Em Busca Da Verdade
1 Prológo
Pov. Katharine
Shot through the heart
and you're to blame
You give love a bad name
I play my part and you play your game
You give love a bad name
You give love a bad name
— Bad name. Uhhhuuu. É isso aí.
Bem essa sou eu gritando que nem uma louca depois de cantar You Give Love a Bad Name de Bon Jovi. Sim estou no show deles e olha foi difícil pra caramba está aqui. Meus pais meio que não queria deixar eu vim por causa das provas finais que começa no dia seguinte, mas de tanto implorar eu consegui vim ver minha banda favorita.
Então... Meu nome é Katharine Lefevre de Souza tenho 18 anos sou de uma família bem importante na sociedade. Meus pais são donos da maior empresa de moda de Nova York Moda Stillus.
Bom o que eu posso dizer... Agora estou no meio de uma multidão junto com as minhas amigas Nina, Karina e Joyce esperando o show continuar. Tenho certeza que o Jon Bon Jovi vai cantar Misunderstood uma das canções que eu amo.
(...)
Muitas melodias foram cantadas e nada da minha música eu já estava ficando com um bico grande nos lábios.
De repente, ele parou no meio do show e pediu para que um dos seguranças escolhesse umas fãs para subir no palco. Nossa... Congelei na mesma hora eu fiquei louca minhas amigas e eu começamos a gritar que nem umas histéricas para que aquele segurança escolhesse uma de nós.
E por incrível que pareça Joyce e eu fomos às escolhidas para está no palco com a banda.
Ao lado de Jon Bon Jovi, a Joyce parecia uma doida e eu então nem se fala. Quem não ficaria desse jeito que nem uma louca perto do seu ídolo preferido? Não tem nem como ficar serena neh?
Ficamos paradas no centro do palco que nem aquelas manteigas derretidas, enquanto isso ele pegou seu violão e começou a tocar.
(misunderstood)
Eu gritei quando ele começou a cantar olhando para nós duas. Para tudoo... Tivemos ainda o maior privilégio de cantar junto com o Bon Jovi. Sim isso mesmo que vocês estão pensando cantamos com ele. Claro temos uma voz razoável que deu para acompanhá-lo.
Depois dessa grande alegria voltamos para Nina e Karina que estava paquerando alguns carinhas gatinhos.
— Nina você viu isso? Eu toquei nele. – Verbalizei no ouvido da Nina por causa do barulho que ecoava no local.
Nessa hora olhei no relógio e fiquei pasma. Eu tinha combinado com os meus pais que chegaria em casa as 02:00 h da manhã sendo que já passava das duas. Eu tinha certeza que a minha mãe reclamaria até quando eu estivesse dormindo.
Decidida falei com as meninas sobre a minha situação e elas até queriam me acompanhar, mas como deu para perceber que elas queriam curtir mais o show, eu resolvi ir embora sozinha.
— Tem certeza Kathy? – Karina perguntou fazendo um coque frouxo no seu cabelo.
— Tenho sim amiga, também é melhor que vocês fiquem por causa da Nina. Ela precisa se distrair. – Olhamos na direção da Nina que estava conversando com um rapaz que ainda por cima é um gato. — E o Pablo?
— Ele foi a casa dela hoje mais cedo, mas a Nina nem dirigiu a palavra a ele.
— Eu ainda não acredito que ele a traiu com a Gracy, a melhor amiga dela. – Estávamos nos afastando do palco indo em direção a saída da casa de Show.
— Se eu a encontrar na minha frente, eu não sei o que vou fazer com ela. – Karina fazia gesto inadequados com as mãos demonstrando muita raiva da Gracy que enganou a Nina.
— Eu te ajudo. – Dei um sorriso largo para a Karina que retribuiu o gesto sorrindo também. – Enquanto não a pegamos de porrada a única coisa que podemos fazer nesse momento é ficar ao lado dela e não deixar que ela volte atrás no que prometeu a si mesma.
— Isso mesmo pode deixar que juntas não deixaremos isso acontecer.
— Bom agora vou indo. Tem certeza que não quer ficar com o carro?
— Tenho o irmão da Joyce vai vim nos buscar às 05:00 h. – Eu arregalei os olhos ao ouvir o horário que a Karina tinha dito.
— Ok amiga. Então eu já vou indo depois a gente conversa e me conte tudo que vocês fizer hein.
— Pode deixar que eu vou botar pra quebrar. – Ela fez uma dança sapeca que depois gargalhamos e nos abraçamos. Depois disso Karina voltou para a casa de show e eu fui em direção ao meu carro.
(...)
Chegando em casa tudo estava apagado. Dei um sorriso bem triunfado e tirei os meus sapatos para não fazer barulho.
Na pontinha dos pés eu subi as escadas... Devagar fui caminhando por entre o corredor que estava um pouco iluminado. Entrando no meu quarto suspirei aliviada por não encontrar a minha mãe me esperando para dá uma explicação por causa do horário.
Lentamente fui tirando as minhas roupas e fui caminhando para o banheiro que fica no meu próprio quarto. Olhei para o chuveiro e depois para a banheira tentando decidir em qual dos dois eu usaria.
Olhando bem para o chuveiro e decidi tomar banho por ali mesmo já que eu não iria demorar.
Depois de um banho bem quente para relaxar o corpo. Coloquei um short curto e uma blusinha de alças e fui direto para cama.
∞∞∞
Acordei com o barulho do despertador que tocou avisando que já estava na hora de ir para escola. Rapidamente fiz a minha higiene matinal e logo depois fui tomar o café da manhã. Chegando à cozinha encontro Dora a minha Nana como eu a chamo terminando de preparar a mesa do café.
— Bom dia. – Falei dando um beijo bem demorado no rosto da Dora que sorriu para mim e retribuiu o beijo.
— Bom dia minha querida. Dormiu bem?
— Sim, sim. – Vendo a minha expressão de nervosismo, Dora logo percebeu que eu estava mentindo. – Ok na verdade não dormi nada. Cheguei do show as 04:00 h da manhã. Eu estou morta de cansaço e daqui a pouco tenho prova de álgebra. – Sentei na cadeira e comecei a me servir, enquanto ela terminava de lavar o jarro onde ela colocará o suco de laranja.
— Dá para perceber que você não dormiu bem e ainda por cima está mentindo para sua Nana. – Ela olhou para mim fingindo está triste, mas logo depois sorriu.
— E os meus pais? – Perguntei sobre os meus coroas.
— Sua mãe saiu bem cedo e o seu pai está no escritório em reunião com o Senhor Winchester. – Quando a Nana terminou o comentário eu fiquei por alguns minutos pensando.
O que tanto meu pai conversa com esse Senhor? Será que é em relação à empresa? Mas se fosse... A minha mãe também participaria já que faz parte da diretoria.
— Kathy, querida.
— Sim Nana. – Saí de meus devaneios e olhei para ela que estava tirando o avental e o dobrando para guardar.
— Seu celular está tocando.
Na verdade ele estava mesmo. Procurando respostas para as minhas perguntas não escutei que o telefone tocava.
Sem olhar no visor atendi a ligação, mas me arrependi por ter feito aquilo.
— Alô.
— E aí gatinha... Tudo bem? – Na mesma hora conheci a voz e rolei os olhos.
— O que você quer Allam?
— Simples e direto quero buscar a minha garota para irmos à escola.
“Ahh coitado acha que é meu dono.” – Pensei ironicamente.
— Não vai dá.
— Porque não vai dá? Já tem outro idiota no pedaço? – Reparei que o Tom da voz dele tinha mudado.
— Não, não tem, mas se estivesse? Você não teria nada a ver com a minha vida. – Nana me olhou assombrosa com o que eu tinha dito.
— Kathy você é minha e não quero outro na sua cola.
— Rarara faça me rir. Pensa que eu sou sua propriedade? Não vem que não tem a gente saiu algumas vezes e eu cortei a nossa relação por causa de ciúmes ouviu.
— Mas... – Não o deixei falar.
— Mas nada me deixa tomar o meu café da manhã tranquila e até nunca mais. – Encerrei a ligação na cara dele e aproveitei para desligar o celular, porque eu tinha certeza que ele iria me infernizar até eu ceder. Mas vai esperar deitado, porque eu não volto com ele nem que eu fique feia... Não voltarei com Adam.
(...)
— Dora eu já vou indo. — Falei pronta para sair na porta.
— Está bem minha querida. Tenha cuidado na estrada. – Dora falou dando um beijo no meu rosto e foi para a cozinha.
Pensando bem antes de sair resolvi falar com o meu pai sobre a nossa viagem à Califórnia na casa do meu primo Embry.
Chegando em frente ao escritório do meu pai a porta estava encostada e dentro do cômodo dava para ouvir a conversa dele com o Sr. Winchester.
— Peter vocês precisam sair da cidade se esconder. – Eu não entendi o que esse Sr. estava falando.
“Porque meu pai precisa fugir?”
— Meu amigo eu não posso simplesmente abandonar a minha empresa e a minha casa, eu sei que muitas coisas estão acontecendo, mas vou enfrentá-las sem fugir. – Senti firmeza na voz do meu pai.
Ouvindo esse comentário dei um sorriso sincero mesmo não sabendo do que se tratava meu pai tinha muita coragem de enfrentar os problemas de frente e não fugindo deles e isso me deixava feliz.
Saindo desses pensamentos continuei ouvindo a conversa.
— As coisas cada vez estão piorando Peter. Eu temo o que pode acontecer daqui adiante...
O silêncio pairou entre eles e não pode ouvir mais nada.
“O que aflige esse Sr? Será que é tão grave assim?”
— Você descobriu mais alguma coisa? – Eu estava curiosa pela resposta do Sr. Winchester.
Daqui onde estou não dava para vê-los direito e estou curiosa para saber quem era esse homem que tanto meu pai conversa.
— E se eu fosse um pouquinho mais para frente? Não meu pai vai perceber a minha presença. E se isso acontecer... O que eu vou dizer a ele? – Eu falava comigo mesma enquanto isso ouvi uma coisa que me deixou bastante intrigada.
— Sim aquela investigação que você me pediu já está concluída, eu o encontrei e parece que está em outra cidade sendo cuidado por um homem que tem um ferro velho.
— Hum está bem. Continue investigando mais sobre ele. — Meu pai ficou em silêncio por um momento e depois continuou a falar. — Então como está sua família? – Olhei no meu relógio de pulso e quase caí para trás estava quase no horário da escola. E eu sabia que essa reunião do meu pai não iria terminar tão cedo, então deixei para falar com ele numa outra hora.
***
— O tempo acabou está na hora de entregar as provas. – O professor de Álgebra anunciava enquanto recolhia as provas. – Bom quem conseguiu fazê-la está ótimo, mas quem não fez, eu lamento. – Apesar de ele ser um ótimo professor e um gato, eu não gostava muito dele.
— Terminou Senhorita Lefevre? – Perguntou diante do meu assento me encarando com dúvidas no olhar. Os seus olhos verdes intensos me observavam de uma maneira estranha, mas nem me importei com aquilo.
— Sim professor. Consegui resolver todas as questões. – Forcei um sorriso nos lábios o encarando.
— Fico muito feliz por você Katharine. – Ele pegou minha prova e antes de sair da minha frente piscou para mim. Eu achei aquilo esquisito, ele nunca tinha feito aquilo, mas não falei nada deixei passar.
Ficamos um bom tempo na sala de aula e reparei que a Nina não tinha aparecido. Aposto que a farra de ontem foi bem produtiva para ela perder a prova do professor Lúcio.
O sinal tocou e eu me levantei saindo da sala. Andando pelo corredor cheio do colégio, eu pensava na conversa do meu pai com aquele senhor.
— Será que meu pai está envolvido em coisas ilegais? – Perguntei pra mim mesma. – Não. Como posso pensar isso do meu pai?
Chegando ao pátio da escola encontrei Nina, Karina e Joyce que conversavam animadamente.
— Olá girls. – Disse dando aquele sorriso arrematador.
— Oi. – Elas responderam juntas.
— Ué Nina você ficou doida? – Perguntei olhando para ela que me fitou confusa.
— Porque está falando isso Kathy? – Joyce perguntou olhando para o outro lado onde tinha um grupo de rapazes rindo de alguma besteira.
— Ela faltou à prova de Álgebra.
— Você está enganada mesmo com um pouco de dor de cabeça por causa de ontem eu vim. Não podia faltar essa prova. – Ela disse pegando alguns pirulitos do seu bolso da calça e deu um para cada uma que aceitamos de bom grado.
— Aonde você fez a prova?
— Na sala da Karina e da Joyce. E a propósito tenho um babado para te contar sobre a nossa querida amiga Joyce. – Ela deu um sorriso travesso que a Joyce ficou envergonhada.
— O que aconteceu?
— A Joyce deu uns pega no Alessandro da turma 3003. – Nessa hora abri a minha boca num grande “O” ficando chocada com a revelação da Karina.
— Quando foi isso? – Perguntei querendo saber de mais detalhes.
— Ontem no show alguns minutos depois de você ir embora... – A própria Joyce me falou tudinho o que tinha acontecido na noite anterior.
(...)
Depois que o sinal tocou retornamos para nossas salas. Nina me contou sobre a briga que teve com a sua mãe e também da festa de pijama que ela vai fazer hoje na sua casa e com certeza eu vou.
As horas passaram correndo e eu estava a caminho de casa. Durante o percurso eu liguei o meu celular e vi várias ligações do Adam. Bufei e desliguei o celular outra vez.
Chegando em casa estacionei o meu carro na garagem peguei minha mochila a colocando no ombro e entrei em casa.
Assim que coloquei os meus pés dentro da residência encontrei os meus pais sentados no sofá com uma cara que eu temi pelo que estava preste para acontecer.
— Boa tarde mocinha. – Meu pai falou com um pouco de sorriso nos lábios, já a minha mãe continuou sentada sendo que só acenou com a cabeça me fitando seriamente.
— Boa tarde para vocês dois. – Já disse subindo as escadas indo para o meu quarto não estava a fim de ouvir broncas deles, mas a voz grave do meu pai me fez interromper meu passos.
— Aonde pensa que vai Katharine?
— Para o meu quarto terminar o trabalho da escola. – Menti na cara dura. Eu terminei o trabalho da professora de Literatura na própria sala de aula.
— Não vai não precisamos conversar sobre o show de ontem e sobre outro assunto relacionado à sua vida. – Bufei e desci normalmente as escadas e sentei no outro sofá que fica de frente para os deles com a mochila no meu colo. – Vejo que ontem você não chegou no horário.
— Eu sei mãe me desculpa. Eu passei da hora o show estava tão empolgante que me esqueci do horário. – Lembrei-me da banda do Jon Bon Jovi perto de mim até dei um sorriso que morreu na hora quando meu pai começou a falar.
— Está bem essa deixaremos passar, mas o assunto que queremos tratar com a senhorita é outro. – Por um momento fiquei intrigada com o que o meu pai queria me dizer.
— Pai o que está acontecendo? – Perguntei vendo a expressão do rosto dele e da minha mãe ficarem rígidos.
Na minha cabeça passava um monte de coisas e uma delas era a conversa que o meu pai teve com aquele Sr. Winchester.
— Seu pai e eu decidimos que você irá morar na casa da sua tia Sue na Califórnia. – Minha mãe se pronunciou segurando na mão do meu pai.
— O QUÊ? – Perguntei me levantando do sofá.
— Isso mesmo que a sua mãe falou. Você vai morar com a sua tia.
— Mas porque isso pai?
— Não podemos ainda te explicar os motivos que levamos a tomar essa decisão. – Eu não sabia o que pensar, mas uma coisa eu tinha certeza está acontecendo algo muito sério que duvido muito que meus pais irão me contar.
— Vocês acham que eu vou aceitar isso assim do nada sem uma explicação? – Comecei a andar de um lado para o outro.
— Claro que vai porque não estamos pedindo e sim mandando. – Minha mãe disse autoritária e aquilo me irritou sendo que já sou maior de idade.
— Não acredito que vocês decidiram uma coisa sem me consultar. Não que eu não goste da tia Sue, mas aqui eu tenho uma vida, minha escola e minhas amigas.
— Isso você pode conseguir por lá também. Te conheço minha filha e sei que irá fazer amizades rapidinho. – Meu pai tentava amenizar a tensão que estava na sala, mas a minha mãe não.
— Peter ela tem que entender que isso é a coisa certa a fazer e já está decidido você vai para casa da minha irmã.
— Eu não vou aceitar isso de jeito nenhum. – Peguei a minha mochila e fui em direção da escada.
— Katharine você pode ter 18 anos, mas enquanto estiver de baixo do teto de seus pais não decide em nada. Você vai para a Califórnia nesse final de semana. – Minha mãe praticamente me intimou. Na verdade ela é mais severa do que meu pai.
— EU NÃO VOU E PONTO. – Gritei com ela e subi para o meu quarto.
***
As horas foram passando e eu não saí do quarto. Dora veio me ver porque ficou preocupada comigo. Meu pai também apareceu e até conversou comigo calmamente sem aquele estresse. Eu até perguntei o porquê de tudo aquilo e ele nada me respondeu. A única coisa que disse que era para o meu bem e que não precisava se preocupar.
Comentei com ele que iria dormir na casa da Nina e ele permitiu, mas antes eu tinha que conversar com minha mãe fazer as pazes com ela.
Acabei de sair do banho minhas coisas estavam arrumadas e até então não tinha ido falar com a minha mãe sobre o acontecido de hoje mais cedo.
Terminando de arrumar a minha bolsa ouvi alguém batendo na porta e logo em seguida entrou no quarto como eu já sabia quem era não falei nada.
— Kathy minha filha posso falar com você um minutinho? – Simplesmente me virei para observá-la, mas continuei no silêncio. – Sei que você está chateada comigo. Até seu pai e eu discutimos sobre o modo que te tratei, mas é que aconteceu umas coisas... – De repente as lágrimas começaram a escorrer pelo olhos dela e isso me deixou apreensiva.
— Mãe. – Não aguentando fui de encontro com ela dando um abraço carinhoso a fazendo entender que eu estava ali para ajudá-la e não para brigar. – Eu não estou entendendo nada. Papai não quis me revelar o porquê de vocês estarem fazendo isso e acho que você vai me contar o que é. Não vai?
— Filha é complicado seu pai não quer falar disso com você, mas eu te prometo que vou convencê-lo a dizer toda a verdade. – Para não começar uma discussão deixei nas mãos da minha mãe para resolver com o papai. – Bom seu pai me falou que você vai dormir na casa da Nina. Ia sair sem falar comigo? – Ela fez um muxoxo e logo depois sorriu.
— Claro que não mãe mesmo que a gente brigar, eu nunca vou deixar de falar com você e principalmente de te amar. – Verbalizei sendo sincera com ela.
— Ai minha filha eu também te amo muito e não sei o que faria se acontecesse alguma coisa com a minha bebê. – Ela me abraçou forte como se me protegesse de algo. Achei essa atitude dela um pouco estranha, mas fiquei em silêncio.
— Mãe. – Eu a repreendi fazendo bico nos meus lábios. Nesse momento o meu pai entrou no quarto e sorriu ao ver que nós duas já tinha se entendido e veio ao nosso encontro.
— Como vai as minhas princesas? Já estão de bem?
— Estamos bem e a propósito Sr. Peter você me prometeu um jantar. – Minha mãe me soltou e foi até o meu pai que deu um sorriso travesso.
— Iiii já sei aposto que vocês não vão dormir em casa.
— Katharine. – Minha mãe me repreendeu ficando sem graça sendo que meu pai até gargalhou.
— Filha assim você deixa a sua mãe encabulada.
Gargalhamos e nesse meio tempo aproveitei para deixar o casal sozinho. Peguei minha bolsa com as minhas coisas e saímos do meu quarto. Na varanda da minha casa eu me despedia dos meus pais. Quando eles me abraçaram em conjunto pareceu uma despedida como se nunca mais eu fosse vê-los, como se fosse à última vez que eles me abraçariam.
Entrei no carro e pelo retrovisor avistei os dois que ficaram abraçados olhando o meu automóvel se afastar da casa.
(...)
Na casa da minha amiga Nina estava super divertido. Joyce estava falando no celular com o seu prometido, Karina estava fazendo brigadeiro e eu e a Nina conversávamos sobre os meus pais.
Ás 02:30 da manhã a gente estava terminando de ver Sexta-feira 13. Nina parecia uma medrosa já a Joyce queria repetir o filme e Karina e eu estava morrendo de sono.
Limpamos a bagunça que tínhamos feito e arrumamos a cama para dormir.
— O que vamos fazer amanhã? – Karina perguntou.
— Vamos ao shopping. – Nina se pronunciou. Cada uma deitou no seu colchonete e continuamos conversando. — Precisamos renovar os nossos guarda-roupas. Á noite iremos para a balada.
— Nossa ela pensa em tudo garotas. – Gargalhamos baixinho para não acordar os pais da Nina.
— Ok agora vamos dormir, porque tenho certeza que amanhã a Nina vai nos escravizar. – Não deu para ver a expressão do rosto dela visto que o quarto estava escuro, mas até imagino como deve ter ficado com muita raiva, mas ela sabe que a amo por isso não retrucou.
Tudo que eu falei foi em vão, porque nenhuma das quatro não conseguia dormir. Ficamos trocando algumas conversar por um tempo... E quando deu 04:00 da manhã o cansaço nos venceu e acabamos adormecendo.
***
Acordei assustada depois de ter um pesadelo com os meus pais e com esse sonho eu não consegui voltar a dormir. As meninas ainda estavam dormindo e como eu estava aflita por causa do sonho resolvi ir logo para a minha casa. Deixei um bilhete para as meninas explicando tudo que estava acontecendo e saí do quarto.
Despedi-me dos pais da Nina que estavam tomando o café da manhã que eles até me convidaram para se juntar a eles, mas como eu estava com pressa inventei qualquer desculpa e fui para casa.
Chegando em casa coloquei a minha bolsa no sofá e fui a cozinha procurar a minha Nana. E como não a encontrei fui até o quarto dela, mas a Nana não se encontrava no cômodo.
“Ela deve ter ido fazer compras no mercado ou na feira.” – Pensei comigo mesma e fui ao quarto dos meus pais.
Tudo estava em silêncio na casa, meus pais há essa hora estariam acordados e cada um trabalhando no escritório.
Chegando em frente a porta deles dei uma leve batida e falei que ia entrar. Assim que entro no quarto vejo uma cena aterrorizante minha mãe estava caída no chão morta com um tiro na cabeça.
— MÃE. – Gritei indo ao encontro de minha mãe para socorrê-la. – Mãe, por favor, acorde. Mãe. – Na mesma hora minhas lágrimas começavam a escorrer pelos meus olhos. Nervosa e desesperada a sacudi de todo jeito fiz tudo que fosse para que ela acordasse e nada aconteceu.
Havia uma arma no chão próximo ao corpo de minha mãe. A peguei por um momento na mão e depois a joguei que ela foi parar debaixo da cama. Vendo que minha mãe não reagia ao meu chamado percebi as roupas que ela estava usando. Pareceu que isso aconteceu antes de sair com o papai para jantar.
Gritei chamando pelo meu pai e nada da resposta dele. Olhando para a minha mãe levantei dali e fui à procura de meu pai para pedir socorro. Como o meu pai não estava no quarto corri para o escritório ver se ele estava lá.
Chegando em frente ao escritório a porta estava encostada como ele sempre deixava.
— Pai. Pai. – O chamei olhando para a cadeira dele que estava virada ao contrário da mesa. Vendo que aquilo estava muito esquisito devagar fui me aproximando e quando eu virei à cadeira o encontrei morto com um tiro na cabeça.
— AHHHHH. Meu Deus. – Gritei e logo em seguida abafei meu grito colocando uma de minhas mãos na boca assustada por ver meu pai morto do mesmo jeito que a minha mãe.
Saí correndo dali gritando desesperada por uma ajuda a cena que eu tinha acabado de presenciar foi como avalanche na minha vida. Meus pais estavam mortos e a minha Nana estava desaparecida. Andei pela casa toda a procura dela e nada. Ainda chorando muito fui ao telefone e chamei a polícia.
(...)
A minha casa estava repleto de policias, peritos e repórteres. O delegado tinha feito algumas perguntas para mim sobre o que tinha acontecido. Relatei como os encontrei e também falei do desaparecimento da minha Nana. E você acredita que ele suspeita da Dora. Sim o Delegado acha que ela foi à autora do crime. Claro que eu neguei. Como ele podia acusar a minha Nana? Ela que era como uma segunda mãe para mim. Isso não, ele não podia acusá-la desse jeito. Eles também encontraram a arma do crime e levou como prova para a perícia analisar.
— A senhorita tem mais algum parente na cidade?
— Sim tenho a minha tia Lilian irmã do meu pai. Ela já está a caminho. – Nisso que eu falei minha tia entrou na casa acompanhada pela Rachel minha prima.
— Katharine. – Na mesma hora que ela falou meu nome fui ao encontro dela e abracei muito forte começando a derramar lágrimas. – Calma Kathy eu estou aqui.
— Tia e-eles foram mortos tia, mortos. – Ainda abraçada a minha tia, Rachel colocou a sua mão na minha cabeça me confortando. Ela também estava aos prantos.
— Shiiiii vem minha querida me conta o que aconteceu. – Minha tia se afastou de mim educadamente e me levou para sofá para conversarmos.
Enquanto isso a minha casa estava repleta de oficiais e jornalista tentando entrar para falar comigo.
— Tia eu não sei o que aconteceu com eles. Os encontrei mortos e a Nana sumiu, desapareceu.
— Me conte tudo... – Não sei se entendi direito, mas parecia que a minha tia sabia de alguma coisa, mas não perguntei nada. A minha cabeça estava a mil e por hora não queria saber de nada. A única coisa que eu queria era estar junto dos meus pais.
— Kathy. – Rachel me chamou e olhei em sua direção. – O delegado está te chamando. – Me levantei do assento deixando minha tia pensativa e junto com ela fui ao encontro do oficial que estava no corredor que dá acesso o escritório do meu pai.
— Pois não precisa de alguma ajuda?
— Sim estamos removendo os corpos e queremos que você nos acompanhe até a delegacia para dá o seu depoimento.
— Mas eu já falei o que eu vi.
— Eu sei, mas precisamos registrar o seu depoimento e essa casa está lacrada para investigação.
— Ok eu vou acompanhá-los sim.
— Ela irá comigo delegado... – Minha tia disse aparecendo do nada atrás da gente.
— Pois bem finalizamos aqui na casa por enquanto. Os peritos recolheram algumas evidências e como eu tinha acabado de falar com a sua sobrinha... Ela precisa nos acompanhar e vocês não poderão retornar para essa casa até descobrirmos quem foi o autor dessa crime.
Depois de ouvir todo aquele procedimento fomos para delegacia. Na hora que saímos da casa uns montes de jornalistas vieram ao nosso alcance para saber de mais detalhes sobre o caso. Uma das jornalistas até perguntou se tinha dedo meu nos assassinatos por causa do dinheiro. Eu quase voei no pescoço dela para matá-la se não fossem dois policiais que estava por perto que me seguraram. A mulher ficou assustada com a minha atitude até se afastou.
Entrei no carro e segui para delegacia para me torturarem de novo com aquelas perguntas e acusações contra a Nana.
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