Notas iniciais
Gente, ta tudo PERFECT em v2, ne? - estou sendo ironica.
AFF agora vem com beijo dieletta? E a situaçao de germangie nem se fala, neh...
Esse capitulo estava incrivelmente ENORME, entao eu o dividi em dois. Aqui ta a primeia parte.

Capitulo 42 — Tentando esquecê-lo

Pov Angie

Acordei cedo, umas seis e meia da manhã. Tive um sonho terrível, Germán e Esmeralda se beijav... espera, estou no colo de minha sobrinha? Não foi um sonho?!!! Não! Não foi um sonho.

Voltei ao meu estado depressivo e comecei a chacoalhar Violetta.

- Vilu! — disse baixinho.

- Ãhn? — ela dizia meio dormindo e meio acordada.

- Me leva pra casa.

- Angie, são seis e meia da manhã! — ela disse olhando o relógio. Se espreguiçou, bocejou e eu disse:

- O quanto mais cedo sairmos, melhor. Não quero trombar com Germán.

- Tudo bem...

Ela se trocou e fomos à pé. No caminho, Violetta tentava me animar com gracinhas e piadinhas. Mas o meu semblante continuava tristonho.

Mágoa, angústia, tristeza, raiva, ódio, revolta... Estava sentindo tudo isso ao mesmo tempo, e essa junção de sentimentos formou um outro muito forte, seria quase impossível arrancar um sorriso de meu rosto.

Chegamos na porta de casa. Eu estava quase dormindo ao mesmo tempo que andava, de tão cansada que eu estava. Violetta também.

- Angie? Cadê a chave? — Vilu disse.

- A chave!! — me lembrei que eu não tinha a chave. — eu a perdi, lembra?

- Ah, que ótimo. — Violetta foi irônica. — Vou ligar para o chaveiro.

Ela pegou o celular e começou a ligar. Sentei na muretinha da minha casa. Vilu se sentou ao meu lado e encostou sua cabeça no meu braço.

- Tem o telefone do chaveiro? — estranhei.

- Sim, desde aquele dia que eu tranquei vocês... quer dizer, que vocês ficaram presos no quarto do papai! — Vilu contou a verdade sem querer.

- Sabia que foi você que tinha nos trancado! — exclamei e ela riu.

Não tocamos mais no assunto, pois aquilo envolvia Germán, e a última coisa que quero pensar é nele. Quero esquecê-lo.

Vai ser difícil? MUITO! Mas eu não estou mais a fim de ficar sofrendo e chorando por aí.

Logo o chaveiro chegou e destrancou a porta de casa. Fez uma cópia da chave para mim e se foi.

Eu e Violetta entramos. Me joguei no sofá e agarrei minha almofada.

- Tia, sei que ainda está mal.

- Estou... Bastante. — eu disse acariciando a almofada.

- Por que não vai lá tomar um banho relaxante? Acho que está precisando.

- Pode ser...

- Um banho quente sempre me acalma.

- Ok, vou lá. — me levantei e fui subir as escadas.

- Eu vou preparar alguma coisa para a gente comer! — Vilu gritou para mim ouvir, pois eu já estava lá em cima.

Entrei no banho. Relaxei um pouco. Nesses quinze minutos que fiquei lá, curtindo a água quente que caía sobre mim, eu me esqueci dos problemas.

Mas os problemas não se esqueceram de mim. Assim que saí do banho e fui me trocar no quarto, tudo se fez lembrar e eu voltei a ficar mal.

Depois de vestida, me deitei na cama e fiquei olhando para o teto. Pensando em como Germán me magoou. Pensando o porquê dele ter feito isso...

Todos os nossos momentos românticos, desde a primeira vez que nos vimos, vieram à tona em minha mente.

Abracei meu ursinho de pelúcia — que eu tinha desde os cinco anos — e voltei a chorar. Tentei ao máximo chorar em silêncio, mas mesmo com todo esforço, ainda era possível me escutar.

Logo Violetta bate na porta e entra.

- Angie, eu preparei um... Angie! — ela ia dizendo, mas se interrompeu quando me viu chorando novamente. — Quer saber, vou falar com o Pablo para ele te dar uma folga de uns três dias no Studio.

- Não, Vilu, não precisa.

- Precisa sim! Olha só para o seu estado!

Ela disse e me entregou a bandeja de café da manhã.

Comi em silêncio, mas lágrimas desciam em grande quantidade dos meus olhos.

Pov Violetta

Angie aceitou que eu pedisse para o Pablo dar folga para ela e começou a comer.

Ela comia em silêncio. Chorava em silêncio. O que se passava por sua cabeça? Não sei, só sei que coisas boas não eram.

Eu tinha que falar com papai o mais rápido possível, para tentar resolver essa situação.

Olhei no relógio. Eram sete e quarenta. Eu tinha que ir ao Studio.

- Angie, eu já vou indo. Se precisar de qualquer coisa pode me ligar.

- Tudo bem.

Saí e caminhei em direção ao Studio. Liguei para o papai dizendo para ele não se preocupar, pois eu saí com Angie sem avisá-lo, e disse que tínhamos que conversar.

Eu e León nos cruzamos no meio do caminho, e fomos juntos. Contei tudo o que acontecera à ele, e ele, como sempre, me apoiou e deu conselhos.

Ao chegarmos na porta do Studio On Beat, León me beijou carinhosamente e isso me deu forças para conseguir encarar o problema que, por mais que eu não tivesse envolvida, EU que teria de resolver (pois vocês sabem como são Angie e papai, né?).

Pablo deu a folga para Angie. Ele ficou chateado com o que acontecera com sua amiga.

Depois quando voltei pra casa, papai estava sentado na mesa de jantar, encarando seu almoço.

- Não vai comer? — perguntei me juntando à ele na mesa.

- Cadê a Angie? — ele ignorou minha pergunta.

- Na casa dela. Ela precisa de um tempo sozinha. Ela está muito mal. Não consigo acreditar que teve a proesa de fazer uma coisa dessas com Angie, papai.

- Filha, quantas vezes tenho que dizer que foi um mal entendido? Eu não beijei Esmeralda, ela me agarrou e me beijou.

- Do nada? — era meio estranho alguém agarrar e beijar assim do nada, na boa.

- Sim!

- Ah, me poupe, pai.

- É sério, Violetta. Eu amo a Angie, estou muito triste sem ela.

Ele parecia estar mesmo falando sério. Eu não sei o que eu faço.

Notas finais
Comentem para eu postar amanha, se nao eu posto apenas no domingo ^^ hsuhsua sou do maalll - mintira.
Sem nada a declarar, beijos lindas :)