Elesis Em Um Futuro Incompleto

21 Sabe de nada, inocente.


Notas iniciais
Tá, o nome do capítulo é um trocadilho com o que acontece nesse capítulo... Me perdoem! OLAAAAAAAAAA, cheguei com esse capítulo enorme, eu acho, e com muitas tretas e tal. Não vou ficar segurando vocês, vão ler logo! Boa Leitura.

Todos estavam sentados, outros em pé mesmo , para ouvir a história que Edel começaria a contar. Tanto ela quanto Lupus estavam bem distantes, pois assim evitariam de se enfrentar, ou no caso do Lupus, apanhar.

– Isso aconteceu faz alguns meses. — Fala a Major sentada com os braços cruzados. — Muito antes de vocês irem me visitar.

– Tudo bem. -Diz Elesis. — Conte o seu lado da história.

– Eu não entendo o motivo de me manter preso. — Lupus levanta as mãos, mostrando uma algema presa em suas pulsos. — E muito menos de deixar a chave com ele! — Olha para Lass.

O ninja estava no balcão, em quanto comia um sanduiche tranquilamente. Ao lado do prato, estava a chave que libertaria Lupus das algemas.

– O soltaremos quando tudo for esclarecido . — Menciona Ronan. Ele e Arme tinham chegado fazia um tempo. — Agora, Edel prossiga.

– Bem...

***

Era um dia comum como todo outro. Tinha terminado meus trabalhos e os treinamentos do dia, que sempre acabam a noite. Como sempre, fui tomar meu banho para depois ir dormir. Terminei meu banho, me enrolei na toalha e sai do banheiro, entrando na escuridão do meu quarto. Foi tolice minha, mas não tinha sentido a presença dele ali.

– Olá, Edel. — Diz alguém.

Edel olhou para a direção que vinha a voz. Sentado em sua cama, viu Lupus lendo um livro calmamente. A Major se assustou no mesmo instante, assim segurando firme a toalha em seu corpo para que não caísse. Olhou bem e viu que era o caçador, mesmo estando aquela escuridão.

– Lu-Lupus. — Chamou ela ainda assustada. — O que faz aqui?

– Vim visita-la. — Continuava a ler o livro. — Algum problema?

– É claro que tem! — Começava a ficar nervosa. — Agora diga o real motivo de você está aqui.

Ouviu o Haro suspirando. Lupus se levantou, jogou o livro sobre a cama e andou em direção à Edel. Por achar aquilo estranho, a albina começou a dar leves passos para trás, até chegasse no cabide onde tinha colocado sua roupa anterior, que por sorte, estava seu revólver.

– Tenho um trabalho pra fazer que envolve você. — Continuou Lupus. — Então seja uma boa garota e venha comigo.

– Para onde?

Parou de andar e esticou a mão para ela.

– Venha aqui e você descobre.

Como Lupus, Edel parou de recuar, já que estava próxima de sua arma. Sem muito questionamento, pegou seu revólver e saiu disparando em direção ao caçador. Lupus facilmente desviou dos tiros, mas acabou sendo atrasado ao percebe que a Major já tinha fugido do quarto.

Edel atravessou o longo corredor e deu de cara com as escadas, a fazendo pular daquela altura, caindo direto no chão do andar de baixo. Rolou para amortecer o impacto e deu uma rápida olhada para trás. Lupus fez o mesmo que ela, pulou as escadas mirando uma das suas Scarlets para a garota. A Major ouviu o disparo e desviou na mesma hora, correndo em seguida.

– Quanto mais você foge, pior vai ser quando eu te pegar. — Avisa Lupus com um tom ameaçador.

– Não enche! — Gritou ofegante.

Edel se joga contra duas portas de madeira que dava para outro cômodo, que era um grande salão decorado pelas belas enormes janelas. Deu mais uma corrida e se virou para a porta que tinha atravessado, mirando seu revólver para ele. Ficou parada esperando o caçador aparecer.

– O que você pensa que vai fazer com isso? — Lupus aparece andando e logo parando ao atravessar a porta.

– Se você der mais um passo, você verá. — Diz provocativa.

Soltou uma risada abafada e desafiou o olhar da Major. O Haro deu um passo à frente tranquilamente.

Uma rápida mana se passa por todo o corpo de Edel, fazendo seus cabelos e toalha balançarem pelo poder, e vai em direção ao seu braço, passando para seu revólver. Uma energia branca é disparada, logo explodindo ao chegar perto de Lupus. Fez um enorme estrago em sua casa, abrindo um buraco e tanto onde foi atingindo. Abaixou a arma, vendo que Lupus não estava mais ali, pois só havia fumaça da poeira.

Suspirou aliviada. De repente, ver uma luz azul clara vindo da fumaça, que logo voo em sua direção. Passou por ela e assim percebeu que aquilo eram chamas, porém não a queimava. Cruzou os braços na frente de seu rosto para se proteger. Mas nada aconteceu, as chamas se dissipam, deixando a Major confusa.

– Hã?

Abaixou os braços e olhou em volta. Porém, algo a cutuca atrás de sua cabeça, a deixando paralisada.

– Você acha mesmo que só isso pode me parar? — Ouviu a voz do caçador.

Lupus estava atrás dela, com sua Scarlet apontada para a cabeça dela. Ele abriu um sorriso vitorioso.

– É, você tá totalmente errada.

Antes que reagisse, apenas ouviu o disparo da bala e sua mente se apagando.

***

Todos olhavam confusos para a albina, que se mantinha de braços cruzados.

– Então você tá morta? — Perguntou Arme com medo da resposta.

Todos deram um passo para trás, ficando longe dela.

– É claro que não. — Responde Lupus calma com aquela situação. — Não era uma bala feita para matar, ou machucar, apenas para apagar a pessoa durante um tempo.

– Ah, então é isso. — Diz Lire aliviada, como o resto.

– E o que aconteceu depois? — Pergunta Elesis.

– Bem, eu acordei em uma cela, em... — Olha para Lupus para que ele continuasse.

– Hades. — Completa o moreno. — Impressionante como você conseguiu fugir.

– Impressionante é o olho roxo que eu vou deixar em você! — Se levantou da cadeira e partiu pra cima do caçador, porém foi parada.

A Major foi obrigada a usar algemas também, presa ao Zero que era como um poste, a deixando sem lugar para ir. O Andarilho a puxou novamente, que ela caiu direto na cadeira.

– Não precisavam me prender com isso. — Resmunga ela cruzando os braços.

– Continua com a história. — Fala Ronan sem paciência. O azulado recebe uma bota na cara, vindo de Edel.

– Você não manda em mim. — Ajeita a postura. — Continuando...

***

Se sentia com muito calor e principalmente sede. Com todo aquele desconforto, acordou repentinamente. Respirava ofegante, onde estava era um local muito abafado. Estava sobre uma cama simples, em uma pequena cela, que cheirava mal. Era um pouco escuro já que estava sendo iluminada vindo da sala depois das grades.

Edel de sentou na cama, logo colocando a mão atrás da cabeça. Sentia um pouco dolorida ali.

– Eai, Coelhinha.

Olhou em direção à voz. Lupus estava encostado nas grades da cela, com um sorriso cínico em seu rosto. A albina rapidamente segurou firme sua toalha, já que era a única peça de roupa que usava no momento.

– Seu... — Olhou em volta, dando uma rápida checada no lugar. — O que você fez comigo?

– Nada... — O sorriso se alarga mais. — Ainda.

Olhou irritada para o caçador, que logo riu da expressão que ela fazia.

– Tô de brincadeira. — Para de rir. — É o seguinte, um cliente meu pediu para te trazer até ele, simples assim.

– Cliente? — Estranha. — O que um cliente quer comigo?

– Eu não sei, são coisas pessoais como essa que eu não posso pergunta pra ele. — Deu de ombros — Mas acho que já tenho uma noção do que pode ser.

Se levantou da cama com um pulo e se jogou contra as grades. Passou a mão por elas e tentou agarrar o caçador, porém ele desviou facilmente.

– Quem é esse cara?!

– Não sei também. — Joga os braços para o lado. — Ele é todo encapuzado e tem uma voz misteriosa, difícil de dizer quem é.

– Você é maluco?! — Gritava furiosa. — Você vai me vender para um estranho qualquer?

– Eu achei que estivesse óbvio.

Esticou mais ainda a mão até Lupus, mas falhando.

– Você só pode tá de brincadeira, né? Diz que é uma brincadeira! — Bate com os punhos nas grades.

– Infelizmente, não. — Dar as costas e anda até uma mesa, se sentando em uma cadeira perto e colocando as pernas sobre a mesa. — Agora, ele disse que queria você em perfeita forma, sem nenhum arranhão, então não fique se debatendo dentro da cela.

– O que? — Não conseguia acreditar naquilo. — Você só pode tá de brincadeira mesmo.

– Não, é verdade. — Ficava se balançando na cadeira. — Se ele não tivesse dito isso, eu estaria aí dentro com você.

– Ughr! — Voltou para dentro e se sentou na cama furiosa.

Achava que tudo aquilo era um sonho, que não era real, mas infelizmente, era a realidade. Mas algo a incomodava mais que tudo, era o fato de estar apenas de toalha, sem nada por baixo. Era constrangedor estar naquela situação.

– Ei, Lupus. — Chamou.

– O que?

– Você não teria alguma roupa pra mim vestir? — Perguntou com receio.

Lupus deu uma grande inclinada na cadeira, mas não caindo de algum jeito, assim vendo Edel dentro da cela.

– É mesmo, você tinha acabado de sair do banho. Foi mal, mas não tenho nenhuma roupa pra você.

– Você é um inútil mesmo.

Ouviu o rapaz rindo do insulto da albina. Edel não aguentava ficar mais nenhum segundo ali, precisava fugir de algum jeito, mas não tinha nenhuma arma para enfrentar o caçador, e mesmo que tivesse, seria um problema de qualquer jeito. No momento, deveria apenas bolar um plano e não tentar nada.

Se passaram alguma horas. A Major continuava em sua cela, deitada em sua cama em quanto pensava em alguma coisa. Logo ouviu a porta daquele lugar sendo aberta, era Lupus chegando. O caçador tinha saído para ver algumas coisas e disse que chegaria daqui a pouco.

Veio até onde Edel estava e ficou a olhando pelas grades.

– É uma ótimo visão daqui, sabia? — Provoca.

A toalha não cobria muita coisa, e além de estar deitada daquele jeito não ajudava muito. Se sentou rapidamente com o rosto vermelho de raiva, e vergonha.

– O que você quer?!

– Aqui. — Passou pelas grades uma sacola de papel. — Trouxe um lanchinho pra você.

– Não me trate como um animal. — Cruzou os braços.

– Ah, qual é. — Sacudiu a sacola. — Eu sei que você quer, faz um tempo que não come.

Virou o rosto, ignorando Lupus.

– Não me faça entrar aí. — Diz sério. — E se eu entrar, não vai só você que vai comer.

Virou o rosto emburrada. Se levantou da cama e pegou a sacola da mão do moreno.

– Muito bem. — Sorriu, deixando ela com mais raiva ainda.

Foi até a cadeira e se sentou, ficando se balançando novamente. Lupus também tinha um lanche para ele, então sem muita cerimônia, abriu e de dentro, tirou um hambúrguer e deu uma grande mordida.

– Coma o seu também. — Falava de boca cheia.

Não tinha muita escolha, estava com fome e só tinha aquilo para comer. Como o de Lupus, Edel tirou um hambúrguer, além de ter um refrigerante e algumas batatas dentro da sacola. Deu uma pequena mordida, como de costume. Sentiu uma explosão de sabores em sua boca, nunca tinha comido um hambúrguer ou qualquer outra guloseima. Não deixou de solta um gritinho de felicidade.

– Que bonitinha. — Novamente, Lupus inclinado na cadeira vendo a expressão que Edel fazia. — Parece que a dama nunca foi de comer essas coisas.

– Calado!

Ignorou o rapaz e voltou para seu lanche. Dessa vez deu uma grande mordida por estar faminta, e também não era momento de manter a compostura. Sem perceber, seu hambúrguer já tinha acabado, a deixando triste. Teve que se contentar com as batatas.

– Aqui.

Lupus esticou outro hambúrguer até Edel. Tinha comprado mais de dois, então não teria problema a albina comer mais um.

– Não preciso disso. — Mentia, queria muito outro daquele.

– Você é muito teimosa. — Suspirou. — Vai, pega logo.

Sem muita reclamação, pegou o lanche da mão do rapaz já foi logo dando grandes mordidas. Lupus não conseguiu se segurar, teve que rir da cara dela.

– O que foi? — Fala incomodada.

– Quando a conheci, não pensei que tivesse um lado... Como posso dizer? — Pensa por um momento. — "Não delicado".

– É ridículo achar uma coisa dessas sobre mim. — Diz com a boca cheia, mostrando o quanto Lupus tinha razão.

– É, você tem razão. — Voltou a se sentar na cadeira.

Passou um tempo, Edel comia as batatas que ainda restavam em quanto tomava o refrigerante. Ouviu a porta se aberta novamente, já que Lupus tinha saído. Porém, outra pessoa aparece para a surpresa dela. Foi direto na cela dela, a olhando de uma vez.

Naquele momento, foi o primeiro encontro deles. Um homem alto com o capuz cobrindo seu rosto, porém mostrando sua pele clara. Não tinha como saber quem era, mas sua aura era familiar.

– Quem é você? — Foi direta a albina.

Ele não respondeu, continuou em silêncio.

– Ela parece bem... — Disse o rapaz. Sua voz transbordava frieza e seriedade, lembrando até a de Edel, porém máscula.

– Como você tinha mencionado, nenhum arranhão. — Fala Lupus.

– E por que ela está só de toalha?

– Tive que trazer ela as pressas para cá. — Suspira. — Não foi tão fácil assim.

– Entendo.

Edel se sentia muito incomodada com o olhar daquela pessoa. O rapaz pôs a mão dentro da cela, esticando até a Major, que ficou paralisada com aquilo. Ele passou a mão delicadamente em seu rosto e em sua bochecha, perto de seu olho "diferente". Se sentiu com muita raiva, rapidamente mordeu a mão do rapaz com muita força, fazendo sair bastante sangue. Ele puxou a mão novamente, mas mantendo-se calmo.

– Já disse, não me trate como uma animal. — Cuspiu o sangue que restou em sua boca e limpou com as costas da mão a sua boca suja pelo o vermelho.

– Desculpa por não ter avisado, mas ela morde. — Diz Lupus entregando um pano para ele.

– Eu vou morder você se não me solta agora! — Se joga nas grades e as segura com raiva.

– Está tudo bem.- Diz o homem se afastando. — Tenho alguns trabalhos para fazer no momento, não tenho tempo para ficar com ela, então poderia pedir para que a segura-se por mais um tempo?

– Pode deixar.

– Agradeço a compreensão. — Vai em direção à a porta. — Quero que ela continue nesse mesmo estado, entendeu?

– Não se preocupe, eu cumpro com os meus deveres. — Diz sério também.

Assentiu e foi embora, deixando aquele clima mais relaxado.

– Ouviu isso, Edel? — Fala com um sorriso de deboche no rosto. — Você vai ficar aqui mais um tempo, comigo.

– Não enche. — Diz sem paciência.

Estava com a mente toda ocupada por aquele rapaz encapuzado. Ela sentia que já o tinha visto antes, ou passado por perto. Para piorar, nem ela ou Lupus sabiam quem ele era, nem ao menos o nome. Se sentou na cama com a expressão fechada de raiva, queria poder sair daquele "inferno" de uma vez.

***

Continuava com sua expressão raivosa, mesmo tudo aquilo tendo passado.

– Tá bom. — Diz Elesis quebrando aquele clima. — Até hoje você não descobriu quem ele era?

– Infelizmente, não. — Responde soltando um suspiro. — Mas há uma coisa que me intriga. É o fato de quando eu ter voltado para Grand Chase esse cara parece ter sido o mesmo que nos atacou, lembram?

De fato, ambos usavam capuz e tinham a mesma altura, alta.

– E daquela vez no trem. — Diz Zero. — Do jeito que você falou, parece ser o mesmo.

– Agora que você mencionou... — Diz pensativa.

– Pensei que já tínhamos discutido isso. — Fala Grandark, sentando sobre uma mesa. — Aquele mesmo rapaz do trem não era Duel?

– Talvez não. — Responde Zero ficando sério. — Os dois podiam parecer querer o mesmo objetivo, mas era só impressão nossa. Se fosse Duel naquele trem, ele teria pegado Eclipse de uma vez naquela hora que nos separarmos, já que esse era o único objetivo dele. Também, os dois possuíam uma energia diferente, difícil de dizer se eram iguais.

– Poderemos tirar essa conclusão no final. — Avisa a ruiva. — Edel, continue.

– Que eu me lembre, tinha se passado um dia depois daquilo. — Continua.

***

Continuava naquela cena. O calor que Edel sentia já tinha passado, pois acabou se acostumando com o clima daquele lugar. Permanecia usando apenas a toalha como roupa, para a felicidade de outra pessoa.

– Eu poderia pelo menos tomar um banho? — Diz agoniada.

– Por quê? — Estava sentado na cadeira em quanto limpava suas preciosas armas.

– Esse lugar fede, igual a você. — Pôs sua franja para trás. — Então eu preciso de um banho!

– Depois... — Dar de ombros. — Se você se comporta.

Levantou da cama e foi até as grades, olhou para o caçador com indignação.

– Por que está fazendo isso?

Abriu a boca para responder, porém é impedido.

– Não estou falando sobre a recompensa! Lupus, fomos parceiros de equipe, da Grand Chase! Você me conhece bem como eu te conheço, então qual é o motivo de você estar fazendo isso comigo? — Viu que ele não respondia. — Me responda! Você por acaso esqueceu que tudo que passamos juntos na Grand Chase? É isso?!

– Fomos, essa é a palavra que se encaixa exatamente nessa situação. — Diz sério, continuando a limpar as armas. — Não existe mais Grand Chase, muito menos nós. Agora é cada um por si.

– Você que está dizendo, mas sabe muito bem que não é bem isso. — Parou um pouco e continuou. — Você não se importa do que aquele cara vai fazer comigo, sua amiga?

Pôs as armas sobre a mesa e ficou em silêncio. Se levantou da cadeira e começou a andar.

– Eu vou tomar um banho. — Diz Lupus. — Não tente nada, ouviu?

Sem esperar resposta, seguiu para outro corredor. Edel continuou séria, ainda parada em pé, esperando que o caçador voltasse. Deu as costas e voltou a se sentar na cama.

– Eu que queria tomar um banho. — Sussurra.

Depois de um tempo, Lupus termina seu banho. Não se importando muito com a Major, ficou usando apenas a calça como traje, deixando seu peito totalmente exposto. Como seu estilo de luta não tinha ataques corporais, apenas mira e atirar, sua musculatura não era tão impressionante assim.

– Tá com fome? — Pergunta Lupus com uma toalha na cabeça para secar os cabelos. — Eu tava pensando em pedir uma pizza pra gente.

Não ouviu resposta. Olhou Edel e viu que ela estava sentada na cama, parecia estar com a mente bem longe daquele lugar.

– O que foi? — Se aproxima da cela. — O gato comeu sua língua?

– Não vou conversa com você, Lupus. — Continuava com o olhar fixo para frente.

– Bem, agora estamos conversando. — Diz debochado.

Se levantou rapidamente e foi para frente das barras, com um olhar furioso.

– Você é apenas um caçador ordinário que não liga para seus parceiros! Conversa comigo como se me conhecesse, mas na verdade, não é nada disso! — Bate com as mãos abertas nas barras. — Se soubesse quem eu sou, não estaria fazendo isso comigo, então não venha com essa intimidade pra cima de mim, seu retardado!

Olhava sem expressão para a albina, esperando que ela terminasse aquele discurso. Colocou a toalha pendurada em seu pescoço, já que tinha secado o cabelo o suficiente.

– Então, calabresa ou mussarela? — Pergunta normalmente.

Atravessou a mão entre as barras e agarrou a toalha pendurada em seu ombro, rapidamente puxando até si. O caçador foi puxado, ficando com o corpo grudado nas grades. Edel o olhava furiosa.

– Já disse, pare de falar comigo. — Seu tom de voz saiu frio, até demais.

– O que você quer que eu faça? — Falava com dificuldade. — Te solte?

– Agradeceria.

– Sabe que as coisas não funcionam desse jeito. Um trabalho é designado à mim, com instruções e regras a ser feitos. Eu faço, sem questionar, muito menos fazer exceções.

– Então farei minhas exceções quando for te caçar. — Se aproximou do rosto do moreno, que estava pressionado contra as grades, e disse bem baixo. — E para deixar claro, isso ocorrerá em breve.

Abriu um pequeno sorriso em seu rosto.

– Mal posso esperar.

Após ter ouvido isso, Edel solta a toalha, deixando o caçador livre. Lupus se afastou lentamente em quanto encarava a expressão de brava que a Major fazia.

– Vou pedir uma pizza mista. — Dar as costas e anda até sua mesa, como se nada tivesse acontecido. — É difícil escolher só um sabor, prefiro ficar com ambos desse jeito.

Ignorou o que o caçador dizia, apenas voltou a ficar sentada na cama e pensar em algum plano para fugir. Porém, não teria tanto tempo assim, já que em breve aquele homem a viria buscar.

***

– Então... — Menciona Arme. — A pizza tava boa?

Lupus afirmou com a cabeça.

– Isso não importa! — Grita Edel se levantando da cadeira, e apontando para o Haro. — O que importa é que ele me traiu por um trabalho medíocre. Agora, eu já dei motivos o suficiente para bater nele, então...

Tentou avança contra o caçador novamente, mas foi impedida por Zero que continuava preso a ele. Voltou a se sentar na cadeira.

– Já disse que aquele era meu trabalho. — Diz Lupus. — Não tinha o que eu fazer.

– Mas Edel é sua amiga. — Fala Elesis com os braços cruzados. — Por quê fez isso com ela?

– Quando se tem um trabalho, não se deve mistura sentimentos nele. — Responde friamente.

A ruiva olhou séria para o caçador, percebendo que Lupus não tinha mudado tanto. O mesmo jeito de coloca o trabalho a cima de tudo continuava, algo que todos odiavam em Lupus. Mas não podia julgar tão rápido assim, tinha que ouvir o resto da história.

– E como que você fugiu, Edel? — Pergunta Lire, tirando Elesis de seus pensamentos.

Lupus ao ouvir a pergunta se sentiu incomodado, querendo que a Major ficasse calada naquele justo momento. Viu Edel abrir a boca para responder, no entanto, foi mais rápido que ela.

– Eu deixei ela ir embora! — Fala o rapaz. — Foi isso.

Olharam desconfiados para o moreno, como se ele tivesse escondendo algo.

– Tá, e eu sou uma princesa. — Fala Lass já sacando a do irmão. — O que aconteceu de verdade?

Olharam para Edel, esperando que ela contasse.

– Bem, tinha se passado uns dois dias e durante esse tempo eu consegui inventar um plano para pode fugir, só que era bem complicado de se executar.

– Por quê? — Pergunta Arme.

Suspirou e continuou a contar a história.

***

Usando uma roupa completa dessa vez, Lupus estava sentado em quanto lia uma revista. Não conversava com Edel fazia um bom tempo, pois ela o ignorava totalmente, então decidiu agir da mesma forma, ignora-la.

– É mesmo, você também possuí as chamas azuis.

Olhou em direção à Edel com um olhar confuso. A Major estava encostada nas barras o olhando, porém, algo o chamou a atenção. Edel estava com um dos olhos fechados e o outro aberto, o qual tinha uma coloração diferente.

– Do que você tá falando?

– Depois que Veigas me acertou no olho, e depois se curou, eu comecei a ver algumas coisas diferentes do normal. — Começa a dizer de repente. — Tipo, consigo ver suas chamas arderem dentro de você.

– Sério? — Fica impressionado. — Seria ótimo eu ter um olho desse...

– Na verdade, não. Há coisas que não são legais de se ver. — Diz com um tom triste. — É tanto uma maldição quando uma benção.

Ficou quieto por um momento, depois se levantou da cadeira e foi até à albina.

– Não pode ser tão ruim assim, deixe-me ver.

Ficou na frente das grades, olhando seriamente para ela. Viu que era bem diferente do outro olho que Edel tinha, o normal.

– O que você pode ver com ele?

– Praticamente tudo. — Se aproxima das barras e olha bem no fundo dos olhos do caçador. — Até mesmo os segredos mais obscuros.

Lupus também a encarou por um tempo, depois soltou uma risada debochada.

– Até parece.

– É verdade.

Negou com a cabeça e deu as costas, voltando para o seu lugar. Ao ver o caçador dando as costas, Edel sorriu vitoriosa, vendo o que procurava.

– Posso provar.

Parou de andar e se virou curioso para Edel. Não conseguia acreditar em tal poder que ela tinha.

– O que foi? Com medo que eu descubra seus segredinhos? — Fala provocativa.

– Não tenho nenhum segredo para esconder. — Anda até ela.

– Que bom, só espero que não reclame quando eu achar algum coisa peculiar sobre você.

– Faz logo isso. — Diz impaciente.

Ajeitou a postura e olhou concentrada para ele. Esticou a mão até o caçador, quase tocando em seu ombro mas ele acaba desviando.

– O que você tá fazendo? — Olha desconfiado para ela.

– Terei uma imagem melhor se tiver contato.

Continuou com o olhar desconfiado.

– Você sabe que não dar pra eu fugir. As chaves estão lá na mesa e eu não tenho nem uma arma para lutar, como que um toque poderia mudar tudo?

Suspirou derrotado.

– Tanto faz.

Segurou o ombro do caçador e manteve os olhos concentrado nele.

– Feche os olhos e pense algo que eu não saiba.

De novo, olhou desconfiado para ela. Suspirou e fechou os olhos. Manteve algo em mente, como Edel tinha pedido. Porém, seus pensamentos é jogados fora quando sente a Major o puxar pela a gola da camisa, no entanto...

Nada de suspeito estava acontecendo, além do fato de Edel está o beijando. O caçador não reagia aquilo, só ficava com uma expressão confusa. Queria poder se separar daquilo naquele momento, mas não conseguia...

Logo a Major se separa dele aos poucos, com um olhar envergonhado. Abaixou a cabeça, escondendo seu rosto corado sob os cabelos.

– Foi mal, eu... — Se embolava nas palavras.

Se afastou das grades e se sentou na cama, cobrindo seu rosto com as palmas da mão. Seu rosto estava pelando de tanta vergonha. Lupus continuou ali, ainda confuso com o que tinha acabado de acontecer.

– O que foi isso?

– Eu não sei! Eu só.. — Não conseguia se explicar. — Estou confusa.

– Legal, somos dois. Você tá bem mesmo?

Demorou para responder. Apenas deu de ombros, mostrando que não sabia o que dizer. Lupus ainda preocupado, voltou ao seu lugar e se sentou. Tocou com a ponta dos dedos em seu lábio, desconfiado.

– O que você planeja fazer? — Pensou o caçador.

Depois de um tempo, Lupus volta com o lanche para ele e Edel. Foi direto na cela onde a garota estava e viu ela sobre a cama com as pernas encolhidas. Esticou uma sacola de papel até a albina.

– Aqui.

Percebeu depois de um tempo. Se esticou e pegou seu lanche.

– Valeu. — Dizia desanimada.

Percebeu que Edel estava diferente, pois não falava uma única palavra ou muito menos reagia a certas coisas.

– Ela parece estar escondendo alguma coisa. — Pensa novamente. — Ela sabe que seria ridículo tentar fugir, muito menos me engana, mas... Edel não é burra, pelo contrário, é muito esperta. Ela sabe que se tentar alguma coisa, vai falhar em sua condições atuais. Mas e se ela tivesse agindo dessa forma de verdade, sem tentar nada. Difícil dizer.

De repene, ouviu soluços vindo da cela. Andou até lá e viu Edel com um hambúrguer na mão, mas algo chama mais atenção, ela chorava. Achou muito estranho ela estar agindo desse jeito, principalmente por a Major sempre for firme com seus sentimentos, se demonstra algum.

– O que foi, Edel?

– Tá frio... Meu hambúrguer tá frio.

– Com certeza não é isso. — Era óbvio demais. — Diz logo o que você tem.

Olhou para o Haro com os olhos ainda derramando lágrimas.

– É que você me lembra meu irmão. Desde que eu te conheci, vi que vocês dois tinham bastante semelhança, o que me fazia feliz. Queria poder me aproximar de você para conversa, mas nunca consegui. — Desvia o olhar. — Porque você sempre foi fechado com todos.

– É por isso que você me beijou? — Ficava com medo da resposta.

– Claro que não. Você pode lembrar meu irmão, mas você é diferente de alguma forma. — Diz envergonhada.

– Continua soando estranho.

Se levantou da cama e andou até o caçador para dizer algo na cara dele, porém no caminho, acaba tropeçando e caindo de cara no chão.

– Droga... — Reclama bem baixo.

– Tudo bem? — Pergunta preocupado.

– Acho que sim.

Levantou o rosto e sentiu algo escorre pelo o seu nariz. Tocou no mesmo e viu o líquido vermelho. Sangue.

Tinha batido o nariz com força no chão, o que resultou em uma pequena hemorragia.

– É, você não parece bem.

Pegou as chaves e destrancou a cela. Abriu a porta e entrou, chegando perto da Major. Se abaixou e viu o sangue ainda escorrendo.

– Mantenha a cabeça levantada. — A segurou pela a cabeça e levantou o rosto para cima.

– Nossa, como você é delicado. — Diz sarcasticamente.

– Faço o meu melhor.

Pegou um lenço e colocou no nariz de Edel, que logo ela segurou para não cair.

– Você é um idiota. — Diz ela. — Entrando desse jeito aqui com chance de eu fugir.

– Sei que você não seria idiota de fazer isso. — Abri um sorriso convencido.

Revirou os olhos, ignorando o rapaz. Porém, acabou sentindo a mão do caçador passar por seu rosto, limpando as lágrimas que ainda restava.

– Só não chore outra vez, ok? — Fala Lupus sério. — Você fica estranha assim.

– Estranha? — Não entende o que ele quis dizer com aquilo.

– Não combina com você esse tipo de coisa. — Dar de ombros.

Abriu um pequeno sorriso. Por impulso, se joga nos braços do caçador, o abraçando. Outra vez, Lupus ficava confuso pela atitude da Major. Sentiu seu corpo quente colado ao seu, o deixando desconfortável com aquilo, principalmente por ela ainda está apenas com uma toalha como roupa.

– Você pelo menos tem um pingo de humanidade dentro desse coração amargo.

– Eu sou um Haro, como posso ter humanidade?

– Não leve isso em consideração.

Queria negar, mas estava gostando de ter Edel próximo a ele. Sem percebe, estava abraçando a mesma. As mãos da albina deslizaram por suas costas, o deixando arrepiado, até que pararam em um exato ponto. Edel não pode de deixar de sorrir discretamente.

– Mas sabe de uma coisa... — Diz Edel.

– O que?

– Você é apenas um tolo.

Não teve tempo de reagir pois algo o perfura pelas costas, o fazendo ficar paralisado no mesmo instante. Seu corpo desabou pra cima de Edel, que logo empurrou ele para o lado, caindo no chão. Com um lado do rosto colado no chão, olhou para a Major à procura de resposta.

Na mão da albina, uma mancha de sangue se localizava, além de uma energia negra a cercar. Percebeu que ela tinha o atingindo com a mão pelas costas, o marcando com aquela magia que o deixou paralisado.

– Vocês, homens, são todos iguais. — Dizia ela em quanto limpava a mão com um pano. — Não podem ver uma brecha que já estão se achando o tal.

– O que você fez comigo? Não consigo me mexer.

– Bem, eu disse que conseguia ver qualquer coisa com o meu olho. — Aponta para o mesmo. — Quando você me deu as costas, consegui ver seu ponto vital. Uma magia de paralisia, mesmo sendo pouca, no ponto fraco e pronto! Você está acabado. — Abri um sorriso vitorioso, depois colocando as mãos na cintura. — Acha mesmo que eu tava te dando mole?

O caçador a olhou sério, com a resposta visível em seu rosto. Trincou os dentes de raiva, tinha caído em um truque de Edel, e falhado vergonhosamente.

***

A história para de se contada quando todos começam rir. Elesis gargalhava igual a Grandark, Lire e Arme ria controladamente, Ronan estava com o rosto escondido atrás de Zero em quanto ria, já Zero se mantinha sem expressão naquela situação, sem entender nada. Lupus estava queimando de raiva por dentro com toda aquelas risadas, mantendo uma expressão calma. Edel continuava o fitar com raiva e ódio, com os braços cruzados.

Incomodado, virou o rosto para o lado, dando de cara com Lass de costas rindo silenciosamente.

– Até você?! — Não conseguia acreditar que o sério do ninja estava rindo da cara dele.

Zero se vira para Grandark e ver que até ele ria da situação.

– Eu não entendo. — Diz o andarilho. — Por que todos estão rindo?

– Lupus é um idiota, só isso. — Responda a espada ainda rindo.

– Devo rir junto?

– Não, você perdeu o tempo certo. — Dar uns tapinhas de leve no ombro de Zero, que fica triste por isso.

Lupus se levanta da cadeira e se dirigi até a porta.

– Eu vou embora.

É puxado pela camisa e jogado na cadeira de volta. Elesis se apoia em seu ombro ainda rindo.

– Cara, como você pode ser tão ingênuo? — Pergunta a ruiva.

Virou o rosto emburrado. Sabia que tinha errado, e para piorar, todos riam de seu erro. É, isso que é amigo de verdade.

– Tá bom, chega disso, gente. — Fala Lire. — Lupus sabe que errou e não há necessidade de ficar rindo disso.

– Na verdade, há sim. — Diz Lass com um largo sorriso sádico no rosto.

Lupus o olhou furioso, pena que ele estava com as mãos acorrentadas.

– Ok! — Grita Elesis limpando as lágrimas dos olhos, resultado de tanto ter rido. — Edel, o que aconteceu depois disso?

– Eu conseguir fugir por um dos portais que se dava direto em Ernas. — Respondia calmamente. — Demorou alguns dias para que eu finalmente chegasse em Serdin, e durante esse percurso, passei por tanta coisa que nem devo mencionar.

– Devo imaginar. — Menciona Arme. — Andar apenas usando uma toalha por vários lugares não deve ter sido bom.

Concordou com a cabeça.

– Posso? — Aponta para o caçador, querendo ataca-lo a qualquer momento.

– Não é bem assim que funciona as coisas, Edel. — Avisa Elesis séria. — Há certas coisas do passado que precisamos simplesmente esquecer para poder criar o futuro. Agora somos uma equipe novamente, e tudo que fizemos de ruim é esquecido, esse é o lema da Grand Chase.

Lass sorriu discretamente. Quando entrou para a Grand Chase foi pelo o justo motivo de deixar seu passado para seguir em frente. Mas não foi só ele que foi desse jeito, foram todos os membros, sem exceção.

Suspirou derrotada.

– Não posso ficar vivendo com isso pra sempre. Talvez você tenha razão, é melhor esquecer e seguir em frente.

Sorriu a ruiva feliz.

– Que bom! — Olha pela a janela e ver o tempo escuro. — Já está de noite, então é melhor cada um ir descansar porque amanhã teremos muito trabalho pela frente! — Olha para o ninja. — Lass, solte o Lupus e a Edel. Lire, mostre um quarto para o Lupus, ele vai ficar aqui essa noite.

– Tudo bem. — Dizem os dois.

O albino apenas jogou as chaves para o caçador e foi liberta Edel de Zero. Durante isso, Elesis apenas olhou como Lass e Lupus se interagiam. Ambos não haviam falado nada para um ou outro, tirando algumas provocações.

Todos já tinham ido embora, menos os "moradores" da guilda. Edel estava sentada com o corpo repousado sobre a mesa. Estava perdida em seus pensamentos, até que foi interrompida pela chegada de alguém.

– Se é desculpas que você quer... — Levantou o rosto e seu deparou com o caçador. — Desculpa.

– Como se isso fosse concerta alguma coisa.

– Eu estava errado em ter te tratado daquele jeito. — Se senta em uma cadeira a frente. — E por ter te usado como mercadoria.

– Que bom que reconhece seu próprio erro.

– Mas já estamos quites, depois do que você me fez passar. Não poderia me perdoar?

Olhou para Lupus seriamente. As palavras de Elesis voaram em sua cabeça, a deixando irritada.

– Tanto faz. Só faço isso porque Elesis falou. — Cruzou os braços. — Mas não vai achando que nossa relação será a mesma.

Se debruçou sobre a mesa e olhou com um sorriso provocativo para a Major.

– Terá benefícios?

Bufou irritada. Se levantou da cadeira.

– Quer saber, não enche. — Passou pelo o caçador, indo em direção à seu quarto.

– Ei, Edel!

Se virou e viu Lupus inclinado na cadeira, com o corpo para trás a olhando. Seus cabelos jogados para trás como seu rosto.

– O que foi? — Fala impaciente.

– Quer saber o nome do cara que me mandou te sequestrar?

– É claro!

Ao ouvir o nome, tudo para Edel ficou escuro, como se fosse a única naquele lugar. O silêncio, deixando apenas sua respiração para ser ouvida. Seus olhos se arregalaram, não acreditando em tais palavras. Várias emoções em seu peito se despertaram, a deixando tão confusa quanto Lupus daquela vez.

Apenas quatro letras a deixaram daquele jeito.

– Adel.

Notas finais
Review? *Fãs do Lupus não me batem, sabe, foi muito bom escrever ele sofrendo desse jeito MAUAAHAHAHAH Desculpa, e ao mesmo tempo, Valeu a Pena! *Sei que pode parecer repentino mas quem assisti Naruto, ou gosta, eu tenho um episodio para vocês verem. É o episodio 194, do Naruto Shippuden! Não vou dizer o que tem de especial nesse episodio, apenas digo para verem :3