Emma Frost e a Esfera de Gelo
1 Capítulo Único
Notas iniciais
O sol resplandecia sobre o corpanzil de Emma que se deliciava com uma garrafa de champanhe ao redor da piscina do seu apartamento no East Diamond. Ela sempre gostou daquela área de Nova Iorque, ainda mais quando começou a formatar seu plano mirabolante para ter a àrea ao seu bel-prazer. Emma já tinha feito a maioria dos procedimento, desde projetar o canhão reator até ligá-lo ao grande Empire State, porém ela estava empacada em uma coisa, precisava de um caro diamante que estava à venda no Gold Mine Public Sale, um dos maiores leilões de Nova Iorque, mas desde que parou de trabalhar junto ao Esquadrão Águia em Los Angeles, o dinheiro lhe é pouco, ainda mais quando o valor inicial do leilão do diamante é quinhentos mil dólares. Sua mente conflitava com os fatos de precisar do Esfera de Gelo — nome do diamante, ela precisava achar uma forma de arrumar tanto dinheiro.
Roubar, matar e torturar. Emma estava disposta à tudo para conseguir seu belo diamante, afinal, depois que o obtivesse dominaria Nova Iorque, Manhattan e os arredores; ninguém seria páreo para a grande redoma de gelo. Ela pegou seu celular e começou a dedilhá-lo digitando o número de um velho amigo, Xerife Robert Zephyr. O telefone começou a chamar e um sorriso se formou no rosto da loira. Uma voz firme, forte e decidida soou do outro lado da linha.
— Alô? — disse o xerife.
Emma levou sua taça de champanhe à boca.
— Robert? Sou eu, Emma.
— Emma Frost?
O sorriso de Emma se fortificou e ela se levantou, colocou seu roupão e começou a andar por seu apartamento.
— A própria.
— Precisando de algum serviço do seu velho aqui?
— Acertou, querido. Eu preciso que me ajude a roubar o Central Bank. Eu sei o quão difícil isso é, mas preciso de sua ajuda.
Robert riu do outro lado da linha.
— Está gozando da minha cara, não está? Aquele banco é bem mais guardado que a minha mulher.
— Por favor, Robert. Sabe que eu posso te prestar alguns… favores — o tom de Emma já começara a envolver suas habilidades psíquicas.
— Está bem. Me encontre às vinte horas em frente ao seu apartamento. Vou levar seu disfarce.
Emma pulou de felicidade.
— Você merece beijos, Robb. Saiba que caso tudo saía bem, você merece uma noite comigo.
Ela desligou o telefone e foi em direção às vidraças do seu apartamento. Ela olhou para baixo e viu o quão insignificante seria aquela cidade depois que ela a dominasse. O sol não brilharia mais e as noites seriam eternas. As pessoas iriam obedecê-la e ela seria a Imperatriz daquele lugar que já nomeara, antes mesmo de dominar, de South Mountain. Uma nova cidade regida por alguém com braço de ferro como Emma seria horrível, mas não para ela, para ela seria a maior maravilha do mundo, ter suditos, uma cidade, tudo para você.
Emma deixou o roupão ao chão exibindo seu lindo corpo, cheio de curvas e traços. Os cachos loiros escondiam os seios que estavam à mostra. Ela desfilou até sua banheira e tomou um banho digno de uma deusa, coisa que ela pretendia ser quando dominasse Nova Iorque. Quando ela terminou toda sua arrumação, eram dezenove e quarenta e cinco, motivo para ela descer apressadamente e dirigir com seu Rolls-Royce em direção ao Central Bank, estacionando o carro na calçada. Ela desceu do carro e avistou Robert em frente ao banco.
— Precisamos ir rápido. A próxima abertura do cofre está programada para vinte e cinco — disse ele, sorrindo.
Emma pegou seu disfarce e as luvas do disfarce foi o essencial para que ela conseguisse entrar dentro do banco. Ela passou por todos os seguranças junto ao xerife e não se ateu aos sorrisos sensuais para cada segurança que passava. Ele dobraram um esquema de corredores até chegarem no enorme e redondo cofre, mas para a surpresa de ambos, o cofre não estava sozinho. Um homem bem vestido com terno e gravata exibia um branco e belo sorriso, ele era o prefeito da cidade, o velho Louis Coursy.
— Xerife Zephyr… o que faz aqui? — disse o velho, surpreso.
Robert cutucou as costas de Emma esperando que ela respondesse.
— Nós estamos aqui para fazer uma revisão do dinheiro… ou seja, para leva-lo conosco, mas você vai para casa agora e não vai lembrar de mim, nem do xerife e nem de nada que aconteceu aqui — respondeu Emma com a voz em tom psíquico, manipulando o prefeito.
Louis deu meia-volta e começou a andar em direção à saída do banco enquanto Robert comemorou sorrindo para Emma.
— Ótimo, minha garota.
Robert olhou para o relógio e o cofre começou a se abrir de acordo com o horário de abertura pré estabelecido pela central do banco.
— Eu sinto cheiro de grana — comentou Emma.
— Claro que está sentindo, temos muita grana aqui.
O cofre se abriu por completo e eles entraram. Lá dentro, haviam vários conjuntos de notas de cem dólares somando dez mil em cada bolo de notas. Emma usou sua telecinese para erguer as bolsas que Robb havia trago, enquanto isso, ele depositava todos os bolos dentro das bolsas e o trabalho tinha de ser rápido, eles só tinham dois minutos para fazer a limpa até o cofre se fechar. O nervosismo de ambos era tanto que fazia com que o trabalho parecesse ser duas vezes mais difícil do que realmente era.
Um som de sirene tocou e o cofre começou a se fechar. Emma correu depressa com as bolsas abarrotadas de dinheiro e deixou cair algumas no chão. Ela voltou para pegar e depois correu em direção a porta, mas era tarde de mais, o cofre estava lacrado.
— Robb… — gritou ela, melancólica.
— Minha princesa dos olhos cristalinos… acho que deixo isso à sua conta.
— Seu covarde! Agora que ficamos presos, eu tomo conta de tudo? Argh… homens são tão covardes, não sei porque precisamos usá-los para essas coisas.
— Me usar? — questionou o homem, surpreso.
Emma gargalhou.
— Acha que gosto de homens barrigudos e velhos como você? Me faça um favor e olhe bem ao seu espelho antes de achar que meu corpinho iria se quer tocá-lo.
— Então, apenas me usou? Como fui burro!
— Homens sempre são burros e são mais prestativos quando estão mortos.
— O que?!?! — exclamou Robert, surpreso, enquanto Emma se aproximava dele com o canivete que acabara de sacar das longas botas.
Ela girou o canivete e cortou o pescoço do homem que caiu ao chão formando uma poça de sangue ao redor de sua cabeça. Ela tinha finalizado seu plano. Começou a forjar a cena: a faca foi colocada em sua mão fazendo parecer com que ele se suicidou e um bilhete feito de recortes foi colocado ao seu lado. Emma deixou a maioria do dinheiro no cofre e recolheu apenas o necessário para comprar o seu diamante. Ela apenas usou Robert para um bem maior; sua mão se movimentou rapidamente abrindo o cofre e ela saiu como se nada tivesse acontecido, sabia ela que a culpa com certeza se atribuíra à alguém que não seria ela.
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Revitalizador era o adjetivo que o banho de sais que Emma havia tomado merecia. Ela já estava se preparando para a noite do leilão, já encomendara seu vestido vindo da França, uma garrafa de vinho também vindo da França já tinha sido encomendado, ele era um dos vinhos antigos, estava datado com 1857, por isso, o alto valor que a tal pagara pela mísera garrafa de vinho.
Seu corpo deslizou até o sofá de veludo verde — que ganhara de um amigo íntimo quando morou algum tempo na Itália — que se afofou para que o corpo galante e deslumbrante de Emma se acomodasse sobre a peça de luxo. Ela ficara pensando que em algumas horas, ela teria toda uma cidade para ela e não dependeria de um mísero Robert Zephyr ou qualquer outro homem. Ela seria a imperatriz de South Mountain — nome com o qual ela iria rebatizar a cidade.
Ela pegara o telefone e começara a telefonar para o Gold Mine Public Sale para reservar um assento no leilão. Sua voz foi impassível e fria pelo telefone, queria demonstrar que iria ao leilão para levar aquela peça para casa. Enquanto uns só pensavam no valor e na beleza da peça, Emma pensava em sua utilidade para o seu bem maior. Reservar tudo foi tão rápido que ela mal se conteve ao desligar o telefone, tomou alguns copos de whisky e desmaiou sobre o sofá de veludo verde.
O seu cochilo foi bem extenso e quando ela acordou, a caixa do vestido já havia chegado e eram sete horas da noite. Ela abriu a caixa do vestido e retirou o vestido que estava sobre o corpo trocando para o que estava na caixa. O vestido que estava na caixa ficou perfeitamente ajustado ao corpo de Emma, ele era lindo também; seu estilo era vitoriano com as cores vinho e preto na saia de armação feita de babados e vinho na parte superior com laços e uma fina alça. Emma já era deslumbrante normalmente, mas com aquele vestido, ela estava de deixar qualquer homem, mulher, criança, adulto, idoso, animal, criatura, extraterrestre, de queixo caído.
O telefone do seu apartamento tocou e ela atendou. O porteiro do edifício ligara para avisar que um táxi já esperava Emma na calçada em frente ao East Diamond. Ela desceu apressada e com cuidado para não comprometer seu salto negro com altura de quinze centímetros. O taxista olhou Emma de cima à baixo e ela sorriu, galanteadora. Seu trajeto até o Gold Mine Public Sale foi bem rápido e quando chegou lá, o salão 354, no qual estava localizado o leilão da Esfera de Gelo, estava lotado.
Faltava apenas um minuto para começar o leilão e Emma foi com pressa até o seu assento de número 47. Ela ficou submersa até escutar a voz do leiloador que estava à frente com um microfone.
— Senhoras e senhores, vamos começar o leilão. Como sabem, o valor inicial é de quinhentos mil dólares… alguém da mais?
Um homem à frente de Emma ergueu a mão fervoroso e gritou.
— Seiscentos mil.
— Seiscentos mil para aquele senhor do assento de número 13 — disse o leiloador. — Alguém dá mais?
Uma mulher com um vestido verde musgo gritou.
— Um milhão!
— Um milhão para aquela senhorita do assento de número 69. Alguém dá mais?
Emma cansara de agir passivamente e então, gritou.
— Um milhão e quinhentos!
— Um milhão e quinhentos para aquela senhorita do assento de número 47. Alguém dá mais?
Seus olhos foram ágeis e quando viu uma mulher prestes a gritar um novo lance, ela usou seus poderes e sussurrou mentalmente e imperiosamente para mulher para que não fizesse tal ação e ela lhe obedeceu.
— Dole uma!
O coração de Emma batia rapidamente a cada palavra do leiloador.
— Dole duas… dole três… vendido para a senhorita do assento número 13.
Ela sorriu e caminhou até o balcão do leiloador.
— Qual a forma de pagamento? Dinheiro, cartão de débito, cheque?
— Dinheiro… dinheiro vivo.
Emma abriu a carteira prestes à entregar as notas para o leiloador quando escadas se puseram sobre a sala e agentes do FBI invadiram a sala. Eles imobilizaram Emma e vendaram seus olhos.
— Emma Frost, você está presa pelo roubo ao Central Bank — a voz do prefeito que ela seduzira com seus poderes era firme e forte. Louis acabara de lhe dar voz de prisão.
Seu mirabolante plano foi por água abaixo, mas não pense que ela não tentou mais planos. É claro que tentou, logo depois que conseguiu ser solta, ela tentou se eleger como presidente de um micro país chamado Devonhattam, mas essa é outra história. Saiba que Emma nunca desiste, o mundo é dela e de alguma forma, ela vai domina-lo.
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