Elo Irrevogável
15 Capítulo 15 - Marido e Mulher
Notas iniciais
***
Maria tentou encontrar a maneira de olhar para Estevão, com os olhos cheios de lágrimas, sem se delatar... era impossível! Naquele momento Estevão se deu conta que algo acontecia com Maria, só não sabia ainda o quê. Já havia percebido que precisaria protegê-la inclusive em momentos em que ela não lhe pedisse, mas aquele choro que ela fazia tudo para esconder naquele momento era mais um indício de que não, as coisas não estavam bem com ela.
_ Olhe para mim, Maria. – ele pediu.
Ela não disse nada, mas não atendeu. Enterrava a cabeça no travesseiro como que tentando se esconder, ter uma maneira de fugir fazendo com que Estevão estranhasse ainda mais. Não! Definitivamente aquela não era Maria, aquela mulher que o havia deslumbrado desde que se reencontraram: segura de si, confiante, sem medos aparentes. O angustiava a sensação de não conhecer seus sentimentos, sobretudo ao perceber que eles a estavam machucando. A satisfação pela intimidade que tiveram no momento em que eles fizeram amor não teria sentido se ele não conseguisse desnudar o que mais lhe fascinava em sua amada: sua alma. Maria era um mistério fascinante para Estevão e lhe desesperava a necessidade de decifrá-la.
_ Meu amor, por favor, olhe para mim. – ele insistiu.
Maria olhou para Estevão com os belos olhos verdes úmidos e avermelhados. As lágrimas haviam parado de brotar, mas seus olhos seguiam evidenciando sua tristeza, era impossível não notar ainda mais para Estevão que a amava profundamente. De que provinha aquela tristeza repentina? Ele precisava saber!
_ Eu não posso te explicar, Estevão.
_ Como você quer que eu me sinta, Maria? Nós acabamos de fazer amor, foi um momento lindo eu estava sentindo uma felicidade como não sentia há mais de 20 anos na minha vida e, olho para você, ao invés de você compartilhar a mesma felicidade que eu, você chora. Como se nosso amor lhe trouxesse sofrimento.
_ Não é o nosso amor que me traz sofrimento, Estevão. Existem coisas... Coisas que eu guardo dentro de mim e que não posso evitar que saltem para fora. Eu passo o tempo todo guardando-as dentro de mim, às vezes me arrebatam.
_ É por causa do que aconteceu com o Evandro? Por causa da rejeição dos meus filhos à nossa relação, meu amor? O que está te machucando assim, eu preciso saber, Maria!
_ Tudo isso e outras coisas, Estevão.
_ Então me diga! Nós vamos nos casar, Maria. Eu quero dividir toda minha vida contigo. Você não quer fazer o mesmo?
_ Claro que sim, Estevão, mas não é fácil. Toda minha vida eu estive acostumada a enfrentar tudo sozinha. – ela sentou-se na cama puxando o lençol para cobrir-se. – Há coisas que são muito complicadas para mim dividir com você. Ter te contado sobre a violência de que eu fui vítima no passado representou um grande esforço para mim. – ela disse baixando os olhos.
_ Eu sei disso. – Ele assentiu baixando os olhos também e aproximando-se dela e abraçando-a de forma a aninhá-la em seu corpo bem desenhado. – Mas para mim o que não é fácil é aceitar que te tenham feito mal, que te tenham machucado, que te sigam machucando...
_ Ninguém está me machucando, Estevão, é só o meu passado...
_ Mas e o Evandro? – ele disse segurando levemente seu queixo induzindo-a a olhar para ele. – O que aconteceu naquela biblioteca?
_ Acho que Evandro se arrependeu do negócio que fizemos, com relação às suas ações. Você sabe que, no passado, eu saí das vidas de vocês de uma maneira completamente desfavorável e que meu caráter foi sempre muito questionado por todos à sua volta.
_ Sim, quando eu contei à Evandro que queria retomar minha história com você, ele claramente se incomodou, disse que era precipitado e outras coisas.
_ Exatamente isso era o que ele me dizia ontem. Que queria proteger você e à sua família, que não confiava em mim...
_ Não se preocupe, meu amor – Estevão disse terno abraçando-a fortemente contra si outra vez. – Eu confio em você, Maria. Confio como sei que devia ter confiado há 22 anos. Confio e é isso que importa. Vamos nos casar e eu, novamente aqui, diante de você, depois de você ter me feito o homem mais feliz do mundo essa noite, prometo que vou te fazer feliz. Vou sanar suas feridas. – ele se afastou do abraço e segurou seu rosto ternamente com as duas mãos – É uma promessa, Maria. Eu prometo que você vai ser feliz.
Disse antes de envolver seus lábios num beijo quente e desesperado, cheio de paixão que enlevou todo o seu corpo e a fez sentir amor e excitação enquanto seus lábios, suas línguas e suas respirações se encontravam e se ansiavam novamente.
_ Te amo, Maria. Te amo! – ele disse com sofreguidão e desespero ofegante por como beijá-la lhe roubava deliciosamente o ar.
_ Eu também te amo, mas pare – ela disse sorrindo.
_ Parar?! – ele se surpreendeu e olhou para ela assustado.
_ Você tem que ir pra casa, Estevão, já está de madrugada.
_ Eu não quero, Maria. Quero ficar toda a noite, – ele disse beijando sua orelha fazendo a fechar os olhos. – a vida, – continuou mordiscando sua orelha, descendo o beijo desfrutando do contato com sua pele que a deixava extasiado – todo o tempo que me resta com você.
E novamente envolveu sua boca num beijo quente que ela interrompeu antes de ser completamente tomada por ele.
_ Essa é a ideia, não? Para isso vamos nos casar, para compartilharmos toda a vida. – a frase que ela iniciou com um tom feliz terminou de maneira nostálgica, ela não podia evitar refletir no rumo que tudo aquilo havia tomado. Estava completamente envolvida e apaixonada por Estevão como há 22 anos, não conseguiria facilmente controlar aquele jogo que se havia tornado tão perigoso.
_ Sim, e eu quero compartilhar tudo desde agora, meu amor. Você não acha que é uma tortura muito grande me separar de você depois que tão apaixonadamente fizemos amor aqui nessa cama?
Ela suspirou e sorriu antes de responder.
_ Não seja um menino malcriado. Vista-se, vá para casa. E me ligue quando chegar lá.
Ele sorriu, desfrutou a intimidade que compartilhavam naquele momento. A beijou ternamente enquanto se levantava da cama.
_ Nós vamos nos casar o mais rápido possível....
_ Sobre nosso casamento, Estevão... – ela a interrompeu aflita. – Sim, pode ser o mais breve possível, pode ser na data que você escolher, mas eu não quero nada suntuoso. Por favor! Quero uma cerimônia pequena e simples.
_ Está bem! – ele disse enquanto terminava de abotoar o cinto. – Vai ser tudo exatamente como você quiser. Nos veremos todos os dias antes da cerimônia e decidiremos os detalhes como você bem quiser.
***
A pressa de Estevão fez com que o casamento se desse, de fato, muito rápido. Como haviam combinado, organizaram juntos todos os detalhes de uma cerimônia simples que ocorreria no jardim da casa de Estevão. A cerimônia não teria caráter religioso, apenas civil. Um juiz amigo de Estevão a celebraria. Maria entrou em contato com uma empresa que costumava organizar os eventos de sua prataria para que decorasse o jardim e a sala da casa conforme o seu gosto. Utilizaram flores claras e adornos de prata que remetiam ao ofício de Maria. 80 cadeiras brancas foram colocadas no jardim e alguns arcos com flores brancas moldavam o caminho que percorreria a noiva para encontrar-se com Estevão. O chão estava coberto de pétalas de flores lilás. Na frente, apenas uma simples mesa de vidro onde ficavam os documentos que utilizariam o juiz e seus assistentes. Ao lado, posicionados quatro músicos com instrumentos singelos.
Estrela observou os últimos detalhes sendo preparados, coordenados por Camila, à pedido de Maria. Por mais que demonstrasse desdém e desprezo no olhar e em sua posição altiva, por dentro Estrela admirou a decoração. Achou parecida com Maria, aquela mulher que ela admirava desde que conhecera e que havia decidido desafiar no convívio com ela depois de saber do romance entre ela e seu pai. Por que Maria lhe provocava tanta confusão? Camila com sua característica perspicácia notou a forma como Estrela observava a decoração da festa.
_ Você gostou? – ela perguntou
_ Hum? Quem é você? – Estrela respondeu surpresa.
_ Sou Camila, amiga de Maria. Ela me pediu que supervisionasse a decoração.
_ Amiga de Maria... – repetiu de maneira cínica. – E por quê? Maria não tem irmãs, mãe, pai?
_ Não. – Camila respondeu. – Maria leva sua vida sozinha desde muito jovem quando perdeu toda a sua família. Mas nossa amizade é tão forte quanto um laço familiar.
_ Ah... – Estrela demonstrou desinteresse.
_ Maria me disse que você estuda joalheria. Que vocês duas compartilham a mesma paixão por esse meio. E eu, que sou sua amiga há muitos anos, sei que ela é desesperadamente apaixonada por esse ofício.
_ O que faz ou deixa de fazer a Maria, pouco me interessa. Se ela se deu ao trabalho de falar para você sobre mim com relação à isso, também deve ter falado que eu sou absolutamente contra esse casamento. Que se dependesse de mim ou de meu irmão, isso jamais aconteceria. Então poupe essa simpatia forçada que não me interessa! – Estrela foi direta e grosseira.
_ Eu não tinha interesse em praticar simpatia forçada com você, minha querida. – Camila respondeu sempre espirituosa. – Quando você me conhecer bem, saberá que esse não é e nunca foi o meu forte.
_ Quando nos conhecermos? – ela perguntou novamente sorrindo sarcasticamente. – Então, qual é a sua? O que você quer com esse papinho para o meu lado?
_ Quero a sua opinião sobre esse adorno de prata aqui. Você acha que ele vai ornar mais com esse tipo de flores envolvendo-o, – disse mostrando-lhe um arranjo de flores brancas copo de ouro – ou com essas? – mostrou um arranjo de copos-de-ouro amarelas.
_ Eu não entendo nada de flores. – Estrela quis novamente fugir de se envolver na cerimônia e com a amiga de Maria.
_ Mas entende de prata e saberá bem me dizer que flores ornarão melhor com esse arranjo. – Camila foi insistente.
_ Eu acho as brancas mais bonitas. – Estrela cedeu ante a persistência de Camila. – Apesar de serem mais discretas, vão dar singeleza e creio que combinam mais com o estilo da... da Maria.
_ Obrigada! Serão as brancas, — Camila sentenciou – você foi de grande ajuda, Estrela! – agradeceu Camila sorrindo.
Ela se afastou daquele lugar e se encontrou com Heitor.
_ Então você se decidiu, maninha. Vai assistir ao casamento?
_ Eles o farão de toda maneira estando ou não estando eu aqui. – Estrela mostrou resignação à sua incapacidade de impedir aquele matrimônio.
_ Isso está claro, eu te disse isso desde o começo. Desde que os vi juntos pela primeira vez na empresa eu sabia...
_ Você viu a hora que meu pai têm chegado em casa? Tem estado com ela todas as noites até o mais tarde possível. Então decidi estar aqui, mesmo que tenha ameaçado o papai de não comparecer ao seu casamento para que ele olhe bem para mim antes de se unir à essa mulher.
_ Estrela, você não acha que seria melhor se nós dois mudássemos de atitude e simplesmente desejássemos felicidades ao meu pai com a mulher que ele escolheu?
_ Eu não acredito que estou escutando isso, Heitor! – Estrela afirmou surpresa. – Se nós entregamos os pontos essa mulher vai sair vitoriosa. Você realmente quer fazer isso?
_ Claro que sim, Estrela. Por mais que discorde das atitudes do meu pai, a última coisa que eu desejo nessa vida é que ele seja infeliz. E está claro que se colocar contra o relacionamento deles, desejar o fracasso dessa união é uma maneira de desejar sua infelicidade. Você já parou para pensar nisso, maninha? Você quer que nosso pai, que tanto se dedicou à nós dois seja infeliz? – Heitor era um jovem bastante maduro e generoso e sempre deixava isso claro.
_ Não, Heitor, eu não quero. Mas eu sei, eu tenho certeza que essa mulher não significa sua felicidade. Eu sei disso! – ela insistia de maneira desesperada como que querendo convencer-se a si mesma.
_ Talvez não seja. Mas mesmo que ele seja nosso pai e nós o amemos tanto, Estrela, nós não temos o direito de decidir sobre sua vida, sua felicidade, a mulher com a qual ele se casa. Muito menos depois de tudo o que ele fez e se dedicou à nós. Pense nisso, maninha.
_ Não tem nada que pensar. Se tem uma coisa com a qual meu pai nunca vai contar é com meu apoio à esse casamento e muito menos com a minha simpatia e respeito à Maria. Será o preço que eles terão que pagar por esse casamento, estou decidida.
_ É sua decisão, Estrela, mas, confesso que não acredito que seja a correta e tenho claro que você será a mais prejudicada por ela.
***
Estevão chegou ao jardim, radiante. Estava claro na mente dele que aquele era o lugar que ele queria estar. Se unir à Maria era seu sonho de toda a vida. Estava muito bonito com seu fraque branco que evidenciava que, apesar de simples, a cerimônia seria muito elegante. Ele se mostrou nervoso recebendo aos poucos amigos que assistiriam ao casamento e já estavam quase todos no local da cerimônia. Sua expressão de felicidade só se alterou com a chegada de Luciano.
_ Boa tarde – Luciano cumprimentou estendendo a mão direita.
_ Boa tarde. – Estevão retribuiu muito sério. – Não sabia que você estava entre os convidados. Maria e eu quisemos uma cerimônia simples. Só para os amigos mais íntimos.
_ Por isso eu estou aqui, Estevão. Maria e eu somos amigos há quase 20 anos. Ela é uma pessoa muito importante na minha vida e eu tenho certeza que também sou na dela. – disse de maneira impositiva e desafiadora se dirigindo à Estevão. – Eu não ficaria fora de um momento tão importante para Maria como seu casamento.
_ Fique à vontade. Será uma honra ter você aqui conosco assistindo à como nos unimos em matrimônio para sempre. – Estevão devolveu a provocação deixando claro para Luciano o que aquela cerimônia representava.
Luciano somente sorriu e se encaminhou para uma cadeira próximo à Camila. Estevão percebeu que aquele homem era apaixonado por Maria, a mulher que em alguns minutos seria sua esposa para toda a vida. Mas, naquele momento, não queria pensar em um suposto rival e sim na felicidade que aquela cerimônia representava. No mesmo instante vieram dizer-lhe que podiam dar início à cerimônia, Maria havia chegado.
Estevão se dirigiu ao altar emocionado à espera de sua amada, feliz porque ela não o havia feito esperar muito. Estrela e Heitor estavam sentados na primeira fila e observavam tudo muito sérios. Estevão lamentou que, apesar de estarem presentes, seus filhos não pudessem compartilhar a infinita alegria que ele sentia naquele momento. Maria caminhava sozinha pelo jardim com um lindo vestido branco todo de renda que se destacava por ser forrado com um cetim pálido que desenhava seu corpo no ajustamento do vestido. No colo, o vestido tinha um desenho em forma de coração que, com um decote, desenhava seus seios e despertavam toda a curiosidade sobre eles. Seus braços estavam desnudos, pois o vestido não tinha mangas, mas a curiosidade ficava aguçada, pois uma bela e simples echarpe branca de cetim cobria seus ombros. Sua beleza deslumbrava a todos os presentes que a analisavam e admiravam seu porte e sua beleza.
Enquanto caminhava até o espaço preparado para a cerimônia, segurando o buquê de flores lilás, Maria pensava em tudo o que significava aquele matrimônio. Voltou a ter o seu receio característico pelo grande amor que se deu conta que ainda sentia por Estevão. Tinha medo de se iludir, embora já estivesse completamente imersa na ilusão daquele amor, na possibilidade de viver aquela história, de concluir aquele amor e até de, por que não, ser felizes por toda a vida, compartilharem seus sonhos, suas existência como pensava qualquer pessoa quando se casava. Quando era tomada por esses pensamentos era como qualquer mulher apaixonada eu se casava. Com o homem que amava. Com o homem que desesperadamente amava.
Ao chegar no início do caminho de pétalas de flores lilás como o buquê que ela trazia nas mãos, Maria sorriu. Todos a olharam encantados e aplaudiram, exceto Estrela. Não por não admirá-la, mas por comprazer a seu próprio orgulho. Por dentro ela a achou exuberante. Linda e altiva como a primeira vez que a havia visto. “É a noiva mais linda que eu já vi”, disse para si mesma. Mas não daria nem a ela e nem à Estevão o gosto de perceber sua admiração pela decoração que realmente a havia encantando, pela noiva e pela cerimônia em si. O orgulho era a característica mais latente em Estrela em toda e qualquer situação e naquela não seria diferente.
Maria ainda estava envolta em todos conflitos entre seus sentimentos dentro de si, quando os músicos iniciaram a execução da canção que os noivos haviam escolhido para representar o amor dos dois desde sua juventude:
Qué más quieres de mí
Si el pasado está a prueba de tu amor
Y no tengo el valor
De escapar para siempre del dolor
Demasiado pedir
Que sigamos en esta hipocresía
Cuánto tiempo más podré vivir
En la misma mentira
No, no vayas presumiendo, no
Que me has robado el corazón
Y no me queda nada más
Si, prefiero ser el perdedor
Que te lo ha dado todo
Y no me queda nada más
No me queda más...
Ela caminhava a passos curtos enquanto os músicos seguiam com a canção e Estevão a olhava fascinado. Não podia acreditar que aquela mulher, a mulher pela qual havia literalmente ansiado por toda a vida agora seria dele, dele para sempre. Que poderiam enfim viver seu amor depois de tanto sofrimento. Claro que lhe machucava a desaprovação de seus filhos, mas ele sabia que precisava de Maria para ser feliz, ela era a sua necessidade. Os dois se encontraram em frente à mesa de vidro onde o juiz e seus assistentes estavam posicionados. Ele beijou sua testa e encaixou seu braço no braço direito dela e terminaram o caminho lado a lado, ao som dos últimos acordes da canção.
Ya no puedo seguir
Resistiendo esa extraña sensación
Que me hiela la piel
Como invierno fuera de estación
Tú mirada y la mía
Ignorándose en una lejanía
Todo pierde sentido
Y es mejor el vacío que el olvido
Yo prefiero dejarte partir
Que ser tu prisionero
Y no vayas por ahí
Diciendo ser la dueña de mis sentimientos
No, no vayas presumiendo, no
Que me has robado el corazón
Y no me queda nada más
Si, prefiero ser el perdedor
Que te lo ha dado todo
Y no me queda nada más
A cerimônia caminhava para o final da parte litúrgica quando Estevão envolveu o dedo anelar da mão esquerda de Maria com a aliança repetindo para ela as palavras:
_ Recebe essa aliança em sinal do meu amor e de minha fidelidade. Você é, a partir de agora, a dona dos meus sentimentos. Não me resta nada mais, meu coração te pertence à partir desse momento, Maria.
_ Eu os declaro casados! – decretou o juiz.
Os dois assinaram o livro e se beijaram selando a união dos dois. Estevão e Maria a partir daquele momento, eram marido e mulher.
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