Em Seus Braços Não Tenho Medo
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Violetta fez uma cara estranha quando ouviu aquilo. Ficou em estado de choque, parada. E saiu correndo para o quarto sem dizer nada. EU SABIA que isso ia acontecer. Deitei-me de novo do peito de Germán e as lágrimas voltaram a descer.
- Acalme-se, minha princesa. — Germán disse mexendo no meu cabelo.
- Como? Lembra quando a Violetta ficou brava comigo e eu fiquei super mal? Agora eu to pior!
- Quer que eu vá lá falar com ela?
- Não! Deixa que eu vou lá. — eu disse e levantei a cabeça — Eu preciso fazer alguma coisa além de ficar chorando pelos cantos.
Germán limpou minhas últimas lágrimas e selou os lábios nos meus. Foi um beijo rápido, mas foi suave e me fez recuperar as forças.
- Você consegue! — ele disse me abraçando de novo.
Sorri e fui. Subi as escadas me pendurando pelo corrimão. Cheguei na porta do quarto da Violetta. E com medo, respirei fundo e bati.
- ENTRA! — ela gritou.
Abri a porta com muito medo. Fui entrando cuidadosamente e sem fazer barulho. Violetta fechou o diário e ficou me olhando com um olhar estranho, eu não sabia o que ela queria dizer.
- Violetta...
- ANGIE! — ela disse alto.
- Vilu, me deixa falar, então, eu sei que tá brava comigo agora porque...
- Brava com você? — ela me interrompeu.
- É! Não está?
- Eu? Não! — ela disse abrindo um sorriso. Finalmente me senti aliviada.
- Mas... Você saiu sem dizer nada e... — eu fiquei confusa.
- É, mas foi porque eu queria ter certeza que isso não era um sonho. Pra falar a verdade eu até que deveria estar brava com você, pois me escondeu isso durante 3 dias! Mas é impossível ficar brava com uma notícia dessas Angie! Estou tão feliz!
- Ai Violetta, que bom! Sério, eu achei que você tinha ficado chateada. Você me assustou!
- Desculpa! — ela riu. — Angie, não é nem uma da tarde e esse dia já é um dos melhores do ano.
Eu sorri e a abracei.
- Agora vamos descer que jaja a vovó chega!
Senti que fiquei pálida. Esqueci completamente da minha mãe. O engraçado foi que Violetta entendeu de cara:
- Ela vai entender.
- Não acho, Vilu.
- Pensamento positivo, senhora Castillo! — ela gritou e me fez rir.
- Não sou casada com seu pai.
- Ainda!
Abri um sorriso, o que fez ela sorrir também. Fomos descer as escadas. Conversávamos e ríamos. Finalmente tirei QUASE todo aquele peso das costas. Germán estava na sala nos observando. Quando Violetta o viu, correu e o abraçou.
- FINALMENTE, PAPAI!
Ele riu. Violetta olhou para mim e fez um gesto para eu entrar no abraço. Eu fiquei tímida e ela me puxou. Fiquei feliz de sentir que etava tudo bem. As pessoas que eu mais amo abraçadas junto comigo.
Violetta nos soltou e disse:
- Estou tão feliz!
Mas eu e Germán continuamos abraçados. Olhei para ele e ele sorriu para mim. Começou a se aproximar, mas eu disse antes que ele me beijasse:
- Na frente da Vilu?
- Eu não ligo! Estou esperando esta cena há um ano! — ela disse nos encarando.
Deixei a vergonha de lado e deixei Germán me beijar. Ele ficou com os braços na minha cintura e eu coloquei as mãos em seu ombro. O beijo acabou e ele me encheu de selinhos.
- Chega, se não eu vou ficar da cor de um pimentão aqui! — eu disse sem tirar os olhos de Germán, sem tirar as mãos de seu ombro e ele sem tirar os braços da minha cintura.
Olhamos para Violetta. Ela sorria radiante. Encantada com tudo aquilo que acabara de ver.
- Eu ganhei o dia! — ela disse e se jogou no sofá estendendo a mão com um celular. — Olha eu tirei uma foto.
Pronto, eu devia estar mais corada do que nunca estive em toda minha vida.
Germán me apertou, tirou meu pé do chão e começou a me rodar. Violetta começou a rir sozinha. Germán me pôs no chão e nos beijamos de novo.
Violetta sentou no piano e começou a tocar En Mi Mundo. Fui para perto dela segurando a mão de Germán.
Comecei a cantar com ela e Germán logo decorou o refrão e contou junto. Foi incrível.
- Finalmente, uma família feliz! — Violetta diz, se levante e começa a me puxar para a mesa. — Agora tratem de me contar como isso aconteceu.
Sentamos e Germán começou a dizer:
- Quando você prendeu a gente no quarto, a Angie queria dormir na cama comigo... — que bobeiras são estas que ele estava falando? Eu não fiz nada disso! Percebi que ele estava com um sorrisinho no rosto.
- Germán! Não foi nada disso! Chega de graça! — eu ri.
- Estou brincando. Foi assim, Vilu...
Aí ele explicou tudo e Violetta ouvia atenta. Eu apenas observava e interferia algumas horas.
A campainha toca. Olga atende. Mamãe entra. Tensão paira no ar.
Ela nos cumprimentou. Germán deu um "oi" normal, Violetta deu um "oi" alegre, e eu dei um "oi" com um tenso tom de voz.
- O que foi filha? — ela disse se sentando ao lado da Vilu. Eu estava sentada no antigo lugar da Jade.
- N-nada...
Senti Violetta me chutar. Ela me lançou um olhar que queria dizer: "Fala logo"
Eu levantei da mesa e chamei Vilu na cozinha.
Olga estava trazendo a comida para a mesa, mas eu disse que já estava indo.
- Vilu!
- Angie! Vai logo, antes que ela descubra depois!
- Você contaria??? — eu disse assustada.
- Não, mas tenho certeza que um tal de PABLO sabe e ele contaria.
- Por que ele faria isso?
- Por algum acaso você falou para ele não contar? — ela me repreendeu com o olhar.
- Não... — eu disse fitando o chão.
- Então ele não vai ver problema em falar! Anda logo, tia!
- Vou tentar...
Violetta me arrastou para mesa. Clima tenso. Aposto que Germán se sentiu desconfortável por estar sentado sozinho na mesa com a minha mãe, pois eles não se davam bem desde a morte da Maria.
- Mãe... — eu disse olhando para Violetta. Ela sorriu. Então olhei para Germán e ele piscou o olho direito para mim. — Precisamos conversar.
Notas finais
Espero que gostem do cap! Deixem reviews :D
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