Em Busca Da Felicidade - Brutinha
5 Capítulo 5
Rio de Janeiro
- Ó Brunão.. Agora virou casa de show lá na delegacia? — Perguntou Rasta
- Cara eu não bebi nada ontem...
- Cara você não era assim.. Isso tudo é faltar de amor é?
- E Rasta o amigo Bruno ta carente... — Disse Nélio zoando do Bruno.
- Enquanto vocês ficam rindo ai da desgraça alheia, se preparem porque vão andar a pé agora...
- Já sei.. Seu pai tomou o carro. — Nelio começou a rir- Mas você ta esquecendo que o Rasta tem carro né?
- E Bruno, se quiser o carro é só pedi. Mas não vai beber hein? — Rasta falou ironicamente, é zoando de Bruno
- Rir, rir mesmo.. Que saber? Vou indo, tchau. — Saiu andando rapido pelos corredores da faculdade, parecia estar estressado.
- Ó Bruno. Bruno vem cá cara! -Rasta gritava.- Eu te empresto meu carro é te dou um coinhaque. — Nelio é Rasta ficaram rindo, é Bruno foi embora com cara de poucos amigos.
- Nelio, acho que pegamos um pouco pesado.
- Nada, já passa, ele ta assim só porque a Ana escolheu ir pra o Japão trabalhar como modelo, ao ficar com ele.
No lado de fora da faculdade, Bruno estava esperando o ônibus passar. Quando o celular tocar.
Ligação.. Bruno é Juliana
- Maninha...
- Bruno... Você vai sair mais cedo da faculdade?
- Vou sim... porque?
- Pega a Malu por favor?
- Ah não Juliana.. Pega você
- Bruno eu tenho que fazer uma prova... É a Malu é louca por você!
- Ta bom maninha... boa sorte na prova.
- Ai obrigada.. Tchau.
- Beijos Ju.
Ligação acabada
Bruno pegou o ônibus e foi buscar a Malu.
Igarassu — Pernambuco
- Ta vendo? — fatinha amostrou a correntinha a Vitor
- "Malagrida". E mesmo, será que... -a porta do quarto de fatinha se abre.
- O que uma moça faz sozinha num quarto com um rapaz? — Falou a madre entrando no quarto, fazendo com os dois tivessem um susto.
- Madre... Desculpa — Falou fatinha levantando-se da cama.
- Eu já tava de saida Madre... — Rapidamente Vitor se levantou da cama.
- Tudo bem Vitor. Eu sei que vocês são só amigos... Mas é que não é permitido a entrada de rapazes no convento! Digo na parte dos dormitorios.
- Sim.. Desculpa mais uma vez.! Bom Fatinha eu já vou, você vem?
- Ah... Madre, posso ir lá na casa do Vitor?
- Não seria bom Maria de Fatima...
- Minha mãe, é meu pai estão lá madre... Eu não vou fazer nada com ela, somos amigos esqueceu?
- Claro que não Vitor... Então vai meu bem.
- Madre depois nós precisamos conversar. — Fatinha pegou nas mãos da madre e olhou nos olhos dela.
- Sim... — Sorriu gentilmente.
Fatinha é Vitor saiu é foram andando devagarmente.
- Vitor, imagina quando eu disser a ela que quero morar no Rio?
- Ela não vai gostar muito... — Fatinha interrompi Vitor.
- Eu sei... -Falou Fatinha abaixando a cabeça, mais logo ergueu a mesma e sorriu.- Vamos passar no cemiterio? Quero deixar flores para minha mãe.
- Ah vamos. — Foram andando é brincando pelo caminho, compraram as flores para colocar para a mãe de Fatinha.. Chegando lá, Fatinha foi olhando os tumulos e achou um estranho...
- Maria de Fatima? — Olhou para o tumulo.- Vitor, olha isso. Que bizarro essa menina nasceu no mesmo dia que eu.
- E mais ela morreu no mesmo dia que nasceu Fatinha... Olha nasceu dia 14 de setembro de 1994. E no mesmo dia morreu.
- Nossa, coitada... Ai vamos colocar logo as flores de mainha é ir embora.
- Ficou com medo foi? — Falou rindo
- Não.. claro que não! — Nesse momento ela falou seria, ela estava com medo.
- Sei.. — Vitor saiu rindo, enquanto iam andando pelo cemiterio até chegar no tumulo da mãe de Fatinha. Colocaram as flores é foram embora. No meio do caminho
- Você num achar estranho Vitor?
- Não.. só acho que é uma conhecidencia! Não é só você que usar esse nome tá? Bobinha...
- Sei lá... Mas nascer no mesmo dia que eu?
- Quem garante que você nasceu nesse dia mesmo?
- A carta diz... além do mais a madrinha contava, é a madre também contar, que eu cheguei lá muito nova, é morrendo de fome. — Fatinha chamava a freira Prazeres que criou ela, de mãe, madrinha, irmã Prazeres. Para ela, era a mesma coisa. O que importava era o amor que ela sentia.
- Você vive morrendo de fome. — Disse passando um braço no ombro de Fatinha e continuaram andando.
Chegaram na casa de Vitor, era uma casa simples, numa rua calma de número 13. No portão pequeno "Vende-se piju". A fachada apagada, mas dava para perceber que era branca é azul. Em cima do muro um bichano se estendia. Roupa pendurada no varal, e uma sombra preguiçosa de um pé de caju. Fatinha é Vitor foram entra pelas portas do fundo. Uma cozinha perfumada pelo aroma do amolço.
- Mãe, cheguei. — Vitor disse abrindo a porta.
- Nossa Vitor, você demorou hoje hein? Assim eu morro de fome. — Disse uma menina entrando na cozinha, ela aparentava te 14 anos, era loira, é tinha parecia um pouco com Fatinha... Mas não muito.
- Não exagere Clara.
- Mamãe e papai estão na sala.. Quer que os chamem? — Disse ela indo para sala
- Ei. — Vitor deu grito e nesse mesmo instante ela olhou para trás- Você viu a Fatinha aqui?
- Ah.. desculpa! Oi Fatinha.
- Oi, Clara. — sorriu
- Agora vai lá esfomeada.
Rio de Janeiro
- Ai... -Disse Bruno jogando a bolsa em cima do sofá, e se jogando também no mesmo- Vai tomar banho Malu.
- Bruno... Você vai na minha apresentação sabado?
- Vou sim...
- Você sempre diz isso, é nunca vai.
- Mas eu vou agora... Vai tomar banho que eu vou esquentar o almoço.
- Por favor não queime o feijão... — Disse a menina de cabelos ruivos entrando no banheiro.
Fale com o autor