Em Seus Braços Não Tenho Medo
70 Capítulo 70
Notas iniciais
Obrigada a todas que estão favoritando e comentando ♥
Vou agilizar: dedico o capítulo às "Top iludidas 2.013" vulgo Clarice, Joycinha e Line, as mais iludidas em Germangie kkkkkkk
Sinceramente, chorei rios escrevendo esse capítulo e, realmente, espero que gostem.
Capítulo 70 — Até que a morte nos separe
- O pneu furou! E agora? Como vamos chegar? Não ia dar tempo! Em questão de minutos o relógio vai marcar sete horas! Eu preciso chegar no meu casamento! Violetta, meu Deus!
- Calma, Angie, vai dar tudo certo. Mantenha a calma, não se desespere mais, temos que pensar. — ela disse. — Já sei! Vou ligar para o Ramalho avisando, e pedir para que ele venha nos buscar.
- Isso! Liga logo! — exclamei nervosa. Se antes minhas mãos soavam, agora um rio transbordava delas. O frio na barriga me consumia.
Pov Germán
Cinco para as sete. Os convidados já adentravam a pequena igreja. Eu estava próximo ao altar, nervoso como nunca antes. Algumas pessoas vinham me cumprimentar, até Pablo e Jackie vieram falar comigo.
Sete horas. Muitos já estavam no local, minhas mãos estavam geladas e parecia que meu coração ia sair pela boca. Fiquei imaginando Angie. Como ela estaria? Nervosa com certeza. Sorri sozinho ao imaginá-la naquele vestido de noiva, esfregando as mãos de nervosismo.
- Cadê ela? — perguntei a mim mesmo, mas Pablo estava ao meu lado, então ouviu e respondeu:
- Calma, Germán, as noivas sempre se atrasam. — ele riu. — É normal.
- Mas eu estou muito ansioso.
- Sei como é. — nós rimos.
O tempo continuou passando. 19:10 e nada dela. Nem um sinal, e eu estava ficando cada vez mais preocupado. Aonde ela estaria? Será que ela teria... desistido? Não! Não, não e não! Preciso parar de pensar nessas coisas.
Tentei ligar no celular de Violetta, porém dava fora de área. Merda.
Pov Violetta
A essa altura eu já estava em cima de um banquinho, fora da limusine, tentando pegar sinal de celular.
Eu não conseguia me comunicar, na região em que estávamos o sinal não pegava. Angie estava quase chorando ali no carro, porém eu não a deixava derramar uma só lágrima, se não borraria a maquiagem!
A limusine não tinha pneu reserva, eu achava isso um absurdo! Como uma limusine não vai ter pneu reserva? Agora estávamos ferradas. Já passara de sete horas, e estávamos sumidas.
Enquanto eu estava perdida nos meus frustantes pensamentos, o sinal do celular voltou a pegar. Um mísero pontinho de sinal, mas eu não ia desistir da oportunidade. Liguei para Ramalho.
- Alô? Ramalho?
Pov Germán
O celular de Ramalho tocou. Me aliviei ao saber que era Violetta! Eu estava morrendo de preocupação com essas duas. E não era só eu, todos estavam estranhando muito.
Quando Ramalho desligou, ele me avisou que haviam tido um imprevisto com a limusine e falou que iria buscá-las, e que logo estariam aqui. Meu nervosismo voltou a aumentar. Me casar com Angeles. Meu sonho sendo realizado.
Pov Angie
Em questão de poucos minutos, Ramalho apareceu. Dei graças a Deus, eu já estava muito desesperada. Ele nos levou para a igreja.
Ao se aproximar da frente do local, meu olhos brilharam e uma reviravolta de sentimentos me invadiram e se reviraram na minha barriga. Nervosismo não era nem metade do que eu estava sentindo no momento. Flores brancas ornamentavam a entrada da igreja, e tudo estava incrivelmente lindo.
Saímos do carro e eu simplesmente travei. O frio que antes estava na barriga, agora se espalhou pelo corpo todo. Violetta segurou minha mão para puxar-me.
- Vamos, Angie! Minha nossa, sua mão está muito gelada!
- V-vilu, e-eu estou com medo. — gaguejei.
- Ah, tia, é normal ter esse medo, essa ansiedade. Mas eu sei que você consegue. Fica tranquila, é apenas entrar na igreja. Olhe para o papai, tenho certeza que esse nervosismo sumirá quando seu olhar chocar com o dele.
Sorri amarelo. Fui em passos lentos até a entrada. Ramalho já fora avisar que eu cheguei. Pude ouvir o falatório cessar no momento em que a música de entrada da noiva começou.
Violetta segurou minha mão e me desejou sorte. A abracei forte. Meu coração nunca esteve tão disparado antes. Minhas mãos nunca suaram tanto. Eu nunca estive tão nervosa em toda a minha vida.
A porta de entrada se abriu. Meu coração foi a mil. Antônio, que entraria comigo, já estava ao meu lado. Entrelaçou o braço com o meu e assim entramos. A igreja estava linda. Como na entrada, mais flores ornamentavam o ambiente.
Enquanto eu caminhava sobre o tapete vermelho, analisei o local com o olhar. Pude ver meus alunos vestidos com trajes sociais, e meu nervosismo subia a cada passo que eu dava. Sim, eu estava tremendo, e muito. Voltei a passar meu olhar no local, quando de repente meus olhos verdes se chocaram o com o brilho castanhos dos olhos dele.
Sorri radiante e involutariamente. No mesmo instante, meu corpo inteiro relaxou. O sorriso não se desfez em nenhum instante, e não desviei o olhar dele de momento algum. Senti mil e uma emoções. Era como se Germán fosse meu remédio, pois todo o nervosismo e a tensão desapareceram. Tudo o que eu conseguia sentir agora era amor e felicidade. Nossos olhares não desgrudaram, ambos sorrindo abobalhadamente um para o outro. Era como se apenas eu e ele estivéssemos ali. Eu sentia um turbilhão de sentimentos misturados, mas eu estava tranquila agora, não era como antes, pois com Germán eu não tenho medo de nada. Violetta tinha razão quando disse que quando nossos olhares se encontrassem, meu medo ia passar.
Ele sorria com aqueles lábios perfeitos para mim, e me lançava um olhar de segurança. E enfim cheguei ao altar. Germán se aproximou estendeu a mão. Antônio me soltou e disse:
- Cuide bem dela, Germán.
- Claro! — ele respondeu sem tirar o sorriso do rosto e finalmente pegou na minha mão, entrelaçou nossos dedos.
Me ajudou a subir os dois degraus que havia para subir no altar. Germán soltou minha mão para entrelaçar nossos braços. Me apeguei um pouco mais a ele. Ele sussurrou:
- Oi!
- Olá! — respondi no mesmo tom e soltei uma risada baixinha.
Em lentos passos, caminhamos até ficar de frente ao padre. E finalmente, ele deu início a cerimônia. O desenrolar da coisa toda demorou um pouco, porém eu nem ligava. Era-o-meu-casamento-e-eu-estava-mais-que-muito-feliz.
Pov Violetta
Fui me sentar com meus amigos enquanto Angie entrava. Era perceptível a insegurança e o nervosismo em seu olhar, mas de repente ela começou a olhar um ponto fixo e simplesmente parecia que esquecera de todos a sua volta.
Ela olhava papai, e ele a olhava. A conexão deles era tão grande que até a plateia podia sentir. Ri baixinho com os olhares hipnotizados que eles trocavam. Eram apenas olhares, mas parecia que eles estavam conversando através deles. De uma forma telepata. Gostei disso.
Logo a cerimônia começou. Era engraçado como nem Angie, nem papai conseguiam tirar o sorriso do rosto. Tampouco conseguiam esconder a emoção que sentiam. Eu achava isso lindo, a magia do amor era algo incrível.
- Angie está maravilhosa naquele vestido! — ouvi Fran comentar com Cami. Ambas analisavam minha tia, estavam de queixo caído.
- Minha tia é perfeita, fala sério. — falei e nós três caímos na gargalhada.
Enquanto o padre pronunciava as palavras das escrituras, Angie prestava muito a atenção. Papai também, claro, mas ele parecia estar meio impaciente. Obviamente ele queria estar casado com Angie o mais rápido possível.
Muitos alunos do Studio preenchiam o local, alguns amigos de Angie e de papai também estavam presentes. Vovó e Antônio estavam na primeira fileira, e eu estava com meus amigos na segunda. Dava para ver bem de pertinho. Passei o olhar pela igreja, admirando a beleza e a simplicidade que a mesma tinha. Até que... meu olhar pousa em uma pessoa que não era conveniente de estar ali.
Jade LaFounttaine. A própria. Senti meu sangue subir até a cabeça de tamanha raiva e preocupação que me invadiram. Eu tinha que tomar uma providência antes que essa cobra tentasse um golpe sequer contra esse casamento.
Falei que ia ao banheiro e saí dali. Me aproximei de Jade sem que ela percebesse.
- O que você faz aqui? — chamei a atenção dela. — O que você faz aqui, Jade? Responda!
- Vilu... — ela se virou para mim. — mas não é óbvio o que eu faço aqui? Estou assistindo ao lindo casamento da sua tia com o seu pai. — ela disse cínica, e sorriu de modo malígno.
Aquela mulher me amedrontava. Se eu tinha uma única certeza é que eu repugnava Jade com toda a minha alma.
- Para o seu próprio bem, desapareça daqui. — falei com calma, aparentando estar no controle de mim mesma.
- Este casamento era para ser meu. EU que deveria estar ali no altar, não aquela loira aguada. Eu já disse e repito: vocês vão pagar pelo o que fizeram comigo. Vocês três destruíram minha vida, e agora chegou a minha vez de destruir a de vocês. Ah, como eu amo esse cheirinho de vingança no ar...
- Jade, pelo amor de Deus, desiste disso. — tentei ser paciente. — Não há necessidade de fazer tanto carnaval por uma besteria. Papai NÃO-TE-AMA, é tão difícil entender algo tão simples? Você está equivocada, Jade, não destruímos sua vida, apenas te demos uma oportunidade. Veja, se você se casasse com meu pai, você seria infeliz, pois ele não te ama. E isso não aconteceu, papai te deu a oportunidade de ser feliz com alguém que te ame do jeito que qualquer mulher merece. Você só precisa parar de se preocupar com a vida dos outros e começar a se preocupar consigo mesma. — terminei meu curto discurso. Eu estava impressionada comigo mesma, não acreditava que aquelas palavras tinham saído da minha boca.
Jade ficou calada. Parecia pensar, mas pensar com aqueles poucos — se é que tenha algum — neurônios que ela tinha era difícil. Aquilo levaria tempo.
Sem dizer nada, Jade resmungou e se retirou. Minha nossa! Não sabia que ia ser tão fácil assim! Estou orgulhosa de mim mesma.
Voltei ao banco.
Pov Germán
O padre falava com calma. Angeles prestava atenção nas palavras pronunciadas. Hora ou outra eu a observava discretamente. Aquela mulher nunca esteve tão linda antes. Ela era definitivamente... um anjo. Meu anjo. Minha bebê. Minha pequena. Minha princesa. Minha loira. Minha Angie. E finalmente isso ia se oficializar.
Até que enfim, chegou a hora das alianças.
- Angeles Carrara, aceita Germán Castillo como seu legítimo esposo, prometendo amá-lo e respeitá-lo na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, até que a morte os separe?
- Sim! — Angie respondeu com convicção e eu sorri largamente.
- Germán Castillo, aceita Angeles Carrara como sua legítima esposa, promentendo amá-la e respeitá-la, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, até que a morte os separe?
- Sim, eu aceito! — respondi sem enrolar, sorridente, olhando firme nos olhos verdes e brilhantes de Angeles. Suas bochechas ganharam um tom rosado, que eu particularmente adorava.
Neste momento, Angie colocou a aliança em meu dedo com o maior carinho e paixão que eu já vi, e em seguida eu fiz o mesmo. Coloquei a aliança em seu fino dedo, com a maior delicadeza e cuidado que eu podia. Quando terminei, acariciei sua mão de leve e ela sorriu. Sorri de volta e olhamos para o padre.
O sacerdote nos olhava sereno e feliz. Respirou fundo e finalmente disse o que eu mais queria ouvir no momento:
- Eu vos declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva.
Me virei novamente para Angeles. Ela sorria de forma radiante, assim como eu. A loira enroscou o braço direito em meu pescoço enquanto eu repousei minhas duas mãos em sua cintura. Nos aproximamos devagar, e quando estávamos próximos o suficiente para sentir o calor da respiração ofegante um do outro, Angie simplesmente sussurra a mim:
- You belong with me.
Sem aguentar mais um segundo, selei nossos lábios no beijo mais apaixonado que já demos.
Notas finais
Então gente, mais do que nunca, eu queria pedir para que vocês doassem um mísero minutinho da vida de vocês para deixarem um reviewzinho vai, não vai cair a sua mão. É sério, preciso saber o que estão achando da fic. Ainda mais que a partir deste capítulo, entramos na reta final da fic. Sim. Reta final. Não está perto de acabar, porém é a reta final. Vou explicar: do início da fic até o cap em que o Germán pede a Angie em casamento é a primeira reta da fic. Do cap em que ele a pediu em casamento até o cap do casamento é a segunda reta, e do casamento até o final da fic é a reta final. Entenderam? Não? Ok, ignorem kkkkkk espero que tenham gostado, já disse e repito:
C-O-M-E-N-T-E-M :)
Beijinhos 😘
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