Em Busca Da Verdade
5 Capítulo 4
Uma semana depois...
Depois daquele episódio com o namorado da Ruby a semana foi tranquila. Uma coisa vou dizer, não quero passar nunca mais por isso fiquei assustada e com medo estava sozinha na casa e der repente aparece um imbecil quase nu assustando as pessoas. Quem não se assustaria com uma coisa dessas?
Então... Nos outros dias até que foram normais, quer dizer não exatamente. As notícias da TV estavam bem claras. Eles ainda estavam a minha procura e cada vez apareciam novas informações sobre o caso dos meus pais e da Nana que continua desaparecida. E uma delas era que meu tio Carlisle assumiu os negócios da família, por ele ser o único homem da família.
Sinceramente já estava de saco cheio, falei com a minha tia pelo celular que iria se apresentar na polícia para resolver logo essa situação, porém ela não deixou disse que descobriu que não só a policia está atrás de mim como os assassinos de meus pais também me queriam morta.
Ela não me relatou quem foi que falou essa informação, mas me garantiu que não era para me expor de maneira nenhuma.
Agora mais do que nunca eu precisava saber o motivo de tudo isso que aconteceu com os meus pais o mais rápido possível antes que eles me encontram.
Descendo as escadas rapidamente ouvi uma conversa da Elena com a Rosálie e a novata que não sei o nome. Como elas não me viram fiquei as observando.
— Cada vez mais aquela Katherine está se complicando. – Rosálie disse segurando o controle remoto da Televisão.
As três estavam vendo a reportagem sobre o caso da minha família no tele jornal.
— Eu não acredito que ela foi capaz de matar os próprios pais. Têm que ser muito ruim para fazer uma coisa dessas ainda mais se for os seus próprios pais. – Elena verbalizou.
Assim que coloquei meus pés na sala, elas me fitaram e logo depois Elena se pronunciou.
— Mel. Você acredita que a Katherine matou os pais dela? — Ela perguntou com cenho franzido e as outras duas ficaram esperando a resposta principalmente à morena estranha.
— Bem eu acho que ela foi vítima de uma armação.
— Você acha isso mesmo? Por quê? – Dessa vez foi a Rose que perguntou.
— Está totalmente na cara desses policiais que não foi ela. A garota teria pegado tudo deles e fugido para bem longe sem deixar rastro. – No momento que falei reparei que a morena analisava as minhas teses, portanto não disse nada. – Então... Estou de saída alguém vai querer alguma coisa da rua? – Perguntei para fugir daquele assunto que me deixava com uma raiva que se continuasse a falar sobre os meus pais, eu falaria tudo para elas que com certeza correria para o telefone e ligaria para polícia.
— Eu vou querer uma carona. Você vai para o centro? – Elena se pronunciou.
— Sim, eu vou. — Assenti pegando a chave do carro no bolso da minha calça.
— Ok só me dê uns 3 minutinhos para que eu pegue a minha bolsa. – Elena disse correndo em direção da escada indo para o seu quarto.
(...)
No caminho para o Centro conversamos sobre tudo, ela me falou sobre a cidade que eu já conheço, pois sempre que ficava de férias da escola eu vinha para casa da minha tia Sue passar um tempo, enquanto meus pais viajava à negócios.
— Mel como está quase terminando o ano, eu vou dá uma festa lá em casa, porque no natal as maiorias das meninas vão visitar os seus parentes e eu meio que quero adiantar um pouco a comemoração de natal como se estivesse com vocês no dia. – Disse pausadamente olhando para mim enquanto eu dirigia. – Você tem planos para esse final de ano? – Perguntou especulativa.
— Pior que não. – Sorri. — E também não pretendo viajar no natal nem no ano novo, minha família não vai está no país. – Falei olhando fixamente para estrada estávamos perto do mercado.
“Na realidade, eles nunca mais vão voltar. A viajem que meus pais fizeram eram eternas.”
Pensei e na mesma hora tive que segurar as lágrimas, eu não podia chorar na frente da Elena.
— Ham que pena, mas fica tranquila que não ficará sozinha no natal. Decidi que nesse natal passarei aqui em Califórnia. – Elena disse olhando pela janela do carro. — Talvez no ano novo meus pais apareçam... – Continuamos conversando até que a deixei no centro de Califórnia e fui fazer o que tinha combinado com a tia Sue.
Há dois dias eu fiquei assustada com o pedido da tia Sue, porém a ideia não partiu dela e sim da tia Lilian.
Pov. Jonh
Lamentei muito a morte do meu amigo Peter e a sua esposa. No dia da sua morte eu conversei com Peter sobre o perigo que ele e a sua família corria ficando em Nova York e não adiantou em nada meu amigo não gostava de fugir para ele tinha que enfrentar os problemas de frente, porém isso não só colocou a vida dele em risco como da Karen, Katherine e a Nana.
Agora neste momento estou muito preocupado tudo havia dado errado perdi totalmente o rastro da Katherine. Eu precisava encontrá-la para protegê-la assim como tinha prometido ao meu amigo Peter se caso acontecesse algo de ruim com ele.
Ela está correndo um grande perigo de vida por ser a única herdeira do império Lefevre assim como seus pais correram e acabaram não sobrevivendo a essa tragédia e para completar está sendo acusada de um crime que não cometeu.
Eu particularmente há muitos anos estou investigando esses mistérios entre a família Lefevre por conta própria. Casos assim de pessoas importantes da sociedade, a polícia logo procura achar um culpado mesmo não tendo provas concretas do crime só para terminar logo com as investigações.
Agora mesmo estou em frente à casa de Lilian Lefevre, tia e madrinha de Katharine pelo que me informaram, ela esteve com Katharine duas semanas após o assassinato.
Tenho certeza que se a Lilian cooperar saberei onde a Kathy possa está, mas claro isso vai depender dela.
Saí do carro e fui em direção da casa. Bati na porta duas vezes já que a campainha parece não está funcionando.
Esperando alguns segundos, a própria Lilian apareceu na minha frente se escorando na porta ao abri-la.
— Boa tarde sou Detetive Jonh Winchester. – Me apresentei estendendo minha mão em cumprimento.
— Pois não? – Ela perguntou apertando a minha mão.
— Eu estou investigando o caso Lefevre e gostaria de fazer umas perguntas à senhora. Se não for incomodar é claro. — Falei mostrando meu distintivo de detetive a ela que olhou para minha identificação.
— Quem te contratou para esse caso? – Lilian perguntou um pouco desconfiada.
Expliquei a ela que conhecia o seu irmão Peter, mas não dei muito detalhes só falei algumas coisas para que ela entendesse que eu não estava ali para lhe fazer mal.
— Se for um daqueles depoimentos que tive que enfrentar na delegacia já vou logo avisando não sei de muita coisa. — Ela disse um pouco com a voz amarga.
Apesar de não conhecer a Lilian vejo que ela esconde algo e realmente nunca ficou sabendo da minha amizade com o irmão dela.
— Sra. sei que é muito desagradável esses interrogatórios, mas eles são vitais para ajudar nas investigações que me fora ordenada mesmo que for pouca coisa, mas ajudará bastante.
De todo o jeito eu precisava de informações sobre o caso e o paradeiro de Kathy qualquer coisa que ela dissesse a mim já era caminho andado.
Depois de alguns segundos, ela voltou a dizer.
— Está bem. — Abriu a porta para que eu pudesse entrar na sua casa.
Dando os meus passos para dentro da residência reparei em muitas coisas... Ali naquele local havia muitas fotografias da família, do Peter e da Karen, mas não tinha o Carlisle, o irmão mais velho de Peter.
— O que realmente o senhor quer saber? – Me tirou dos meus pensamentos fazendo gestos para que eu senta-se no sofá e assim fiz.
— Preciso saber de tudo o que a senhora disse em depoimento para a polícia. — Falei para ela com o caderninho em mãos esperando sua resposta.
Lilian pensou por um momento como se buscasse palavras para falar, portanto relatou o que falou para os policiais.
— Olha foi do jeito que eu falei... Assim que aconteceu a morte do meu irmão e de minha cunhada, minha sobrinha não acreditou que eles pudessem está mortos. Então não acredito que a Kathy seja a causadora da morte dos pais dela. A policia até me questiona dizendo que eu sei onde está a menina e como não podem fazer nada em relação a isso, eles ficam na deles.
— Mas a senhora a viu? Esteve com ela? Sabe o que aconteceu com a moça? – Perguntei três perguntas de uma vez que deu para perceber que ela estava temerosa para responder.
— Sim, no dia da tragédia Kathy me ligou desesperada por ter encontrado seus pais mortos dentro de casa. — Lilian esfregava as mãos nervosamente enquanto falava. Eu tinha certeza que ela escondia alguma coisa.
— Sei que a senhora não está falando tudo para mim. Tem algo que eu preciso saber? — Perguntei discretamente. — Estou aqui para ajudar ela. Sei que esta sendo acusada por um crime que não cometeu e que, além disso, estão atrás dela para matá-la. Então se sabe de mais alguma coisa me diz para que eu possa ajudá-la. — Falei com firmeza que ela ponderou um minuto. Devia estar pensando em alguma coisa e depois me respondeu.
— Não sei do que totalmente o senhor fala. — Desviou seus olhos dos meus. Tinha certeza que ela estava mentindo, porém não iria insistir o único jeito era descobrir o paradeiro dela sozinho.
— Ok, isso é tudo muito obrigado pela sua atenção. Qualquer coisa me ligue se precisar. — Entreguei o meu cartão para ela caso voltasse atrás e contasse a verdade de onde a Kathy poderia está.
(...)
Assim que saí da residência da Lilian entrei no meu carro pronto para voltar para minha casa decidi que de lá continuarei investigando sobre o paradeiro de Katherine Lefevre.
Pov. Katherine
Depois de fazer o que minha tia tinha pedido me encontrei com a Ana e aproveitamos para fazer umas comprinhas na feira. Depois fomos ao mercado, pois ela disse que havia esquecido algo. Ana exagerou nas compras, mas enfim não pude reclamar se não ela me esfolava viva.
Chegando em casa a ajudei guardar tudo e depois fui pro meu quarto, deitei na cama e lembrei-me do almoço com os meus pais. Na época eu tinha 16 anos e namorava o Erick. A família dele era conhecidos dos meus pais, quando morávamos na Itália.
Minha mãe estava radiante como sempre se vestia bem. Meu pai parecia um galã de novela. Eles iriam para um desfile de moda de umas das empresas de meu pai.
Escondida entre a parede da sala de visitas para de jantar eu os vigiavam atentamente.
— Querido vai chamar a Kathy para almoçar, daqui a pouco temos que sair. — Minha mãe colocou seus braços em volta do pescoço de meu pai e continuou a falar. – Mas antes vem cá para eu ajeitar essa gravata.
— Só a gravata? – Disse papai.
“Ai meus Deus, logo agora pai.”
Minha mãe sorriu e os dois começaram a se beijar na sala de jantar. Mas que pena, pois eu preciso ser um pouco malvada. Portanto precisava interromper se não eles não desgrudavam.
— Não precisa mãe eu já estou aqui. — Os dois levaram um susto que se afastaram um pouco ofegantes. Caí na gargalhada às vezes eu fazia isso os deixava bem constrangidos, mas eles sabiam disfarçar. – O que tem para o almoço? — Perguntei indo abraçá-los e esquecendo-se da cena que tinha acabado de ver.
— O seu preferido querida Lasanha de frango, pedi para Dora fazer hoje é um dia especial. — Ela disse sorrindo para mim.
Sentamo-nos à mesa de jantar e logo Dona Dora a nossa empregada veio nos servir quer dizer a minha segunda mãe, a Nana.
— Olá minha pequena nem vi você chegar. –Ela disse servindo-me e deu um beijo no meu rosto e foi servir meus pais. Desde que meus pais se casaram a 18 anos que ela trabalha aqui. Meu pai sempre diz para ela sentar junto com a gente, mas do jeito que ela é só algumas vezes que senta conosco nas refeições.
— Cheguei faz um tempinho e aproveitei para espiar um pouco os meus pais. — Sorri olhando para eles que fingiam estar irritados, mas logo sorriram.
— Ah... Minha querida pensei que o Erick iria vim almoçar conosco. — Minha mãe o adorava. Ela falou que faz bom gosto que eu fique com o Erick e que eu chegue a me casar com ele.
— Ele vinha sim, só que teve que ir para casa parece que a irmã chega hoje de viajem, mas ele vem depois para me pegar iremos à pizzaria mais tarde. – Bebi um pouco de suco e continuei a falar. — E vocês tão elegantes assim para um desfile?
— Claro minha filha seu pai e eu precisamos estar apresentáveis para a sociedade. Seu pai é um dos donos dessa empresa de moda. – Disse minha mãe segurando carinhosamente a mão do meu pai.
Sim! Meu pai é dono da empresa Moda & Stillus. E hoje é inauguração da empresa filial. Para chamar atenção nada como um desfile de roupas femininas e masculinas.
Meus pais até me chamaram para ir. Sendo eu filha única sempre tenho que estar presente nesses eventos, mas optei ficar com o meu namorado.
Depois de tanto insistirmos que a Nana almoçasse conosco, ela não resistiu ao pedido e acabou aceitando.
Assim que terminamos o almoço ficamos ali conversando e comendo as sobremesas. Minha mãe até sujou o nariz do meu pai com o chantilly. Toda vez ela fazia isso e meu pai a mesma coisa. Vendo aquela cena eu me divertia muito com a minha família. Somos totalmente felizes e sempre quando tem uma confusão ali e aqui... Sempre ficamos unidos e juntos.
Saí dos meus pensamentos com o meu celular tocando. Atendi a ligação falei várias vezes, mas ninguém respondia. Só ouvi a respiração do indivíduo. Falei de novo e nada de reposta sem paciência nenhuma desliguei o celular e levantei da cama e saí do quarto. Estava na hora de buscar a minha encomenda que eu havia pedido na semana passada.
Descendo as escadas vejo Rosálie sentada no sofá falando no celular, até fez sinal com a mão para que eu a esperasse e assim atendi o seu pedido.
Minutos depois...
Ela terminou de falar no celular e veio ao meu encontro já falando.
— Er... Você vai sair? — Confirmei para ela. – Pode me dar uma carona? O meu carro está na oficina. — Disse colocando a bolsa no ombro.
— Claro vai pra onde? – Perguntei casualmente vai que ela vá para o caminho oposto do meu.
— Pro centro tenho que ir ao banco. — Caminhamos para fora da casa indo em direção do meu carro.
— Cadê as meninas? – Perguntei entrando no carro e ela também.
— Todas estão dormindo menos Elena que saiu bem cedo. – Dei partida no carro e continuei conversando com Rosálie.
Tive a oportunidade de conhecê-la melhor, conversamos sobre vários tipos de assuntos, inclusive sobre rapazes.
(...)
— Qualquer coisa me ligue, aí eu venho te buscar. — Falei parando o carro no acostamento em frente ao banco.
— Está bem, obrigada. — Se despedimos e ela se foi.
Retornei com o carro e segui meu caminho indo buscar meus documentos falsos e vender algumas jóias que ganhei dos meus pais. Mesmo que me doa preciso vender as únicas lembranças dos meus pais. Estou precisando de dinheiro, ainda mais agora que moro numa casa que todos dividem suas condições.
Cheguei à frente do local que por sinal saiu um grupo de rapazes satisfeitos com alguma coisa em mãos. Desci do carro e logo entrei na loja de artesanatos. Era um belo disfarce para despistar os canas.
Cheguei ao balcão da loja, onde se encontrava um homem lendo jornal e logo fiz meu pedido.
— Olá boa tarde. Sou Mel liguei mais cedo, vim buscar “aquela” encomenda.
— Aaa sim, aguarde um momento que vou buscar. — O senhor bem estiloso me atendeu e saiu em seguida.
Enquanto ele foi buscar os documentos fiquei observando os objetos que tinham aqui. E cada um deles era mais lindo que os outros, praticamente tinham de tudo.
– Essas coisas são da maior qualidade Senhorita se quiser ver alguma coisa fica a vontade. – O moço disse se aproximando me dando um pequeno susto.
— Obrigada, mas é só isso mesmo. — Apontei para o pequeno envelope que estava em suas mãos. – Quanto devo pela obra-prima? – Ele entregou-me o envelope eu o abri e fiquei satisfeita com o serviço.
— Para você uma linda moça faço por R$ 70,00 reais! – Ele murmurou me olhando esquisito se debruçando no próprio balcão.
Peguei o dinheiro que já estava no bolso da calça e dei para o senhor, que ao pegar segurou a minha mão. Sabendo qual era sua intenção tratei logo de sair dali.
— Obrigada, ficaram ótimas. – Agradeci mostrando os documentos e logo tratei de sair daquela loja. — Que velho mais abusado. Quem ele pensa que é pra segurar na minha mão? — Murmurei para mim mesma saindo da loja.
— Chuchu volte quando quiser! – O ouvi gritar, mas nem fiz questão de olhar para trás.
Saindo do local fui para uma loja de penhores que era logo ali do outro lado da rua.
(...)
— Olá! Quanto você me dá por essas jóias? — Abri uma mini caixinha com três colares valiosos que tinha ganhado de meu pai.
— Humm... – O rapaz bem bonito por sinal pegou delicadamente as jóias e foi avaliar. – Geralmente cada uma delas vale um dinheiro bem alto, mas só tenho para dois colares. – Numa outra mesa ele me olhou compreensivo esperando por uma resposta.
— Eu aceito, mas quando eu posso voltar aqui para vender o outro colar? — Ele sorriu discretamente se sentando novamente no seu assento.
— Daqui a três semanas pode vim que terei o dinheiro. — Devolveu-me o colar de esmeraldas e foi buscar o dinheiro que não era pouco. Tenho até que tomar cuidado na hora de sair daqui.
Não demorando muito, ele apareceu com dois pequenos envelopes e me entregou.
— Pronta senhorita aqui está 90.000 de cada. – Arregalei os olhos pensei que não fosse tão alto assim. — Foi um prazer te ajudar minha jovem. -Concordei apertando sua mão e guardei imediatamente na bolsa o dinheiro e saí da loja.
Chegando a frente do meu carro, senti que alguém estava me observando. Discretamente olhei para todos os lados e não vi ninguém. Isso já estava me deixando paranoica.
Será que eles sabem que estou aqui em Califórnia? Será que estão esperando uma oportunidade para me pegar?Não, claro que não. Estou disfarçada e agora sou o oposto de quem eu era.
Dando um suspiro pesado não percebi que um rapaz moreno se aproximou de mim. Ele estava com uma mochila de viagem nas costas e me encarava.
— Pois não? – Falei com um pouco de receio.
— Desculpe por assustá-la moça, pois eu queria uma informação. – Com um sorriso belo no rosto o rapaz falou, mas uma coisa dentro de mim dizia para sair dali o mais rápido possível.
— Sim o que deseja? – Perguntei um pouco temerosa, mas não o deixei perceber essa minha reação.
— Você poderia me dizer se conhece esse endereço? – Ele perguntou me dando um pequeno papel que visualizei e quando olhei fiquei gelada. Era o nome da rua onde eu morava com os meus pais.
— Não, não conheço sou nova aqui. – Menti. – Eu sou turista. – Dei um sorriso largo para disfarçar meu nervosismo as minhas mãos estavam suando.
— Tem certeza que não conhece esse endereço?
Ele me olhou estranho percebendo que eu estava mentindo.
— Tenho sim. Sou nova e não conheço nada por aqui.
— Obrigado pela informação e mais uma vez me desculpa por tê-la incomodado. – Disse dando um sorriso largo e depois que eu assenti, ele saiu andando por entre a calçada sumindo por entre as ruas de Califórnia.
— Meu Deus o que foi aquilo? Preciso sair daqui o mais rápido possível. – Falei para mim mesma colocando a mão no meu coração. Eu estava muito assustada com esse cara me pedindo essa informação, porém acho que já o vi em algum lugar. Não sei ou estou louca?
Muito nervosa por achar esse encontro esquisito, virei-me bruscamente para ir em direção do meu carro quando não prestei atenção no que fiz.
Esbarrei num loiro bem atraente que carregava uma penca de papéis nas mãos que foi tudo ao chão.
Na mesma hora comecei ajudá-lo a pegar as folhas. Fiquei sem jeito que nem olhei em seu rosto, mas reparei que ele me observava enquanto catava as folhas.
— Me desculpe eu sou uma desastrada. — Falei levantando depois que catamos todas as folhas.
— Não tem problema acidentes acontecem. — Ele disse olhando para mim e deu um sorriso encantador.
“Nossa que olhos lindos. Parece uma esmeralda de tão verde que é.”
Pensei e voltei para realidade.
— Desculpe mesmo, er... Ás vezes nem presto atenção no que faço.
— Tranquilo eu também não prestei atenção. – Ele sorriu.
Que sorriso.
Fiquei deslumbrada com o seu sorriso. Eu tenho certeza que estava vermelha.
Para de pensar besteira Katherine.
— Meu Deus. Porque não colocou ele no meu caminho antes? — Suspirei cochichando pra mim mesma.
— O quê? Não entendi.
Nossa será que ele ouviu o que falei?
— Nada você quer uma ajuda? — Ele negou educadamente dizendo que estava perto de casa e que não precisava, mas agradeceu assim mesmo.
— Obrigado vou indo princesa. – Sorriu.
— De nada. – Ele saiu indo em direção ao contrário da minha.
Fiquei ali o reparando até ele sumir de vista.
Nossa que homem meu Deus primeiro o Senhor me deixa nervosa e agora coloca esse Deus grego no meu caminho? Isso acaba com o meu coração.
Rindo sozinha e meio lesada entrei no carro e fui pra casa precisava ligar para minha tia Lilian.
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