vezes eu achasse irritante – e não conseguia evitar ser rude, no fundo era um deleite para meu ego saber o quanto ela gostava de mim, não importando o quão indelicado eu fosse ás vezes.
Era interessante ver que um simples movimento meu podia arrancar uma reação de Molly — se eu simplesmente passasse os dedos pelo cabelo, por exemplo; saber que outra pessoa gosta da gente e o que despertamos nela, mesmo isso não sendo recíproco.
E eu jamais admitiria isso.
Notas finais
O que acharam? Sugestões? Críticas?
Opiniões na minha mesa, sim?
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