Notas iniciais
Bem, mais uma semana, mais um capítulo. Espero que gostem...

Algumas semanas se passaram desde a ida de Lucy na faculdade e de Miguel entrar no colégio. Os dias continuavam calmos e serenos, como se fossem dias angelicais.

Num piscar de olhos, o ano letivo já tinha acabado e começado novamente.

– Já estamos em Abril. – disse Kurama, usando seu jaleco, em seu laboratório. – Já estamos passando do prazo para terminar isso.

– Eu sei. – disse Arakawa, coçando a perna direita com o pé. Estava de jaleco, como sempre. – Agora eu só queria tomar um banho. – suspirou.

– Pode usar o banheiro do laboratório. – disse Kurama, fazendo testes com o sangue de Lucy. – Não vou te torturar sem banho que nem o Kakuzawa.

A mulher saiu sorridente, como se aquilo fosse o melhor momento da vida dela.

Logo, estávamos no Verão. As férias foram o momento perfeito para aproveitar o melhor de Kamakura: As praias.

Era uma terça de Agosto, às 9h da manhã. Mesmo no verão, o movimento estava pequeno. Não havia tantos turistas, talvez por causa do caso das mortes que ocorreram no ano anterior. Mesmo assim, ainda se via alguns casais com filhos ou adolescentes e jovens paquerando as garotas de biquíni. O céu estava com algumas nuvens, mas nada com cara de chuva.

Kouta e Kurama decidiram que ir à praia seria uma forma de reunir todos novamente. Miguel também estava lá, acompanhado de seu irmão e cunhada. Todos estavam na calçada da praia, prontos para ir para a areia.

– Muito prazer. – disse o irmão de Miguel para todos. Tinha cabelos castanhos escuros e olhos azuis, como o irmão, mas parecia ter uns 28 anos. Usava uma bermuda preta e uma camiseta azul clara.

– Esse é meu irmão, Marcos Oliveira. – disse Miguel, apresentando o irmão a todos. Depois, apontou para a moça ao lado dele. – Aquela é a esposa dele, Patrícia Oliveira.

A mulher tinha cabelos longos, negros, e pele morena clara. Tinha olhos castanhos claros, belos e aconchegantes. Era uma mulher muito bonita e devia ter uns 27 anos. Usava um biquíni branco, tomara-que-caia, com uma canga roxa amarada na cintura. Seus seios eram médios e seu corpo, belo como uma boa brasileira. Seu rosto também era lindo de se ver.

– Olá. – disse ela, depois se curvou. – Muito prazer em conhecê-los.

– Prazer. – disse Yuka, também se curvando.

Yuka usava um biquíni azul claro, que acentuavam seus seios, Nana usava um preto, Kanae, um azul escuro e Lucy, um vermelho. Mayu usava maiô branco. Kouta estava com uma bermuda vermelha e camiseta branca. Miguel usava uma bermuda verde e camiseta preta, sem sua corrente no pescoço. Todos estavam de chinelos.

– Vamos pra água! – disse Mariko, puxando o rapaz pelo braço. Ela usava um maiô amarelo bem claro.

– Vamos! – disse o rapaz, tirando a camisa e jogando em cima do irmão.

Eles passaram bem rápido pelas pessoas, já que não haviam tantas.

– Eles estão se divertindo mesmo. – disse Kurama.

Ele usava uma bermuda azul e camiseta vermelha. Hiromi estava ao seu lado e usava um biquíni azul claro com uma canga branca.

– Eles são crianças. – disse ela, virando-se para as meninas. – Vocês não vão também?

– Claro, claro. – disse Mayu.

Ela puxou Nana e Kanae para água. Os outros foram montando os guarda-sóis e as coisas para o almoço. Miguel e Mariko brincavam de jogar água um no outro. As meninas também entraram na brincadeira. Depois de algum tempo, Mariko pegou a bola de praia que havia trazido. Começaram a jogar, até que o vento a levou para o fundo.

– Eu pego! – disse Miguel, indo em direção à bola.

O garoto nadou até a bola, pegou e voltou, entregando para Mariko.

– Muito obrigado, Miguel. – disse.

Patrícia, Yuka e Hiromi ficaram conversando debaixo do guarda-sol. Enquanto isso, Marcos e Kurama estavam jogando vôlei contra Kouta e Lucy. Por alguma razão, Lucy não errava nenhum saque, bloqueio ou ataque. Depois de uma humilhação de 14 X 0, Kurama desistiu.

– Trapaceira. – sussurrou Kurama, passando ao lado de Lucy.

– Só tive sorte. – sussurrou ela de volta.

Depois de três horas, eles chamaram todos para almoçar. Patrícia havia preparado algo que é obrigatório na praia quando se trata de brasileiros: Farofa, arroz e molho. Os rapazes montaram uma churrasqueira pequena e prepararam a carne.

– Itadakimasu! – disseram todos, sentados debaixo dos guarda-sóis.

Como sempre, todos começaram a comer, mas os Oliveira ficaram de olhos fechados por alguns segundos. Depois, começaram a comer.

– Muito boa essa comida. – disse Kouta, dando uma garfada, porque comer comida brasileira com hashi não dá, né?

– Especialidade brasileira. – disse Patrícia, sorrindo.

– Miguel... – disse Marcos para o irmão, olhando para as meninas. – Qual dessas é sua namorada?

O garoto ficou mais vermelho que um pimentão.

– Nenhuma! – disse o rapaz, um pouco alto.

Ele parecia tímido.

– Desculpe. – ele olhou para o lado. – Ele sempre fica no meu pé perguntando esse tipo de coisa.

– Tudo bem. – disse Mayu.

– Tá. Nenhuma... – repetiu Marcos, dando uma garfada. – Então, de qual você gosta?

– Marcos!

Eles comeram, brincaram e descansaram um pouco. Miguel e Mariko foram para a água novamente, junto com Nana, que parecia mais criança que Mariko. Lucy trocou de lugar com Nyu, que ficou brincando com eles também. Kanae ficou pegando sol enquanto Mayu ficava observando o mar. Os outros ficaram passeando por ai.

– Lindo, não? – perguntou Patrícia, chegando ao lado de Mayu e se sentando.

– Ah, sim. – disse Mayu, olhando para o horizonte. – O céu, o mar, as nuvens...

– Eu estava falando do Miguel e da Mariko. – ela riu. – Ele brincando com ela me dá mais certeza que ele será um bom tio... E pai também...

– Sim, com certeza. – disse Mayu.

A palavra “pai” lhe trazia más lembranças, mas aquele passado Mayu já tinha esquecido. “Bola pra frente e vamos viver!”, pensava ela.

Um rapaz se aproximou de Kanae, que estava de costas pegando sol, e passou a mão em sua bunda.

– Ei! – gritou ela, se levantando para tirar satisfação. – Quem você pensa que é?

– Você gostou, não é, vadia? – perguntou o rapaz, levantando a mão para bater nela.

De repente, um homem deu um soco de direita na cara do rapaz, derrubando-o. Tinha cabelos castanhos, curtos, e usava óculos escuros. Estava de calça preta com uma jaqueta azul. Ele levou a mão esquerda à boca, fumando seu cigarro.

– Quem você pensa, seu idiota? – gritou o rapaz, se levantando.

O homem puxou uma pistola da calça e apontou para o rapaz.

– Sou o cara que vai explodir seus miolos se não for embora. – disse ele, com a arma na cara do rapaz.

O idiota correu e o homem guardou a arma.

– Bando... – suspirou Mayu, se levantando e indo em direção do homem. – Você sempre deixa suas ações falarem primeiro...

Bando olhou para ela, com cara de indiferença. Kanae já se acalmara.

– O que disse, garota? – disse Bando. – Quer que eu te mate?

– É assim que agradece a pessoa te arranjou um emprego de segurança? – respondeu. – Ameaçando ela?

Ele deu de ombros.

– Que se dane. Vou embora antes que aquela vadia de chifres apareça. Não quero ter que mata-la com tanta gente aqui. – ele deu uma tragada no cigarro, lançou a fumaça para o alto e olhou para ela nos olhos. – Te cuida, garota. Não vou estar sempre aqui pra te proteger e nem suas amiguinhas.

Ele saiu andando em direção da calçada. Kanae se deitou novamente, um pouco nervosa com o acontecimento.

– Quem era aquele? – perguntou Patrícia, confusa. – E porque você falou com tanta calma mesmo com ele com uma arma em punho?

– Bem, o Bando só é um ex-agente de um grupo de forças especiais. – Mayu se sentou novamente. – Ele quase foi morto pela Lucy, quando ela ainda era uma psicopata procurada. Ele morou nessa praia por um tempo e eu ajudei ele algumas vezes, trazendo comida e cuidando de seus ferimentos. Um dia eu consegui um emprego pra ele como segurança de uma área comercial aqui perto.

– Entendi... – Patrícia estava com cara de paisagem. – Quer dizer que os assassinatos do ano passado...?

– Foram a Lucy, sim. – Mayu olhou para as nuvens. – Ela nasceu com o DNA alterado, o que lhe deu algumas habilidades. Só que, após um “incidente”, ela acabou conseguindo uma segunda personalidade, uma garota inocente, alegre e divertida, que só sabia falar “nyu”. Assim, deram o nome a ela de Nyu.

Ela observou o momento em que Nyu foi pega por uma onda, que a levou até a beirada da praia.

– Entendo... – disse Patrícia. – Mas vocês conseguiram reabilita-la para a sociedade.

– Isso mesmo... Kurama ajudou bastante, destruindo todas as informações sobre o passado dela e deixando somente o que era mesmo necessário.

– Sim... Quer dizer que posso deixar meu cunhado ir até a sua casa sem medo de que ele volte morto? – ela ironizou um pouco a voz ao dizer essas palavras.

– Pode ter certeza. – Mayu fez um sinal de joia.

– Até porque ela não deixaria que machucassem o queridinho dela, né? – Kanae se meteu na conversa.

– O-o q-qu-que você quer dizer? – gaguejou Mayu, corada. – É você que está afim dele.

– Eu? – perguntou, rindo. – Você que fica observando ele o tempo todo no colégio.

– É que eu não quero que ele arranje problemas, já que é um aluno novo. Nada mais.

– Então vou dizer para a Meiko que está liberado pra ela tentar. Ela que queria perguntar aquilo no primeiro dia.

– Vo-você vai dizer isso mesmo?

Elas ficaram nessa discussão, até que Patrícia suspirou e disse:

– Vejo que ele está em boas mãos. Só não quero que vocês deixem ele ser perseguido por todas do colégio. A mãe dele disse que ele já estava sendo caçado pelas garotas no Brasil, como se fosse um troféu...

Mayu olhou para ele, que ainda estava brincando com Mariko, Nana e Nyu.

– É por isso que ele é tão tímido quando alguma garota se aproxima dele no colégio... – disse Kanae, pensativa. Então, ela se lembrou de algo que Patrícia disse. – Mas espera ai! Você disse algo sobre tio, não disse? Por acaso você está grávida?

– Você tem boa percepção. – Patrícia riu da situação. – Estou de duas semanas. Marcos já sabe, mas Miguel ainda não. Será uma surpresa pra ele.

Elas continuaram lá, olhando o céu, conversando e guardando lembranças daquele momento.

Mas, como nada dura pra sempre, nem um belo momento de areia e água, eles tiveram que voltar pra casa. Cada um colocou suas roupas e foi. As meninas colocaram um short a e uma camiseta cada.

– Até amanhã de manhã! – disse Mariko, entrando no carro preto de Kurama.

– Até! – disse Nana, saindo andando com o resto do pessoal.

Kouta e Cia moravam perto, então não tiveram que andar tanto. Os outros entraram em seus carros e foram pra casa.

No outro dia, Lucy foi atender a porta logo de manhã.

– Olá. – disse Miguel, atrás de Mariko. – As garotas estão acordadas?

Lucy, que estava só de short curto e camiseta larga sem manga, com cara de quem havia acabado de acordar.

– Ainda não. – ela bocejou. – Entrem.

Mariko estava de saia azul, larga, até os joelhos e com uma camisa amarela clara, de manga curta, com detalhes em babado. Miguel estava com uma bermuda preta com detalhes brancos na lateral e camisa azul clara, de manga curta.

– Por que vocês vieram tão cedo? – perguntou Lucy, passando pelo corredor. Ao ver a hora no relógio, se assustou. – Já são 10h?!?!

Ela saiu correndo, batendo nas portas de todos os quartos, deixando Miguel e Mariko na porta. Ela gritava sem parar:

– Pessoal! Tá na hora! Já são 10h!

– 10h? Já? – perguntou Kouta, abrindo a porta do quarto e saindo. Ele estava sem camisa, só com a calça de pijama.

– Como?!?! – perguntou Yuka, saindo logo atrás. Ela estava só de camisa de pijama e calcinha. – 10h?!?!

– Sim! – disse Lucy, se virando.

Ao ver como estavam vestidos, ela quase entrou em choque.

– O-o qu-que... – ela gaguejou um pouco, mas depois normalizou a fala. – O que vocês fizeram, vestidos assim?

Yuka e Kouta se entreolharam, olharam pra como ambos estavam e tomaram um susto.

– Na-nad-nada! – disse Yuka. – Eu só estava com calor essa noite e decidi dormir assim.

– Eu também! – disse Kouta. – Fiquei com calor e tirei a camisa...

– Sei...

Lucy havia feito a cara mais assustadora e demoníaca que já havia feito algum dia...

– Falando nisso, por que você quer saber? – perguntou Yuka, curiosa.

– P-po-por na-nada... – Lucy desviou o olhar.

– Nós somos um casal e temos nossas intimidades. E se quer saber, não aconteceu nada.

Mayu, Kanae e Nana chegaram a “Cena do Crime”. Kanae e Nana estavam de short e camiseta, enquanto Mayu só usava uma camiseta velha por cima do corpo e da calcinha. Logo atrás delas, veio Miguel e Mariko. Ao ver como estava o lugar, ele puxou Mariko de volta.

– Rolou uma festinha aqui ontem à noite, hein irmão? – perguntou Kanae, ao ver como ele e Yuka estavam.

– Não aconteceu nada! – gritou ele, de vez. – Vão para os quartos e troquem de roupa. Pode ser férias, mas vocês não vão ficar sem fazer nada.

Cada um se dirigiu ao seu quarto. Mayu parou no caminho para falar com Miguel. Mariko tinha ido para a porta de entrada novamente.

– Desculpe a bagunça logo de manhã. – desculpou-se ela, se curvando.

Como o corredor era estreito, ela bateu de cabeça nele.

– Ai! Desculpe!

– Que nada. – disse ele, passando a mão na barriga.

Como estavam próximos e ele tinha que olhar pra baixo pra falar com ela, ele acabou vendo um pouco por dentro da camisa dela. Logo depois, virou o rosto.

– O que? – perguntou ela, até perceber que ele tinha visto seus peitos. – Ah!

Ela tentou correr, mas caiu, tombando ele também. Ele ficou de joelhos, por cima dela, se apoiando com as mãos ao lado dos ombros dela. Eles ficaram se encarando por alguns segundos, como se o tempo tivesse parado.

– Mayu, por que você... – Kanae ia continuar a frase, mas parou ao vê-los. – Me desculpe. Não queria atrapalhar...

– Não é isso que você está pensando! – disseram os dois, se levantando de imediato, ficando ela sentada e ele de joelhos.

Kouta e Yuka, que haviam trocado de roupas, saíram do quarto e deram de cara com a cena... Logo depois, os outros, até mesmo o Wanta... Ver aqueles dois, daquela forma... O que era pra ser um dia de passeio e brincadeira entre adolescentes e crianças começou de uma forma não muito boa...

Notas finais
Bem, sem notas dessa vez... O que acharam? Engraçado? Ridículo? Pervertido? Se for a última, já peço desculpas...