Emilia & Bernardo.. Nova história
42 Capítulo 42
*Bernardo*
Ele despertado pelo toque do alarme que ele programou, para lembrar de dar remédio para Emília, vira na cama sem abrir os olhos estica o braço para tocá-la, mas encontra o vazio, ela não esta ali, dá um pulo da cama na mesma hora, vai até o banheiro, mas esta escuro e vazio, sai do quarto, vai até a sala, cozinha, escritório, nada onde ela pode ter ido as seis da manhã, começa a entrar em pânico quando um vento gelado lhe bate as costas, virando ele percebe a cortina balançando com o vento, a porta de acesso para os fundo da propriedade esta aberta, ele vai até lá e encontra Emília, ela esta muito gelada, não sabe dizer quanto tempo ela esta ali, a pega no colo se ele não sentisse o peito dela inflar, poderia julgá-la morta, a deita no sofá , vai chamar Beth, para ficar com ela, e sobe ao seu quarto para trocar de roupa e pega um cobertor, desce correndo, cobre e pega Emília e sai com o carro a toda velocidade ele mesmo quem dirige, toda a ação não levou dez minutos, e chegar ao hospital mais quinze, onde só a adrenalina e o desejo de socorrer Emília o motivou. Ela é rapidamente atendida, fica internada para observação, Bernardo não sai do seu lado, o frio que ela pegou por horas só a deixou mais debilitada, as doses de remédio aumentam, o antibiótico é trocado por um mais forte No dia seguinte ela acorda.
—Bernardo- ela chama ele, que dorme em uma poltrona. — Bernardo.
—Oi meu amor- ele se aproxima da cama dela- Oi, como esta se sentindo?
—Minha garganta dói.
—Porque você saiu naquele frio?
—Eu.. Eu.- ela lembra do pesadelo e do desespero que sentiu- Eu não consegui respirar.
—Por que não me chamou .
—Me desculpa, eu só precisava de ar.
—Emília …- ela não ouve o que ele diz por lembrar de algo importante, o diário, ela precisa tentar achar, algo diz que tem algo ali.
—Eu quero ir para a casa.
—O médico tem que examinar você, mas acho que só amanhã para irmos para a casa. — ele conversa com ela, enquanto o médico nao chaga.
*Emília*
Eles estão de volta ao apartamento, ficou dois dias internada, e não passaram pela fazenda, vieram direto para a cidade, ela não esquecia um minuto se quer no diário, ou do pesadelo que teve, mas ela esperaria a oportunidade para procurar por ele, pensaria em um bom plano, para usar quando estivessem na fazenda .
Ela ficou duas semanas doente, a base de forte antibióticos, mas frequentou a faculdade, indo em dias de prova, mas a noite na cama ela nem parece uma mulher doente, entre gemidos e suspiros com Bernardo. Aos poucos as coisas voltam ao normal, por compromissos profissionais eles não vão na fazenda, nem Miguel e Lia vão para a cidade.
—Beth, me diz uma coisa. — pergunta Emília. -Você já viu Lia alguma vez escrevendo em um caderno, uma espécie de diário?
—Não senhora, nunca vi, porque?
—Por nada, nada não — Emília o desconversa.
Quase um mês e meio depois Emília vinha sentido enjoos, e fraca, mas achava ser por causa da correria dos últimos dias, esta arrumando um pequena mala para ir a fazenda quando sente um forte enjoou, mas achando por não ter se alimentado bem não da bola, volta a arrumar a mala, quando abre uma gaveta no banheiro encontrando seu pacote de absorvente intacto, então algo atinge ela com tudo, e o que ela não lembrava soa como um alarme, ela sai quase correndo.
—Beth já volto.
—Mas dona Emília, seu Bernardo ligou e já esta chegando, ele…- mas Emília sai porta afora. Ela volta meia hora depois e sobe direto para o quarto, Beth estranha mas nada diz, um tempo depois Bernardo chega.
—Boa tarde Beth, cadê Emília.
—Esta trancada no quarto.
—O que sera que houve?
—Não sei.
Ele sobe as escadas correndo, abre a porta com desespero, achando que algo ruim aconteceu.
—Emília. ..Emília- ele grita, encontra ela sentada no chão do banheiro- Emília o que esta acontecendo- ela parece nem ouvir, ele senta ao lado dela toca em seu rosto,- Ei olha pra mim, me diz o que você tem?
—Estou grávida- e mostra ao seu lado o inúmeros testes de farmácia que fez todos, positivo.
Fale com o autor