Elfos, Imortalidade e Magia.

7 Capítulo 7 - Invasão


Rurion se contorcia em sua rede por causa de seu sonho, era um sonho que envolvia sentimentos de amor, elfos podiam selecionar muito bem quando querem gostar de um ser, diferente dos humanos que é quase que se fosse uma escolha aleatória, sua mente começou a adentrar mais ainda em seu subconsciente, quando atinge uma área que lembra Rurion que deveria estar acordado. Rurion se acorda e se levanta em um pulo, por mais que seja um elfo puro e o único mortal, ele nunca acordava disposto, ele cresceu de maneira diferente.

Ele com muita preguiça, foi ajeitando suas coisas, e então, pegou uma corneta de um dos homens do exercito e a tocou para acordar a todos.

Estava uma bagunça, era uma correria, Rurion sem ser percebido pelo gigante de braços de Titãns, caminha um pouco e encontra com o líder da rebelião, ele estava sentado admirando o nascer do Sol. Rurion logo se junta a ele. O velho homem começa uma conversa um tanto interessante:

–Olá meu jovem elfo, conseguiu dormir diante todos nós?- Pergunta sorridente.

–Dormi extremamente bem, sou acostumado a dormir desse jeito, mas porque pergunta assim?- Rurion estava desconfiado de algo

–Sabe, quando eu tinha um pouco mais que a sua idade, eu tive que entrar em uma guerra, e um elfo também estava, nem eu e nem ele queríamos morte, então nos unimos e ficamos escondidos até o final da batalha promovendo a paz. Ele odiava humanos, mas mesmo assim ele lutou ao meu lado, e eu ao lado dele.

–Então o senhor sugere que eu também odeio humanos?

–Sim, mas eu entendo, mesmo você nos odiando, é tão gratificante ver um elfo novamente. – Termina a conversa o velho homem, que depois de sua fala, se levanta e arruma sua armadura.

–Sabe, você parece ser um bom homem, eu encontro muitos assim, mas do mesmo jeito continuo com esse rancor de vocês, vocês tiraram tudo de mim, sou o único elfo mortal por causa de vocês.

–Sinto muito ouvir isso, mas tenho certeza que você verá que nem todos são assim. Mais uma coisa, não tinha uma mulher com vocês?

Rurion olha em volta e percebe que a garota que andara com eles até lá não estava mais.

Depois de uma pequena conversa, o homem velho caminha até onde o seu exercito estava, ele bateu continência e inspirou o ar, como se fosse gritar para o mundo inteiro ouvir, bem, e era isso mesmo.

–SOLDADOS, ESPERAMOS UMA ETERNIDADE PARA ISSO, COM MUITO ORGULHO, ANUNCIO NOSSO ATAQUE AO REI, O MESMO REI QUE TIROU NOSSA LIBERDA, MAS ESTAMOS AQUI HOJE PARA ACABAR COM A TIRANIA DELE. OS SOLDADOS DELE DEVEM ESTAR EXAUSTOS, ELES NÃO MERECEM MORTE, VISEM SEMPRE O REI E VIDA LONGA AO HOMENS!

–SIIIIIIIM

–ISSO MESMO GENERAL.

Todos aplaudiram o pequeno discurso de motivação do velho guerreiro, então foi ordenado que cada tropa seguisse seu comandante, subiram em seus cavalos, alguns foram a pé e assim, formaram-se em um batalhão, com armaduras, lanças, escudos e bandeira para representar sua rebelião. Rurion e Libronn estavam liderando só uma tropa, Rurion queria muito arrancar a cabeça do rei, assim como ambos de seus colegas, mas essa era a ambição do líder da rebelião.

Rurion, montado em um cavalo ao lado de Libronn que estava sem, comentou:

–Ei, Libronn, aquela garota que estava conosco, ela fugiu.

–Que diferença irá fazer? Vai sobrar mais recompensa.

–Bem... Sobre a recompensa, você vai querer me matar depois.

–O que? –Pergunta Libronn desconfiado, mas no momento em que ele esperava a resposta, o líder da rebelião, seguiu em frente com seu cavalo e soltou um grito de guerra para que todos o acompanhassem.

Chegando próximo ao castelo onde o Rei vivia, eles desceram de seus cavalos, então Rurion foi mandado para ver o que tinha dentro dele, Libronn foi mandado logo em seguida, e depois, foi todo o exercito. Rurion escalou em uma das torres, viu que havia um guarda vigiando a mesma em que estava subindo, se segurando nas grades de uma janela, Rurion saca uma de suas adagas, segura no sentido contrario e continua a subir. Chegando a certa altura, Rurion consegue ver o guarda de costas, é aonde Rurion pula e cai cortando a garganta do guarda, que surpreendido e ensanguentado, se contorce até sua morte.

Rurion pega seu arco e pega suas flechas da categoria rasgador dos ventos, prepara 3 delas, puxa o arco e atira. Com a manipulação de poucos segundos do aço que seu arco permite fazer, Rurion conduz cada flecha para uma direção diferente uma da outra, atingindo em cheio os 3 guardas que estavam em cima das torres. Rurion prende uma corda de onde estava, faz um sinal que aquela estava liberada, e então ele faz o mesmo processo, até que todos da divisão que iriam por cima estivessem lá.

Libronn com seus braços fortes quebra o portão do castelo, permitindo a entrada de sua tropa. O barulho fez com que os homens no castelo se preparassem rapidamente, alguns ficando até mesmo sem armas, enquanto o Rei é levado a um lugar seguro.

Rurion vai descendo as torres liderando a sua tropa, chegando em um ponto de encontro com Libronn e sua tropa. Rurion, armado com suas duas adagas e Libronn, com seus braços rochosos que por dentro ardem um fogo tão intenso e um gelo tão frio que os dois elementos conseguem ficar neutros em seus braços, um milagre considerado por ele, um misterioso fenômeno químico para Rurion.

Os dois seguem em frente as tropas e atrás do líder da Rebelião, eles vão correndo em um corredor onde levava ao trono, mas o Rei não estava mais lá. Os 3 enfrentaram os soldados que viam até o exercito chegar, quando o exercito chegou, Rurion conseguiu escalar em um lugar onde pode se sentar, sentado, ele se concentrou, fechou os olhos, entrou em profunda calma, sua orelha esquerda começou a se mexer, ele começou a sentir cheiros diferentes, e assim ele identificou o local onde estavam protegendo o Rei e ouviu mais um barulho vindo de fora do castelo. Rurion abriu os olhos, se levantou e voltou ond estava o líder Rebelde e Libronn, se juntando a eles na batalha, em um momento ele exclamou:

–Eu sei onde devemos ir.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.