Elevador
1 Único
Notas iniciais
Frank me odiava. Eu ainda tinha o sonho de beijá-lo, pena que ele nunca me olhou – Pensou Gerard – Mas a partir de hoje, isso vai mudar – Sussurrou para si mesmo.
Por incrível coincidência, eles moravam no mesmo apartamento, mas precisamente, no mesmo bloco, menos precisamente, com a diferença de 3 andares.
Eu morava no 5º andar, enquanto ele morava no 8º. Maldita diferença, sem ela, o meu processo seria mais rápido.
Não sei o que eu enxergava no Iero, não mesmo. A gente se quer se fala e ele age como me odiasse.
Exatamente a uma hora e quinze Frank descia no elevador, provavelmente para ir para o seu trabalho. Não estou tão obcecado a ponto de segui-lo. Teríamos apenas quinze minutos, não iria desperdiçar meu tempo precioso por nada nesse mundo.
Fui para a entrada do andar, onde se encontram as portas dos apartamentos 500 e tantos. Sentei-me no sofá, e aguardei até ver que o elevador subia.
Rapidamente, apertei o interruptor com meu polegar.
É claro que tinha chances de ser qualquer um do 3º andar, e que se fosse eu teria que dar um jeito de subir tudo de novo e ainda pegar Frank de descida. O negócio era pensar positivo.
O elevador parou em meu andar, e em exatos 3 segundos, a porta se abriu. Gelei ao ver que era Frank que se encontrava ali.
- Boa tarde – Murmurei sabendo que não viria resposta.
- Boa tarde, Way – Falou meio incomodado.
É. Enganei-me... Ele me respondeu. Mas não faz nenhuma diferença, correto?
Era à hora de entrar em ação, comecei a suar frio, uma sensação de medo tomou posse de mim.
Então, sem querer (obviamente proposital, menos o pequeno Frank enxergava isso), dei uma “pequena” cotovelada no botão de parar a máquina. O elevador deu uma espécie de freada, nisso, Frank situou-se do que havia acontecido.
- Oh, fuck! – Frank falou baixinho.
- O jeito é esperar... – Falei com medo da resposta do meu amigo ao lado.
Felizmente ele não falou nada, que foi ótimo para mim pensar. Era informação demais para um sujeito como eu.
- Acho melhor ligar para o porteiro, não? – Falou Iero tentando ser simpático comigo.
- Pode deixar, eu ligo – Falei dando um sorriso no canto dos lábios.
Realmente, eu liguei para lá.
- É, alô?
- Oi Gerard. Ta funcionando?
- Será que você poderia dar uma olhada no elevador? Enguiçou... – Falei ignorando a pergunta dele. Sabia que eu ligaria.
- Vou falar bem alto para o seu companheiro ouvir também, DESCULPE O ELEVADOR SÓ VAI SER CONCENTADO DAQUI A QUINZE MINUTOS, COM UM PROVÁVEL ATRASO DOS TÉCNICOS, QUE JÁ ERAM PARA ESTAR AQUI – Gritou o porteiro.
- Quinze minutos? – Falei tentando parecer chocado.
- É, passar bem – Quando ele falou isso, simplesmente desligou o telefone. Teria uma conversa com este porteiro.
- Acho que você ouviu o porteiro, não? – Falei fitando o chão.
- Ouvi sim – Falou ele, aparentemente, olhando para o meu sapato.
Passaram-se três minutos. Foram como se fossem três horas.
- Na boa, eu vou sentar – Falei já flexionando o joelho, e deslizando as costas numa parede de metal.
- Vou acompanhá-lo – Falou, repetindo o meu movimento.
Deixei de certa forma o queixo cair.
- Então Gerard... Como vai a vida? – Ele me perguntou ainda fitando o meu sapato.
- Falta alguma coisa nela, sabe – Falei olhando seus olhos. Aliás, e que olhos.
- Não. Não sei – Falou rindo de sua besteira.
Peguei-me rindo também.
- E a sua? – Atrevi-me a perguntar. Tinha certo medo de Frank Iero.
- Pode-se dizer que falta algo, também. Algo próximo. Próximo demais – E deu uma espécie de bundada [nem eu creio que usei essa palavra O_O] para o meu lado, e suspirou.
Abri a boca. Era uma impressão, ou ele me queria?
Fiquei uns segundos sem expressão.
Frank me acordou do transe.
- Você tem tatuagens?
- Não posso. Pavor de agulhas. – Fiz uma carinha de desprotegido, que cá entre nós, já estava mais do que ensaiada.
- Você gostaria de ter uma?
- Gostaria sim, ficaria lisonjeado.
- E se eu segurasse a sua mão? Você Faria? – Falou fitando meus olhos.
- O que houve Frank? Você sempre foi seco comigo! Nunca me deu bola... – Certo que me descontrolei um pouco, mas estava com razão.
- Desculpe – Murmurou Frank de cabeça baixa.
Passaram-se longos segundos.
- Faria – Falei com firmeza.
- Hã? – Falou com cara de perdido.
- Faria se você estivesse do meu lado segurando minha mão. Sem dúvidas.
Frank deu um sorriso de orelha a orelha.
- Sabe Gera.. – Falou sendo interrompido por mim.
- Gee – Corrigi.
- Sabe Gee – Falou enfatizando meu apelido – Eu sempre fui seco com você porque eu tinha medo. Eu tenho medo.
- Medo de que Frank? O que há de errado comigo?
- Você é perfeito. Não há nada com você. Esses seus olhos, sua pele pálida, o cabelo... Eu tenho medo é de me apaixonar por você.
Deixei-o desabafar comigo, não o interrompi.
- Minhas relações sempre foram tão péssimas, tudo dava errado. Sempre ganhava um belo par de chifres... Eu sou assim com você, porque tenho medo de acabar me apaixonando, e sofrer em suas mãos.
- Frankie, eu nunca faria isso. Você é sempre assim com quem tenta não gostar, é?
- Desculpe – Ainda de cabeça baixa.
Não se passaram nem 3 segundos para os dois selarem os lábios um do outro. Ficaram nesse ritmo até sentirem a freada de novo. Os dois se levantaram no meio de amassos, e com dificuldade se soltaram.
O elevador já se encontrava no andar térreo, se retiraram do cubículo com os dedos entrelaçados.
Ao passarem pelo porteiro, Gerard deu uma pequena piscada para ele. O porteiro não era nada a mais nada a menos que seu irmão, tentando juntar os dois. Mikey estava substituindo por uma hora o real porteiro, que fora no médico, mas isso é outra história.
Os dedos não se separaram até os seus donos irem para lados opostos. Frank passou seu telefone a Gerard, para se encontrarem todos os dias, e assim fizeram durante muito tempo.
Notas finais
Tão fofinho Gee e frank <3 Lembrando que qualquer erro é meu. Dei uma última revisada e achei alguns esdrúxulos, haha
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