Notas iniciais
Bem, o final de mais uma FanFic... Não tenho palavras para descrever como me sinto neste momento a não ser estas: Obrigado a quem leu... Largando o lado super emotivo e voltando ao nível normal de masculinidade, queria realmente agradecer a quem está lendo. Seu que é uma história chata, sem muito sal e com final no mesmo estilo, mas foi o que deu para eu, com meu cérebro humano masculino, consegui preparar. Muito obrigado e boa leitura.

Algumas semanas após a volta às aulas, todos se reuniram na pensão: Miguel, Mariko, Hiromi, Emi, Mayu, Kaede, Kanae, Kouta, Yuka, Nana, Marcos, Patrícia e Isabela. Junto de Patrícia estava seu filho, Enzo, que fazia um ano no dia. Era um sábado à tarde.

– Consegui galera. – Miguel estava na frente de um notebook, na cabeceira da mesa de jantar. – Podemos conversar com o pessoal do Brasil.

Marcos e Patrícia, que carregava Enzo em seus braços, foram até a frente do computador. Patrícia deixou Enzo de frente para a câmera, para poderem vê-lo.

– Meu netinho! – disse a mãe de Marcos e Miguel, em português. Ela parecia ter uns 55 anos. – Que lindo!

– Me deixe ver. – disse a avó deles, tirando a própria filha da frente. A avó parecia ter uns 80 anos, mas bem conservada. – Lindo menino. Meu primeiro bisneto, Enzo. Que Deus te abençoe e te proteja de todos os males, menino do coração da vovó.

O garoto riu, feliz.

– Feliz aniversário, Enzo! – gritou o pessoal do outro lado do mundo.

Um rapaz, que parecia ter a mesma idade de Miguel, apareceu na tela.

– Traz bolo pra mim, tá, Miguel? – perguntou ele, brincando.

– Vou levar, Pedro. – respondeu Miguel.

O pessoal da pensão deixou somente Miguel no notebook para ele conversar com a mãe e a avó. O rapaz fez um sinal para Mayu, pedindo para ela se aproximar.

– Esta é minha namorada, Mayu. – Miguel apresentou a menina para a mãe, em português. Depois, ele se direcionou para Mayu. – Estas são a minha mãe e minha avó. – ele disse em japonês.

– Prazer em conhecê-las. – disse Mayu, em português.

– O prazer é meu. – disse a mãe de Miguel. – Meu nome é Lúcia e o de minha mãe é Valentina.

Lúcia olhou bem para o filho, encarando-o.

– Você não fez nada de errado com ela, fez? – perguntou.

– Não, mãe! – ele ficou envergonhado. – A senhora é muito maldosa.

– Não posso mentir. – disse Mayu. – Houveram acidentes, mas nada que fosse por querer.

– Acidentes, é? – disse Lúcia, num tom irônico. – Por causa de um acidente que você nasceu, Miguel. E que acidente...

– Mãe, diferente de você e do Marcos, eu não sou um tarado. Vocês são exemplos de pessoas que criam preconceito mundial com o Brasil, dizendo que somos um bando de safados que só querem saber de sacanagem...

– Olha como fala com sua mãe. – disse Lúcia.

– Mas ele tem razão. – disse dona Valentina. – E olha que eu criei vocês direitinho.

– Tia, o que a vó disse é verdade. – Isabela entrou na frente da tela. – A cada dez frases que você diz, vinte tem sacanagem.

– Mãe! Bela! Vocês são muito más!

Eles deram algumas rizadas, mas Lúcia ficou séria de repente.

– Tenho que sair agora. Tem alguém aqui querendo falar com vocês.

Ela deu o lugar para um homem de óculos.

– Podem chamar o pessoal, por favor? – perguntou Kurama, ficando na frente do computador.

– Claro. – disse Miguel. – Pessoal! O Kurama tá aqui!

Mariko e Hiromi foram as primeiras a ficar de frente para o notebook, seguidas de Nana e os outros.

– Papai! – gritou Mariko.

– Mariko! – ele lagrimejava. – Você cresceu tanto.

– Papa! – Nana entrou na frente de Mariko. – Quando você volta?

– Nana! – Kouta tirou a garota da frente do notebook.

Kurama riu e limpou as lágrimas do rosto.

– Bem, esse é um dos assuntos que quero falar. – disse ele. – Na verdade, tanto eu como a Arakawa poderemos voltar ao Japão daqui a dois meses, segundo a decisão do governo. Então, logo logo estarei com vocês.

Hiromi sorriu levemente, mas com certa tristeza.

– Só daqui dois meses? – perguntou. – Eu não aquento nem mais um dia e você me diz dois meses.

– Não se preocupe. Esse tempo vai passar rápido.

Miguel, que já estava sendo esmagado pela pilha de gente que havia vindo conversar com Kurama, fez um gesto para darem espaço.

– Vamos deixar a família a sós. – disse, se levantando. – Eles têm muito para conversar.

Os outros deram espaço e se espalharam pela casa, deixando Kurama, Hiromi e Mariko conversando.

Um pouco mais tarde, alguém chamou no portão.

– Deve ser ele. – Kaede correu até a porta.

Ao abrir, Albert, o ruivinho do curso, estava esperando. Usava uma calça jeans preta, uma camisa de botão branca de manga curta e um sapatênis bege.

– Pode entrar. – Kaede deixou-o entrar. – O pessoal estava louco para te conhecer.

– Ok. – ele foi até a varanda e tirou os sapatênis.

Ao entrar, ele foi o centro das atenções. Kaede o levou até o meio do pessoal, na sala de jantar próxima dos fundos, para apresenta-lo a todos.

– Pessoal, este é Albert Kutner, o rapaz que me ajudou no primeiro dia de aula. – disse ela.

Kouta se aproximou dele e estendeu a mão. O rapaz retribuiu o gesto, apertando a mão de Kouta.

– Prazer, Albert. – disse. – Eu sou Kouta, o “irmão mais velho” da Kaede.

– Tá mais pra quase ex-namorado. – disse Kanae, brincando com irmão. – Se bem que tudo que eu ouvi que fizeram não faria ser quase...

Kouta a encarrou, sério.

– Você tem que aprender a travar sua língua, sua pirralha. – disse ele, ainda sério. Depois se virou novamente para Albert. – Me desculpe por ela. Ela está numa fase difícil.

– Sei como é. Tenho duas irmãs, uma mais velha e uma mais nova.

Eles se entreolharam de uma forma que somente os homens entenderiam e disseram um ao outro pelo olhar: “Boa sorte... Vai precisar...”.

Yuka se aproximou do rapaz, simpática.

– Eu sou Yuka. – disse ela. – Espero que cuide bem de Kaede.

– Claro. – disse ele. – Eu faço isso.

Eles seguiram com a festa, com Albert falando um pouco sobre sua vida e seus apelidos: Europa, Ariano, Alemão, Filhote de Nazista, etc.

Enquanto todos conversavam, Mayu e Miguel deram uma escapada e foram sozinhos para os fundos da pensão. Ela usava uma blusa de manga longa fina e uma saia um pouco acima dos joelhos. Ele usava uma jeans azul e camisa clara manga curta.

Ao chegarem lá, fecharam a porta que dava para fora.

– Dá pra acreditar que chegamos a isso? – perguntou ele, colocando a mão no bolço para pegar algo.

– Não mesmo. – ela riu e fez o mesmo. – Vamos fazer isso?

– Vamos.

Ambos tiraram um pequeno embrulho de seus bolsos e estenderam um para o outro, dizendo:

– Feliz Aniversário de Namoro.

Depois, eles viraram-se de costas um para o outro e abriram seus presentes. Ela ganhou um cordãozinho de prata e ele, uma pulseira masculina de prata e couro.

– Obrigado. – disseram ambos, se virando um para o outro.

Ela o ajudou a colocar a pulseira no braço e ele colocou o cordão em seu pescoço.

– Vamos, antes que percebam que sumimos. – disse Mayu.

– Vamos mesmo. – disse Miguel.

Eles entraram silenciosos, cada um com seu novo presente. Os outros pareceram nem notar ou só fingiram que não.

A festa foi indo, cada um se divertindo e conversando. Eles pareciam bem felizes com Enzo, que não chorou nem um segundo em toda a festa. Algumas semanas antes haviam acontecido os aniversários de Miguel e Mayu, e agora, o aniversário de Enzo e o do namoro dos dois.

Dois meses depois, Kurama e Arakawa retornaram. Todos foram encontra-los no aeroporto. Foi uma grande bagunça, pois os guardas acharam que estavam sobre ataque. Quatro diclonius no mesmo local era algo de se assustar.

– Pai! – gritou Mariko, correndo até Kurama.

– Papa! – Nana fez o mesmo.

– Amor! – Hiromi estava da mesma forma.

– Mariko! Nana! Hiromi! – ele abriu os braços para abraça-las.

Arakawa ficou lá, parada, enquanto as três abraçavam-no. Ela se sentiu um pouco esquecida nessa história.

– Quanto tempo. – disse ele, lacrimejando. – Minha vida foi um inferno sem vocês.

Miguel se aproximou dele, com cara de chateado.

– Segunda vez que cumprimos nossa promessa de nos encontrarmos de novo, doutor. – disse ele, rindo. – E se por inferno, quis dizer conviver com minha mãe, você vai se ver comigo.

– Calma, Miguel. – Kurama também riu. – Não perca a cabeça. Não era isso que eu disse.

Albert também estava lá. Ao que parecia, ele já estava se juntando a galera, com possível chance de entrar para a família, se Kaede desenvolvesse esse tipo sentimentos por ele... Ou somente demonstrasse-os...

Bem, a vida continuou: Coisas boas, coisas ruins, coisas mais ou menos. Tudo foi indo bem e tinha que terminar bem.

Para comemorar a volta de Kurama, eles aproveitaram que as Férias de Verão haviam chegado e foram até a praia. Era uma manhã sem nuvens.

– Está bem calmo ainda. – disse Miguel, olhando a praia quase vazia. – Aquilo ainda está afetando tanto as pessoas?

– Bem, o medo é a arma mais forte que se pode usar. – disse Kurama. – Se você olhar bem, essa área é a com maior número de diclonius vivos no mundo. Era de se esperar algo assim.

Nossa galera estava toda lá: Kurama, Kouta, Marcos, Miguel e Albert, todos de bermuda; Enzo estava com uma sunga infantil; Patrícia, Yuka, Kaede, Kanae, Nana, Hiromi, Arakawa, Isabela e até mesmo Mayu, todas de biquíni; Emi e Mariko usavam maiôs.

A galera toda estava se divertindo, nadando e brincando na água e na areia. Era a chance de Kurama ter uma revanche pela outra partida de vôlei de praia contra Kaede.

Ele fez dupla com Nana, uma escolha muito boa; Kaede fez dupla com Albert, que já havia sido campeão de vôlei num torneio de amadores nos EUA.

Bem, saques, rebatidas, bloqueios... Por fim, o jogo acabou 23 a 21, vitória de Kaede e Albert.

– Bem, dessa vez foi justo. – disse Kurama, um tanto chateado.

– Bem, é a vida. – disse Kaede.

Na hora de comer, todos sabiam o que viria...

– Churrasco, farofa, molho e refrigerante. – disse Isabela, irônica. – Nem desconfiava.

– Bem, é algo que não pode faltar. – disse Miguel, pegando seu prato.

Cada um colocou seu prato e agradeceu.

– Itadakimasu!

E como sempre, a comida estava boa. Patrícia, com Enzo no colo, ficou dando papinha a ele, que fazia careta sempre que ela tentava.

– Enzo, come a papinha, vai! – dizia ela, em português, fazendo aquela voz que só as mães sabem fazer. – Quer que eu prove? Hum?

Ela comeu uma colher de papinha, o que fez Enzo ficar interessado. Ele foi comendo, fazendo aquele biquinho enquanto ela tirava o excesso de papinha do rosto dele.

– Por que você está criando ele em português? – perguntou Kanae, curiosa.

– Bem, é que eu não quero que ele perca o sua cultura original. – disse ela. – O principal é sempre a língua. Se ele falar mais de uma, já estará bem de vida.

– Eu posso ensina-lo inglês e alemão, se quiser. – Albert deu uma bela garfada na comida.

– Seria ótimo! – Patrícia adorou a sugestão. Depois, voltou a dar comida para Enzo. – Come, vai! Come a papinha!

Bem, depois de almoçar e descansar o estômago, eles voltaram a brincar e se divertir.

Mayu ficou no sol por um tempo, depois de passar bronzeador. Miguel ficou ao seu lado, olhando Mariko e Emi de longe.

– Dá pra pensar que elas cresceram tão rápido? – ele ria.

– É até engraçado pensar nisso. – Mayu olhava para elas e ria também. – Isso é realmente diferente.

Ela se virou de costas para o sol e deitou em sua toalha de praia.

– Miguel, pode passar bronzeador nas minhas costas? – perguntou ela.

– Claro.

Ele colocou o bronzeador nas mãos e começou a passar nela.

– Suas costas estão duras. – disse ele, passando o bronzeador. – Quer que eu massageie um pouco.

– Pode ser. – disse ela, um pouco envergonhada. – Só cuidado para não pensarem a coisa errada.

Enquanto isso, Nyu tomou o controle do corpo. Como Kaede estava muito ocupada com os estudos, quase não deixava a hiperativa sair.

Nyu foi até Albert, que estava com uma prancha de surf em mãos. Aparentemente, ele já tinha praticado um pouco.

– Nyu! Surfar! Deixa? – perguntou ela, pulando no mesmo lugar.

– Claro, Nyu. – disse ele, indo até a água. – Me siga.

Ela o seguiu até lá, onde ele a ajudou a se sentar na prancha e ir para o fundo. Depois, ajudou-a a levantar e começou a ensina-la.

– Fique mais reta! Não, foi demais! Afaste um pouco os pés!

Ela caiu na água, mais uma vez. Depois de várias quedas, ela já estava pegando o jeito. Quando as ondas começaram a ficarem mais fortes, Nyu já estava fazendo manobras de surf.

Enquanto surfava, Kaede pegou o controle de volta, mas conseguiu surfar tão bem quanto Nyu... Ou melhor...

– Muito bem, Kaede. – disse Albert quando ela se aproximou. – Está muito bem.

– Como você sabia que era eu e não ela? – perguntou Kaede.

– Bem, é que você tem um olhar mais determinado e furioso, enquanto Nyu é mais tranquila e alegre.

– E você notou isso a mais de 10 metros de distancia e em movimento? – ela fez uma cara de quem não acreditou.

– Bem, foi isso. Além do fato de que seus olhos ficam mais bonitos quando você tá no controle.

Ela corou e virou o rosto, envergonhada.

Por cerca de 15h, todos já haviam entrado na água ao menos uma vez. Kouta não havia tomado cuidado e ficou levemente queimado. Marcos, vermelho como um camarão. Eles se reuniram nos guarda-sóis, mas Arakawa não estava lá.

– Onde está ela? – perguntou Kurama, olhando em volta. – Se ela sumir, eu tô ferrado.

De repente, um homem de bermuda preta veio trazendo ela nos braços. Ela estava com um biquíni preto e desacordada.

– O que houve? – perguntou Hiromi, tentando se aproximar.

– Ela acabou pisando em um buraco na área funda d’água. – disse o homem, de óculos escuros. – Esses desgraçados do governo nunca colocam os avisos para tomar cuidado.

Ele começou a fazer os exercícios de primeiros socorros. Depois de três tentativas de respiração boca-a-boca, ela cuspiu a água e voltou a respirar. Ela olhou para o homem, de óculos escuros e cabelos bem curtos.

– Obrigado. – disse ela, sorrindo para ele.

Ninguém tinha notado até então, mas o homem em questão era Bando, o cara mais violento de toda a região.

– Tome cuidado da próxima vez. – disse ele, ajudando ela a levantar. – Eu posso não estar aqui na próxima vez.

– Tá certo. – disse ela, com o rosto corado.

Depois das 16h, eles se reuniram para ir.

– Bem, hoje foi divertido. – disse Kouta, indo com o pessoal para o estacionamento.

– Todo dia com esse pessoal reunido é divertido. – disse Kurama, com Mariko no colo.

– É isso mesmo. – disse Marcos, abrindo a porta do carro.

Eles se despediram e foram para suas casas, rindo e se divertindo. O que era pra ser um dia feliz e calmo terminou desse jeito, mesmo com alguns acidentes.

Mas o que o futuro os aguarda? Os anos se passarão, os diclonius irão sumir... Ou não...

Ninguém sabe o que virá, mas sabemos de algo: Aquela família não iria se separar tão cedo, ou talvez, nunca...

Mas isso, só o tempo dirá... O futuro ainda não foi escrito... Ele é formado por cada escolha e eu espero que eles escolham as certas...

Bem, isso é tudo pessoal...

Notas finais
Bem, sem notas explicativas, sem papo furado. Agradeço a todos que leram e gostaram, também aos que leram e não gostaram. Então, qual sua opinião sobre o final? Critique, julgue, diga o que achou. Comecei essa FanFic a um ano ou mais, mas só continuei recentemente. Espero que tenham gostado... Ou não... Provavelmente eu vou sumir do site por uns tempos, já que estarei escrevendo algumas histórias originais, mas voltarei o mais rápido possível com outras FanFics como "Encontro com Leon e Hata", "Another 2002", "Os Pesadelos de Rick Nightmare" e "Uma história ainda sem nome de personagens de animes diversos se unindo contra um mesmo inimigo, mas que o protagonista é um humano do nosso mundo", que são meus projetos de FanFics ainda sem data para lançamento. Bem, agradeço a todos. Que Deus abençoe a América e a todos nós!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!