Emissário do caos
3 Primeiro dia
Acordo em minha cama sem saber como cheguei la, abro os olhos me virando para o canto e vendo um retrato de toda nossa família junta, sorrio e levanto sonolento, me visto e olho o relógio .
–To atrasado.Desço correndo quase caindo, assim que chego á cozinha sento em uma cadeira olhando minha mãe rir do meu desespero.–Bom dia filho, como foi a viagem?.Sinto seu beijo em meu rosto e a abraço.–Foi ótima, tirando os buracos na estrada, foi a mesma viagem calma e chata de sempre.–O Scott me contou que você sabe de......digamos toda essa loucura.Rio do jeito que ela trata o assunto, concordo com a cabeça, pegando uma caneca e enxendo a mesma com café.–Sim, e não descobri de uma forma muito amigável.Termino de tomar café e escuto a busina do lado de fora, vou até a janela vendo o Stiles em seu jeep.–Vamo logo ou eu largo vocês aqui mesmo!Grita ele abaixando o vidro do carro, saio com a mochila nas costas sentando no banco de trás, observo atentamente os dois cantando a música que tocava no rádio, ambos desafinados.Sigo olhando as árvores o caminho todo,distraído, até chegar na escola, desço do carro e vou andando com eles, vejo a Lydia passar e nos cumprimentar com um sorriso, continuo a olhando sem parar.–Ela é muita areia pro seu caminhão mano.Rio quando Sccot coloca a mão no meu ombro em consolo.–eu sei, mas, Lydia Martin, é a pessoa mais linda dessa cidade.Sorrio bobo olhando ela caminhando pelos armários. Sigo andando com os livros nos braços, todos me encaram com um olhar de estranheza. Odeio ser calouro. Vou até meu armário e coloco a senha, ele continua fechado, tento de novo, mesmo assim não se abre.–Com problemas?Escuto uma doce voz perto de meu ouvido, em seguida olho para a trás procurando quem falou comigo, sinto um frio na barriga vendo Lydia, sou tomado por desconforto gigante.Anda logo, fala alguma coisa Dylan.–Tudo...... bem, Lydia?Sorrio sem jeito me encostando no armário.–Tenta a senha padrão.Ela toma a minha frente com um sorriso lindo no rosto e coloca a senha do armário, olho o mesmo se abrir e me desencosto.–Valeu Lydia.Me esforço ao máximo para parecer que estou no controle e não explodindo por dentro.–Sempre que precisar pequeno.Ela bagunça meu cabelo e entra em sua classe. Suspiro decepcionado e continuo andando até chegar em minha sala. Eu não sou uma criança. Suspiro e sento no ultimo lugar, o professor de economia Flinstock entra na sala e começa uma aula monótona e cheia de sarcasmos, ignoro o que ele diz totalmente e continuo mergulhado em meus pensamentos, escuto murmurarem meu nome á frente e levanto a cabeça olhando o professor falando comigo.–Desculpe professor pode repetir?–Senhor McCal, ja que está tão disperso que tal nos dizer no que se baseia a economia canadense.–Em Laboratórios de pesquisa professor.Sorrio ao vê-lo ficando sem palavras, assim que ele volta com seu discurso fraco e cheio de gracinhas, penso na Lydia, naqueles seus cabelos ruivos desfilando pelos corredores, no seu corpo perfeito, em seu vestido apertado.Sempre que quiser pequeno. Essa frase não parava de ecoar pela minha cabeça, soava como uma tremenda derrota pra mim.Começo a sentir um pouco de tontura seguida por um latejar horrivel em minha cabeça, a voz do professor se transforma em um ruído agudo que só serve para piorar a situação, o sinal do fim do período toca e levanto vagarosamente, antes que eu possa chegar á porta minha visão escurece e não consigo mais escutar ninguém ao meu redor, apenas sinto algo me segurar antes que minha cabeça se colida com o chão.Acordo sentindo o cheiro de pinho invadindo o meu nariz, me esforço para levantar recebendo uma dor de cabeça como prémio.–Fica deitado querido.Escuto minha mãe e automaticamente entendo onde estou, levanto o braço vendo o soro correndo pelo tubo da seringa.–pra que isso?.–Pra ajudar com a dor, vai ficar tudo bem, só precisa se alimentar direito.Coço os olhos e suspiro quando ela chega com uma bandeja de comida.Odeio comida de hospital.Suspiro e como de má vontade, ligo a tv e fico assistindo a uma série de assassinatos por horas, quando ja estava para explodir de tanto tédio ouço baterem na porta.–Ja recebeu alta cara.Olho Scott sorrindo da porta, levanto com calma, prevenindo que não aconteça nada igual a mais cedo. Vou até o banheiro tirando aquela roupa de hospital, coloco a minha camiseta e meu jeans, calço meu tênis e saio do hospital caminhando por aqueles corredores frios.–Quando você disse que era caidinho pela Lydia eu não sabia que era literalmente.Escuto o que ele diz e rio, logo em seguida acerto o braço dele com um soco.–Palhaço.Ele ri e seguimos entrando no carro.–A mãe disse que você não tem comido direito.Escuto o que ele diz e puxo o sinto, olho pela janela e tento mudar o assunto.–Me ensina a jogar Lacrosse?Ele entende o que quis fazer e não me responde, segue dando um longo suspiro e dirige até em casa sem trocar uma frase sequer comigo, desço do carro entro em casa rapidamente e subo as escadas entrando em meu quarto, olho o teto procurando as estrelas pintadas nele e lembro que não estou mais com meu pai.
–Pai.....Pego meu celular e digito o numero dele, espero alguns segundos, a ligação cai na caixa postal, balanço a cabeça rindo sarcástico e jogo o celular do outro lado da cama.–ocupado, como sempre.Tomo banho e desço sentindo um cheiro ótimo vindo da cozinha, me aproximo e o aroma se intensifica.–o que esta fazendo?pergunto me sentando á mesa.–A única coisa que eu lembro que você comia direito.Ele coloca um prato de lasanha á minha frente, meu estômago ronca em resposta e sorrio.–Valeu, mesmo.Como tudo rapidamente e sinto o celular vibrando em meu bolso, pego o mesmo lendo a mensagem da senhorita Morrel, dizendo que Deaton quer me ver amanhã.–Deaton vai me ajudar amanhã.–Ele será um ótimo professor você vai ver, confio nele de olhos fechados.Sorrio ao escuta-lo, levanto o ajudando a lavar os pratos, sento frente a TV, colocando na mesma série que estava assistindo no hospital. Acho que viciei nisso.
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