Em Pedaços

1 Prólogo- Doctor...who?


—Finalmente, depois de tanto tempo, eu consegui o maldito link pra maldita dimensão!- eu dizia isso enquanto mexia animado nos controles das portas, indo de módulo a módulo do painel em octógono, mexendo nos controles animado.

Puxando a mesma velha alavanca vermelha, a porta fez o link, logo corri até ela, mas antes parei na porta, exitei por uns instantes, depois olhei para uma das paredes do aquário na parede. Vendo meu reflexo, arrumo o meu cabelo, ajusto a gravata borboleta e arrumo o sobretudo

—to bonito? — falei comigo mesmo- e claro que sim, eu sou lindo! — eu dei uma risada animada, e abri a porta, ali estava a membrana branca, uma fina camada, parecida com uma parte de bolha de sabão, a fina camada que mantinha tudo sem explodir, logo me segurei a porta e enfiei a cabeça na porta, agora me vendo em outro lugar:

Era um quarto... Sim! Um quarto! Um clássico quarto de menina adolescente, todo pintado de azul escuro, do meu lado oposto a porta que eh imaginei ser a da saída do quarto, uma cama de solteiro com colcha rosa, uma escrivaninha com espelho suja de tinta, as paredes ao redor dela cheias de desenhos. Eu puxei o meu relógio de bolso, e eu estava na hora certa e no lugar certo (pra variar), logo sai por inteiro da membrana e fechei a porta silenciosamente, eu sabia que ela ia chegar logo. Me sentei na cadeira confortável de rodinhas e fiquei ali, apreciando os desenhos na parede... Eu admito que perdi a noção do tempo ali, vendo aqueles desenhos tão lindos, coloridos, me trazendo tantas lembranças boas...

Eu fui bruscamente arrancado do meu devaneio pelo barulho da porta abrindo bruscamente, e logo vejo a Amy.

Quem é Amy, vocês me perguntam. Amy é uma grande amiga minha sabem? Ela viaja comigo desde criança, eu nunca esqueço daquele rostinho fofo! E aquelas roupas de inverno rosas tão fofas! Agora quem diria, com 16 anos, o uniforme da escola dela sujo de tinta, seus cabelos ondulados nas pontas, e aqueles olhos azuis... Espera...desde quando ela é loura?

Eu vi ela sentar na cama, aparentemente digitava no celular que nem uma maluca, parecia que nem tinha me visto, ela se jogou na cama, aquela mesma expressão conhecida de quando ela estava preocupada. Ela ficou digitando ali, por uns bons minutos (eu me senti o próprio homem invisível, mas enfim) até colocar o celular de lado na cama e dar um longo suspiro, e logo depois um sorriso de lado. Eu sabia que ela tinha conseguido seja lá o que for, então eu fiquei ali, olhando os desenhos até o meu relógio de bolso despertar, assustando tanto eu quanto ela, eu logo peguei o relógio e vi que estávamos ficando sem tempo pra chegar!

—Doutor- ela disse, meio ofegante- não teleporta assim do nad- —

—Amy, temos pouco tempo pra ir pra lá- eu disse olhando ela animado, e logo eu percebi que ela tinha entendido

—mas agora? Tipo... Agora agora? Eu nem tô pronta- ela apontou pro uniforme sujo, eu dei uma risada

—se troca rápido, temos menos de 5 minutos... — olhei o relógio de bolso, e claro que eu estava mentindo, mas foi o suficiente pra eu ser empurrado até ficar virado pra porta do armário. Fingi estar preocupado com o tempo, mas disfarcei um sorriso. Dava pra ouvir ela jogando roupas pra lá e pra cá, ela acabou por jogar uma blusa em mim, que eu só deixei de lado. Depois de um minuto mais ou menos, eu peguei a minha chave de fenda e apertei o botão habitual, a ponta dela piscou duas vezes, e um barulho de destravar carro veio depois, logo eu abri a porta e indiquei pra ela entrar com o braço e vi ela entrando correndo pela membrana. Olhei o relógio, dei um sorriso e entrei devolta pra boa e velha nave.

—novo recorde, um minuto e 15, vamos ter que abaixar mais- eu disse mostrando o relógio pra ela

—não enche- ela disse sorrindo e mostrando a língua de forma infantil, logo nos dois rimos e começamos a fazer o que fazemos de melhor: abrir portas.

Parecíamos duas máquinas, cada um em um módulo dos painéis, trabalhando em sincronia apertando os botões que pra qualquer ser humano comum seriam uma confusão só, mas a gente sabia mexer neles desde sempre... E claro que ela aprendeu com o melhor, no caso, o cara que construiu essa nave do zero (eu, se alguém tiver dúvidas)

Em poucos minutos, uma das muitas portas a nossa volta mostrou um brilho branco do outro lado, o que significava o que crianças? Sim! Outra porta!

Nos dois nos olhamos e sorrimos um pro outro, e corremos até a porta. Eu já tinha colocado a mão na maçaneta, até ela me puxar pela gola do sobretudo

—perai- ela disse- temos que estar bonitos no mínimo- ela me virou de frente pra ela

—mas eu já sou lindo, não dá pra ficar melhor- eu dei uma risada, ela segurou a dela e tentou ficar seria (sem sucesso), ela logo aprumou meu sobretudo, arrumou a gola da camiseta, ajeitou a minha gravata borboleta e penteou meu cabelo com os dedos, ela tentou lamber a mão pra abaixar um dos tufos rebeldes, mas eu dei um passo pra trás

—eu tô ótimo mamãe, não precisa disso tudo-

— para de frescura e amarra o cadarço- ela deu uma risada quando eu olhei pro cadarço do meu all star azul desamarrado, apoiei na porta e amarrei de qualquer jeito, enquanto via ela limpar a saia com as mãos, esticar o colete e arrumar sua franja loura com um grampo

—você não consegue ficar com o cabelo de uma cor só por um mês seguido? — disse olhando pra ela

—você não consegue trocar de sobretudo não senhor policial da moda? — ela disse pegando uma bolsa de carteiro e colocando nos ombros

— nossa... Grossa- eu cruzei os braços e fiz biquinho, ela deu um sorriso e deu um peteleco na porta do meu nariz

— e o meu jeitinho- ela fez uma cara fofa e eu dei uma risada, ela se colocou do meu lado e nos dois encaramos a porta, nervosos. Nos encaramos por uns momentos, e foi o suficiente para eu segurar a maçaneta e abrir a porta, logo depois nos dois colocamos a cabeça na membrana branca, e eu juro que tive que me segurar...

Era ali mesmo! Estávamos no interior da tardis! A tardis! Ela acendeu as luzes e eu vi aquele ambiente bagunçado, aquele lindo painel! Eu sai correndo pela porta e subi as escadas, e me vi de frente com o painel do doutor! Do 11 doutor! Sabem ele seria meu crush, mas sabem como é, eu tenho uma reputação a manter...

Eu olhei aqueles controles, aquele painel bagunçado e me apoiei na borda de um dos setores

—oi tardis, faz muito tempo? — eu olhei para aquele tubo no meio do painel e dei um sorriso- senti saudade sua coisa linda! — dei um beijo no tubo, e vi a Amy subindo, nos dois em total extase

—e agora? Quando ele vai aparecer? — amy disse animada.

eu olhei pro meu relógio de bolso- em uns 10 minutos mais ou menos, se estamos no tempo- — fui interrompido pelo barulho da porta da Tardis abrindo. Eu e a Amy congelamos de puro medo, olhando fixos pra garota de cabelos vermelhos que acabava de entrar, ela deu alguns passos animada até dar de cara com uma porta branca bem perto da entrada, a minha porta, e depois olhando a gente, com uma expressão que parecia de susto

—foi maravilhoso não foi amy? Mais um dia, mais um planeta salvo- e eu vi entrando na tardis a passos largos o divo! O mestre! O único! O doutor!

Ele entrou e deu passos largos até o painel, onde passou por mim sem parecer me reparar — eu tenho que admitir, poderíamos ter conversado mais com aquele garoto, mas o tempo falta quando você tem que ser o herói- ele falava enquanto gesticulava e mexia nos controles do jeito que só o doutor pode fazer — e agora pra onde pond? Eu conheço um ótimo planeta, ele é todo feito de mel, um planeta totalmente doce! Realmente amigável, so os habitantes que são meio... Malvados, mas nada que tenha que se preocupar- ele parou de falar do nada e me olhou pelo cilindro do painel, como se só tivesse reparado em mim agora.

Ele andou lentamente até mim, me olhando nos olhos, eu contive a emoção e me limitei a dar um "oi" com a mão, logo ele olhou pra amy (a loira... Vamos chamar a minha de amy e a pond de pond ok crianças?) e depois fixou o olhar na minha porta sem parede

—por que tem uma porta no meio da minha tardis?- ele disse meio incrédulo

— e... Uma história bem comprida- eu dei uma risada nervosa, logo todos ouvimos um gritinho animado vindo da amy, que correu que nem um raio e abraçou a pond com tudo, quase fazendo ela cair, a pond se limitou a ficar com uma cara sem entender nada e dar uns tapinhas nas costas da amy.

—E VOCÊ! E VOCÊ! E VOCÊ!- amy disse animada

— e... Sou eu... — pond disse ainda sem entender a reação da amy

—quem são vocês? — o Doutor disse, variando a atenção entre eu e a porta- como colocou isso aqui? — ele apontou dramaticamente pra porta — bonita gravata — ele mudou de assunto muito rápido

—e, a sua também — arrumei a minha gravata- melhor tipo de gravata- "gravatas borboletas são legais" dissemos ao mesmo tempo e arrumamos as gravatas, como um espelho

—não consigo respirar, pode soltar sua amiguinha de mim por favor?- pond disse, é a Amy logo largou ela, um pouco vermelha

—desculpa — Amy deu uma risada nervosa- e que somos muito fans de vocês dois — ela disse sorrindo

—fans? — o doutor disse olhado pra Amy e depois pra mim — vocês já nos conhecem?

— bom, é uma longa história que envolve mundos salvos, viagem no tempo, mundos alternativos... Sabe como é né? — eu disse e me apoiei no painel, sentindo um choque logo depois. Tirei a mão rápido, colocando as duas nos bolsos do sobretudo — foi mal- disse olhando pro painel

— mas não temos fans! — o doutor disse e tem debochado — temos admiradores e inimigos, não fans- ele disse enfatizando a palavra fans sempre

—ah deixa de ser chato Doutor, deve ser legal ter paparazzi e fans, dar autógrafos- pond disse, um pouco antes de pegar um caderno e uma caneta que a Amy deu, animada- posso me acostumar com isso — as duas deram uma risada

— Doutor, eu queria dizer que é uma honra, eu me baseei quase inteiro em você, em muitos aspectos — eu disse, enquanto pegava a minha chave de fenda sonica do bolso interno do sobretudo- isso é bem útil — disse sorrindo assim que ele pegou a dele é as comparou visualmente.

Essa felicidade teria durado um pouco mais se a Tardis não tivesse balançado bruscamente, fazendo todos quase caírem, logo o doutor correu até o painel e começou a mexer, logo depois pegando a mini tv

—estamos sendo atraídos por alguma coisa- eu corri pra ver a tela também — não faz sentido, não tem nada pra nós atrair — eu olhei pra Amy, e nos dois sorrimos

—vamos checar- eu disse

— desculpa, o que? — disse a pond

—checar manualmente -amy disse, e nossos olhares nos encontraram denovo, eu coloquei a mão dentro do sobretudo e tirei uma corda, Amy a pegou e correu até o andar embaixo do painel, eu me apressei e comecei a mexer nos controles do doutor, um pouco difícil, mas dava pra entender

—ei ei ei, o que está fazendo? — o doutor disse mexendo no painel oposto, desesperado

—Doutor, eu sei que isso vai ser difícil, mas vai ter que confiar em mim- nos encaramos por instantes que pareceram uma eternidade, seu olhar me analisando. Ele se afastou dos painéis, eu sorri pra ele e olhei pros painéis — você confia em mim amiga? — passou alguns segundos de silêncio, até que uma alavanca se mexeu sozinha, o que só fez eu alargar o sorriso

—isso vai ser fantástico! — eu disse ajustando e mexendo, com a ajuda da tardis, variando de painel, dançando entre os controles

—Allous-Y! — Eu disse empurrando uma alavanca grande, fazendo a tardis fazer aquele barulho maravilhosos que só ela faz

Eu corri escadas abaixo, peguei uma das pontas da corda que a Amy marcou na tardis e amarrei na própria cintura, corri e abri as duas poetas da tardis, vendo o maravilhoso vortice temporal, eu virei pra eles e dei um sorriso travesso

—Gerônimoooooooooooo! — Eu gritei, me jogando no vortice.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.