Em Cada Ponta Do Infinito

28 Capitulo Misto - Tayse e Lucas


Notas iniciais
Hahahahahaha, Essse Cap éé Triste.... Mas no final resolvi colocar umas palhaçadas bestas (Que provavelmente só eu vou achar graça)

P.O.V Lucas.

Certa vez, um homem muito sábio disse que tudo na vida é ilusão.

– “É ilusão, é ilusão” – Dizia ele.

E vocês sabem qual era o nome dele?

Sa-lo-mão.

Isso mesmo, Salomão. Filho de Davi, que foi rei de Israel. O homem mais sábio que já existiu no mundo.

Esqueça Albert Einstein, esqueça o químico Born, esqueça o criador do Facebook e também esqueça o carinha que descobriu o fogo. Salomão é o homem mais sábio que já existiu na face da terra.

E é por isso mesmo, que eu acredito nele. Acredito por que está na bíblia. E tudo, absolutamente tudo que está escrito na bíblia, é verdade e pode ser comprovado.

Inclusive a Tayse. Ela sim é ilusão.

Fiquei vagando nas ultimas palavras que ela me disse e tirei essa conclusão.

Também tirei a conclusão de que preciso esquecê-la. E a solução pra isso se chama Rayane.

Ela sim, tem me ajudado e me guiado a cada dia que se passa. Esteve do meu lado a cada segundo e que realmente gosta de mim.

Por isso decidi pedi-la em namoro oficialmente.

– Meu filho – Ouvi minha mãe falar, do outro lado da porta – Sai desse quarto, por favor.

Não quero. Não posso. Tayse está na sorveteria nesse exato momento.

– Só estou com dor de cabeça mãe – Respondi.

– Tá. Tome um remédio, por que você não pode faltar na escola amanhã de novo.

Não respondi e acho que ela entendeu isso como um Ok.

Criei forças pra levantar. Preciso falar com Rayane.

Peguei uma roupa qual quer, mais especificamente uma blusa polo azul Royal e uma calça jeans e entrei no banheiro. Fiquei no banho um bom tempo e saí pronto pra falar com Rayane.

Desci as escadas que levavam pra sorveteria e vi Tayse. Evitei olhar nos olhos dela, e quando estava a um ponto pra sair, ouvi minha mãe me chamar.

Fiquei tão concentrado em evitar olhar pra Tayse, que nem reparei na minha mãe limpando umas mesas.

– Aonde vai? – Perguntou. Não consegui evitar e olhei pra ela. Depois meu olhar foi diretamente na Tayse. Ela estava com uma aparência cansada.

Droga. Por mais que eu esteja com raiva dela, não consigo dizer que vou ver a Rayane.

Mas que saber? Como ela disse, que se foda.

– Vou ver a Rayane – Respondi – E vou a pedir em namoro.

Minha mãe deu um sorriso, mas nem consegui olhar pra Tayse. Saí sem dizer nada e comecei a caminhar em direção a casa da Rayane.

Agora que descobri o quanto a minha vida é ilusão, nada me impede.

Rayane abriu a porta com um sorriso enorme. Estava com uma blusa da mesma cor que a minha, e um short jeans tão curto, que não cobria nem metade das coxas. Ela me deu um beijo longo e demorado e por mais que eu quisesse sentir algo, não senti nada.

Droga, isso nunca vai dar certo.

– — -

P.O.V Tayse.

Voltei pra casa chorando, e chorei o resto da noite inteira. De manhã, me esforcei pra ir pra escola, mas quando cheguei, ele não estava lá.

Será que ele tá sofrendo do mesmo jeito que eu?

Não me atrevi a perguntar pra Lú o motivo dele ter faltado. Mas de alguma maneira, ela estava diferente hoje.

Enquanto estava na sorveteria, só pensava no Lucas lá em cima.

Maria disse, que ele não saiu do quarto em nenhum momento do dia. Disse também que ele não havia comido nada.

Senti-me mal por isso. Mas quando o vi descendo as escadas, quase tive um treco. Ele parecia bem, estava todo arrumado, e quando passou por mim, sem nem olhar no meu rosto, senti o aroma do seu perfume. Fiquei curiosíssima pra saber aonde ele iria, e pra minha sorte, a mãe dele perguntou aonde ele iria. Foi nesse momento, que nossos olhares se cruzaram. Percebi a tristeza no olhar dele e meu coração doeu.

– Vou ver a Rayane – Falou – E vou a pedir em namoro.

A mãe dele deu um sorriso enorme e ele foi embora, sem olhar pra trás. Logo que Maria subiu, uma lágrima caiu no meu rosto e a limpei rapidamente. Alguma coisa bem no fundo doeu, e mais lágrimas caíram. Tive sorte de não haver ninguém na sorveteria, só eu e o silencio.

Minutos depois uma mulher entrou, e tive que forçar um sorriso.

Ele está com ela agora. Ele está a pedindo em namoro. E por quê? Por minha culpa. Tenho tanto medo de sofrer de novo, que, mesmo tentando evitar, aqui estou eu sofrendo de novo. Só a culpa agora não é do Marcelo. É minha.

Depois do que pareceram horas, Lucas chegou. Mas não estava sozinho. Rayane estava com ele e ambos estavam de mãos dadas. Tive que me esforçar pra não chorar, por isso desviei meu olhar pro computador.

Eles se sentaram em uma mesa, e começaram a conversar. Tantas sorveterias pra ir, e eles vieram nessa. Lucas estava de costas pra mim, e Rayane às vezes me lançava um olhar com deboche.

Ignorei e voltei minha atenção pro computador.

Lucas estava a fazendo rir, igual fazia pra mim. E ele também sorria.

Minha garganta doía e parecia que eu havia perdido a voz.

– Tayse – Lú me chamou, enquanto puxava uma cadeira e se sentava próxima a mim.

Dei um sorriso fraco. Ela pareceu perceber, pois seu olhar foi diretamente pra Rayane e pro Lucas.

– Desculpa se eu sou sua amiga Tayse – Ela sussurrou – Mas você tem parte de culpa nisso. Você o deixou escapar. Você podia ter lutado, mas não lutou. Em vez disso, o mandou pra longe.

– Eu sei – Sussurrei em resposta, e uma lágrima caiu, porém a limpei rapidamente. Olhei mais uma vez pro Lucas e pra Rayane, e eles se beijavam.

Meu coração doeu mais uma vez, e resolvi ir pro anexo. Sentei na escada e fiquei ali. Lú não veio atrás, por isso estranhei muito quando ouvi um grito.

– Droga – Murmurei e me levantei correndo.

Vi Rayane sendo puxada pelos cabelos pra fora da sorveteria, e por mais que tentasse lutar, não consegui se soltar.

Lucas correu em direção as duas, e eu fiz o mesmo.

– Sua vadia desgraçada – Lú gritou, já fora da sorveteria – Quem deixou você beijar meu irmão?

– Luiza para com isso agora – Lucas gritou, e eu fiquei sem saber o que fazer.

Ele tentou se aproximar, e a Lú prendeu a Rayane como se fosse uma vitima.

– Se você chegar perto Lucas – Lú gritou – Eu quebro a unha dela!

Lucas olhou pra mim e eu dei de ombros. Voltei pra dentro da sorveteria e observei tudo do lado de dentro. Minha obrigação é aqui dentro, não lá fora.

Hahahahaha, isso é ótimo, e também é uma boa desculpa.

– Lú para de besteira! Olha o seu tamanho pro tamanho dela! – Lucas falou.

– Essa menina aqui tem 16 anos mais também é uma anã! – Respondeu rindo.

– Menina malcriada – Ray gritou, e com um pouquinho de força, conseguiu se soltar.

Minutos depois ouvi Maria descendo as escadas.

– Mas que diabos está acontecendo lá fora? – Maria perguntou pra mim.

– Nada de mais – Respondi e dei de ombros – Só acho que a Lú anda um pouco ciumenta. Sabe como é né? “Ciumes de irmãos”...

Ela olhou pra fora e viu que tudo tinha se acalmado. Em seguida subiu de novo.

Observei lá fora e vi Lucas passar a mão pela cintura da nojenta. Revirei os olhos e voltei minha atenção pro computador.

Minutos depois a Lú entrou e passou por mim sorrindo e cantarolando.

– É um ótimo tipo de meditação – Falou, subindo as escadas – Você devia tentar as vezes.