Em busca da inspiração perfeita
1 Capitulo unico
Notas iniciais
A procura da inspiração perfeita
Edward Cullen era um renomado desenhista, porem de uma hora para outra, seu dom desapareceu.
E uma terrível depressão o puxou para baixo, entregando-se a um mundo de mulheres e álcool.
Alice, preocupada com seu irmão, lhe diz para ele tirar umas férias e se reencontrar. Ele aceita a proposta, junta tudo o que precisa em uma mochila e parte em sua busca espiritual.
Uma musica o inspira e ele toma o rumo parando em sua cidade natal, Forks. A cidade não mudara em nada, apenas a lancheria havia mudado de dono.
Cada canto daquela cidade lhe trazia lembranças de seu passado, porem uma o deixava bravo. A frustrante tentativa de ficar com a filha do chefe de policia. Todas as garotas o queriam, menos ela.
Parando em uma pousada, ele se hospeda e sai a caminhar até o novo estabelecimento a fim de comer algo. Parando na entrada ele lê a placa e pensa “Uau, o chefe se aposentou?” e entra.
Pede um lanche e a atendente o reconhece:
- Edward Cullen, há quanto tempo! O que traz o pegador Cullen a pobre Forks?
- Férias – respondeu lembrando-se da garota — todos ainda fazem a mesma coisa?
- Ah, não! Muitos saíram de Forks como você. Mas e ai, casou? – perguntou quase se atirando por cima dele.
- Sozinho sempre sozinho...
- Se quiser matar a saudade, ainda moro no mesmo lugar.
- Ok – falou pensando em outra coisa.
Cinco minutos depois, o lanche esta sobre a mesa e Jessica emenda outra conversa:
- Sabe, imaginei que estaria atrás da Bella.
- Quem? – se fez de louco.
- A garota que não caiu na conversa do pegador Cullen...
“Bella, se eu te achar...” comeu e saiu em direção à pousada. Ele precisava de distração e sua dose diária de álcool, pegou o carro e rumou para Port. Angeles.
Ele entra numa boate e vai direto ao bar, chegando lá ele fala ao barman:
- Uísque duplo sem gelo e uma carteira de cigarros.
Edward toma um gole e acende um cigarro, dá uma grande tragada e observa o movimento. Seus olhos param em uma bela morena que requebrava no meio da pista.
Bella dançava com suas amigas, alheia aos olhares dos homens a sua volta e diz a Ângela:
- Vou buscar algo para beber, vai querer algo?
- Vai grande amiga!
Ela caminha por entre aquele mar de gente até o bar e grita ao barman:
- José, manda um energético!
- Tá na mão Bella!
Ao ouvir o nome da garota, Edward entra em estado de alerta. “Desta vez você não me escapa!” já Bella, não presta atenção a nada e continua sua dança.
Ele encosta-se a ela e sussurra:
- Bella, há quanto tempo?
Ela se assusta e ao virar se depara com ele, seu coração acelera e reconhece o dono daquela voz sexy.
- Edward...
Ele a abraça por trás e inicia uma dança com ela. Os corpos colados, numa sincronia perfeita.
- Faz cinco anos que te quero, ainda vai fugir de mim? – perguntou roucamente ao seu ouvido.
- Hum... Não sei se vou resistir a esta tentação – respondeu se esfregando nele.
Ela dá uma desculpa às amigas e sai com Edward dali para um lugar mais sossegado onde ambos puderam matar o desejo que nutriam.
Amanheceu o dia e Edward estava em paz consigo, pois olhava para o lado e via Bella ressonar calmamente ao seu lado. “Acho que estou me apaixonando!” pensou enquanto se sentava em uma mesa próxima.
A inspiração que há muito tempo lhe fugia retornou com fúria! Ele inicia alguns rabiscos e após alguns minutos se depara com a melhor obra de arte, uma imagem de sua amada.
Aquilo o animou ao ponto de ligar para a irmã:
- Alice, você não sabe o que aconteceu?
- O que ouve Edward?
- Minha inspiração voltou e, diga-se de passagem, melhor que antes! Vou scanear a imagem e te mandar, ok?
Ela olha e dá um grito:
- A Bella tá assim?
- Como você sabe que é ela?
- Esqueceu que ela era minha melhor amiga no colégio?
Conversaram por um bom tempo e ele confidenciou que estava apaixonado, ao mesmo tempo, Bella despertava e observou o desenho recém feito.
- O que é isso? Não sabia que era desenhista?
- Me formei há uns quatro anos atrás. Isso foi logo depois de sair daqui.
Conversaram sobre outras coisas e ele a levou para casa, prometendo retornar para passearem.
Já havia se passado um mês desde que Edward retornara a Forks, mas sabia que não poderia ficar para sempre lá, pois tinha uma vida em Seattle. Um lado o manda largar tudo e ficar ao lado da amada, mas o lado racional o mandava voltar.
Num rompante, teve uma idéia que podia ser de grande valia. Primeiro foi à casa de Bella para chamá-la para um passeio, chegando ao local, Bella admirava a linda paisagem que os cercava e ele foi ao assunto:
- Bella, te trouxe aqui hoje para falar algo muito importante.
- Pode falar, estou te ouvindo.
- Preciso voltar a Seattle, mas gostaria que você fosse junto.
Bella não conseguia processar direito o que estava acontecendo e ele emendou:
- Quer se casar comigo, Bella?
Ela o olhou por um bom tempo e suspirando responde:
- Olha, não posso te dar uma resposta definitiva agora, pois meu pai não esta muito bem de saúde, façamos assim: dê-me um mês que lhe darei minha resposta definitiva.
Ele concordou, mas por dentro ficara um pouco desapontado.
Uma semana depois do ultimo encontro, Edward voltou a sua vida, mas parecia que faltava algo para completar sua felicidade. Bella também não estava em seus melhores dias, seu pai a observava e lhe perguntou qual era o problema de tanta tristeza e ela respondeu:
- Não paro de pensar no Edward...
- E o que você está fazendo aqui que não esta ao lado dele? – perguntou o pai.
- Estou mais preocupada com o senhor, sua saúde ainda não esta perfeita...
- Vá atrás dos teus sonhos, minha menina! Eu estarei bem.
Aquilo alimentou um sentimento de felicidade dentro dela então liga para sua amiga:
- Alice, você pode me esperar no aeroporto? Quero fazer uma surpresa para o Edward.
- Claro amiga! Sempre que precisar.
Tudo foi armado e Edward estava sentado em seu quarto olhando para o ultimo desenho que havia feito dela, soltou a imagem e parou na janela para admirar a paisagem da cinzenta cidade.
Seus olhos focaram uma silueta que andava apressadamente pela rua. “Tinha que ser ela!”
Bella chegava à casa junto com Alice, ela olhava a bela fachada e o nervosismo tomava conta.
- Estou nervosa, como ele vai reagir? – perguntou a sua amiga.
- Relaxa, ele tá morrendo de saudade e quando te vires vai te erguer num abraço e te tascar um beijo de incendiar um quarteirão, eu garanto!
Elas entraram, Bella conheceu todos da família e Emmett falou:
- Olha se quer ver o cabeçudo, o quarto dele é o primeiro à esquerda, ok?
Ela corou e subiu as escadas, parou em frente ao quarto e bateu na porta, ouviu-se um “me deixa em paz!”
- Nem pra mim você vai abrir? – perguntou.
Edward não acreditava no que estava ouvindo e escancarou a porta vendo sua amada parada a puxou para dentro do quarto, um abraço sincero foi trocado, mas rapidamente substituído por um prensar de corpos contra uma parede.
- Dessa vez você não me escapa – falou atacando o pescoço da jovem.
- E que disse que eu quero escapar – respondeu entre gemidos.
E mais uma vez se entregaram a paixão que os consumia, os gestos respondiam o que não precisava ser falado, lábios se tocavam e corpos se completavam.
Cansada da viagem e da recepção de boas vindas do amado, ela adormece nos braços de Edward e ele também se entrega ao sono.
Ao acordar, Bella fica observando o rosto do amado. Mexe-se devagarzinho para não acordá-lo, mas ele sente a falta e acorda.
- Que bom que esta aqui. – ele fala ao abraçá-la.
- É bom estar aqui.
Eles descem e falam com a família, Bella ainda não tinha dado a resposta a Edward sobre o pedido de casamento ao se lembrar desde pequeno detalhe ela puxa o amado e fala:
- Sim.
- Como? – ele pergunta atônito sem entender.
- É a resposta que estava esperando de mim, não é? Eu aceito ser a futura senhora Cullen.
Aquilo o encheu de felicidade, pediu para aguardar um instante e voltou ajoelhando-se na frente dela e de todos:
- Isabella Swan, prometo te amar pelo resto dos meus dias. Aceite este anel como símbolo do meu amor por ti.
Ela pega o anel entre lagrima e o deposita no dedo.
DOIS MESES DEPOIS...
- está linda, minha filha.
- Obrigada, pai. Estou feliz que esteja aqui do meu lado neste dia.
- E eu ia perder o casamento da minha princesinha? Nem morto!
A cerimônia foi feita nos fundos da mansão dos Cullen, nada era mais lindo que a felicidade dos dois quando o padre disse que podia beijar a noiva. Em fim casados!
Os pombinhos foram fazer sua lua de mel no Brasil, mais exatamente na ilha particular da família, foram os momentos mais lindos da vida de ambos.
Os dias foram passando e o amor deles crescia junto com a inspiração do jovem desenhista, a felicidade era plena e numa manha...
- Edward, acho que eu não tô legal...
- O que ouve amor?
- Tô meio enjoada. – ela mal havia terminado a frase e desmaiara.
Já se passara uma semana desde o retorno deles da lua de mel e Bella vinha tendo momentos estranhos, sua pressão sempre oscilando a alimentação já não era a mesma, Edward a carrega ao hospital e eles tem a mais linda noticia: seriam pais.
O jovem desenhista era só felicidade, além de estar entre os melhores desenhistas da atualidade, seria pai.
Os meses iam passando e o momento do nascimento chegara uma corrida até o hospital e nasce uma linda menina. A gatinha tinha a mistura perfeita dos pais, os lindos olhos da mãe e o resto era o paizão bobo escrito.
A felicidade era plena e tudo graças a uma irmã que insistiu que o irmão procurasse sua inspiração, ou seria, sua libertação.
FIM...
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