Manfor, por mais que seu instinto o despertava para algo que pudesse acontecer, temia que os anos de guerra que existiram no passado voltassem matar muitos neste tempo, criaturas místicas como duendes, fadas, trol, sereias, entre outros viviam em completa harmonia. Mas sua natureza e seus instintos de um mago muito poderoso, fez perceber que algo de errado estava para acontecer.

Numa noite após refletir, Manfor o mago teve uma visão em sonho:

—Manfor! Manfor! – sussurrava aquela voz de mulher macia e muito atraente.

Manfor sonhava com um lindo bosque que ficava ao sul de Kanon, junto às montanhas onde viviam a raça de Lagoléz, chamada montanha da morte. O dia estava lindo e a brisa era suave e refrescante, quando Manfor escuta aquela voz chamando seu nome.

O dia passa ser noite e a lua fica vermelha da cor de sangue, as aves fogem, e um grito quebra o silencio que pairava no bosque. Quando Manfor observa um movimento e se prepara para se defender, seu corpo brilhava como se não precisasse de luz externa, por ele ser um mago da luz, as trevas não o poderia cobri-lo.

— Manfor! Ele ouve um sussurro ao seu ouvido. Ao virar-se vê uma criatura, que somente é vista quando vai ocorrer um terrível mal. Quando a paz esta para for quebrada, existiam relatos que essa criatura foi vista a mais de 1000 anos, quando a guerra começou, trazendo muita morte, muita fome e frio.

Manfor, nunca imaginaria poder ver uma criatura tão magnífica, mas ao mesmo tempo destruidora.

Manfor se posiciona, mas sua voz suave e acolhedora o revela o porquê de sua aparição.

—Manfor! Dor e ódio irão destruir esse reino, a ganância nascerá no coração, e seu sinal será revelado nestas montanhas, uma criatura nunca mais vista ressurgirá, e trará dor a todos deste mundo, ele dominará reinos, inclusive os seu, nem mesmo a luz poderá afastá-lo desta vez. Mas somente uma criatura de um reino distante poderá salva-los, ele virá a esse mundo como um pássaro no céu, um ser ultrapassado, mas com um dom que nem ele mesmo conhece, sua pureza e sua perspicácia os ajudarão a destruir seus inimigos, o seu salvador vira no mesmo dia em que o sinal do mal surgir no céu.

E Manfor pergunta à Banshee:

—Mas onde ele surgirá? E quem é essa criatura que tirará a paz deste mundo?

A criatura se distância e não responde a Manfor. Ele grita para que ela responda, e ela responde ao longe:

— Na aldeia de Axcos, ao norte do vale salgado!

Manfor acorda, e nem mesmo espera o dia surgir e convoca o conselho dos magos reais, para que todos saibam o que irá acontecer.

—Manfor o que esta havendo!- Disse o líder dos Magos Reais

— Me desculpa meu senhor, mas esta noite após refletir muito, tive uma visão em sonho, onde uma Banshee aparece e me diz que neste mundo aparecerá uma criatura que colocará em risco a paz, e destruirá os reinos, inclusive o nosso.

— Um Banshee! Sussurravam uns com os outros.

— Manfor, você sabe o que significa isso? Estamos todos em perigo, e o que mais o Banshee disse a você? Como podemos nos livrar desta maldição?

Klarins se manifesta.

— Senhor, me perdoa interferir, mas não acha que se houvesse tal revelação todos nós teríamos tido a mesma visão, pois Manfor é um mago muito jovem e inexperiente, apesar de poderoso e mostrar aptidões inexplicáveis para sua idade?

— Sim Klarins, Manfor é realmente jovem, mas só porque somos magos não quer dizer que nosso destino esta a nossa disposição, e a vida tem seu ciclo próprio, não depende de mim ou de você, compreender essa natureza. Conclua Manfor.

— Senhor, ela diz que também aparecera uma criatura de outro mundo aonde iria nos salvar, um ser ultrapassado que aparecerá no céu como um pássaro, e que nele haverá tanto poder que nem ele mesmo o conhecia, e com esse poder ele derrotaria o destruidor.

Alguns Magos duvidam que Manfor esteja dizendo a verdade, pois Manfor era um mago muito jovem, enquanto os mais velhos deles não teriam tido essa revelação. Klarins, não acreditava que Manfor poderia ser mais poderoso que ele, e em seu coração a inveja o consumia.

Mas o mago mais experiente propôs uma votação:

—Quem de vocês acredita em Manfor levantem a mão direita.

Eles se olhavam e um por um levantava a mão, mas Klarins e outros três não o fizeram.

— Então Manfor como a maioria está de acordo, deixarei você encarregado de encontrar o salvador, e ajudá-lo a descobrir seu dom que nos trará a paz novamente.

Klarins se levanta e diz:

— Senhor não seria melhor que um mago mais experiente cumpra essa missão?

— Manfor foi escolhido pelo destino, ele deverá cumprir o propósito desta missão, para seu próprio crescimento.

Assim Klarins se retira com muito ódio, e resolve ir até a montanha da morte para impedir ele mesmo que o destruidor viesse e tirasse a paz do mundo. Mas o mestre dos magos reais sabia que Klarins iria tomar essa atitude, mas o destino precisava se revelar mesmo que um mago fosse responsável por sua destruição, à vida não escolhe os meios e nem seus caminhos a serem traçados, somente nos dá a direção e nós é que temos que segui-lo.

Passado alguns meses nada acontecera, Manfor já estava à procura do sinal em que o escolhido apareceria, estavam a dois dias do vale salgado, com seu cavalo branco imponente cavalgando pelas colinas de Axcos um vilarejo muito antigo de seres pequenos e muito peraltas, uma aldeia de gnomos e Duendes, duas espécies que aprenderam a conviver neste tempo em parceria os duendes muito festivos e bastante alegres, e gnomos muito passivos, adora a união e a liberdade dos seres.

Lugar apropriado para o surgimento do escolhido um lugar de sabedoria e muito companheirismo.

Manfor viaja com um ajudante, que ele conhece desde muito pequeno, seu nome é “Esperto”, porque Manfor o havia encontrado sozinho muito pequeno, mas pelo garoto aparentar esperteza o chamou de esperto.

Esperto havia perdido seus pais muito jovens, quando guerreiros e assassinos invadiram sua aldeia e mataram quase todos, mas ele fugiu.Sua mãe o conseguiu esconder em um porão, e neste porão havia uma passagem secreta que o levaria até a floresta mística e ele caminhou por muito tempo até chegar ao reino dos magos reais, e se oferece ser escravo de Manfor, por um abrigo e um prato de comida. Manfor o observa e vê que ele é muito jovem e pergunta seu nome, mas o garoto assustado e perdido, não se lembrava de seu próprio nome, pelo trauma em ver sua família sendo massacrado na noite anterior, ele se lembrava de tudo menos quem ele era, e como foi parar ali.

Manfor acolheu e lhe deu um nome, contratou seus serviços, pois nenhum mago real admite escravidão e miséria. Fazendo assim um meio de ajudá-lo a se lembrar do que havia ocorrido e quem ele seria, ele era de pequena estatura, de uma raça de anões. Muito trabalhador.

A caçada ao escolhido já havia começado, quem seria essa criatura que salvaria seu mundo, Manfor imaginava de varias formas, e não conseguia descobrir, parecia que seus poderes não eram suficientes, para ver o futuro.

Esperto sabia que seu senhor, e protetor estava angustiado e muito preocupado com os acontecimentos, eles não sabiam se sua missão seria cumprida com êxito, nem sabiam se iriam retornar desta luta, mas eles tinham fé que ao encontrar o salvador todos do reino voltaria a ter paz.