Em busca da cura

2 Não importa se é humilhante.


Notas iniciais
Oie! Beah na linha aqui! UHSUSDHS, bem, a gente não tá tendo reação nessa fanfic... Mas teve um comentário aushuahs, melhor que nada ;u; Fancynaramello (~é assim?~) sua diva, obrigado por se manifestar aushauhsuahs o/ Boa leitura :3 !

Se passava da meia noite, o único doador com sangue compatível com o do meu filho tinha uma doença sanguínea e era impossibilitado de doar. Suspirei frustrado, restava-me apenas exatas dez pessoas para analizar. Levei a borda da caneca de percelana aos lábios, em meu paladar pude apreciar o gosto amargo da cafeína que me impedia de dormir.

Um nome saltou em minha frente, meus olhos se arregalaram, o nome que estava a minha frente naquele papel ordinário era o nome do cara que mais me odiara, e eu não tinha como esquecer-me do nome daquele sujeito que tanto praticava bullying comigo, ele me detestava, ele nunca me ajudaria e eu não queria pedir ajuda a ele!

Porém... O destino mais uma vez passou-me a perna.

Olhei o tipo sanguíneo que constava no perfil do dito cujo, engoli a seco naquele momento. Poderia existir mais pessoas com o tipo sanguíneo, oras! Dexei seu perfil separado por via das dúvidas voltando a analisar os perfis restantes.

Procurei pelas fichas restantes, procurei e procurei, mas não achei, quis gritar naquele momento, como a vida poderia me fazer isso? Eu tinha a chance de salvá-lo e não tinha! Como eu iria chegar naquele cara sem mais nem menos?

– Murasakibara Atsushi... — repeti seu nome apoiando meus covelos sobre a mesa escondendo meu rosto por entre as mãos, o desespero crescia em meu peito devastando-me mais uma vez, os resquícios de lágrimas jaziam em meus olhos cada vez mais e mais chegando a transbordar por minhas bochechas trilhando um frio caminho morrendo em meu maxilar.

Peguei o meu celular com a mão tremula, fazia tantos anos talvez ele nem se lembrasse mais de mim, era apenas eu me fazer de desentendido, fazia Dez anos afinal das contas e eu apenas me lembrava porque ele me perturbava, nada demais, vamos lá Teppei, força, engole esse seu orgulho, é o seu filho idiota.

Peguei o meu celular com a mão tremula, fazia tantos anos talvez ele nem se lembrasse mais de mim, era apenas eu me fazer de desentendido, fazia 10 anos afinal das contas e eu apenas me lembrava porque ele me perturbava, nada demais, vamos lá Teppei, força, engole esse seu orgulho, é o seu filho idiota.

Diquei o no celular, minhas palmas gelavam conforme a temperatura de meu corpo subia, meu coração batia aflito no peito repleto de mágoa, até mesmo ouso dizer que um pouco de rancor. Chamava. Ele não parecia que iria atender a um número desconhecido aquela hora da noite, afinal não era algo sensato.

Neguei com a cabeça desligando a chamada repousando a caneca em cima da mesa após virar o ultimo gole, levantei-me da cadeira e me estirei no chão frigido com os olhos fechados, eu era um completo idiota, nem pensei na hora e já sair ligando. Meu orgulho fora ferido com tão pouco, eu não poderia passar por cima dele... Mas era meu filho que está morrendo na porra daquela cama de hospital! Eu não poderia por em primeiro lugar meu orgulho numa situação como essa! Infernos. Escutei meu celular tocando novamente e meu agarrei a ele como se fosse a chance de salvar o meu filho, sequer verifiquei o numero e fui logo o atendendo.

– Alo? Alo! — respirei fundo, acalmando-me estava desesperado demais para o meu próprio gosto.

– Hmmm...- ouvi um resmungo de desgosto no outro lado da linha — Quem é? — parecia irritado, porém sua voz insistia em ser arrastada tediosamente.

– Desculpe ligar a essa hora — olhei para o visor do celular vendo que se tratava de tal numero, prendi a respiração, estava completamente perdido... Ele ainda tinha a mesma voz, apesar de está mais grossa e entediada, eu a reconhecia.

– Hmm... Quem é? E o que quer? Seja rápido — um chiado fora ouvido como se ele estivesse de movendo sobre a cama, passei a língua sobre o lábio o mordendo em seguida, abri e fechei a boca sem palavras, me acovardei, queria chorar, o orgulho gritava naquele momento — Tsh, fale de uma vez!

– Me dê o seu sangue? — fui direto, escutei um silencio congelante, ele resmungou algo — digo... poderia doar o seu sangue para o meu filho — me embaralhei nas palavras — ahnn — resmunguei descrente, que tipo de maluco eu estava parecendo ser?

– Tenho cara de bom samaritano? Se é que você viu minha cara, ou simplesmente tenho cara de trouxa? — irritou-se ainda sem mudar seu tom de voz que jazia como sempre, isso me torturava.

– Não que tenha... — E não tem mesmo! Mas... O que eu poderia fazer? Era o meu filho de apenas cinco anos, eu não podia desistir daquela maneira dele! De jeito algum, eu tentaria de tudo, eu.. eu precisava salvá-lo... Nem via que estava chorando, e isso me dava vergonha eu nunca estive tão aflito na minha vida — Eu.... Eu preciso realmente do seu sangue — arfei por ar.

– Cada um com seus problemas, eu nem conheço você! — acusou de um modo infantil que até eu estava acostumado, revirei meus olhos, naquele momento senti vontade de me afogar no vaso sanitário.

– E-E se eu lhe conhecesse, você me ajudaria? — arrisquei, eu não me importava com mais nada, apenas o meu filho, apenas ele e nada além dele.

– Depende da pessoa...- fez uma longa pausa dando um grande suspiro pausado, ouvi ruídos e logo algo similar a uma lata ser aberta — Diga-me quem tu és e eu lhe direi se ajudo ou não, simples — estalou a língua.

– Você nem deve se lembrar, mas se lembrar duvido que aceite — suspirei angustiado limpando as lágrimas de meu rosto com as costas das mãos, inutilmente, levando ao fato que ainda chorava e eu só esperava que ele não percebesse — Sou o eu... O Teppei — disse por fim, algo em mim dizia-me que ele não se lembraria, que ele não aceitaria e eu estava ao ponto de invadir a casa dele com curingas e uma arma de fogo, ou ele me dava seu sangue ou eu fazia-o dar-me, não mediria esforço para consegui, mas onde eu arrumaria uma arma?

– Hmmm... Não faço a menor ideia de quem seja, não me ocupo em guardar nomes de pessoas insignificantes — Tem algo que poderia me fazer lembrar? Afinal teu nome me soa familiar.

– Uhnn deixa-me vê — fechei os olhos pensando em algo — Fundamental, sétimo ano, você me colou na cadeira, todos tiraram fotos e espalharam pela a escola e no primeiro grau você me beijou, era algum tipo de desafio, a sala inteira zoou, você me tratou mal como de costume, mas diferente do de sempre eu não me importei, e por fim mudei de escola, faz muito tempo, normal não se lembrar, de toda a forma... Por mais que eu esteja morrendo do orgulho ferido, eu realmente preciso salvar meu filho, ele é a única coisa que me resta, por favor Murasakibara.... Eu faço o que quiser, pago o tanto que querer, apenas doe seu sangue, apenas salve a vida da pessoa que mais amo, por favor, eu lhe imploro! — desabei, me encolhi sentia os soluços prenderem em minha garganta fazendo-me engoli a vontade de choramingar — eu sei que você me detestava, que nem se lembra mais, mas... Mas... Eu imploro, sou capaz de qualquer coisa... por favor Murasakibara!

– Hmmm... Kyioshi Teppei — murmurou meu nome com deboche, meu queixo tremeu, levei minha mão aos lábios os tapando com as costas de minha palma no intuito de prender os sons, eu queria gritar naquele momento, queria o xingar das piores coisas possíveis — Por que diabos eu ajudaria uma criança? Se está doente, o problema é dela — pareceu-me rir.

– Não tem porque querer... — segurei todo os nomes que poderia soltar naquele momento, idiota como poderia ser tão insensível? Não era para mim a ajuda porra! — Mas eu posso pagar, o quanto quiser, se estou lhe pedindo isso é porque eu já tentei de todas as formas achar alguém compatível, você foi o único... Por favor... eu lhe dou tudo que quiser... Eu tenho bastante dinheiro — indaguei.

– Comovente, muito comovente — pude ouvir um barulho similar a palmas, como se ele estivesse aplaudindo minha desgraça tal como um sádico que era — Sou muito bem sucedido, não preciso de esmola para ajudar um pirralho de fraudas, afinal de contas que eu nunca vi na vida, ele não tem mãe? É filho de chocadeira por acaso?

– Por um acaso a mãe dele morreu a três anos dessa mesma doença... Será que não entende? Eu não tenho nada a perder, se estou lhe implorando é por não ter nenhuma saída, eu pouco me importo comigo, apenas quero que meu filho não morra como ela, apenas não quero perder mais ninguém, se não quiser dinheiro o que mais eu poderia fazer para que ajudasse? É só doar um pouco de sangue, por favor Murasakibara! — prendi a respiração eu não aguentava mais aquela angustia eu estava enlouquecendo.

– E? É o meu sangue, meu! Além de ser raro não posso dar para qualquer pessoa, não nego, fiquei tocado com sua história, nossa, estou quase chorando — ironizou — Eu posso até ajudar, mas que fique claro, a pior coisa que você poderia ter feito na vida é ter vindo pedir-me ajuda, farei que se arrependa por ter entrado em minha vida desde o começo e principalmente agora, seu filho pode ficar vivo... Mas eu me encarregarei de matar você por dentro — estalou a língua no fim, de um modo prepotente, ameaçador, me encolhi, havia desperto uma fera que a muito jazia em hibernação o que me fazia ficar inteiramente assustado, o que mais ele poderia fazer?

– Se meu filho ficar bem eu não me importo com mais nada... — Sussurrei contra a linha — Faça o que quiser comigo... apenas salve-o... por favor... — respirei fundo, por que ele jazia tanto ódio contra mim? Eu não sabia e não perguntaria, apenas precisava de seu sangue, o que acontecesse comigo já não importava a muito tempo, se é que um dia importou.

– Próxima mês quem sabe — abri e fechei a boca, eu precisava disso o quanto antes, não sabia nem se meu filho estaria vivo amanhã, quem dirá daqui à um mês! Engoli a seco, ele só poderia estar jogando comigo, aquilo machucava, o que custava ajudar uma criança?!

– Atsushi... — Sussurrei em um fio de voz, eu se quer sabia como falar, apenas sussurrei seu nome contra a linha, minha voz demonstrava todo o desespero rouca pelo choro inerte, escutei-o se remexer resmungando algo que não entendi — eu lhe imploro, ao menos uma vez na vida Murasakibara... Não me machuque tanto, é uma criança, não tire a vida dele, apenas você pode salvá-lo, por favor — insistir quase sem voz.

– Eu realmente não me importo se você está sentido dor, ou simplesmente se a peste vai morrer — rosnou.

Naoto...- murmurei baixo olhando para o lado.

– Hm? — resmungou.

– O nome dele é Naoto...- protestei baixinho em um murmúrio.

Irônico– estalou a língua com ar de superioridade, estava começando a ficar aflito de novo, toda vez que tentava segurar minha salvação ela fugia por entre meus dedos.

– Por que me odeia tanto? — sussurrei... — Bom isso não importa, eu sei que você não é uma pessoa ruim, não imagina quantas vezes eu o flagrei dando seus doces a crianças, e doces era as coisas que mais prezava, você me odiar é uma coisa, deixar uma criança de cinco anos morrer quando pode ajuda-la é outra, que tipo de ser humano você se tornou? Você não era o tipo que maltratava ninguém por culpa de outro, me odeia? O ódio é só para mim certo? Não desconte no Naoto, além do que se desejar eu me mato... assim que doar eu prometo que me mato, apenas o salve! — estava perdendo a fé em tudo, estava louco, faria de tudo para cura-lo.

Como resposta obtive seu silêncio, as lágrimas se aglomeraram em meus olhos descendo insistentemente em grande quantidade pelo meu rosto, solucei baixo, não pude evitar, se ele estava ouvindo? Que se foda! O desespero falava mais forte, meu coração já não suportava tanta dor, eu queria correr, gritar, fugir, me matar. Se ele queria que eu me rastejasse em seus pés havia conseguido.

– Por favor...- pedi aos prantos — Eu preciso... Naoto precisa, eu seria capaz de fazer o que quiser! Me jogaria em um vulcão se isso for o que desejas!

– Não é o que eu desejo — fora rápido em sua fala.

– E o que es que desejas? Eu faço, eu faço o que quiser, apenas salve ele — prendi o ar mais uma vez apena obtendo o silencio como resposta — Atsushi! Eu estou implorando! É apenas uma criança, eu... Eu — solucei perdendo o equilíbrio deitando-me no chão ouvindo o baque surdo do chão com o meu corpo — Atsushi — parecia está delirado — por favor — repetia, enquanto as lágrimas desciam cada vez mais pela minha face escorrendo para o meu pescoço, olhava para o teto e tudo que via era meu filho, eu estava desarmado, eu estava perdido.

– Ajudarei seu filho — decretou por fim — Acabarei com o tormento dele, porém o seu está apenas começando, isso eu lhe garanto, diga-me em qual hospital ele está — ordenou inteiramente entediado.

Suspirei alto em alivio me sentando, meu coração batia realmente forte enquanto ditava o endereço, estava tão feliz, meu filho ficaria bem, e era apenas isso que importava, depois de lhe dar todas as informações e marcar de nos vemos no hospital tudo que pude dizer antes, e que ele desligasse na minha cara era:

– Eu agradeço não sabe o quanto, muito obrigado Murasakibara.

Notas finais
*Naoto - Cura, remédio. Por isso o Atsushi disse que era algo irônico :3 Bem é isso~ nada a dizer '-'