Emison em 8 tons.
8 8. It's secret
Notas iniciais
Bom pra começar quem esperava continuação da cena "hot", esqueça. Não é continuação.
Segunda coisa, fiz um grupo no whats pra quem quiser saber como está o andamento da próxima fanfic e da It's Immortality, My Darlings, e sobre o que mais quiserem sobre as fanfics, PORÈM só vou adc quem mandar o número por mensagem direta AQUI no NYAH, pois quem leu e não comentou... PACIÊNCIA. NÃO mandem nos comentários, número de telefone é muito pessoal para ficar postando em qualquer lugar.
Terceiro queria agradecer a quem comentou em TODOS os capitulos, participaram comentando na page, me mandaram asks elogiando e mostrando os erros de digitação e etc...
Vocês foram ótimos e espero ter retribuído bem com a fanfic.
“Assustador, né? Um interno disse que quando lembrava de mim, me via assim. um dia teve uma aula de pintura e ele fez este quadro. O arrepio que eu senti foi indescritível. Embora ele, o interno, seja bem encantador, mas só consigo perceber este encanto depois que ele sai do cômodo que estou. Engraçado que dentre tantos pacientes somente este me chame atenção para me fazer escrever uma carta sobre. Só mais uma coisa, ele não sabe da existência de vocês, mas parece que nossas almas estão ligadas. Tão profundo quanto o mar. Ou talvez eu tenha me drogado e não me lembre. (Brincadeira). Espero que estejam aproveitando Paris a ponto de não responderem meus e-mails desesperados. Até daqui duas semanas na Itália. Spencer H.”– Espera, se a gente não respondeu os e-mails dela, como ela sabe que a gente vai para Itália? – Perguntou Alison.– Eu meio que comentei com a Hanna. – Respondi, como se tivesse feito besteira.– Quer dizer que nossa viagem de casal será em trio?– Na verdade… em quarteto. A Hanna se convidou e convidou Spencer e a Aria. Não tive tempo para falar “não”.– Boa, Emily. Ótimo! – Exclamou com ironia.– Ah, não é como se elas fossem nos atrapalhar.– E a Aria? – Na Islândia.– Com o Z? – Balancei a cabeça afirmativamente – Pelo menos alguém se entendeu.– Eles se amam. O amor deveria suportar tudo, não?– Vejamos… — Fez uma pausa como se estivesse pensando – Claro que não, Emily! Fazer da nossa vida um Reality Show e ver a namorada e as pessoas que ela ama por causa da carreira dele, por causa de um livro? Por favor, né? Realiza. Passou anos vendo vocês correr atrás de culpados sendo que ele sabia a resposta de quase tudo e ainda pausava para buscar pipoca.– Acho que a gente deve superar as coisas ruins.– Ai, Emi. As vezes parece que você é tão criança.– Apenas otimista. – Talvez em demasiado. Perdoar a namoradinha que quase te afogou e que me denunciou para a polícia foi o cúmulo.– Se eu não fosse assim, eu não seria eu. Já pensou se eu não existisse? Quem estaria no meu lugar no grupo? Será que você teria considerado a Mona? Mona nunca teria sido –A. Imagina a Mona e a Spencer do mesmo lado? – Bom, a gente sabe que as duas têm dois lados, então seria muito difícil delas estarem… — Fez uma pausa – espera, chega de falar delas. E não teria ninguém em seu lugar. Apenas seriamos em quatro. Quem sabe a Hanna não se apaixonasse por mim, né? – Começou a gargalhar enquanto ela via minha expressão de falsa-brava-inconformada. Depois de algum tempo percebi que ela tinha dito que não teria ninguém em meu lugar.– Que foi, Em? Porque está me olhando com essa cara de tonta?– Nada. Só estou te amando mais do que o normal.– Pessoas apaixonadas são um saco. Por isso eu não me apaixono. – Fez pose de esnobe.– Ai, Ali! – Bati em seu ombro e me levantei do sofá. Ela não se mexeu. – Você não vai me falar nada?– Não. Aliás, vou. Estamos atrasadas.– Às vezes eu te odeio muito. – Disse realmente inconformada.– Isso vai passar rapidinho. Espera quando a gente chegar lá.– Onde a gente vai?– Surpresa, delegada. Espere para ver. Pegamos o Taxi. Alison parecia Alegre. Eu estava emburrada. Ela me olhava e ria. Tentava encostar e mim e eu fingia que não queria.– Está tentando enganar, quem, Em? – Passou o braço por minhas costas e me fez encostar nela. Eu encostei e fechei os olhos enquanto ela acariciava meu braço. Entrelaçamos os dedos e ela beijou minha testa.– O taxista nos olhava pelo retrovisor. Parecia gostar do que via.– Chegamos. Vem. – Estávamos em frente ao rio Sena onde as cinzas da Joana D'arc foram jogadas, caminhávamos do lado esquerdo, na margem que chamam de Rive Gauche. Por coincidência tem o mesmo nome do restaurante preferido da Hanna. – A gente vai ali – Apontou para um barco branco.– A gente vai para onde? – Espere e verá. Vem. – Segurou minha mão e subimos no barco.– Capitã Vivian – Fez uma reverência.– Capitão Giu. – Sorriu e abraçou minha cintura. — Podemos ir? – Caminharam até o painel de controle para checar se estava tudo certo e Ali voltou sozinha. – Vamos? Andamos até o outro extremo do barco. Tinha uma mesa com duas cadeiras, os pratos, velas, talheres, mas não havia comida.
Apertei a mão dela ao ver o que poderia ser, quase emocionada. Ela puxou a cadeira para eu me sentar e caminhou até o outro lado da mesa e se sentou na dela. Me levantei, levantei minha cadeira e coloquei ao lado dela.– Estava muito longe. Agora está bom. – Encostei a cabeça em seu ombro. Giuseppe apareceu na janela e fez um sinal de positivo com a mão e Ali confirmou com a cabeça. Achei que ele fosse trazer comida, mas Ali se levantou e pediu que eu me levantasse. Voltamos para a parte da frente. Havia uma toalha xadrez vermelha, com uma cesta, Dom Pérignon num balde de gelo, taças, almofadas pretas e um edredom. Começou a tocar Billie Holiday – God Bless the Child.– A gente vai ficar aqui. – Se sentou e eu fiz o mesmo.– Eu me lembro dessa música.– Gardênia. Once and Again. Acabei comprando a série inteira depois que a gente viu a reprise daquela temporada na TV a cabo. – Mostrou os boxes que estavam do lado direito do edredom.****– Nossa! Eu deveria fazer você cantar de novo essa música para mim.– Quem sabe depois? – Fez uma pausa olhando o que tinha na cesta. – Agora vamos ao menu. Temos croissants, sanduíches turcos e sopa que está lá dentro da cozinha esquentando e para finalizar temos Chânteau de 96 ou Dom Pérignon de 71. Optei pelo vinho, champagne não parecia combinar com um piquenique a dois no Rio Sena. Mas antes tomamos a sopa. Quando estávamos na segunda taça de vinho, Ali resolveu se pronunciar.– Preciso falar com você.– Eu fiz alguma coisa?– Não, Em. Mas é importante.– O que foi?– Vamos ter um sério problema quando voltarmos para a Pensilvânia.– Do que você está falando?– Que se você ficar com alguém lá ou na universidade, vou ter que garantir que essa pessoa tenha uma vida plenamente infeliz. – Me encarou movimentando a mão e os dedos ao som de “April in Paris” da Billie.– Então eu vou ficar sozinha para o resto da vida enquanto você se diverte?– Bom, você pode aceitar ficar comigo, de aliança no dedo e com o direito de me chamar de “namorada”, mas não em voz alta. Por um momento minha respiração falhou e meu coração parou de bater. Senti uma ligeira vertigem e um susto alucinante, que ouvi meu coração voltar a bombear sangue como um tiro para meu corpo.– Isso é um pedido de namoro?– Achei que você fosse um pouquinho mais esperta.– Só quero ter certeza.– É meu jeito de dizer “Te amo” e que se você ficar com outro alguém, esse alguém pode vir a falecer de forma que nem Maura Isles poderá resolver. E não espere que eu repita isso.– Não quero que você vá para prisão. E não existiria outra resposta a não ser “sim”. Eu te amo, eu te amo tanto que até ouço meu coração bater quando estou ao seu lado ou falando ou pensando em você. – Bom, já que eu fiz isso para você, agora é sua vez de fazer algo por mim. – Abriu um largo sorriso manipulador.– Sabia que toda essa mudança era… — Me interrompeu antes que eu falasse alguma besteira. – Não é como se eu tivesse mudado, mas eu gosto de surpreender. – Pegou uma caixinha e abriu – Como eu sabia que você ia aceitar, já comprei as alianças e só ia pedir para colocar em mim. – Sorriu novamente, como se tivesse ganhado uma batalha. Antes de colocar a dela, li o que estava escrito. Coloquei a aliança nela e ela fez o mesmo comigo.– Como isso vai funcionar?– Eu sei, você sabe… e só.– Espera… acabou Paris, vamos ficar escondidas?– Ária concorda. – Riu – Não que ela saiba, mas é muito mais a cara dela fazer isso. É mais emocionante também e ninguém irá se meter. – Ali… — Me interrompeu novamente. – Shh, Em. Não estraga esse momento perfeito. – Deitou-se. O cd estava no final. Deitei-me também, encostando a cabeça em seu ombro.– Eu só queria poder gritar para todos o que eu sinto. Mas tudo bem. “Não em voz alta”.– Não em voz alta. – Repetiu, confirmando. Acariciou meu cabelo em seguida.– Eu tenho uma pergunta. Duas… três. – Ela riu e disse que eu podia perguntar o que eu quisesse. – Você ficou com o Will? – Ela ficou em silêncio. Eu me sentei esperando ela responder.– Sim, eu o beijei. – Respondeu e foi trocar o cd. Controlei minha vontade de chorar e tentei fazer a segunda pergunta. Mas minha voz não saiu. Ela percebeu que eu estava abalada. – Ai, Em. Foi só um beijo.– Ta. – Enchei a taça de vinho e bebi de uma vez.– Emily! Para! – Tirou a taça da minha mão e me encarou.– Me deixa, Ali!– Ai, lá vai você estragar tudo. – Ah, eu? – Peguei a taça e a garrafa e me levantei. Sentei-me na mesa onde estavam os pratos. Enchi novamente a taça com vinho e o bebi em grandes goles. Pouco depois Alison apareceu com o Giuseppe dizendo que passaríamos pela Catedral de Notre-Dame e iríamos voltar. Comecei a ver tudo girando. Deitei-me no convés. Alison surgiu em meu campo de visão. – Não adianta se embebedar agora, o que está feito, está feito. Não vai mudar e nem vai fazer você esquecer. – Ela estava certa. — Isso não muda o que nós temos. – Ficou em silêncio por alguns momentos. – Quais eram as outras perguntas?– As meninas vão poder saber?– O que você acha melhor?– Confio minha vida a elas. – Tentei me levantar, mas cai sentada. Ali começou a rir e eu puxei-a para abaixo. Ela me abraçou e eu o retribui.– Minha vez de perguntar. E minhas flores? Eu pedi para você levar, lembra?– Mas eu levei. – Tentei me lembrar. Mas esqueci no táxi. Desculpa.– Tudo bem, pensei que não havia levado.– Levei sim. – Fizemos uma pausa. – Última pergunta – Sentei-me e ela deitou a cabeça em meu colo. – Por que você foi embora no dia seguinte do Pub? Quando eu acordei, achei que você não tivesse ido para meu quarto.– Eu estava confusa, brava e com vontade de te deixar sozinha na pousada para sempre por ter me trocado por aquela menina. Mas ao mesmo tempo eu queria ficar com você. Levantei-me e ia trazer seu café, mas quando eu vi que a menina havia chegado na frente, corri para o jardim e fiquei pensando no que tinha acontecido.– Alguém me fez ver que eu deveria aprender a usar meus próprios sentimentos e saber quais são eles. Alguém bem madura por sinal.– Você me ama?– Amo. – Apontou para a aliança – Mas isso é segredo. Alison amava segredos mais do que gostava de qualquer coisa em sua vida. E saber que eu era um dos segredos dela, me deixava mais feliz do que ter uma bolsa 100% em qualquer universidade. Não exatamente por ser segredo e sim por fazer parte de algo que ela ame. Se fosse por mim namoraríamos e todos saberiam, mas o amor nos sujeita a coisas que não seria capaz de descrever. Só quem ama entende. Se eu vou agüentar essa situação por muito tempo eu não sei, porém espero que esse seja o menor dos problemas que vamos enfrentar daqui para frente. Mas independente do que aconteça, do nosso amor, só a gente sabe. É suficiente para manter nossos corações apaixonados batendo e despertar sensações ainda desconhecidas pela ciência. Algo profundamente intenso que nem Shakespeare poderia descrever em suas peças. O segredo mais angustiante de ser guardado e o melhor de ser vivido. Nosso quarto em París, nossos poucos passeios na cidade do amor, nossas brigas numa sala de neon, nossos olhares, nossas respirações, nossos novos amigos e nossos devaneios formavam os 8 tons do nosso álbum de fotografias da viagem. E nossas alianças que nunca terão um nome, apenas… “It’s secret” jamais poderiam representar um para sempre, mas quem precisa da eternidade quando em um dia da mais plena felicidade você já poderia morrer da incontável alegria sentida? Não importa quanto tempo teremos juntas e sim que estaremos juntas o tempo que teremos. *** (Video dessa cena https://www.youtube.com/watch?v=Tne5EBInswA)
Notas finais
NÃO DEIXEM DE COMENTAR, pois se tiver 105 comentários até amanhã as 23:59 eu vou escrever um cap extra pra essa fanfic.
Espero que seja de interesse para todos.
Obrigada a todos.
Mandem seus números por DM aqui e até a próxima.
(OBS: Tem essa fanfic http://fanfiction.com.br/historia/356855/Its_Immortality_My_Darlings/ que eu parei de fazer para escrever essa Emison, era pra ser uma fanfic pra preencher o que a Marlene não contou. Mas tem as gêmeas, então quem curte os livros, vai gostar dela. Eu terminá-la em breve.)
ask.fm/sugarsnixx
xoxo
Sweet
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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