Emilia & Bernardo.. Nova história
50 Capítulo 50
*Emília*
Deitada na cama de Bernardo, ela começa despertar.
—Emília, meu amor, oi.
—Oi, já estou bem.- tenta se levantar, mas se sente tonta e deita de novo.
—Esta mesmo?—Bernardo esboça um sorriso —Aposto que não comeu nada.
—Não — ela mente, não quer falar de suas suspeitas, não até ter certeza.
—Vou pega algo para você comer.
Ele sai, Emília fica pensando que se ele não tivesse chegado a tempo ela tinha certeza que Lia a jogaria lá de cima.
Bernardo volta com uma bandeja e coloca em cima do seu colo, ela pega o chá e fica olhando e pensa, antes de beber .
—O que foi Emília.
—Quem fez tudo isso, Beth não esta aqui, ela saiu.
—Foi Lia.
Então algo pesa em seu estômago e como um raio uma ideia surge em sua cabeça, se Lia pode ter sido capaz de atirar Marina grávida da escadas, quem garante que ela não podia atentar contra a vida dela, ela lembra do gosto ruim do outro chá da outra vez e quem sabe ela não fez algo e ela não tenha tido um aborto espontâneo, como todos tinham pensado, estava um ponto que começa a duvidar de tudo porque ela não pensou isso antes, que raiva, com raiva ela pega a bandeja com tudo a atira no chão. Bernardo que estava de costa se assusta com a atitude repentina dela.
—O que foi Emília- ele corre até ela — Esta sentindo alguma coisa?
—Sim — ela levanta nem se importa de tudo rodar um pouco a sua volta.
—O qué? — ele tenta parar ela que caminha feito um animal enjaulado, Emília se solta dele e anda de um lado a outro.
—Raiva, muita raiva.
—Ei para, fala comigo.- ele a segura pelos ombros, mas ela se solta de novo.
—Eu não quero, — ela vai até um vaso e atira longe.
—Emília o que isso, para, se acalma- ela para e lembra da outra vez que ele diz isso e pensa que desaa vez deve ouvir ele e senta na cama, ele senta do lado e tenta pegar a mão dela que se esquiva.
—O que foi, me conta- ele pede, mas ela não pode, não tem provas.
—Quero ir embora.
—Mas nos íamos amanhã.
—Quero ir hoje, quero ir agora.
—Mas Emília. ..
—Você pode ficar, eu vou embora.- e levanta de novo.
Ela começa arrumar as suas coisas, ele não vai ceder um capricho dela sem que ela contar o que estava acontecendo e sai do quarto.
Ela termina de arrumar as poucas coisas e vai até o carro, ele esta parado, bloqueando a porta.
—O Mathias te leva .
—Não precisa, sai da frente.
—Emília.
—Bernardo me da licença, se não vou a pé — ela precisa sair dali, pensar, mais do que nunca precisa de provas contra Lia.
—Emília fica- ele tinha esquecido dessa fúria dela, e do quanto ela ficava mais bonita, a vontade que ele tem e de carregá-la no colo de volta para o quarto, mas vendo que ela não vai ceder, resolve lhe dar passagem, que entra no carro batendo a porta com tudo- Se cuida amanhã eu vou- mesmo ela brava, ele consegue roubar um beijo nela.
Emília dirige com calma, aproveita esse tempo para pensar em como conseguir os diários, ela pensa em tudo de ruim que aconteceu, a morte de Marina, do filho dela, o desaparecimento de Miguel no parque, pode ser coisa da sua cabeça coincidências, mas Lia era do mal, ela sentia isso, confiava muito no que sentia.
Recebe uma ligação de seu pai para que ela lhe fizesse uma visita, então a ídeia surge em como fazer para achar o diário.
Vai direto pra casa do pai, enfim eles conseguem se acertar, como o apartamento esta vazio, ela decide dormir no seu antigo quarto de solteira.
No outro dia chegando em casa de manhã cedo, e se depara com Bernardo no sofá.
—Ei dorminhoco- ela se ajoelha e faz carinho nele.
—Humm- ele abre os olhos — Oi.
—O que você ta fazendo aqui não ia vir mais hoje mais tarde?
—Na verdade- ele senta no sofá, bagunça os cabelos — Eu vim ontem, mas você não estava aqui.
—Amor — ela se senta no colo dele- Eu não sabia.
—Queria te fazer uma surpresa, liguei para seu celular e seu pai atendeu e disse que você dormia.
—E porque não foi para lá.
—Queria deixar os dois sozinho.- ele brinca com os cabelos dela — Esta mais calma?
—Sim- ela beija o rosto dele,cheira seu pescoço, aquele cheiro que não é perfume, é o cheiro dele, ela sabe que não encontrará em homem nenhum.
—Quer me contar o motivo de a Emília, a fera surgir. — ele ri
—Fera eu?
—Sim você.—ele sorri para Emília, que recebe carinho dela.
—Não, não quero contar nada, quero outra coisa.
—O quê? — ele pergunta ela não diz nada, mas se ajeita sentando nele colocado uma perna de cada lado dele, e lhe beija.
—Vamos lá para cima- ela pede em seu ouvido.
E assim ele o faz , ela nada diz do porque estar nervosa, ele nada mais pergunta.
Dias depois ela coloca seu plano em prática, na quinta-feira, ela diz a Bernardo que não poderá ir para a fazenda, que seu pai esta doente, ela sabe que os dois não se dão bem que ele não iria questionar.
—Mas Emília, Miguel contou que morre de saudades de nós.
—Eu sei, mas meu pai Bernardo.
—Não quero te deixar aqui sozinha.
—Podemos fazer assim, pede para Lia trazer ele, passamos o fim de semana aqui.
—Tem certeza? — ele sabe o quanto as duas não se dão bem.
—Sim tenho, e se sua preocupação é Lia, saiba que eu não me importo com ela.
E assim é feito, na sexta antes deles chegaram, ela conversa com Beth e explica seu plano, e pede para ela ficar atenta a qualquer coisa que Lia faça.
Horas depois que Miguel e Lia chegam ela diz que terá de passar a noite com seu pai.
Mas ao invés de ir para a casa do pai ela vai para a fazenda, com Lia fora, ela tem todo o tempo para procurar pelo diário.
Alguns empregados estranham ela ali, mas nada perguntam, ela vai direto ao quarto de Lia procura novamente por tudo, vai até o quarto de Miguel, ao escritório e nada, liga para Beth pra ver se ela teve sorte, mas não, ela continua a vasculhar cada canto da casa, já é muito tarde e ela resolve voltar novamente ao quarto de Lia, vasculha tudo mais uma vez, com a agitação seu brinco se solta e caí em baixo da cama ela se abaixa para pegar, quando vê bem no canto da cama um tábua do chão solta, ela levanta e afasta a cama, e tira a madeira, e ali esta quatro livros preto, ela pega com cuidado, com se tivesse medo de ser picada, suas mão tremem, no fundo tem receio do que pode descobrir, mas precisa continuar e ali mesmo no quarto dela abre o primeiro volume.
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