Em busca da verdade

8 Capítulo 4 Parte 3-3


Fiquei tão espantada quanto Duda, porque esse foi um movimento de paralização de luta muay thai. Ele conseguiu me imobilizar contra o peito dele. Eu sei disso porque eu luto muay thai, porém fui mais burra ainda por deixa-lo me imobilizar.

– Se acalma que eu te solto. — Ele sussurrava em meu ouvido tão baixinho que eu mal pude ouvir.

Me calmei, claro eu não tive escolha. Que humilhação, perder uma dessas pra um homem. Idaí que ele era mais forte? Eu sou mais esperta! Talvez...

Soltou-me e encarou-me com aqueles olhos castanhos claros.

– Eu. Te. Odeio! — Disse cada palavra pontuada me certificando que eu o odiava mesmo. Como posso odiar uma pessoa em tão pouco tempo e ao mesmo tempo não odiá-la desse jeito? Como eu consigo ser mais confusa que uma tabela periódica?

– Lutar com gatas raivosas é mais fácil. Se bem que você se encaixa na descrição perfeitamente. – Ainda piscou pra mim. É mole?

– Eu mereço. — Coloquei minhas mãos em meu rosto. Eu me rendo. — Duda, você deveria ter sido mais rápida. – Me joguei sobre a mesa ficando com os braços esticados. — E cá entre nós, por que você não chamou a Bella? – Ela ficou muda.

Olhamos para Bella que sorriu para nós e depois voltou a conversar com um garoto bonitinho, claro, já entendia tudo.

– Eu não queria cortar o barato dela, ela estava tão feliz quando ele a chamou para fazer dupla. Fiquei até emocionada. – Seus olhos se enchiam d'água. Só que não.

– Eu entendo. Bom, alguém foi mais rápido que você duas vezes. — Dei de ombros.

– Fazer o que né? Bom deixa pra próxima então. – Saiu toda tristonha que fiquei com pena. Como esse David era chato, meu Deus. Só fiquei a observando ir...

– Eu ainda estou aqui.

– Percebi. — Respondi ironicamente sem virar o rosto.

Depois de seis aulas, um calor de trinta graus e um suor que não parava de escorrer, finalmente sai pulando, com um pé só, de felicidade. E a parte mais triste era que amanhã ainda seria terça-feira. A única coisa que me assustava era um sorriso que não saia de meu rosto.

Peguei o primeiro ônibus que passou em frente ao ponto de ônibus, subi e passei meu cartão de estudante. Não consegui segurar minha alegria. Nem sabia o porquê sorria tanto. Acho que as outras pessoas que me olhavam pensavam que eu tinha acabado de sair de um manicômio só pode, e outros motivos bem razoáveis. Meu moletom com trinta graus lá fora em uma cidade que raramente fazia frio ou minha cara de maníaca desesperada. O primeiro motivo seria bem mais convincente.

Claro, David... Só de lembrar nele eu ficava tensa e cerrava os cílios imaginando minhas mãos naquele lindo pescoço comprido.

Peguei meu celular, que não é de ultima geração, mas também não é da época da pedra, vi que eram quase uma da tarde, comecei a contar os minutos para chegar em casa. Não morava muito longe, não gostava de ficar em pé e já que estava de muletas logo alguém cedeu lugar para eu sentar – que povo educado, quem vê pensa.

Coloquei meu fone de ouvido, não andava sem ele, botei para tocar a musica mais tocada. O triste de ter uma musica tão querida era estar em um lugar publico e não poder dançar da mesma maneira que dancei em minha cabeça.

Não sou imatura ou infantil só penso que todo mundo passou ou passa por isso em algum momento de sua vida, e eu sei que passarei por isso pelo resto da minha.

Encostei minha cabeça no vidro da janela esperando chegar em casa. Passou tão rápido o tempo que me esqueci de dar o sinal onde acabei descendo um ponto depois de onde eu normalmente descia. Enfim... Não importa. Caminhar fazia bem e emagrecia. Muuaahh...

Por mais que demorasse para eu chegar em casa, porque eu estava impossibilitada, não demorou muito até eu ver a Lilly preocupada.

– O que houve? Por que a cara de preocupação de vocês? — Perguntei inquieta. — A vovó... — Nem conseguiu terminar a frase e Lilly começou a chorar.

– O que houve com ela? Falem logo.

– Ela te... teve outro de... derrame, está internada. – Soluçava em seu pranto.

– Ela o que? — Não consegui me segurar, comecei a chorar. Minha mãe veio ao meu encontro me abraçando, dizia que tudo ficaria bem, ainda sim consegui perceber um tom de preocupação e não pude deixar de notar uma lagrima rolar de seu rosto.

– Bom, ela já deve estar melhor. O médico acabou de ligar e disse que não está em perigo, mas ainda está sedada. — Disse meu pai que acabou de desligar o telefone, era sogra dele e ainda sim ele amava a vovó. Como não ama-la? Uma velhinha tão bondosa que... qu... q... Desmoronei-me começando a chorar novamente, nem me lembro do porque eu estava tão feliz há alguns minutos atrás. Talvez fosse a ansiedade e eu já estivesse pressentindo algo só não sabia o que era.

Estávamos dentro do carro, eu estava sentada no banco de trás com a minha irmã. Ela tentou segurar minha mão, mas eu puxei antes que ela pudesse toca-la. Não consegui olhar em seu rosto...

Coloquei o fone de ouvido e fiquei no meu mundinho, olhando pela janela e vendo todo aquele verde. A vovó morava a umas duas horas de onde nós morávamos e por isso o caminho era longe, sorte que a tia Margaret estava lá na hora do... Enfim...

Incrível como tudo pode mudar seu dia com apenas algumas palavras, alguns minutos ou segundos. Uma hora estamos felizes e outra tristes como se alguém tivesse morrido. Graças a Deus que ela não... Os pensamentos ficam entalados que nem conseguia raciocinar direito.

Lembro-me de quando éramos pequenas Lilly e eu e gostávamos de brincar na casa da vovó todos os fins de semana. Tomávamos sorvete e brincávamos de boneca na lama, o mais legal era dar banho nas bonecas. O único problema era que as bonecas eram de pano. Aquelas bonecas onde a cabeça, os braços e as pernas são de plástico, mas o corpo era de pano. Pois é... A boneca era nossa então podíamos fazer o que quiséssemos com elas — de acordo com a vovó. Até hoje me lembro das manchas de lama que existem na barriga das bonecas que nunca conseguimos tirar. Mamãe ficou furiosa e queria brigar com a gente dizendo que não compraria bonecas novas tão cedo. Ficávamos tristes, mas a vovó dizia que o que importava era o agora e o que fazíamos com ele, não precisávamos nos importar, mas só aproveitar. Pois tudo poderia acabar quando você menos esperasse.

E descobri isso da pior forma possível, de alguns anos pra cá ela ficou doente e meu mundo foi todo despedaçado, caiu no chão em mil pedaços, pensei que iria perdê-la para sempre... Assim descobri que finais felizes não existem. Por que tudo tem que ser tão difícil de aceitar? Sei que todos nos morremos um dia, mas... E não desejo que seja hoje. Ela já teve um derrame outra vez, não foi grave, mas me senti muito mal. E agora o mesmo sentimento outra vez me deixando duas vezes pior. Tudo o que conseguia fazer era pedir a Deus para que não a levasse, não agora, tão cedo...

Chegando ao hospital — sorte dela que é plano de saúde particular se não ela já teria morrido ha muito tempo, ainda mais com esses postos de saúde publica de hoje em dia — Entrei correndo no perguntando a recepcionista sobre minha vó, eu estava tremendo sem saber o que pensar. Meus pais vieram ao meu encontro.

– Calma filha, você tem que se acalmar. — Disse minha mãe em um tom tão calmo que seria difícil não encontrar conforto em suas palavras.

– Como me acalmar mãe? Você sabe como foi da ultima vez... — Nem consegui falar direito, comecei a chorar. — ...E se ficar pior? – Eu praticamente sussurrava.

– Eu também estou assustada, mas desse jeito vamos só piorar as coisas. — Também não conseguia se conter, segurou algumas lagrimas mantendo sua postura de durona.

Ficamos na sala de espera. Papai estava conversando com o médico enquanto esperávamos por noticias. Fiquei deitada no colo de minha mãe. O médico bonitão e charmoso apareceu alguns minutos depois. Pude ver a empolgação de Lilly enquanto ele se aproximava. Revirei os olhos pra ela, mas acho que ela nem notou.

– Não é hora pra isso. — Sussurrei pra ela revirando os olhos novamente.

– Shiu! — Que abusada!

– Boa tarde, eu sou o Dr. Jorge — Acenamos com a cabeça — o estado da Sra. Matilde é complicado...

– O que? Como assim? Vocês disseram pelo telefone que estava tudo bem e agora... – Eu dizia com raiva.

– Calma, ela está bem. Mas terá de ficar aqui alguns dias para sabermos melhor seus resultados. Ela está bem e está sedada, fora de perigo. Mas isso não quer dizer que não possa acontecer de novo. Temos que ficar de olhos abertos. Creio que logo mais em uma semana ela já estará em casa e com cuidados médicos. Tenho certeza que cuidaram dela. Não precisa se preocupar querida. — Pegou em meu queixo olhando bem no fundo dos meus olhos dando suas palavras de segurança sorrindo pra mim.

Acha que eu tenho quantos anos? Cinco? Virei o rosto ainda brava.

– Se vocês quiserem poderão ir vê-la, mas um de cada vez. – Ele encarava Lilly. — Obrigada doutor. — Serio Lilly? Aqui e agora?

Mamãe foi a primeira a subir, ela foi à única ter permissão de ir acompanhada. Fiquei sentada esperando minha vez.

– E o que houve com essa perna? – Encarei minha tala.

– Nada de mais... – Realmente eu não queria falar.

– Se quiser podemos dar uma olha...

– Não, obrigada. – Continuei de cabeça baixa.

– Cassie! Não seja rude. Quem sabe ele não da uma olhada e vê se você já poderá tira-la. – Ela me olhou feio, normalmente eu não teria medo dela, mas no momento eu ficaria muito feliz de me livrar desse treco.

– Tudo bem... Me desculpe.

– Não tem problema. Vamos?

Enquanto ainda não chegava minha vez que de ir ver a vovó, Lilly me acompanhou até a sala de primeiros socorros com o Dr. Jorge. O caminho não era tão distante o que facilitou para mim. Ele tirou a atadura e começou a observar. Primeiro ele fez uma careta, logo mais fiquei assustada com receio de ter de usar isso para sempre, mas logo depois ele sorriu fazendo graça.

– Você irá sobreviver. – Lilly logo começou a rir baixinho, o Dr. Jorge a viu rindo o fazendo sorrir, parece que fui à única que não entendeu a piada.

Ele terminou de tirar a atadura, minha perna ficou cheia de cicatrizes por causa dos machucados, ainda bem que não me importava com isso, logo mais iria cicatrizar. Ele terminou passando uma pomada para começar a cicatrização, depois passou uma receita caso precisasse comprar mais alguma pomada. Fiquei super mega power feliz por não precisar usar mais a atadura.

– Obrigado. – Dei um leve sorriso.

– Disponha. – Ele começou a conversar com Lilly me deixando de vela. Logo mais voltamos para a sala de espera, a única coisa que me restava era aguardar mais um pouco.

Quando todos já foram ver a vovó finalmente chegou minha vez, pedi para ser a última e eles concordaram. Eu amo essa família e agradeço todos os dias por eles me amarem duas vezes a mais.

Mesmo sem a atadura eu andei com um pouco com dificuldade, era estranho não usar mais aquilo, porém não desisti, continuei firme. Não demorou muito até subi ao quarto andar. Eu estava ansiosa e ao mesmo tempo com medo, senti um arrepio pelo corpo todo, minha vontade era sair correndo dali, eu odiava hospitais.

Cada segundo dentro do elevador pareciam horas. Finalmente escutei o barulho que alertava a chegada do andar desejado. A porta se abriu, demorei alguns segundos para sair de lá, quando a porta estava prestes a se fechar coloquei a mão impedindo-a, sai de dentro do elevador. Caminhei lentamente até o quarto quatrocentos e setenta e três. Passei por alguns pacientes, médicos e enfermeiros. O clima era muito tenso.

Cheguei ao quarto. Abri a porta com medo do que poderia acontecer... Lá estava ela dormindo em uma sala com janelas enormes e cortinas cor creme. O sol valorizava a cor de sua pele.

Aproximei-me, por mais que não estivesse acordada eu ainda sim queria conversar, perguntar se estava tudo bem, toca-la. Peguei em sua mão me sentando ao seu lado, dormia como um anjo, nem parecia que alguma coisa havia acontecido.

– Oi. – Eu dizia com um meio sorriso e com uma lagrima quase caindo.

– Eu sei que você não pode... Aham... Falar no momento, mas... eu quero que você saiba que eu te amo muito, muito mesmo. Eu não... — comecei a chorar — consigo, eu não sei se eu conseguiria continuar sem você. Você nos deu um susto bem grande sabia — sorri — Você não pode nos dar um susto desses novamente. — ainda segurava sua mão. – Eu...

Acabei me distraindo com a hora, esqueci que só podíamos ficar cinco minutos. Se bem que a distancia não ajudou muito.

A porta do quarto se abriu e o Dr. Jorge apareceu e pela cara dele ele parecia estar bem feliz. Acabei levantando a sobrancelha, claro Lilly...

– Cassie? O tempo acabou, sinto muito. Você poderá vir com sua família no próximo horário de visita se quiser... – Fechei os olhos me contendo, eu ainda não estava pronta para ir.

– Okay. E obrigado pela sua honesta preocupação. — Me virei para dar uma última olhada na vovó antes de voltar pra casa. — Eu vou, mas eu volto. Eu prometo. – me despedi com um beijo longo e demorado em sua bochecha. Acompanhei o Dr. Jorge no qual ele fechou a porta.

Seguimos para o elevador juntos. Acho que ele ainda gostaria de ver Lilly, pois ele nós acompanhou até o saguão. Entramos no elevador, ele apertou o botão T de térreo. Não demorou muito até alguém quebrar o silencio.

– Eu sinto muito. — acenei como um obrigado, mesmo não sendo verdade. — Eu também tinha uma vó...

– Tinha... Esse é o problema. – Acidentalmente fui curta e grossa e depois disso parecia demorar ainda mais para chegarmos ao térreo.

– Mas... — Chegamos, nem esperei ele falar e sai o mais possível daquela caixa claustrofóbica.

Corri para os braços da minha mãe. Abraçou-me de volta, também vi a tia Margaret, fazia bastante tempo que não a víamos, e quando nos encontramos acabou sendo em uma hora inoportuna. Ela aparentava estar bem mais magra que o normal, seu cabelo escuro, curto e liso a deixa mais jovem. Era só o que eu tinha a dizer.

– Vamos embora? – Perguntei. Só acenei com a cabeça para a tia Margaret.

– Não podemos querida — ela olhou para o Dr. Jorge — Quer dizer... Alguém tem que ficar aqui sua vó.

– Eu fico. — Exclamou Lilly, levei um susto me fazendo dar um pulinho com sua rapidez.

– Ai meu Deus... — Sussurrei.

– Algum problema querida? – Minha mãe passava a mão em meu cabelo, algo que me acalmava.

– Não... — Respondi.

– Vamos embora então, John querido, você pode resolver a papelada enquanto nós vamos indo para o carro? — Acho que minha mãe também não gostava muito de hospitais.

– Tudo bem. Vamos? — Meu pai perguntou ao Doutor. Sorte a nossa que o plano de saúde da vovó era particular.

– Você vai ficar bem mesmo querida? — Mamãe conversava com Lilly na maior calma.

– Vai ficar tudo ótimo, relaxa. – Por que elas pareciam sussurrar?

– Se precisar de alguma coisa é só me ligar, não hesite em ligar. São duas horas daqui até em casa, então me ligue que eu virei correndo. — Ordens do coronel.

– Tudo bem mãe, pode ir, é serio. Vai ficar tudo bem... — Mais sussurros.

– Por que estamos sussurrando? – Nem percebi que também havia sussurrado.

– Ok querida. — Ela deu um beijo na testa de Lilly, depois eu me despedi dela.

– Cuidado Lilly... — Sussurrei em seu ouvido, acho que ela entendeu o recado, deu um sorriso e depois voltou a ficar seria. Postura de adulta. É o que ela sempre diz, e é o que me diria se a mamãe não estivesse lá.

– Vamos indo Cáss. – Ela colocou a mão em meu ombro. — Lilly você sabe que se eu não tivesse que trabalhar eu mesma ficaria aqui né?

– Vai logo mãe. Deixa de ser paranoica, eu sei que a senhora ficaria, mas você precisa ir. Agora! – Ela apontava com o dedo para a porta de saída.

– Vamos mãe, a senhora comandante já deu a ordem dela. — Cedo de mais para piadas?

– Tá legal. Até mais querida, assim que eu chegar em casa eu ligo ok?

– Ok. Vai logo. – Nós quatro sorrimos...

Depois da longa e imensa despedida, mamãe e eu fomos para o nosso carro e tia Margaret foi para o dela. Tinha um estacionamento subterrâneo, mas o carro ficou em frente ao hospital. Acho que lá era para emergências onde não se podia demorar muito para partir.

Logo passamos pela porta de vidro, tinha um segurança até que bonitinho. Continuamos a andar, chegamos ao carro e adivinha. Isso mesmo a nossa querida Katie se esqueceu de pegar chave do carro com o papai. Tivemos que esperar o papai voltar da excursão com o nosso mais novo Doutor favorito.

– O que a senhorita acha?

– Aham...

– Hei to falando com você! — Estalava os dedos em frente ao meu rosto.

– Oi. — Me tirou do transe.

– Esquece seu pai já está vindo.

– Ta ta... — No que eu estava prestando atenção mesmo? Não importava. Papai retornou. Aleluia.

– Então minhas lindas, estão prontas para mais uma hora de viagem? — Por que ele estava tão animado? Com certeza eu não estava.

– Duas horas na verdade. – Falei.

– Tudo bem espertinha. Duas horas. — Parece que meu mau humor se tornou uma piada. Ele sempre tenta rir de situações desagradáveis. Ele diz que é melhor rir do que chorar. – E olha só quem tirou aquela coisa horrorosa da perna. – Ele encarava minha perna.

– É mesmo, nem percebi, desculpe querida. – Revirei os olhos.

– Ah... O Doutor passou essa receita e me deu essa pomada, caso eu precise de mais, também disse que logo mais os arranhões estarão cicatrizados. – Entreguei a folha.

– Tudo bem. – Ela pegou e colocou em sua bolsa.

Entramos no carro a caminho de casa. Coloquei meu fone de ouvido, na musica mais deprimente do celular e no modo repete. Por que fazemos isso com a gente? Será que é para nos sentirmos melhores? Ou piores? Tem coisa que não entendo e odeio não entender as coisas.