Notas iniciais
Helloooo! desculpem por não postar ontem, tive um probleminha com a internet. Ela parou de funcionar, só voltou de noite e de noite eu não tinha como postar! Em compensação, esse capítulo ficou ENORME. Não liguem hahsuahsahs
Obrigada a Maria Esther Alves por favoritar a fic ♥
BOA LEITURA :D

Capítulo 45 — Um anjo chamado Violetta

Pov Violetta

Então eu e papai fomos embora. Ele não mencionava palavra nenhuma durante o caminho.

Mais alguns dias se passaram e nada dos dois se verem novamente. Ambos estavam cada vez pior, mas eles não conseguiam enxergar a falta que um faz no outro.

Umas três noites depois do ocorrido no Studio eu simplesmente não aguentei mais.

Eu tinha que dar um jeito. Essa situação já passou dos limites. Angie e papai não podem mais continuar assim.

Tive uma ideia. Uma incrível ideia! Como não pensei nisso antes?!

Angie não acreditava quando eu dizia que papai não beijou Esmeralda e que foi ela que o agarrou. Então, vou provar.

Saí de casa. Era umas oito da noite. Voltei às onze, feliz da vida, pois consegui o que queria.

— Pai! — gritei a sua procura.

— O que foi, Violetta? — ele estava lendo uma revista, mas com certeza não estava prestando atenção.

— Sente muita falta da Angie?

— Claro que sinto, Vilu. Que pergunta mais boba!

— Está preparado? Amanhã tudo pode se resolver.

— Do que você está falando? — ele finalmente tirou os olhos da revista e me encarou.

Eu sorri e mostrei para ele... o DVD da câmera de segurança da loja, que mostrava exatamente o que aconteceu naquele dia.

Meu pai sorriu largamente, como se seu corpo estivesse se enchendo de esperança.

Fui botar o plano em ação. Primeiro passo, convencer Angie a dormir aqui esta noite.

Ligação On

— Oi, Angie... — fiz uma voz meio fraca de propósito.

— O que foi, Vilu?

— Não estou me sentindo muito bem. Poderia vir aqui para ficar cuidando de mim? Fica tranquila que papai já está dormindo e amanhã bem cedo, umas cinco da manhã, ele tem uma reunião em La Plata, então fica tranquila que você não vai vê-lo. — Menti, mas era o único jeito de atraí-la.

— ... — ela se calou durante uns segundos e disse: — ah, Vilu... Eu não sei...

— Por favor, Angie. To me sentindo mal mesmo. Eu juro que você não vai trombar com papai. Por favor! — eu parecia uma criança implorando por um doce.

— Ai... Me promete que não vou vê-lo?

— S-sim... — disse meio insegura, pois ela ia o ver sim.

— Ok, vai... Já to indo.

— Oba! Obrigada, tia. Até já.

— Até. — ela deu uma risadinha pouco animada.

Ligação Off

Angie chegou e eu mandei meu pai se trancar no quarto dele e apagar a luz, para parecer mesmo que ele estava dormindo.

Angie adentrou a casa e eu a esperava no sofá, já de pijama.

— Oi... — ela disse baixinho, com certeza para ele não escutá-la aqui. Mas ele já sabia.

— Oi! — a abracei. — Vamos pro meu quarto.

— Claro.

Subimos. Angie ficou um tempinho assistindo televisão comigo, mas logo adormeceu.

Comecei a botar o plano em ação. Peguei seu celular e coloquei para despertar às seis e meia da manhã. Sim, muito cedo, mas essa era a intenção.

Fui dormir também, pois teria que acordar mais cedo que Angie, para preparar o resto do plano.

Na manhã seguinte, acordei quinze minutos antes dela, e deixei um bilhete em cima da cama, para ela.

Desci e encontrei papai, meio ansioso, porém animado.

— Cadê o DVD da câmera? Rápido, que já, já, a Angie acorda.

— Tá aqui.

Ele me entregou e eu deixei o DVD em cima da mesinha com um papel dizendo "Para Angie". Assim, fomos nos esconder no escritório e ver o que rola.

Pov Angie

Acordei com o meu despertador. Estranho, não me lembro de ter colocado para despertar, ainda mais tão cedo. Só que nem liguei, do jeito que eu andava distraída, eu podia ter posto para despertar e nem ter percebido.

Percebi que Violetta não estava mais em sua cama, porém deixara um papel.

O peguei e li em voz alta:

— "Angie, papai já foi para aquela reunião, então não tem que se preocupar em sair do quarto. Estou preparando o café, aqui na cozinha. Beijos, Violetta."

Então, coloquei uma roupa qualquer e desci. Eu estava morrendo de frio, pois o quarto da Vilu é bem fresco de manhã.

Tudo naquela casa começou a me lembrar dele. Acho que não foi uma boa ideia ter vindo aqui. Sentia muita saudade cada vez que lembrava dele, queria sair correndo e o abraçar com toda minha força, mas eu não podia. Ele me traiu, e isso foi a gota d'água.

Avistei um DVD. Dizia que era pra mim, e como não tinha nada para fazer mesmo, decidi assisti-lo.

Era o vídeo da câmera de segurança da loja no dia que Germán beijou Esmeralda. No vídeo:

"- O que faz aqui, Esmeralda? — Germán disse assustado.

— Olá, Germán... Vim te convencer a ficar comigo. — ela foi se aproximando dele e ele recuava.

— Você está doida? Sabe que estou com a Angie!

— Aquela magricela? — Esmeralda fez cara de nojo e ainda se aproximava dele lentamente.

— Escuta aqui, eu AMO a Angie, sou muito feliz com ela e eu tenho certeza que ela é a mulher perfeita para mim. E nada vai mudar isso!"

Soltei uma lágrima de felicidade ao ouvir aquilo. Voltando ao vídeo:

"- Tem certeza? — ela foi e deu-lhe o beijo."

Espera! Ela o beijou? Não foi ele?! Ele não me traiu?! Não! Ele não me traiu!! Ele tentou se soltar, mas não conseguiu!

Mas ele não tinha me traído! Eu fiz todo esse escândalo à toa! Se eu tivesse deixado-o explicar eu não teria sofrido tanto quanto eu sofri! Não acredito, como eu sou burra!

Fiquei tão feliz ao ver esse vídeo... Germán me ama. E eu o amo.

Pov Germán

Esta manhã, vi Angie com um shorts jeans e uma blusa soltinha e meus olhos brilharam.

Quando ela começou a ver o vídeo, eu comecei a tremer de nervoso. Violetta estava sorridente, ao meu lado.

Quando o vídeo acabou, Violetta me empurrou para sala, sussurrando um "vai lá!"

Por sua reação, percebi que Angie entendeu tudo o que aconteceu, então não tive medo de me aproximar.

Pov Angie

Eu estava chorando por ter sido tão insensível. Eu tinha que pedir desculpas à ele. Eu tinha que consertar esse erro. Por mais que eu tivesse trilhares de chances de não ser perdoada.

De repente, senti braços quentes e musculosos envolvendo meu quadril. Era... Germán! Ele não estava numa reunião? Não! Como sou burra, foi tudo armação!

Ele me abraçou por trás e começou a encher meu rosto e meu pescoço de beijinhos estalados, sem me soltar.

Aqueles beijos fizeram-me arrepiar. Como eu senti falta disso! Todo o vazio que estava em meu coração se preencheu com amor e felicidade.

— Eu jamais te trocaria. — sussurrou em meu ouvido.

Eu sorri e me virei, fazendo-o segurar em minha cintura. O abracei com força, deitei a cabeça em seu peito e comecei a chorar:

— Desculpa! Me desculpa por ter te tratado tão mal e por ter agido como uma criança!

— Shhh... eu te entendo. Eu acho que eu agiria do mesmo jeito... — acariciou meu cabelo.

Eu não parava de chorar.

— Desculpa por não te deixar explicar!

— Chega de pedir desculpas, meu amor. Eu que tenho que pedir seu perdão por não ter empurrado aquela mulher antes e por ter te feito sofrer.

Só o abracei com mais força.

— Eu te amo, loirinha do meu coração.

— Eu te amo mais!

Então ele me deu um beijo na minha testa. Levantei a cabeça de seu peito, mas sem desfazer o abraço.

Ficamos nos olhando e nos aproximando lentamente... enfim, selamos nossos lábios em um beijo delicado e cheio de saudade. Foi longo... me deu frio na barriga, foi perfeito. Ah, como eu senti falta de seus abraços aconchegantes, do toque do seus lábios, dos nossos beijos, daquele sorriso...

Tivemos que nos separar por falta de ar. Sorrimos um ao outro e ele tirou uns fios de cabelo meu que caíam sob meu rosto.

— Está cansada?

Será que eu estava com tanta cara de cansaço assim pra ele perceber? Bom, é evidente que sim, aliás, eu não estou acostumada a ir dormir tão tarde e acordar tão cedo.

— Sim, um pouco.

— Então vamos.

Nem perguntei para onde ele me levaria, eu confiava nele. Puxou-me pela minha mão delicadamente.

Ele me levou para o seu quarto e disse para eu dormir um pouco. Ele se deitou comigo e eu logo adormeci, deitada em seu peito.

Me senti protegida com ele ali.

Finalmente, tudo se resolveu.

Pov Germán

Finalmente recuperei a loira mais linda deste universo inteiro. Fiquei tão feliz! Ela ficava linda dormindo em cima de mim. Abracei-a e beijei-lhe várias vezes.

Depois de um tempo, olhei o relógio. 10:30. Nossa, o tempo voou. Já era tarde, eu precisava levantar. Eu não queria sair daquela cama. Não queria deixar Angie ali sozinha, mas eu não tinha escolha. Tinha mais uma daquelas chatas reuniões de trabalho.

Quando tirei a camiseta que estava usando para por uma mais limpa, Angie acordou. Abriu aqueles lindos olhos claros e ao me ver sem camisa, riu ainda meio sonolenta.

— Agora sim: bom dia, princesa!

— É... bom dia.

Ela se espreguiçou e eu me sentei ao seu lado na cama, ainda sem camisa, e a abracei forte. Queria recuperar todo o tempo perdido.

A beijei e ela retribuiu. Agora Angie estava mais acordada. Quando nos soltamos ela disse brincando:

— Hmmm, como meu homem é musculoso!

— Hmmmm, como minha mulher é maravilhosa! — retribuí o elogio e ela sorriu.

Sério, aquele sorriso mexia comigo. Me desestruturava todo, de tão lindo que é.

Fiquei sem camisa mesmo e ficamos assistindo televisão. Não ia aguentar ter que sair dali, então mandei um SMS para o Ramalho, desmarcando a reunião.

— Senti tanto a sua falta! — a apertei.

— E você não sabe o quanto eu senti a sua!

— Ah, é? Foi quanto, então?

— Tipo, muuuito mesmo!

— Ah, minha fofa!

Ela sorriu e eu a beijei de novo.

— Desculpa por ter te chamado de traidor, de falso, de idiota, de imbecil, e por dizer que eu não queria mais nada com você. Foi tudo da boca pra fora.

— Você já sabe que está desculpada! Para de pedir desculpas! — eu ri.

— Te amo!

— Eu te amo bem mais! — mordi sua orelha e ela soltou uma gargalhadinha fofa.

Pov Violetta

Assim que empurrei papai para Angie, fui para cozinha comer algo, já que não tinha tomado o café da manhã.

Umas horas depois eles ainda estavam no quarto! Que bom que estavam se acertando!

Eram quinze para as onze da manhã quando a campainha tocou. Fui atender, era Pablo.

— Oi, Violetta!

— Oi, Pablo, entre. — falei meio insegura.

— Sabe da Angie? Ela não está na casa dela e eu precisava conversar com ela.

— Ahhh, Pablo, você não sabe! Ela e meu pai estão trancados lá no quarto, se resolvendo!!! Então acho melhor a gente não atrapalhá-los. — eu disse muito empolgada.

— Sério? Que bom! Fico feliz por eles terem se acertado!

— Eu também! Tudo tinha sido um mal entendido! Você não viu, foi tão mágico quando eles fizeram as pazes essa manhã!

Pablo riu e disse:

— Bom, estou meio atrasado, com as coisas do casamento, então vou indo! Depois eu falo com ela. Tchau, Violetta.

— Tchau, Pablo!

O casamento de Pablo e Jackie seria amanhã. Hoje era quinta-feira, mas não teríamos aula no Studio nem hoje, nem amanhã, por conta do casamento de nossos dois professores.

Pov Angie

Estava tudo perfeito. Nunca pensei que ficaria tão feliz na minha vida como estou agora. Estou novamente com Germán e dessa vez, senti que nada ia dar errado.

— Eu senti falta do seu sorriso, da sua voz, do seu abraço, dos seus beijos, do seu carinho, do brilho de seus olhos, do seu jeitinho de ser, do seu bom humor, do seu cabelo, do seu toque, do seu amor... Senti falta de você por completo, Angeles. Senti muito mesmo. E agora que você está aqui novamente, ao meu lado, não vou mais te deixar escapar. — Germán disse sorridente.

Fiquei sem palavras. Esse homem sabe o jeito certo de me deixar emocionada. Sorri e dei-lhe um selinho.

Minha mão estava repousada sob seu peito descoberto. Por mais que aquilo já tivesse acontecido, eu me sentia meio envergonhada, então quando fui tirá-la de lá, ele colocou a mão sob a minha, me impedindo de fazer isso.

— Não tem problema. — Germán disse e eu assenti com um tímido sorriso.

— Senti saudade das suas loucuras, do seu carinho, do seu abraço, de como me cuida, de como me faz feliz, dos seus olhos, das suas brincadeiras... Senti saudade até do seu ciúme! — ri e ele também. — Mas senti falta principalmente dos seus beijos inesperados.

Então ele me beijou de repente e disse:

— Tipo esse?

— É sim! — e nos beijamos novamente, só que dessa vez levei uma mordidinha no lábio.

Pov Germán

Ficamos assistindo qualquer coisa por mais um tempinho, até Olga gritar que o almoço estava pronto.

Antes de nos levantar, dei um super beijo na sua bochecha. Angie ficou vermelha e sorriu. Era tão linda, não conseguia parar de sorrir!

— Aonde vai minha princesa? — perguntei enquanto ela se levantava.

— No banheiro!

Ela entrou no banheiro da minha suíte e fechou a porta.

Fui colocar uma camisa. Assim que coloquei, peguei a que eu estava usando antes e senti o perfume de Angie na camiseta. Cheirei profundamente a camiseta e decidi não colocá-la para lavar tão cedo!

Angie sai do banheiro dizendo:

— Germán! Amanhã é o casamento do Pablo!!

— Sim, eu sei.

— E você está tranquilo? Eu não tenho nem o que vestir!

— Ah, não? — sorri e caminhei até meu armário.

Tirei de lá o vestido. Aquele azul marinho que tinha ficado perfeito na Angie, mas que não compramos devido ao imprevisto com Esmeralda.

Sim, comprei o vestido para ela uns dias depois. Angie abriu um enorme sorriso.

Tirei também, uma barra de chocolate do armário e disse:

— E aqui está o chocolate que fiquei te devendo!

Ela riu, correu e me abraçou fortemente.

— Que bom que tudo voltou ao normal. Não ia aguentar mais nem um dia sem você! — Angie disse.

— Nem eu, meu amor! E isso tudo graças à um anjo chamado Violetta! — rimos.

Então, selei nossos lábios novamente.

Notas finais
Ok, eu sei, ficou muito meloso hsuahsua mas eles tão tentando recuperar todo o tempo que perderam um sem o outro hsuahsuauh
Entao, deixem seus comentários, please! nem que seja apenas uma palavrinha, comente!
Gente, vcs viram que a Esmeralda tem uma filha em Violetta 2? O.o
então tá, beijos e até amanhã!