Emison em 8 tons.

5 5. Qui est cette fille?


Notas iniciais
Olá. Espero que gostem desse capitulo.

5. Qui est cette fille?

Não sabia se… se eu fosse para a visita guiada Ali acharia ruim, então fui para o Spa. Torie, Giuseppe, Arikima e Simone estavam lá.
– Emily, querida. Venha fazer massagem fácil. Seu rosto está péssimo. Por minha conta! – Convidou-me, enquanto recebia a massagem em seu rosto bronzeado.
Torie largou a revista e veio falar comigo.
– A Vivian está melhor? Soube que ela quase desmaiou.
– Está bem. Pelo menos de saúde.
– Que bom.

“Victória?” – Chamou a manicure.
– Vou fazer as unhas, me acompanha? – Perguntou caminhando em direção à moça.
– Claro. – Andei até o Giuseppe e avisei que faria em outro momento e agradeci pelo convite. Depois corri até onde a Torie estava.
– Sabe o Dylan? O meu amigo que estava com o Giu no Pub?
– Me lembro bem das costas dele – Ri.
– Engraçadinha. – Riu também. – Ele conheceu o Giu semana passada e está apaixonadinho. A gente vai na Torre Eiffel amanhã e ele vai pedi-lo em namoro. Quer ir com a gente?
– Claro. Nossa! Deve ser incrível ser pedido em namoro aqui.
– Com certeza. – Sorriu – A gente se encontra as 16h na porta do meu hotel. O Hanz vai como guia até a porta, ok?
– OK.
– Avisa a Vivian.
– Isso se ela voltar. – Torci a boca.
– O que foi? – Virou repentinamente para a manicure – AI! Toma cuidado, não sou boi pra ficar tirando bife! Arrgh. – Olhou o indicador sangrar enquanto a moça aplicava um produto para estancar o sangue. – Desculpa, Em. O que aconteceu?
– Falei o que eu achava sobre ela e os sentimentos que ela poderia ter por mim ou não ter. E ela ficou sem fôlego. Precisou de ar.
– Entendo. Mas deixa-a para lá. Fale-me sobre você.
– O que você quer saber? – Perguntei.
– Tudo. – Deu um sorriso encantador.
– Eu tenho 18 anos, acabei de me formar. Era capitã do time de natação, mas tive que parar de nadar no último ano porque eu machuquei o ombro. Algo mais?
– Banda preferida?
– A maioria é feminista. Estico Circa Survive. Mas gosto das clássicas também, tipo Aretha Franklin.
– Temos algo em comum então.
– Sua vez.
– Victória. 19 anos. Estudante de relações internacionais. Vim para cá porque minha universidade fez convênio com a daqui e eu pedi transferência. Ah, sou de Londres. Aquário, Lua em escorpião e meu ascendente é peixes.
– Uau. Acho que nem de mim eu sei tanto.

“Victória, qual cor?” – Perguntou a manicure.
– Em, escolhe. – Mostrou-me as opções.
– Esse. – Apontei um azul marinho com glitter.
– Você está sem celular aqui?
– Não tem sinal. Acho que eu não habilitei.
– Pelo seu sotaque você é dos Estados Unidos. Qual cidade?
– Subúrbio da Pensilvânia.
– Ah, meu avós são da Carolina do Sul.
Ouvi a voz do Will e do Giu, me silenciei para ouvir a conversa.

“Encontrei a Vivian”
“Se beijaram?”
Não consegui ouvir a resposta. Ligaram a TV e o volume estava absurdamente alto.
– Vou procurar a… Vivian. – Por pouco não entrego a o verdadeiro nome dela.- Me levantei.
– Sabe? Essa garota não te dá o devido valor.
– Não fale dela. Você não a conhece. – Imediatamente me lembrei que a Ali me chamava de delegada por defendê-la, até sem necessidade. Esse foi um dos casos.
– Desculpa.

Passei pela sala de massagens e percorri por todos os cantos da pousada. Andei quarteirões e não a encontrei. Já estava escurecendo quando voltei para a pousada.
“Emily Fields?”
– Moi. – Respondi.
– Recado do quarto 6ª, para Mademoiselle. – Segurei o pedaço de papel.
“Restaurante Luminous, às 19h. Rua de trás da câmara municipal. Hoje. Aproveite a oportunidade e seja linda: me traga flores.” Ali D.
– Chama um taxi para mim? Desço em 20 minutos. Corri até meu quarto, tomei banho, me troquei e desci. O jardineiro estava arrumando um canteiro que um gato havia acabado de desarrumar. Perguntei se ele podia me indicar uma floricultura, mas ele cortou algumas flores do jardim mais a frente e me entregou. Lírios e rosas brancas.
Entrei no táxi e logo cheguei ao restaurante.
– Está atrasada. – Comentou quando me viu, olhando o celular para ver as horas.
– Agradeça por eu ter visto o bilhete e vindo. – Respondi, direta.
– Não vou agradecer. Mas pedi sua janta. – Ao falar isso o garçom chegou com duas bandejas – Bem na hora. – Sorriu para ele.
– Você não vai fingir que nada aconteceu de novo, né? Já está chato isso.
– Na verdade… — Segurou minha mão. – Foi por isso que eu te chamei aqui. – Fez uma pausa – Mas primeiro a comida, vai esfriar. – Largou minha mão e começou a comer me olhando esperando que eu o fizesse também. Dei uma garfada, deixei o garfo no prato e fiquei encarando-a, esperando respostas.
As pessoas ao redor estavam nos encarando. Paris podia ser a capital do amor, mas o amor alheio causa desconforto nas pessoas.
– Estou esperando, Ali. Ou Vivian.
– Em, eu sei o quanto você está chateada comigo. E também sei que não sou a pessoa ideal que você sonha para ficar com você. Não quero que se arrependa de ter passado tanto tempo esperando por mim.
– O que você quer dizer com isso? Parece que você está terminando comigo.
– Emi, eu sou uma pessoa complicada. Você merece uma pessoa melhor que eu.
– Olha para mim e diz que não me ama.
– Mas é claro que eu te amo. Você sempre foi minha preferida. Você é tão corajosa.
– Você também é. E muito. Só precisa por essa coragem no amor.

Os olhos azuis dela, de repente ganharam luz e lágrimas. Seu rosto tinha um sorriso, mesmo sem sorrir. Eu conseguia sentir sua pulsação mesmo sem tocá-la. Duas lágrimas caíram para seu queixo. Ela passou a mão no rosto para limpá-las. Nossos olhares não se desviavam. Um sorriso brotou dos seus lábios. Ela respirou fundo, ficando mais calma.
Ela era linda. Seus traços eram perfeitos e todas as suas expressões pareciam certas.
– Acho que eu não mereço o que você fez por mim. Mas também não espere que eu repita isso. – Riu levemente – Obrigada por ter ficado do meu lado. Espero que eu consiga retribuir à altura.
– Isso quer dizer que… — Ali me interrompeu e completou.
– Quer dizer que você estava certa hoje pela manhã e certa agora de novo. Vou tentar não ferrar com tudo, como sempre. Prometo que vou tentar. Só que eu não venho com certificado de garantia.
– Eu te conheço muito bem para saber que quando você quer algo, você consegue.
– Coragem não é exatamente uma conquista, como as outras coisas.
– Ali, você não precisa me conquistar. Você precisa ter coragem para assumir o que você sente. Pra você e para mim. Apenas.
– Emily Fields, quando você cresceu tanto? – Ela parecia emocionada e mostrava sinceridade em suas lágrimas, palavras e pequenos olhares.
– Quando eu tive que superar sua morte. – Respondi e ri. Um casal que passava, franziu a testa com o final da frase. Troquei de cadeira e me sentei ao lado dela.
–Eu ainda acho que você merece alguém melhor. O ministério da saúde deveria proibir as pessoas de se apaixonarem por pessoas como eu. Posso causar sérios danos.
– Chega, não vou mais deixar você falar mal de quem eu gosto.
– O que você vai faz… — A interrompi tomando seus lábios. Ela colocou uma das mãos em meu pescoço. Estávamos em sincronia. Fomos interrompidas com um pigarrear do garçom apontando para uma placa em francês.
Não era permitido troca de beijos no estabelecimento.

Notas finais
Próximo capitulo será postando quando tiver pelo menos 8 comentários, como eu tenho feito desde o primeiro capitulo. E quem recomentar a fanfic e comentar vai receber um capitulo adiantado. Obrigada a todos os parabéns que eu recebi pelo meu aniversário. Ganhei um bolo temático de PLL, com caixão da Alison e tudo. Foi fabuloso. Obrigada pelos comentários e quem não comentou, por favor comente, caso contrário parece que abandonaram a leitura porque não estão gostando. Se não gostarem, avisem. xoxo Sweet