Rio de Janeiro

- Ó Brunão.. Agora virou casa de show lá na delegacia? — Perguntou Rasta

- Cara eu não bebi nada ontem...

- Cara você não era assim.. Isso tudo é faltar de amor é?

- E Rasta o amigo Bruno ta carente... — Disse Nélio zoando do Bruno.

- Enquanto vocês ficam rindo ai da desgraça alheia, se preparem porque vão andar a pé agora...

- Já sei.. Seu pai tomou o carro. — Nelio começou a rir- Mas você ta esquecendo que o Rasta tem carro né?

- E Bruno, se quiser o carro é só pedi. Mas não vai beber hein? — Rasta falou ironicamente, é zoando de Bruno

- Rir, rir mesmo.. Que saber? Vou indo, tchau. — Saiu andando rapido pelos corredores da faculdade, parecia estar estressado.

- Ó Bruno. Bruno vem cá cara! -Rasta gritava.- Eu te empresto meu carro é te dou um coinhaque. — Nelio é Rasta ficaram rindo, é Bruno foi embora com cara de poucos amigos.

- Nelio, acho que pegamos um pouco pesado.

- Nada, já passa, ele ta assim só porque a Ana escolheu ir pra o Japão trabalhar como modelo, ao ficar com ele.

No lado de fora da faculdade, Bruno estava esperando o ônibus passar. Quando o celular tocar.

Ligação.. Bruno é Juliana

- Maninha...

- Bruno... Você vai sair mais cedo da faculdade?

- Vou sim... porque?

- Pega a Malu por favor?

- Ah não Juliana.. Pega você

- Bruno eu tenho que fazer uma prova... É a Malu é louca por você!

- Ta bom maninha... boa sorte na prova.

- Ai obrigada.. Tchau.

- Beijos Ju.

Ligação acabada

Bruno pegou o ônibus e foi buscar a Malu.

Igarassu — Pernambuco

- Ta vendo? — fatinha amostrou a correntinha a Vitor

- "Malagrida". E mesmo, será que... -a porta do quarto de fatinha se abre.

- O que uma moça faz sozinha num quarto com um rapaz? — Falou a madre entrando no quarto, fazendo com os dois tivessem um susto.

- Madre... Desculpa — Falou fatinha levantando-se da cama.

- Eu já tava de saida Madre... — Rapidamente Vitor se levantou da cama.

- Tudo bem Vitor. Eu sei que vocês são só amigos... Mas é que não é permitido a entrada de rapazes no convento! Digo na parte dos dormitorios.

- Sim.. Desculpa mais uma vez.! Bom Fatinha eu já vou, você vem?

- Ah... Madre, posso ir lá na casa do Vitor?

- Não seria bom Maria de Fatima...

- Minha mãe, é meu pai estão lá madre... Eu não vou fazer nada com ela, somos amigos esqueceu?

- Claro que não Vitor... Então vai meu bem.

- Madre depois nós precisamos conversar. — Fatinha pegou nas mãos da madre e olhou nos olhos dela.

- Sim... — Sorriu gentilmente.

Fatinha é Vitor saiu é foram andando devagarmente.

- Vitor, imagina quando eu disser a ela que quero morar no Rio?

- Ela não vai gostar muito... — Fatinha interrompi Vitor.

- Eu sei... -Falou Fatinha abaixando a cabeça, mais logo ergueu a mesma e sorriu.- Vamos passar no cemiterio? Quero deixar flores para minha mãe.

- Ah vamos. — Foram andando é brincando pelo caminho, compraram as flores para colocar para a mãe de Fatinha.. Chegando lá, Fatinha foi olhando os tumulos e achou um estranho...

- Maria de Fatima? — Olhou para o tumulo.- Vitor, olha isso. Que bizarro essa menina nasceu no mesmo dia que eu.

- E mais ela morreu no mesmo dia que nasceu Fatinha... Olha nasceu dia 14 de setembro de 1994. E no mesmo dia morreu.

- Nossa, coitada... Ai vamos colocar logo as flores de mainha é ir embora.

- Ficou com medo foi? — Falou rindo

- Não.. claro que não! — Nesse momento ela falou seria, ela estava com medo.

- Sei.. — Vitor saiu rindo, enquanto iam andando pelo cemiterio até chegar no tumulo da mãe de Fatinha. Colocaram as flores é foram embora. No meio do caminho

- Você num achar estranho Vitor?

- Não.. só acho que é uma conhecidencia! Não é só você que usar esse nome tá? Bobinha...

- Sei lá... Mas nascer no mesmo dia que eu?

- Quem garante que você nasceu nesse dia mesmo?

- A carta diz... além do mais a madrinha contava, é a madre também contar, que eu cheguei lá muito nova, é morrendo de fome. — Fatinha chamava a freira Prazeres que criou ela, de mãe, madrinha, irmã Prazeres. Para ela, era a mesma coisa. O que importava era o amor que ela sentia.

- Você vive morrendo de fome. — Disse passando um braço no ombro de Fatinha e continuaram andando.

Chegaram na casa de Vitor, era uma casa simples, numa rua calma de número 13. No portão pequeno "Vende-se piju". A fachada apagada, mas dava para perceber que era branca é azul. Em cima do muro um bichano se estendia. Roupa pendurada no varal, e uma sombra preguiçosa de um pé de caju. Fatinha é Vitor foram entra pelas portas do fundo. Uma cozinha perfumada pelo aroma do amolço.

- Mãe, cheguei. — Vitor disse abrindo a porta.

- Nossa Vitor, você demorou hoje hein? Assim eu morro de fome. — Disse uma menina entrando na cozinha, ela aparentava te 14 anos, era loira, é tinha parecia um pouco com Fatinha... Mas não muito.

- Não exagere Clara.

- Mamãe e papai estão na sala.. Quer que os chamem? — Disse ela indo para sala

- Ei. — Vitor deu grito e nesse mesmo instante ela olhou para trás- Você viu a Fatinha aqui?

- Ah.. desculpa! Oi Fatinha.

- Oi, Clara. — sorriu

- Agora vai lá esfomeada.

Rio de Janeiro

- Ai... -Disse Bruno jogando a bolsa em cima do sofá, e se jogando também no mesmo- Vai tomar banho Malu.

- Bruno... Você vai na minha apresentação sabado?

- Vou sim...

- Você sempre diz isso, é nunca vai.

- Mas eu vou agora... Vai tomar banho que eu vou esquentar o almoço.

- Por favor não queime o feijão... — Disse a menina de cabelos ruivos entrando no banheiro.

Notas finais
Gente... Perdoem meus erros de ortografia!!!