Emília

Ela pensou bem no que iria dizer, não queria enrolar demais, para não deixá-la confusa, nem assustar ela com toda a história. Ela puxa a filha para seu colo.

– Você lembra o que a mamãe disse sobre o seu pai.- ela faz que sim — Então me diz.

– Que ele sempre gostou de nós. Que um dia eu iria ver ele.

– A história que quero lhe contar é que quando eu estava esperando por você, precisei ir embora.

– Porque mamãe? — Emília a senta de forma a olhar em seus olhos.

– Bom, porque tinha alguém querendo nos fazer mal.- ela não queria mentir, mais nunca falaria do horror que passou naquela noite, mas diria a verdade de uma forma mais suave, não é porque ela é criança que deve mentir, se não daqui um tempo estaria tendo novamente essa conversa.- Seu pai não podia nos ajudar, não naquele momento, então fui embora, dai me mudei para outro lugar, ganhei uma menina linda- Ela faz um carinho na menina- Filha você esta entendendo o que digo .

– Sim mamãe, mas e meu pai ele não nos procurou.

– Sim filha, mas não podíamos nos encontrar, não naquele momento, passou um bom tempo até ele nos achar.

– E cadê ele agora, onde ele esta?

– Ele está perto daqui, você já até viu ele- Emília faz um carinho no rosto da filha.

– Já vi, mas quando? — Lívia começa a circular a praça com o olhar, procurando o desconhecido pai.

– Sim, você quer ver ele de novo?- Lívia rapidamente concorda com a cabeça. Emília pega o celular e faz uma rápida ligação, só dizendo para ele vir .- Ele já vem, mas tem outra coisa bonequinha.

– O quê?

– Você tem um irmão.

– Um irmão ? — a menina pergunta meio confusa.

– Sim, quando nós casamos seu pai e eu, ele já tinha um filho, isso quer dizer que você tem irmão.

– Mas ele não veio de você?

– Não da minha barriga como você, mas do meu coração, sinto ele como meu filho assim como você. O que você esta achando dessa história?

– Eu quero ver meu pai e irmão.

– Eles já vem. — Emília tenta distraí-la, mas volta e meia ela perguntava se eles tinha chegado. Até que Emília vê uma figura conhecida e diz — Olha lá o seu pai.

– Mas é Bernardo — ela diz confusa- Ele é meu pai?

– Sim — diz Emília chorando.