Emilia & Bernardo.. Nova história
59 Capítulo 59
*Bernardo*
Ele esta com a foto em mãos e o que Alberto disse martelando em sua cabeça “minha neta, filha de Emília”, parecia que tinha tomado um soco na boca do estômago ao ouvir aquilo, ao ver que Alberto esquece da foto, ao pegar uma revista para olhar, e que Miguel voltou do banheiro e nada ouviu, ele coloca a foto no bolso se despede do sogro, e sai da clínica, com mil ideias na cabeça, nem ouve o filho falar.
—Pai, o que o senhor acha?
—Desculpas meu filho não ouvi.
—Ta tudo bem? — pergunta ao entrar no carro.
—Tudo sim, coloque o cinto, o que tinha me dito?
—O vovô ele esta bem melhor, não achou?
—Meu filho ele tem dias em que esta bem assim como hoje e outros não.
Eles vão conversando, ao chegar em casa Miguel vai conversar com Beth sobre o avô ter reconhecido ele, Bernardo vai ao escritório.
Senta em sua mesa e pega a foto, volta a analisá-la, aquela garotinha lembrava muito Miguel pequeno, tinha traços de Emília como nariz e a cor do cabelo, seus olhos estavam ali gravado o olhando de volta, ele joga a cabeça para trás e começa a pensar, sua mente podia estar lhe traído, assim como a de Alberto, ele podia ter dito sem se dar conta, estar fantasiando, ou podia estar lhe dizendo a verdade e mostrando um caminho que a muito ele não percorria: o da esperança, de achar Emília, será que ela tinha ido ver o pai? , será que depois de anos eles estavam frequentando o mesmo ambiente, e ele nem se deu por conta, e as perguntas brotavam, mas tudo podia ser fruto da cabeça confusa do sogro, ele precisava saber o quanto antes se ela tinha voltado,.
Ao baixar a cabeça seus olhos se deparam com aqueles par de olhos nunca visto mais já conhecido e então mais uma avalanche de perguntas: aquela menina filha de Emília?, filha dele?, ela estava grávida?, ela fugiu carregando um filho seu, ah Emília o que você fez?, esta assim atordoado, quando batem a porta ele guarda a foto no bolso, é Beth quem o chama para o jantar.
—Beth um minuto.
—Pois não seu Bernardo?
—Você saberia me dizer …- ele para e pensa estar se precipitando- Nada deixa pra lá.
—Tudo bem- ela nada desconfia do que pensa o patrão, pois não eram raros os momentos em que ele se perdia em pensamentos ao lembrar de Emília, em instantes como esse, ela se odiava por saber a verdade e nada poder fazer a não ser aconselhar a amiga a revelar a verdade, esses anos todos não foram poucos os momentos em que quase revelou a verdade, antes de Lívia nascer ela nem pensava muito nisso, mas após o nascimento de menina e principalmente após a volta de Emília para o Brasil, cada vez mais insistia para ela falar a verdade, que Bernardo tinha esse direito, mas Emília parecia irredutível.
No dia seguinte ele vai cedo a clínica, antes de ir para a empresa. Chegando lá ele pede para falar com o diretor da clínica.
—Sr. Boldrin bom dia .
—Bom dia — ele se cumprimentam com um aperto de mão.
—Em que posso ajudar.
—Eu gostaria de saber se meu sogro tem recebido alguma visita ultimamente.
—Bom deixa eu olhar os relatórios de visitas — ele faz uma busca no computador.- Não Sr. Boldrin, somente o Sr. e a moça que foi autorizada pelo senhor a senhora Elisabeth.
—Sim a Beth, ninguém mais? nenhuma Emília?
—Não porque, algum problema?
—Não nenhum, se alguém diferente aparecer querendo visitá-lo quero saber imediatamente.
—Sim senhor.- Bernardo se levanta para se despedir e ao olhar pela janela vê um grupo de mulheres fazendo atividades com os idosos aquilo o intriga, ele vai até a janela- Sr. Boldrin esta bem?
—Aquelas mulheres quem são?
—Voluntárias da igreja. — uma luz se acende, então essa pode ser a chave, o ponto de acesso pensa Bernardo.
Bernardo sai rápido pelo pátio, olha para todas as mulheres, mas nenhuma delas é a sua mulher.
—Sr. Boldrin o que esta acontecendo?- o diretor esta atrás dele.
—Nada...nada- ele esta completamente atordoado, pois a certeza de Emília ter voltado o atingia, mas ele precisava ter a comprovação antes de falar com qualquer um, sai dali e vai até um dos detetives que ele tinha contratado na época em que ela sumiu, o que foi mais honesto, dizendo que como tinha passado vários dias e ela tinha tido muito tempo para sumir, ainda mais que ela tinha pegado todo o dinheiro da conta que ela tinha, que possuía uma boa quantidade, diz que seria um pouco difícil encontrá-la, mas que ele daria o seu melhor, de fato ele não achou ela.
Bernardo vai até ele com a última esperança que tem.
Fale com o autor