Em Busca Da Imperatriz
1 Capitulo 1 - A lenda do reino etéro.
Notas iniciais
Espero que gostem.
Sana recordava de sua infância enquanto repousava frente a grande fogueira. Nuba, sua mãe, estava perdida, olhando o horizonte, como sempre fez desde a ida de seu pai.
–Aer... –Murmurou Sana, ao ver que o mesmo não parava de fitar a jovem Bipa. –Aer! –Exclamou, tirando tanto Aer, como sua mãe, do transe.
–O que foi? –Perguntou irritado.
Sana Bufou, sempre odiou o jeito “certinho” de Bipa. Aer, no entanto, a amava, porem tentava esconder seus sentimentos, ao perceber que a garota não o correspondia.
–Nada... –Falou finalmente, suspirando e voltando seu olhar para o fogo.
Lembrava-se de sua infância novamente, quando todas as crianças da aldeia das cavernas se amontoavam em sua casa para ouvir as estórias contadas por sua mãe.
Contam que, alem dos montes de gelo, além da cidade de cristal. Habita a imperatriz, em um palácio deslumbrante e tão grande que suas torres mais altas roçam as nuvens, e tão delicado, que parece feito de gotas de chuva. Dizem que a imperatriz é tão bela que ninguém pode ver seu rosto sem perder a razão; dizem também que é imortal e que está a milhares de anos morando em seu palácio, o reino etéreo, um lugar maravilhoso e de mistério que todos aqueles que são ousados o suficientes para se aventurar até lá; Ali, no palácio da imperatriz, não existe o sofrimento, não se passa frio e não é necessário comer, porque nunca se tem fome.
“A imperatriz dos etéreos” – Pensou Sana, com lagrimas nos olhos arroxeados. –“Papai foi se aventurar entre seus reinos, visando encontrar a vislumbre imperatriz. Mas até hoje nunca mais ouvimos falar dele.”
Desde que ouviu a historia sobre o palácio da imperatriz, Sana e Aer sonharam em sair a procura de seu palácio.
– Sana, você virá comigo até o exterior? – Perguntou Aer, com o grande cuidado de que Nuba não o ouvisse. – Quero te mostrar uma coisa...
Sana o seguiu, nem se dera conta que estava mais escuro que o normal e que havia menos neblina e, o exterior que era quase sempre inundado de neve, se mantivera numa temperatura estável, para se sair com menos de cinco roupas.
–Que estranho... – Murmurou Sana, ainda seguindo Aer. –Está bem mais calmo hoje...
–É culpa da estrela da imperatriz! –Exclamou Aer exaltado, pude ver o brilho em seus olhos castanhos.
Então ambos subiram um grande morro de neve, ao chegar ao seu topo, Sana se deparou com bipa, que olhava com resplendor o horizonte, mais precisamente para um ponto brilhante que causava um estranho sentimento de bem estar.
–O que ela está fazendo aqui? –Perguntou Sana secamente.
–Esqueça-a e olhe a estrela... –Murmurou Aer desconcertado.
–Estrela? –Balbuciou Sana, sem entender muito bem o que seu irmão tentava dizer. –Você disse isso antes, mas o que é uma estrela?
–Segundo Maga, existia varias como aquela pelo céu e, pela manhã, havia uma bem maior que aquela, que se pendia no céu, iluminando tudo e todos, seu nome era... Sol... –Falou fascinado.
Maga era a “Xamã” da nossa aldeia das cavernas, sempre com um lindo colar no pescoço, que o chamava de ópalo. Seu trabalho era curar os doentes e ajudar em tudo que nós precisássemos. Nunca soube o verdadeiro significado da palavra “Xamã”, mas acredito que seja uma pessoa bondosa que ajuda as pessoas.
–Inacreditável... –Murmurou Sana, agora ignorando a presença de Bipa. Fixando seus olhos arroxeados na estrela, que causava nela um grande sentimento inexplicável. –Tão linda... Tão bela... A estrela que guia os viajantes até o palácio da imperatriz. –Então fitou seu irmão, que também olhava com resplendor para a estrela, hipnotizado por sua beleza.
–Um dia... –Murmurou alegre. –Um dia iremos para lá.
Todos da aldeia sabiam que o que prendia Aer e Sana as cavernas era a sua mãe, Nuba, que já vivia solitária, mesmo com as frequentes visitas do pai de Bipa, pelo desaparecimento de seu amado, assim eu ficou grávida dos dois.
–Eu quero ir para lá... Agora... Hoje... –Balbuciou Sana.
Nesse momento, Bipa olhou irritada para ambos.
–Vamos voltar, está ficando cada vez mais frio. –Falou finalmente.
Porém, tanto Aer quanto Sana, estavam hipnotizados demais para ouvir a voz estridentes da garota. Irritada, bipa, agarrou os dois pela gola dos casacos e os puxou de volta para as cavernas.
–Ei! –Reclamou Sana. –Me solte.
Após ver a belíssima estrela guia, Sana e Aer estavam decididos: Iriam atrás daquela estrela de qualquer jeito, até chegar no palácio da imperatriz.
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