Notas iniciais
Cara, me sinto muito bad escrevendo aquele disclaimer, acho que fico tão séria c:
A BATS VOLTOU *estoura confete*
Nobody yes door, eu sei. Faz sei lá, uns quatro ou cinco meses que finalizei SMZT?! Nem demorei tantooo vai, e avisei todo mundo como prometido, avisei quem tinha comentado no último capítulo e tal, nada mais justo. Mentira, acabei mandando msg pra quem comentou ao longo da história também, tô com medo de vocês me abandonarem TuT
Enfim, eu desenvolvi muita coisa dessa história já, devo ter uns cinco ou mais capítulos prontos, mas nem pensar, irei postá-los progressivamente pq senão vou enlouquecer, tenho outras fics pra att também.
Uma última coisa. Se você acompanhou a primeira temporada, por favor, preciso do seu apoio mais do que nunca! É sério pessoal, estou voltando a escrever SMZT por vocês, seria muita mancada se os antigos leitores fossem fantasmas... Mesmo se você não comentou lá, cara, comenta um "oi eu li a primeira temporada" que já me deixa feliz!! De verdade, eu preciso tomar nota de quem tanto vai estar me apoiando, senão vou simplesmente jogar tudo pro ar, e sinceramente não quero fazer isso -_-
Vocês devem estar morrendo de saudades, podem ir logo ler ~

Capítulo um — Três anos

O dia escurecia aos poucos, deixando uma leve brisa bater pelos cabelos soltos da menina morena. Passava das seis da tarde, e o sol se escondia atrás de enormes montes. Eles ainda não haviam voltado. Ela continuaria ali sentada, na escada da casa improvisada que conseguiram, esperando aqueles dois que prometiam voltar ainda nesse dia. Seus cabelos esvoaçados não estavam mais presos como de costume, há alguns anos que ela não fazia isso. Há alguns anos muitas coisas mudaram por ali.

O mesmo grupo que enfrentara o próprio Governo para sobreviver a três anos atrás, era o mesmo grupo desfalcado de agora. Eles foram obrigados a amadurecer e ficar mais forte, ainda que alguns desejassem a morte mais cedo, eram obrigados a isso todos os dias.

Maya ouviu a porta velha ranger, virou para ver quem era.

Rin- Calma mana, ele disse que ia voltar. – sorriu ajeitando o tapa-olho usado.

Maya- Ultimamente não tenho colocado fé em promessas de volta... – voltou a encarar o pôr-do-sol.

Rin- O Leon não gosta que a gente fale deles, você sabe disso! – repreendeu-a com o cenho levemente franzido. – Temos que continuar vivendo, temos nossas coisas não podemos nos prender ao passado. – sentou-se com a irmã na escada.

A morena suspirou suavemente acariciando sua região lombar, depositando em seguida suas duas mãos sobre a barriga, e jogando o corpo para se deitar na varanda. Fechou os olhos, e deixou-se levar pelo cansaço. O menino mais novo continuou sentado, confiante de que a espera deles seria válida.

Não demorou em que visse duas silhuetas familiares descendo o morro, carregando mochilas e sacolas, sem contar as armas novas que pareciam ter conseguido.

Rin- Viu Maya! – chacoalhou a mais velha freneticamente. – Eu disse que eles viriam, vai chamar o pessoal lá dentro, eles estão cheios de suprimentos! – levantou correndo em direção aos dois que vinham.

A morena sorriu desconcertada, seu irmão realmente estava certo. Só queria que os outros também voltassem logo.

A criança não tão nova mais, se apressava para encontrar logo os amigos. O morro comprido era o que o impedia de correr mais. O sol ainda iluminava seus passos, batendo um reflexo no cabelo louro do amigo que vinha cheio de carregamentos. Devido às sombras das árvores, era impossível enxergar a garota que vinha ao lado dele, mas não precisava vê-la pra saber muito bem quem seria. Diminuiu o ritmo da corrida, chegando a quase parar, já estavam próximos. Um fuzuê de conversa veio da varanda da casa, provavelmente Maya havia os chamado para ajudar os dois andantes também.

Leon- Estavam nos esperando? – sorriu animado ao ver o pequeno. – Você e sua irmã precisam confiar mais na gente... – passou algumas sacolas e mochilas para o menino.

Rin- Só a Maya estava desesperada, eu sempre acredito no que me falam! – dizia bem-disposto a ajudar. – Demoraram um pouco mais dessa vez... – comentou andando passo a passo com eles.

Leon- De quem você acha que é a culpa? – ironizou encarando a garota ao seu lado.

Riko- Eu sempre me ofereço pra ajudar nas expedições, e quando volto, sempre levo a culpa... – bufou fingindo estar ofendida.

-X-

O tempo que passaram vagando sozinhos e sem moradia fixa, havia sido compensado pela casa que acharam. Depois de Yale muita coisa ocorreu, variando entre coisas boas e coisas terrivelmente ruins em que o grupo preferia permanecer em silêncio. Quantos as boas, uma delas é que finalmente haviam encontrado um lugar para morar, e não era uma ilha infectada que pregava a falsa reputação de ser o único lugar a salvo do país. Apesar de ser um terreno velho, caindo aos pedaços e infestado de pestes com ratos e baratas, podiam chamar esse rancho de seu.

Algumas carinhas novas também estavam entre a equipe, carinhas novas que só puderam entrar porque alguém não estava mais entre eles. Todo o pessoal, novo e antigo, foi ajudar os três que chegavam cheios de bagagens. Uma voz americana que falava com um forte sotaque se destacava entre eles, James era um dos novos ali, apelidado gentilmente por Wally como Gringo. Apesar de quase sempre xingar e resmungar em inglês para que ninguém o entendesse e ter a aparência de um sociopata viciado em pedofilia, era um homem educado. Quase sempre vestia uma camisa havaiana aberta expondo sua barriga peluda e uma bermuda qualquer com sandálias. Deveria ter a idade do falecido irmão de Gabe.

James- Trouxeram menos coisas dessa vez... – passou os olhos atentos pelas mochilas cheias.

Riko- Pois é, Gringo... – tentou disfarçar uma decepção igual.

Leon- As cidades próximas estão se esgotando. Ainda que a gente tenha uma moradia ótima, talvez vamos precisar voltar a ser nômades. – explicou a atual situação sem cerimônias.

Rin- Nômades? – questionou.

Maya- Vamos precisar voltar a andar pela estrada, Rin... – se abaixou para carregar uma das bolsas e levar para dentro.

Muitos dali fecharam a cara, afinal fazia pelo menos dois anos e meio que se estabeleceram naquele lugar, e acabaram se acostumando com toda a moradia que o lugar oferecia, não seria nada fácil se desapegar.

Leon havia evoluído muito durante esses três anos como médico, assim como aprendeu a ser o mais profissional possível. Seus fios loiros deixaram de ser curtos, e ganharam um peso desfiado, sendo que alcançavam sua nuca atrás. Assim como muitos tiveram grandes mudanças na aparência, um exemplo era Riko, antes conhecida por seu cabelo vivo e comprido, agora só o mantinha trançado, ainda que o mesmo chegasse em sua cintura em questão de comprimento. Maya preferia deixar seus cabelos escuros soltos agora e Rin tinha crescido bastante, ao contrário de sua irmã, já que estava muito perto de alcançá-la. Gabe continuava com sua barba a fazer, sua mão amputada e seu cabelo semi comprido. Talvez o mais diferente do grupo fosse Wally, que depois de tanto se tratar finalmente ganhou uma aparência saudável e intensa, tudo graças ao estoque quase infinito de medicamentos que conseguira em Yale, ainda sendo um genérico, fazia uma grande diferença.

O pessoal novo chegou isolado, cada um vinha de um canto, e ambos andavam sozinhos antes. James, o Gringo; Shimizu Okedo, a snipper; e Matthew, o único entre o grupo todo que não usava arma alguma para se defender. Matt curtia o lado aventureiro e perigoso da vida, gostava da sensação e do som de quebrar um pescoço, ao mesmo tempo em que arriscava sua própria vida. Shimizu não era muito presente atualmente, ajudava somente quando realmente necessário, e conseguia ser incrivelmente grossa quando não preciso.

Shimizu- Eu não vou voltar para estrada, caso essa seja a decisão final, também será a última vez que vamos nos ver. – soltou uma pesada mochila, fazendo um grande estrondo e chamando atenção de todos.

Matt- Ninguém se preocupa com você mesmo, duvido que faça falta. – cutucou-a de leve, deixando algumas sacolas junto com a bagagem dela.

Rin- Eu me preocupo com você, Shimizu! – abria as bolsas tirando o conteúdo para fora. – Você faz parte do nosso grupo agora, podemos muito bem pensar em uma saída para que todos possam ficar juntos! – seu tom estava levemente alterado, tinha se irritado com o que Matt dissera.

A mulher não escondeu um caloroso sorriso. Rin era um dos únicos com quem ela se identificava, um dos únicos com quem não arrumava brigas diárias. Havia saído no murro pelo menos duas vezes com James e outras sete com Matt, podia ser facilmente considerada problemática. Mas ouvira histórias de Riko de que antes dela, alguém incrivelmente pior estivera entre eles.

Leon- Gabe, James. – chamou os mais velhos entre eles. – Vou precisar da ajuda de vocês mais tarde. – avisou subindo as escadas, aguentando um incômodo barulho que a madeira podre soltava a cada passo.

Riko- Eu consegui roupas para nós! – puxou a mochila das costas, abrindo e em seguida jogando uma variedade de panos e estampas no sofá rasgado. – As da Shimizu eu separei, nessa sacola. – entregou para a mulher de cabelo bronze. – As suas Maya, estão aqui. Camisas de gola e de tecido fino, como você gosta. – sorria entregando para a colega. Maya e Shimizu agradeceram, saindo imediatamente para lavá-las no tanque enquanto os poucos raios solares ainda iluminavam a tarde.

Gabe- Riko, precisamos conversar... – chegou por trás, encostando a única mão no ombro da garota.

Riko- Pode falar. – continuou sem dar muita importância, bagunçando as roupas na mochila.

O homem encarou incomodado James e Matt que ainda reviravam as bolsas e bagagens, limpando as armas novas e separando as munições. James percebeu ser um assunto particular, empurrando Matt para que ele saísse da frente e que saísse da sala também.

Gabe- Por favor, é um assunto sério. – chamou-a mais uma vez.

Riko- Ok, mãozinha, você venceu. – virou-se levemente irritada. – O que quer? – cruzou os braços, destacando seu decote sem perceber.

Gabe- O Leon está me preocupando. – revirou os olhos, mulheres nunca percebem o que fazem. – Desde aquilo ele mudou muito, e sinto que a cada dia sem ela, as coisas só pioram... – observou a face da ruiva tomar uma feição de ira aos poucos.

Riko- Não quero falar deles. – deu as costas, ignorando a conversa e Gabe.

-X-

A casa que conseguiram tinha três andares, contando o sótão. O térreo consistia em cozinha, uma sala enorme, e um banheiro médio que os homens dividiam. O segundo andar tinha três quartos, e um banheiro que as mulheres usavam. Um dos quartos era aproveitado para guardar os armamentos e tranqueiras que usavam em expedições. E o sótão era uma espécie de enfermaria que Leon criara, Wally vivia por lá. E era justamente neste local para onde o loiro ia no momento.

Seus passos eram curtos e descontraídos, a janela do final do corredor estava aberta deixando a pouca luminosidade do sol adentrar o ambiente. Passou acendendo os lampiões com o resto de fósforo que tinha guardado no bolso, logo estaria escuro. Por ser tratar de uma casa rural familiar, o sótão era acessado através de uma escada montável, apenas puxou uma cordinha fazendo-a descer. Subiu sentindo o aroma de soro e medicamentos tarja preta que aquele lugar tinha em abundância, notando uma silhueta um pouco mais velha deitada na maca.

Leon- O fato de eu ter te ensinado a tomar isso, não significa que pode fazer sozinho o tempo inteiro. – esticou os lábios em um sorriso torto típico seu.

Wally- Você não estava aqui, alguém tem que cuidar do canceroso. – tirou sarro consigo próprio, observava o amigo conferir a dosagem da mistura que ele tomava direto na veia.

Leon- Seu médico faz milagres. – exibiu-se.

Wally- Meu médico precisa passar em um cardiologista, pra cuidar do coração quebrado dele. – fitou o loiro sem mudar a expressão, viu-o mudar o olhar de direção diversas vezes.

Leon- Você dosou o soro junto ou separado com o remédio? – trocou de assunto sem graça, fazendo Wally rir.

Wally- Fiz como você ensinou, para de ser chato. – estapeou a mão de Leon, que insistia em fuçar no líquido transparente do saquinho. – Como foi a viagem? – ajeitou-se com certa dificuldade na maca metálica.

Leon- Sabe, a Riko pode ser um pouco mais útil em lutas agora. – escorou-se na parede do lugar, se afastando do doente. – Mas a obsessão dela continua a mesma, talvez pior. – revelou não surpreendido.

Wally- Obsessão por você, corrigindo. – revirou os olhos, nos últimos anos, os dois acabaram se tornando mais próximos. – Cara, na boa, você deveria dizer logo o que quer e o que não quer com ela, e mandar ela sossegar o fogo na...

Leon- Wally, seus conselhos continuam a mesma merda de sempre. – cortou-o deduzindo o resto. – seguia em direção a porta, estava saindo. – Mais tarde, eu e os outros vamos fazer uma limpa pela região, já que vocês não fizeram o trabalho sujo enquanto eu estava fora, se quiser vem com a gente. – avisou abrindo a porta pronto para sair.

Wally- Se eu estiver disposto, talvez apareça. – ouviu-o bater a escada de volta lá de baixo.

-X-

Havia escurecido, e a noite estava incrivelmente iluminada pelos famosos pontinhos brilhantes do céu, mas nada de lua. Gabe, Leon e James estavam armados do lado de fora, esperando Wally. O gringo soltava algumas de suas famosas piadas americanas na língua fluente deles, piadas sem graças e contadas em um péssimo sotaque sarcástico.

Já ouviam James reclamar shit, quando Wally apareceu. Vestindo sua bandana habitual preta, e uma camisa de alguma banda de rock que nunca viram antes. Carregava uma velha Ak 47, com os bolsos pesados em munição.

James- Pensei que tinha desistido. – pronunciou irônico.

Wally- E perder a chance ganhar de você em uma limpa geral?! – referia-se ao extermínio que iriam fazer. – Nem fodendo, Gringo!

Gabe- Vocês, foco. – foi direto, passando a seguir Leon que já se enfiara na mata.

Wally- Fica aí na sua, por enquanto ninguém pediu uma mãozinha... – o garoto parecia ter restaurado todas suas forças de quando aparentava estar bem, há alguns anos, quando suas brincadeiras de mau gosto eram mais frequentes.

Vez ou outra, um zumbi aparecia pelos cantos estreitos. Depois do Projeto V8, aprenderam a matar os bichos unicamente com dois golpes, alguém acertava o peito deles primeiro e outro cobria estourando as cabeças. O grupo estava acostumado a se dividir em duplas, em que cada um se responsabilizava por matar em conjunto. Haviam se separado assim também, Leon e James; Gabe e Wally, para não causar tolices caso Wally e James ficassem juntos.

Gabe se saíra muito bem com o mesmo machado de antes, não fazia questão de trocá-lo, ele lhe trazia boas memórias. Em sua mão direita amputada, criou um suporte para prender o machado e apenas segurá-lo com a canhota. Por isso sempre ficava com a segunda parte na matança.

Gabe- Wally vocês deixaram quem de vigia? – acabava de estourar um crânio, deixando o sangue jorrar como um hidrante aberto.

Wally- Sei lá, provavelmente a MM* e a Maya. – seus apelidos irônicos não deixavam escapar um, incitando Shimizu.

Por outro lado, Leon e James andavam com faroletes iluminando o caminho vazio da noite. Leon se tornara mais sério em momentos como esse, além do mais não costumava dialogar muito com o pessoal mais novo. Não havia silêncio numa floresta em que do lado oposto se encontrava Wally junto de uma metralhadora, mas faziam o possível para se concentrarem apenas em seus caminhos. James soltava alguns palavrões em sua língua oficial quando pisava em algo ou se enroscava em alguma teia de aranha, não cometendo nada fora do comum.

James- Qual o problema do grupo de vocês? – puxou assunto calmamente. – Digo, porque vocês insistem em guardar tantos segredos sobre o pessoal mais antigo?! – esperou alguns instantes, e o loiro continuava iluminando a frente, fingindo não tê-lo escutado. – Eu não entendo, até o Gabe que tem uma história bem sofrida com a família dele conta de boa por tudo o que passou... Qual o problema em nos contar o que aconteceu com os amigos de vocês?

Leon- Eles não são nossos amigos, não mais. – pronunciou em quase um sussurro, e suas palavras foram as mais frias daquela noite.

To be continued.

MM* = Maria Macho :v

Só pra avisar, existe uma grande diferença quando uso “do grupo” e “no grupo”.

(Ex.: Os mais velhos do grupo saíram para caçar.) Aqui posso estar me referindo ao James e Gabe, que são os mais velhos em questão de idade do grupo.

(Ex.: Os mais velhos no grupo sabiam o que aconteceu há três anos atrás.) Já aqui, me refiro ao pessoal que passou pela primeira temporada.

Só avisei isso dae de cima, pq usei MUITO essas sentenças nos capítulos seguintes, e não quero q ninguém se confunda e tal.

Notas finais
ENTON, muita coisa mudou né?! Se estão me achando bad, aguardem até os próximos capítulos HUEHUE
É o seguinte, vocês sabem que desenho quem não sabe tá sabendo agora, e ao contrário do que eu fazia na primeira temporada, os desenhos serão postados todos numa pasta bunitinha e organizada lá na fanpage do feice, quem quiser ver se redirecione pra lá. E como antes, aceito fanarts de vocês também, amo ver como vocês imaginam meus personagens ♥
Outra coisa. NÃO DAREI RESPOSTAS SOBRE NADA. Não comentem tipo "kd fulano?" "pq ciclano morreu?", sério gente, tudo vai ser revelado aos poucos, só peço paciência c:
Se você conhece alguém que lia SMZT e que não foi avisado pq não deixou o review certo no capítulo 32 da primeira temporada, peço que você possa estar chamando ele pra nossa nova suruba de zumbis aqui, ok?! :v
Estou aberta a críticas, opiniões e teorias MUAHAHA
Só queria dizer que é bom estar de volta, espero o feed back de vocês!! XD
Bjos ~ Bats
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.